“A educação é um instrumento de emancipação das mulheres.
Escreva no seu tempo…”
Wollstonecraft .
Este é meu primeiro post no meu novo blog. Aqui estou dividindo parte de um sonho projetado há muito tempo com vocês. Nesse trabalho, você encontra textos motivacionais, reflexões, literatura, direito, frases, citações e outros.
Entre uma leitura e outra, vamos tomando aquele cafezinho, sem nos desvencilhar da realidade. Ora, esse momento é redentor, mas também é preciso dizer que após despertar o paladar, se faz necessário sentir a vida. E a vida nem sempre tem o sabor que gostaríamos. Mas, independente disso, é preciso praticar o autocuidado. De tal modo, que por mais simples que isso seja, não devemos nos abandonar. Acho que você entendeu sobre o que é a nossa conversa, não é? Toda mulher deve valorizar pequenos momentos que a faz “ despertar “ ou “ descobrir-se“ novamente perante a vida. No entanto, ao escrever esse post, eu sei que nem todas sabem o que é isso, seja por trabalhar demais e cuidar dos filhos ou por terem esquecido do que gostam. Mulheres que sucumbiram à violência do dia em seus relacionamentos, elas sabem mais sobre o gosto de seus parceiros do que dos seus. Você pode perguntar para uma mulher que passou por um relacionamento doentio, sobre que tipo de comida ela gosta ou que roupa, ela usava antes de entrar na relação com um homem controlador. Certamente, essa mulher irá passar alguns minutos tentando organizar essa tarefa em sua mente. O esquecimento é manifestação legítima de uma espécie de “ apagão ” promovida para que ela perca o brilho, e por vezes, noção da própria realidade. Uma relação doentia, ela faz você se “ abandonar” de modo que, para essa mulher se redescobrir novamente, ela precisa romper com o ciclo abusivo. E o conselho que deixo a você é “ faça isso “, se conecte consigo mesma novamente. Se olhe; se admire. Procure fazer pequenas coisas que dão prazer. Pois é, diante da nossa maior lucidez que nos salvamos.
Marii Freire. Autocuidado
Nota: Texto escrito no Instagram na página “ marii freire_oficial”
De acordo com o Ministério da Justiça, no Brasil houveram 399 casos de feminicídios entre janeiro e março de 2026. Mais do que dados, por trás desses números existem mulheres que não vão mais poder cuidar de seus filhos ou fazerem coisas básicas como verem seus rendimentos escolares e participar de uma “ homenagem ao dia das mães “ como foi ontem. São dados que preocupam e que nos fazem também “ nos colocarmos no lugar do outro “ porque, essa é uma dor que a gente compartilha e não deseja sentir.
Fechem os olhos e imaginem suas mães por um segundo. Imaginaram? Algumas de cabelos brancos, rosto cheio linhas desenhadas pelo tempo; pele macia como a de um bebê e um sorriso verdadeiro, de deixar qualquer uma de suas preocupações para trás.
Mãe é um ser inspirador, e que nos recebe sempre com um coração acalorado. Se nós como filhas, nos tornamos mulheres fortes, é graças à elas que acreditam no nosso sucesso, mesmo quando ele ainda não existe. E independente da idade, o tratamento é o mesmo de quando tínhamos 7 anos. Você pode ter 60, mas na hora que ela quiser “ você leva uma chamada”. Não entendeu? Então, passe dos limites estabelecidos por ela. Depois, me conte “ se tensão com mãe se cria”. Toda mãe sabe dos atalhos e seta má da noite e do dia, e mesmo que seu coração esteja em frangalhos; insiste em “ lamber a sua cria”, porque não existe mãe pela metade. Essa função ela exerce noite e dia.
Mãe tem endereço fixo
Mãe tem endereço fixo e colo milagroso. Se você não teve oportunidade de conhecer, aproveite enquanto ela desfrutas da qualidade dos seus dias. Pois, se vier a “ perecer”, você vai pegar o mesmo caminho que fazia quando era criança. Mas, esse caminho agora, passa a não ser o geográfico e sim, o do coração. E o tal do colo milagroso, faz uma falta danada. Mas é na figura daquela mulher velha e cansada, que você busca inspiração para continuar tendo força todos os dias.
A violência contra a mulher cresce no Brasil. Conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública ( MJSP), o país alcança novos recordes em relação ao problema, assim como o aumento do feminicídio. Na prática, foram 399 vítimas que perderam suas vidas pelas mãos de seus algozes, entre os meses de janeiro a março deste ano ou seja, um aumento significativo só no primeiro trimestre de 2026.
Essa violência é o reflexo da falta de proteção, ainda maior a favor da mulher. O que estamos vendo é um número de mortes se tornando notório cada dia mais. Em relação a comparações feitas com anos anteriores, essa confirmação se concretiza por meio de registros que nos fazem entender como isso vem acontecendo. Em 2025, os números em relação ao feminicídio foram de 1.470 casos. Agora, esses dados são ainda maiores, chegando a 1.464 vítimas em relação a 2024.
A violência é um problema que tem que ser tratado com a sua devido importância. Mais, aqui acrescento que, a mesma deva ser tratada com “ a sua devido urgência “. Pois, enquanto grande parte dessa responsabilidade é dada à mulher, porque o problema é dela. Portanto, cabe a mesma o ( dever de denunciar), a maioria ainda se cala. E se cala por diversos motivos, entre eles, a falta de segurança.
A lei é um norte
A lei é um norte na vida da mulher que é vítima de violência; a lei é um marco histórico inclusive, em relação a suas conquistas por direitos, mas também tem muitos entraves que fazem com que essa mulher que é vítima tenha receios. É por isso que muitas preferem calar, mesmo sofrendo. Além disso, temos mais fatores que se juntam a essa somatória de problemas que é o caso da vítima que, mesmo sofrendo maus-tratos, ela não reconhece que a violência se concretiza por meio dessa falta de “ respeito” e “ humanidade” do outro. Há mulheres que ouvem coisas pesadas e, deixam passar por não ser um “ tapa”. Para essas mulheres vale dizer que “ violência não é só agressão física”
“ Nem toda violência deixa marcas. Mas, deixa traumas. Isso é a expressão genuína de um traço dessa violência que não se apaga.”
Aliás, é justamente, o resultado do acúmulo que é tolerado por essas mulheres que, coopera para o aumento desses índices de mortes violentas no país. Mas também é preciso afirmar que o sistema ainda deixa a desejar, porque se essas vítimas tivessem a proteção devida, haveria muito mais denúncias do que silêncio, assim como, menos sangue espalhado pelo chão. Penso que a resposta ao problema é cuidar dele com a devida ciência e urgência que merece. Condição de avançar nesse sentido, se tem, desde que realmente [ se queira] cuidar melhor das mulheres, esse é um objetivo alcançável.
A necessidade do amanhã formata o caminho, mas o que movimenta os sonhos e faz o tempo passar sustentando as ideias, é o sol que brilha pelo lado de dentro.
O processo de desconcentração da violência contra a mulher é longo, e a gente só vai conseguir obter sucesso quando essa mudança começar principalmente, pela reeducação do povo. Penso que dessa forma, as estruturas também podem revela um reflexo positivo daquilo que almejamos. É só quando atingirmos um grau de maturidade profunda que, iremos conseguir perceber o porquê se faz necessário mudarmos.
Que os números em relação a violência contra a mulher, assim como, os casos de feminicídio aumentaram, isso é nítido. Todavia, devemos compreender que se tem muita mulher sendo morta é porque, ela vem aprendendo a lutar; a dizer que “ não “ a violência. Essa mulher é a mesma pessoa que se posiciona e não se cala diante da humilhação, dos abusos e do desrespeito. Esse posicionamento é importante porque só assim conseguiremos fazer a diferença. É sabido que o processo da desconstrução da violência é longo, porém necessário para trazer segurança a muitas outras.
Muitas mulheres sofrem violência e pensam que a resistência é tolerar toda falta de respeito do agressor. Mas, a verdadeira força é lutar por elas mesmas; é se acolher, especialmente lutando por si, e procurando viver com dignidade.
A violência na vida de uma mulher é uma experiência devastadora. Muitas não sobrevivem para contar de que forma, foram “ trancafiadas” ou para dizer de que maneira foram “ agredidas” sucessivamente, diante dos filhos – já que essa é uma situação comum dentro desse processo doloroso.
O que quero dizer é que isso não é normal. Por vergonha ou por medo de serem julgadas, essas mulheres esconderam as angustias, os hematomas que ficaram na pele e na alma, o que ao longo da vida, as fez adoecer. Foram fortes, mas foram também sobrecarregando em todas as instâncias.
A resiliência mulher, não é ter que passar por violência e fechar os olhos. Mas, ser consciente de que, a melhor escolha é a coragem de optar por você mesma.
A escolha que deixa você feliz é aquela em que, você tem a capacidade de se acolher, ainda que haja o julgamento de pessoas que nunca conheceram a sua realidade e as suas dores. Espero que vocês espalhem esse texto para toda mulher que você sabe que sofre violência.
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