Oásis

Quantas situações desagradáveis passamos na vida para conseguirmos ter um pouco de prazer? Quantos desertos enfrentamos para conseguirmos recompor aquela parte de nós, dos nossos sentimentos que por vezes, descobrimos que foi uma miragem (ilusão), criada a partir de uma confusão vinda da maneira equivocada de interpretar a vida? Certamente, você irá responder, várias.

Inumeráveis sofrimentos são cultivados dentro de nós por conta dessas interpretações erradas. Há casos, que muitos viram transtornos mentais

São as voltas que a vida dá, e o tempo nos convida a conhecer a grandeza de nossos limites. Eu costumo imaginar que essa rigidez com ela nos força percorrer longas distâncias, poderiam ser menos dolorosas se de fato, pudessemos alcançar a felicidade não de forma fragmentada, mas com um certo consenso. Se o sublime ( que também é uma realidade), não nos fosse dado somente no final, poderíamos a grosso modo, fazer das imperfeições aromas suaves para trazer aos pensamentos de leveza, ao invés de tristezas […]

” Os grandes desertos são da alma”.

Os maiores desertos são os da alma, porque nela é onde se percorre os maiores caminhos, ou seja, os caminhos composto por sentimentos. É através deles que tudo nasce ou morre. Depende de como se recepcionar isso dentro de cada um, cada pessoa, cada ser humano.

São inúmeros sentimentos que podem dessecar a solidão, a tristeza, a angústia, os medos, e diferentes formas de fobias. Tudo isso existe dentro de cada pessoa, e vira uma confusão enorme quando não sabemos lidar com eles.

” Tem aqueles que viram verdadeiros farrapo de vida, e vivem sem nenhum significado, e não é para o outro, mas para si”.

Tem pessoas que perdem o sentido da vida, o desejo de lutar. E se o ser humano perde essa referência, como vai conseguir voltar a ser o que era? Eu só conheço uma forma, viu!? É como diz o Mario Sergio Cortella: ” pare de cavar ainda mais o poço…”. Essa frase faz todo sentido, porque pondo-nos diante nossas contradições, ela nos faz olhar para as nossas próprias dimensões e nos convida a enfrentar nossas crises de maneira realista.

É como se olhando a vida dessa maneira, ela promovesse o diálogo dentro de nós, fazendo com que se veja que os delírios podem até ter a sua generosidade, mas viver, como a Elis Regina: ” Viver é melhor que sonhar…”.

Viver é melhor que sonhar, certamente. Se reconstruir, ser capaz de se refazer novamente, é a prova de que ninguém morre de sede nos desertos da vida.

O sol pode ser escaldante, as confusões mentais, podem nos deixar desnorteados vez ou outra, mas o caminhar, ah!…esse deve ser constante.

Se ainda não encontrou o seu oásis, continue procurando.

Imagem: Google ( Oásis do Maranhão) . Na verdade, são lagos belíssimos que existem naquele lugar. Qualquer dúvida, procure no Google. Conheça-os!

Texto: Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 15de fevereiro de 2020.

Tempos pretéritos

O passado é um lugar em que as coisas vividas ficaram lá atrás na história. Como se costuma dizer, ficaram presas no seu devido lugar. E por mais que ele possa ter sido harmonioso, ninguém pode trazê -lo de volta. Não, partimos do momento atual, o presente que é o lugar que nos permite fazer o que é possível.

Se você reparar com cuidado, a brevidade da vida é tão profunda que observar as coisas boas que ficaram para trás, servem tão significativamente como um impulso provocativo para viver o dia de hoje . O passado é bom, mas quando o olhamos com respeito, quando conseguimos fazer as pazes com aquilo que de alguma forma, modificou parte do que nos tornamos por dentro. Quando as perguntas bindas dele, tornaram-se as respostas que hoje, gera aquela sensação de bem-estar.

Que [se]possível, saibamos fazer a exclusão das injustiças internas. Saber se despedir delas sem o peso de escolhas infeliz. Ninguém queira culpar-se por conta do passado. Não, isso seria injusto com todos nós.

Um dos segredos de seguir adiante sem carregar fardos pesados, é não olhar para a nossa pequenez, quanfo a vida muito nos exigiu. Pouquíssimas qualidades teríamos para dissertar sobre quem fomos e nos tornamos . Somos imperfeitos e o que nos aprisiona são na verdade, esses laços que dilaceram os dois tempos: passado e presente. Reconhecer a grandeza do futuro, nos torna pequenos hoje. Somos falhos aqui? somos pois, muitos vivem numa espécie de irrealidade, quase no vaco existencial. Muitos não pensam a própria história, simplesmente não procuram evoluiu como pessoas.

É preciso olharmos com generosidade o que foi dosado, talvez não da maneira certa, mas sem culpa para que se possa alcançar aquilo que é importante para cada um de nós, ou seja, o que serve de estímulo à encontrar o bem, a paz interior, o que nos faz abraçar a vida de um jeito diferente hoje. O importante é saber conciliar situações que venham favorecer as nossas escolhas. Digo, escolhas agora no presente.

” O lugar do ontem, é lá atrás, ou seja, não comporta nada hoje”. Essa é a condição principal para que se possa construir novos caminhos”.

Viver é aprender a lidar o tempo todo com as nossas limitações, mas a característica saudável disso tudo, é em viver em paz. Deixar o que não deu certo no passado, jogando uma colher de cal por cima, inclusive, só para ter certeza que ‘ acabou’, e a vida segue.

Superado, compreendemos que temos novas oportunidades, muito a se fazer pela frente, e só em pensar dessa maneira já nos possibilita muito coisa.

Imagem (facebook)

Texto publicado por: Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 15de fevereiro de 2020

Pôr do sol

Viver é relacionar-se primeiramente consigo mesmo. É aprender a gostar de quem somos…

É respeitar os nossos sentimentos para compreender a beleza do que nos fascina em cada por do sol “.

Texto: Caminho Secundário ( Marii Freire)

Foto: Ticiane Giehl.

Janelas da alma

Metaforicamente, existe uma expressão que diz que os olhos são as ” janelas da alma”, porque se compreende que nelas há uma receptividade, há consciência, que nos permite recepcionar tudo que de certa forma, também é um convite à conhecer. E sabe o que é interessante na vida? é encontrarmos pessoas tão preparadas com um nível de qualidade tão bom, tão agradável que nos deixa sempre a vontade. Você já prestou atenção, que temos essa receptividade ? na verdade, uma curiosidade em quer adentrar no seu mundo, no seu universo para conhecr ou conhecê-las um pouco mais.

Há pessoas tão bonitas, tão fascinantes que, nós como seres humanos, chegamos a nos sentir melhor, mais revigorados, estando ao lado delas.

São pessoas que passam confiança, sensação de bem-estar, respeito. Gente de alma leve, nem sempre de ” alma leve”, mas que souberam negociar com os seus conflitos internos, e hoje sabem ser esse modelo de receptividade que a gente fica até com uma certa curiosidade, em querer saber qual é o segredo para que se possa caminhar assim, com sabedoria. Claro, há pessoas muito simples em suas atitudes, assim como há aquelas que vivem em conflito o tempo inteiro, e são trabalhosas no seu jeito de ser, e por isso, acabam se tornando um pouco mais complicado de lidar, porém são pessoas que vivem os seus traumas constantemente , e se parar para observar, são difíceis para elas mesmas. Mas, o importante é manter uma boa relação para que no fundo, nós também, saibamos lidar melhor com os nossos caos.

É engraçado, mas as vezes o barulho que algumas pessoas causam em nossas vida é tão forte, que o desconforto que aquilo nos proporciona causa sequelas terríveis. Claro, somos humanos, não vivemos numa redoma, e a dor surge para todos, mas os erros, hummm!…esses são complicados. Imagine, dizer a verdade nem sempre é fácil. Diria que é quase um desafio. Sim, porque ela machuca, e deve ser por isso que muitos, preferem pegar caminhos secundários(…), que a vida oferece.

O ser humano vive os seus dilemas sempre com aquela sensação que o inconsciente está ali, enviando pequenos sinais, falo a verdade, mas será que tenho a capacidade de carregar o peso da consequência que ela trás?! Você já reparou que a gente ama, não quando diz: eu te amo constantemente!?, mas quando se consegue perdoar inúmeras vezes? Sim, se descobre que ama alguém, depois de olhar nos olhos do outro e perdoar, além do que deveríamos. É quando se descobre que fazemos as coisas certas. Aí, é o ponto alto da questão. É quando termos a capacidade suficiente de sermos melhores. Entenda, aqui não estou dizendo que você tem que perdoar tudo. Não, não é nada disso. Estou dizendo que o amor, ele perpassa por tudo o que você imagina, passa por limites, pelos atritos de modo, que o amor muitas vezes, chega quando se descobre o miséria que mora no fundo dos olhos do outro, e não quando ele é constituído só por conta de palavras, das famosas frases prontas. Definitivamente, não.

O ser humano é assim, age de modo, que tudo o que faz, fica registrado no inconsciente. E aquilo fica de certa forma, incomodando. É quando ascende aquela luz necessária, e que ajuda a sermos melhores, sem nascer daquela situação ou mesmo, a necessidade do abandono. Você observou? Eu estou descrevendo as pessoa que citei logo no início desse texto. Lembras? As pessoas que mais nos ensinam, e ao mesmo tempo, permitem caminhar por seus caminhos, são essas que agregam um valor, em que só teremos a capacidade de experimentar, e oferecer isso, a outro, após aprendermos a lidar com os nossos próprios confrontos. São extremamente conscientes (privilegiadas), em saber reconhecer na crueza da vida, o que é essencial. A maioria de nós, não tem essa capacidade. Então, o que as tornam bonitas são essas atitudes, são pessoas com personalidade que no fundo, até nos educa, porque têm a capacidade de nós tornar pessoas melhores.

É gostoso encontrar pessoas que fazem nos sentir bem, que nos permite olhar por essa janela ( olhos), compreendendo que a beleza verdadeira da vida, encontra-se no caminho. Nem no início, nem no fim. Mas, no cento principal. É como um espiral. Sim, espiral porque você vai de um lado ao outro, mas passando sempre pelo ponto central, compreende?

Que a vida te permita olhar mais por essa janela, e que você encontre sempre bons motivos para apreciar toda beleza que ela te oferece.

Imagem: ( facebook)

Texto: Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 15 de fevereiro de 2020

Via láctea

“Ora ( direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso! ” E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-las, muita vez desperto

E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto

A via láctea, como um pátio aberto,

Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,

Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: ” Tresloucado amigo!

Que conversamos com elas? Que sentido

Tem o que dizem,quando estão contigo?”

E vos direis: ” Amai para entendê-las!

Pois só quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas”.

Olavo Bilac

Literatura brasileira ( Melhores poemas de Olavo Bilac), ano’/ 2013.

Marii Freire Pereira.

Santarém, Pá 14de fevereiro de de 2020

Caminho secundário

Na vida não pegues atalho. Os caminhos secundários podem até parecer confiáveis, oferecer algum conforto, encurtar a distância, mas podem revelar o dissabor da felicidade.

Você pode ir além …quando aprender que a vida se assemelha a uma grande estrada, onde tudo nela cabe…até mesmos os pequenos esconderijos.

As vezes na vida, acabamos nos tornando muito verdadeiros conosco. Olha que engraçado, não é com o outro, é com você mesmo. Sabe quando isso é possível? Quando já não há tempo para revestimento. É isso, deixamos a casca de lado. Mas, essa é uma transformação que não acontece da noite para o dia. Só com o passar dos anos, e quando deixando de lado alguns interesses, conseguimos prosseguir, e assim…’ alcançar o sol .

” Que metáfora linda…” alcançar o sol!”.

Se bem observares, irá compreender todo o movimento da vida. Veja, o sol permanece intocável, lá em cima. Porém, todos nós estamos envolvidos pelo desejo de alcançá-lo, tanto que ele é envolvente a ponto de atrair a atenção de todos. Não é? sem dúvida, nota-se aí, situação um prestígio revestido de camadas e que ninguém alcança, mas deseja porque a beleza nos fascina…

“Muitos de nós, reserva alguns minutos do dia so para vê-lo se despedir…”

O sol é igual todos os dias, porém, a sua despedida é um fenômeno belíssimo. E uma pequena falta de atenção, acaba fazendo com que se perca o melhor desse espetáculo. Assim também acontece com a nossa vida. Os pequenos descuidos, os pequenos desvios, faz com que se perca detalhes importantes...

Eu e você, temos instâncias de sofrimento diferentes. O que me machuca, não tem o mesmo efeito para você. Com isso, não cabe dizer que a dor é algo que se alimente o tempo inteiro de silêncio. Não, ela pode gritar alto, a ponto de ecoar. Depende da maneira de cada um recebe . Nós nos acostumamos a nos refugiar em pensamentos convidativos, tanto que eles nos sugere vez por outra, pegar os atalhos, os caminhos secundários (…)

Em geral, se você avaliar, o que esses caminhos nos revelam? Quanta queixa, quanta solidão. Neles, cabe tudo. Cabe coração oco, aliás o coração por si, só, é oco. Mas, oco no sentido de ausência de sentimentos. Gente vazia por dentro, sobrevivendo a custa de fantasias. Gente que não consegue lidar com as suas próprias tempestades.

” andando e sabendo que tudo é engano…’

O contexto de nossas escolhas são terríveis, porque erra-se tanto querendo acertar, que mesmo estando caminhando em direção aquilo que nos favorece, se tem a coragem de pegar a vereda só para conhecer o que têm no final dela. Eis, a péssima escolha.

” Viver é relacionar-se primeiramente consigo “

É aprender a gostar de quem somos. É respeitar primeiramente os nossos sentimentos para compreender a beleza que nos fascina no por do sol.

Não pegue caminhos que não levam a lugar nenhum.

Ame-se.

Imagem pública

Texto: Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 14 de fevereiro de fevereiro de 2020

Olavo Bilac

Olavo Bilac (1865 – 1918), nascido no Rio de Janeiro, dedicou parte de seu trabalho voltados a educação. Bilac, expressava com muita naturalmente o apreço pelo Parnasiano ( O Parnasiano representou dentro da poesia, uma espécie de retorno ao clássico). Assim, como o ser humano rompe ciclos na busca de algo novo, o Parnasiano também deseja restaurar a poesia clássica. E o Bilac chega trazendo essa proposta do ” bem acabado “, dentro dos temas universais.

Os seus textos, valorizava a questão dos sentimentos, que lembra inclusive, o Romantismo. Os poemas de amor apresentam de maneira muito forte a questão atrelada a sensualidade. Esse detalhe, inclusive faz com que, dentre os autores brasileiros, ele consiga se destacar por cultivar a poesia erótica.

Poema

Tercetos

” Noite ainda, quando ela me pedia

Entre dois beijos que me fosse embora,

Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:

” Espera ao menos que desponte a aurora!

Tua alcova é cheirosa como um ninho…

É olha que escuridão há lá por fora!

Como queres que eu vá, triste e sozinho,

Casando a treva é o frio de meu peito

Ao frio e a treva que há pelo caminho?!

Ouves o vento? é o vento! é um temporal desfeito

Não me arrojes à chuva e a tempestade!

Não me exiles do Vale do teu leito!

….

Morrerei de aflição é de saudade…

Imagem: via – Wikimedia Commons

(Melhores poemas de Olavo Bilac)

Literatura brasileira/ 2013.

Comentário: Marii Freire Pereira.

Amor

Quando falamos em amor parece que há uma linguagem indecifrável acerca desse sentimento avassalador, que faz com que pessoas cruzem caminhos, sem conseguir dele se esquivar.

Pode parecer ingênuo falar de amor com tantos ‘altares festivos’. Como assim, altares festivos? O amor é um sentimento nobre, portanto, merece um lugar que lhe promova a honradez a sua altura. Veja, estou falando de amor e não sentimentos genéricos.

Amor é um sentimento bom, um sentimento de valor que ocorre conosco, sempre no sentido de promover mudanças.

No campo da poesia ele é o maior de todos os sentimentos. É aquilo o poeta Carlos Drummond de Andrade, alerta acerca de um sentimento que nos deixa tão completos, tão felizes. Mas, uma felicidade no sentido de nos deixar ofendidos”. Bonito isso, não? Sim, o amor verdadeiro promove a nossa completa redenção.

Se costuma muito ouvir frases individualistas que descrevem o amor com uma certa precisão, mas o amor é mais comentado do que conhecido. Talvez isso, acabe justificando tantos fracassos quando se observa certos comportamentos que fogem dessa proposta de amar.

A pergunta que muitos fazem acerca do amor é, amor tem hora certa para chegar? “Ah, o amor chega em nossa vida quando…”.

Definitivamente, não existe um tempo e espaço estipulado para dizer com clareza quando o amor chega na vida de alguém. Você pode sonhar, fazer planos, criar um ambiente favorável ao amor, mas isso não significa que ele possa chegar.

O amor é complemento. Ninguém toma para si, aquilo que ainda não existe.

A dimensão da palavra amor é tão profunda, que torna esse sentimento desconhecido. O amor propriamente dito, é aquele despido de qualquer conceito. E posso dizer que nenhuma forma de entrega, representa o sacrifício do amor. Aliás, amor não exige sacrifício. Isso, são condições criadas muitas vezes, por nós para prender o outro. Amor não é abismo, amor não invade, não manipula. Particularmente, eu gosto de descrever o amor, como uma ” criança levada, que ria e anda descalça “. Por que? Porque aqui, a comparação entre ambos, revela a inocência, ria, porque nos trás graça e alegria. E descalça, é o não apego há absolutamente nada , ou seja, é livre. Acredito que o maior legado do amor é esse, não haver enganos.

Não por acaso, surge tantas inspirações quanto a esse sentimento. Veja, para as mulheres por exemplo, elas sonham encontram um grande amor, tanto que o seu comportamento na sociedade é voltado ao desejo de ter um ‘ príncipe encantado ‘. São as histórias infantis que nos são repassadas desde, criança. Portanto, somos invadidas por situações que nos leva a fazer essas construções.

É claro que dento desses valores, aonde o amor é sedento a encontrar pessoas dispostas a se amarem, todas nós mulheres, vale para os homens ( também), a idéia de encontrar alguém especial. Alguém que corresponda tudo que entregamos de valor. Coisas que aparentemente demontra uma singela simplicidade, mas que sobrevive entre os casais, que é direcionar o pensamento a quem se amar, desejar, fechar os olhos, pensar no outro de uma maneira especial, sentir aquela saudade que nos arrasta para dentro do outro ser. A questão das abrincadeiras, como a troca de olhares, os abraços intermináveis, o conforto, a paz na alma e todo bem que ela nos faz. O amor é assim, tecido em inifitas qualificações.

Quanto mais se tem amor, mais amor damos ao outro. É o bem de proteger, de revelar paciência, de ter o prazer da companhia de alguém especial. E o mais importante, não se tem idade para amar. O amor pode surgir com a descoberta de pessoas muito novas, ou vir depois de tantas reviravoltas, assim como também numa certa idade. É aquilo que chamamos de pôr do sol […]

O importante é amar, amar sem exceções. Todas as formas de amor são válidas…Quando são verdadeiras.

Imagem pública.

Texto: Marii Freire Pereira

Santarém, 14 de fevereiro de fevereiro de 2020.

Equilíbrio

” O desafio não é alcançar o equilíbrio, mas mantê-lo “.

Pedro Tornaghi.

Interessante essa frase. Como é que o ser humano consegue manter o equilíbrio, se a vida exige o tempo inteiro que ele esbarre em seus limites?

Todo mundo tem defeitos e qualidades (alguns mais, outros menos), mas temos que saber interpretar corretamente o peso da balança. Você já reparou bem essa imagem? Nem para um lado, nem para o outro, mas no centro. Consegue olhar somente em direção a chegada? O caminho é reto, logo tenho todas as condições de atravessar correto? Errado. Muito de nossas atitudes, medos e falta de atenção, certamente servirá como uma espécie de obstáculo para a chegada. E sabe por que? Porque os olhos traem. Um único minuto de falta de atenção e cervical fica parecendo bebê dando os primeiros passos (…)

O ser humano dentro de suas inquietações, constrói verdadeiras ruínas em apenas um movimento. Curioso, não? As escolhas erradas nos fazem percorrer caminhos que nos levam a incompletude. A sensação de fracasso, desânimo, tristeza e solidão.

Encontrar o equilíbrio que merecemos, significa que muitas vezes, devemos abrir mãos de escolhas que nem sempre nos são favoráveis.

A realidade humana é essa, perpassar por exigências severas. Para caminhar, devemos abrir mãos dos nossos excessos, deixando que fique somente o necessário.

O equilíbrio consiste em conhecer tudo aquilo que causa desconforto, o que pode desconstruir no simples ato de caminhar.

São as contradições da vida. Nela vamos encontrar dor quando não soubermos juntar as peças desse grande mosaico humano que somos nós. Para enfrentar as nossas lutas, nossas crises e conseguir andar com leveza nessa corda bamba, é preciso muita coragem. Coragem e atenção, porque um pequeno desequilíbrio pode significar a perda de todos os passos já percorridos. Isso significa que você terá que caminhar tudo novamente.

É difícil pesar esse equilíbrio quando somos seres tão imperfeitos. Quando desistimos, não pelas dificuldades, mas quando desistimos de nós, de saber que não temos condições de permanecer em pé…não temos condições para seguir em frente.

Sem sentido, qual é o significado da vida?

Eu só conheço um, retomar aquilo que um dia fomos. É difícil? Sem duvida, Mas redescobrir o valor que temos é manter- nos firmes num propósito. É não temer peso algum, e caminhar. Caminhar em direção aonde você precisa chegar. É ter coragem para ficar de pé novamente e não olhar para aquilo que atraí os nossos olhos lá embaixo (…)

Equilíbrio é conseguir se manter firme o tempo todo, sem desviar a atenção. É acreditar que apesar dos problemas, o que permanece inteiro por dentro, não nos inclina por fora. É saber escolher, escolher de modo, que o resultado de nossas escolhas não interfiram negativamente na nossa forma de andar.

Ouse!…

Imagem: Pedro Tornaghi ( facebook)

Texto: Marii Freire Pereira.

Santarém, Pá 13 de fevereiro de 2020.

A Literatura nos deixa embriagados

A Literatura nos permite ficar embriagados, mas de conhecimento

Reciprocidade

Experiências fantásticas.

A Literatura nos permite ser livres,

Generosos com a realidade,

Rebeldes no encantamento,

Sensíveis a toda complexidade.

A Literatura nos conduz a alteridade.

Criação e imagem: Marii Freire Pereira.