“A educação é um instrumento de emancipação das mulheres.
Escreva no seu tempo…”
Wollstonecraft .
Este é meu primeiro post no meu novo blog. Aqui estou dividindo parte de um sonho projetado há muito tempo com vocês. Nesse trabalho, você encontra textos motivacionais, reflexões, literatura, direito, frases, citações e outros.
Eu escrevo para o despertar feminino que, como observamos, ainda continua sendo um processo lento. Muitas mulheres parecem viver dentro das concepções antigas; outras não. Elas conseguiram atingir esse potencial com muito mais coragem e consciência. De qualquer forma, é importante atribuir valor ao que essas diferenças nos revelam.
Pensar é Direção
Nada melhor do que ajudar alguém a pensar. Evidente que, neste caso, você influencia no processo de conhecimento e a própria pessoa encontra a direção do que precisa. Uma pessoa que pensa; uma mulher que pensa por si mesma, ela tem condições de exercer seu próprio papel. Claro que um dos motivos que me leva a fazer isso é trabalhar o tema que tenho um compromisso com ele durante 7 anos, que é a violência contra a mulher, como quem me segue, sabe que atuo nessa situação escrevendo. Portanto, a diferença do que faço, acaba tendo esse sentido ou seja, o Despertar.
Ter uma visão mais aberta sofre a violência e menos “ resistência “ é uma forma de transformar o mundo. Parece tolo o que digo, mas, assistindo a um caso de violência, onde a filha presencia o pai batendo na mãe com uma barra de ferro e, essa menina observando isso ou seja, sendo testemunha ( como as crianças sempre foram), de crueldades dessa natureza é, especialmente diante desse ato, ela reage e pega o telefone e liga para a polícia; esse gesto demonstra o valor do que digo aqui. A direção vem dessa maneira de “ acordar” para a vida e ajudar o outro. Ainda que, esse outro, seja a própria mãe. Mas pode ser alguém próximo e que precise de ajuda.
“ Quem enfrenta a violência, ao invés de se calar, tem muito mais confiança para lidar com outras situações “
A confiança é importante porque a pessoa deixa de obedecer, como no caso citado, e não aceita as coisas erradas que presencia mesmo dentro de casa, com quem tem uma relação de afeto. A revolução reside nisso.
Eu como escritora sei como é essa realidade, e por isso, estou preparada para lidar com ela. O conhecimento é poder, e esse poder, pode ser exercido de muitas formas. O que não se pode é sucumbir às pressões de uma cultura patriarcal que inspira medo e controle sobre a mulher. Precisamos sim, estarmos atentas para defender os nossos direitos.
Muitas mulheres ignoram os sinais de um relacionamento abusivo. E esse tipo de relação também leva ao feminicídio. Por isso, é importante saber identificar os sinais e procurar sair antes que aconteça uma tragédia.
Os números em relação ao feminicídio no Brasil são crescentes. Um indicador desse aumento de mortes, revela que o risco vem da violência doméstica. Além disso, temos o relacionamento abusivo que também coopera para o aumento desses números. Muitas mulheres ao viverem esse tipo de situação, não conseguem entender que ela pode evoluir para um feminicídio também. A questão é que, a vítima vive presa ao abusador por um ciclo de abusos psicológicos que geralmente, não consegue se desvencilhar dele. Pois, o manipulador emocional se aproveita da vulnerabilidade da vítima para manipular. Ele “ convence” a mulher de que, tudo o que ele faz é para o bem dela. Resultado, muitos casos terminam em tragédia.
O abuso nunca é de um desconhecido
Nenhum homem se apaixona de você mostrando que é um sujeito “ maquiavélico”. Ele ganha a sua confiança. Depois, usa da sua boa-fé para praticar abusos.
Presta atenção!
O abuso nunca é de um estranho, mas de alguém que você confiou.
Não é porque o homem é cavalheiro, simpático ou romântico com você que ele não se mostre um abusador. Se você não estiver atenta a isso, vai cair na lábia de um sujeito que irá brincar com as suas emoções. Eu tenho alertado sobre isso. Portanto, não esqueça de observar como o seu parceiro ou parceira age com você. Notou algo diferente, fique atenta e conteste. É sempre importante saber com quem estamos lidando para não sermos os maiores prejudicados na história.
O Brasil tem números estarrecedores em relação a violência contra a mulher. Os casos de feminicídio chamam atenção de autoridades e da população que já não suporta viver com resultados sangrentos. Em 2025, o país ganhou notoriedade em relação ao aumento dessa violência que inclusive, gera preocupação para 2026. De acordo com o Anuário de Segurança Pública, tivemos 1.470 mortes; em média 4 por dia. Este é, o maior registro desde a tipificação desse crime. Entre 2015 a 2025, foram mais de 13 mil mulheres assassinadas.
As mulheres mudaram, desde os séculos passados aos dias atuais, elas tem procurado estarem mais vigilantes com tudo aquilo que acabou sendo estabelecido pelo próprio sistema. Essa é uma mudança boa, constante e indispensável para a construção da sociedade que desejam ou seja, uma sociedade mais segura e justa a todas.
Na visão de muitos, essa “ mudança feminina” não é bem vista. Mas, não podemos esquecer que a rigidez com a qual a mulher sempre foi tratada, especialmente quando se observa a negação de direitos; a condição em que foi colocada, a negação da educação principalmente e do conhecimento; esse fato de certa forma ajudou a fazer da mulher um ser “ ignorante “ em razão da própria falta desse conhecimento que era objeto de dominação. Quem detinha o poder, bem como o conhecimento eram os homens no passado, e a mulher só cabia o papel de obediência. Portanto, é possível afirmar que essa foi uma experiência extremamente difícil para as mulheres. Pois, sem conhecimento, obviamente era impossível construir uma consciência crítica. Além disso, condicionadas a cultura do silêncio, nada podia ser transformado.
Todavia, diante dessa realidade a coisa não podia se manter assim. Pois, seus direitos eram restringidos de todas as formas. Foi preciso que as sufragistas fossem capazes de fazer mudanças significativas, para que muitas pudessem lutar, inclusive, quebrar paradigmas da época. Eu gosto de pensar que depois que muitas mulheres passaram a ter coragem e correr o risco, muita coisa mudou. Mas não podemos esquecer também que essas mudanças se deram por uma somatória de fatores que tivemos tanto culturais, sociais e o próprio direito.
“ As mulheres já não são as mesmas “
As mulheres já não são as mesmas, elas foram deixando de serem “ ingênuas e dóceis” por causa da opressão que viviam. Após, essas mulheres conseguirem conquistar muitos direitos, elas foram de encontro a tudo aquilo que se mostrava como limite. Após a inserção no mercado de trabalho, métodos contraceptivos e a luta pelo fim da violência, essa mulher se sentem muito mais forte para enfrentar qualquer situação.
A luta pelo fim da violência
Essa luta ainda é sangrenta. O agressor encontra num gesto de amor oferecido pela mulher a “justificativa” para matar. Na verdade, ele age pelo resquício do machismo que temos em nossa sociedade. Mata pela covardia, não tem como querer justificar a violência.
O Brasil é o país que mais mata mulheres. Em 2025, 4 mulheres foram mortas diariamente. Evidente que há muita distorção quantas a essas mortes. Mas na prática, isso revela o poder e o controle que vem de longa data.
Quando falamos a respeito de relacionamento abusivo vale ressaltar que o que sentimos é muito importante, porque não vivemos somente pelo o mundo externo. Não, o mundo interno, os nossos sentimentos, as nossas emoções influenciam diretamente na nossa qualidade de vida e na saúde mental e emocional. Quando sentimos culpa, tristeza, raiva isso tem consequências negativas na nossa saúde emocional. Ao falar de relacionamentos abusivo é necessário darmos importância as coisas as quais ouvimos. Veja, num contexto onde a forma de lidar do outro é grotesca, é abusiva ou seja, a maneira de lidar do parceiro, o comportamento, as atitudes invasivas/ abusivas são frequentes; misturado a isso, existem brigas constantemente, humilhações entre outros e, se a vítima só escuta, só absorve essas coisas negativas, certamente com o passar do tempo, ela irá adoecer. A princípio, por conta de uma discussão, essa mulher pode ter palpitações, ansiedade, dores de cabeça; culpa. Evidente que, todas essas coisas são cumulativas e os resultados aparecem muito tempo depois. Entender esse processo é fundamental para ter consciência da realidade e buscar ajuda, sobretudo, buscar sair ao invés de demonstrar resistência ou esperar pela mudança repentina da outra pessoa.
A violência psicológica começa sempre de forma sutil. Em algumas situações vem disfarçadas de “ opiniões “ , ataques à autoestima, formas sofisticadas de culpabilização da vítima entre outros. O que é importante frisar neste caso, eu diria que é o hábito repetitivos desse atos e que geram desconfortos para a mulher.
Quem conscientiza, ajuda a outra pessoa ter ciência a respeito de algo ou alguma coisa. Assim, faço com as mulheres vítimas de violência doméstica. Na prática, procuro auxiliar essas vítimas, através de exemplos diários que envolvem desde, situações de abuso, como também a violência doméstica e familiar.
A priori, o abuso psicológico é difícil de ser identificado. Com isso, muitas mulheres acreditam estarem vivendo uma relação normal com os seus parceiros, onde a maioria “ justifica “ o abuso com frases do tipo: “ Meu marido é enjoado “, mas boa pessoa ou “ ele é ciumento mesmo” mas carinhoso. Deixa te contar: ELE NÃO É ENJOADO, ELE É ABUSIVO.
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