“A educação é um instrumento de emancipação das mulheres.
Escreva no seu tempo…”
Wollstonecraft .
Este é meu primeiro post no meu novo blog. Aqui estou dividindo parte de um sonho projetado há muito tempo com vocês. Nesse trabalho, você encontra textos motivacionais, reflexões, literatura, direito, frases, citações e outros.
A violência na vida de uma mulher é uma experiência devastadora. Muitas não sobrevivem para contar de que forma, foram “ trancafiadas” ou para dizer de que maneira foram “ agredidas” sucessivamente, diante dos filhos – já que essa é uma situação comum dentro desse processo doloroso.
O que quero dizer é que isso não é normal. Por vergonha ou por medo de serem julgadas, essas mulheres esconderam as angustias, os hematomas que ficaram na pele e na alma, o que ao longo da vida, as fez adoecer. Foram fortes, mas foram também sobrecarregando em todas as instâncias.
A resiliência mulher, não é ter que passar por violência e fechar os olhos. Mas, ser consciente de que, a melhor escolha é a coragem de optar por você mesma.
A escolha que deixa você feliz é aquela em que, você tem a capacidade de se acolher, ainda que haja o julgamento de pessoas que nunca conheceram a sua realidade e as suas dores. Espero que vocês espalhem esse texto para toda mulher que você sabe que sofre violência.
A arte de escrever é muito importante para qualquer autor. Não é só “ manejar as palavras “ com destreza. Mas criar condição onde todos se sintam abraçados e sensibilizados através das palavras.
“ Escrever é uma paixão.”
Eu sou suspeita para falar desse mundo construído por desafios que engloba palavras, sentimentos e sentido. Para mim “ escrever é uma paixão “ porque, eu consigo transportar o que penso com sensibilidade ao papel. Gosto de escrever, acho que esse detalhe é muito íntimo e requer uma habilidade enorme. A palavra precisa construir, sobretudo sentido no mundo interno e também no mundo atual, que hoje se faz tão rico em artifícios por meio da facilidade especialmente, vinda com a ajuda da internet.
Em tempos globalizados, é necessário ter um cuidado maior com a escrita, porque a informação verdadeira é o que mais importa. Não basta haver uma grande facilidade na disseminação da notícia, seja em relação a textos que você encontra com facilidade, a artigos ou livros de qualidade espécie, se as pessoas não se preocuparem em pesquisar a fonte. O que temos no mundo atual? A disseminação de muitas informações, mas nem sempre, estas, são verdadeiras. Por isso, essa preocupação com a elaboração do que se escreve, se torna mais uma exigência para os autores.
Quem escreve, como quem lê tem que ter essa preocupação de ir além do que chama atenção num livro, numa revista ou qualquer outra coisa que a pessoa acha interessante. A escrita promove um diálogo aberto conosco. Independente da forma ou do gênero literário, eu acredito que a escrita tem que criar essa ponte entre autor e leitor, porque tanto a sensibilidade, assim como uma visão crítica por exemplo, depende de elementos essenciais. Leitura é diálogo, e não tem como uma coisa ser separada da outra.
Quem escreve entende como a escrita funciona, e o desafio é fazer com que a informação seja essencial para a pessoa que pega um livro e goste do que encontre, e se sinta motivada a ler.
O sucesso é um caminho que não vem em forma de “ bilhete premiado “. O sucesso ou a sua “ ascensão profissional “ é uma construção que começa devagar. Você não levou 9 meses para nascer? A vida também exige isso, digo essa “ atenção “ para desmistificar e atingir com precisão, cada etapa do que se faz necessário, dentro do que cada momento; dentro do que cada exigência solicita de você. E mesmo que esse “ detalhe “ ou esses detalhes sejam ignorados, uma coisa eu te afirmo: eles são excludentes diante de uma série de questões. Ninguém chega ao “ ápice” sem subir cada degrau com paciência, esforço, suor e dedicação diária. O sucesso é um processo que na maioria das vezes, o sujeito não tem com quem dividir os anseios e, se tiver, ao conseguir atingir os objetivos os quais deseja, deve ter em mente que “ nunca deve perder a sua humanidade”. Pois, esse detalhe é o que o faz ser notado pelas pessoas. Veja, o “ degrau” é antes de qualquer coisa, a simbologia daquilo que representa a “ entrada da superação” do indivíduo, sempre “ um pé, depois outro e outro “, são os passos que distorcem a realidade. Ainda que muitos, optem por “ caminhos secundários “, o resultado certamente, não é digno. As dificuldades enfrentadas foram desfavoráveis, diante de quem foi sendo constantemente julgado pelo cansaço natural, por muitas vezes, a capacidade não atingida. Uma realidade doida é injusta, mas aceita diante de critérios machistas e moralistas que temos. Esse é o “ crivo “ aceitável em termos de força, determinação e grandeza do ser humano . Em um país com tantas dificuldades, competir se torna mais importante que alcançar o último degrau. Todavia, não podemos esquecer que “ processo “ também é “ sucesso “ porque significa tentar. E se você não chegou aonde gostaria, continue tentando, porque os seus objetivos continuam o direcionado ao topo.
Como sabemos, o Brasil foi construído com base na violência e no silenciamento. A violência contra a mulher, ela também reflete muito essa questão, porque tem em parte, as suas raizes ligadas nesse processo atrelado a colonização. Submeter o outro ao poder; torná-lo especialmente objeto dentro dessa visão arcaica, ainda diz muito sobre a mulher e a violência sofrida nos dias atuais. Por isso, se faz necessário desconstruir não só falas, comportamentos, regras de outrora, para que de fato, se acompanhe todas as mudanças que vem sendo promovidas ao longo do tempo, seja no que diz respeito ao aspecto social e cultural. Evidente que, ao se considerar essa realidade que hoje vem sendo muito mais “ trabalhada “ vou dizer assim, fazendo uma clara referência ao direito, a mulher com todo processo de avanço e retrocessos na lei, se sente mais segura. Todavia, muitas formas de violência são manifestadas; criando um grande logradouro de incertezas perante todo esse aspecto de poder. É importante haver uma reeducação do povo ( mentalidade) para que a mudança que se deseja seja alcançada. Isso esse fato, não se aplica somente a violência contra a mulher, mas a quem fala e denunciar essa situação, porque as formas de intimidar; a tentava de “ calar” quem fala e quem denuncia o problema é real. Portanto, não sofre só a mulher que é vítima, sofre também pessoas que lutam contra o sistema opressor.
De tanto ouvirem de si mesmos que são incapazes, que não sabem nada, que não podem saber, que são enfermos, indolentes, que não produzem em virtude de tudo isto, terminam por se convencer de sua “ incapacidade “.
Paulo Freire. A Situação Concreta de Opressão e os Opressores
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 71 edição. Editora: Paz e Terra. São Paulo, 2019
A violência contra a mulher é um problema gravíssimo que temos no Brasil. Só para você ter uma ideia do que estou falando, em 2025, 4 mulheres foram mortas por dia. Essa é uma estatística que chama atenção não só pelos números, mas pelo olhar acerca do problema que chega a esse extremo.
Há inúmeras mulheres vivendo relacionamentos abusivos, sem nem ao menos, conhecer o que é um relacionamento doentio. Existem mulheres apanhando porque estão casadas com homens violentos que as impedem muitas vezes, de estudarem; terem acesso a saúde ou trabalhar fora de casa. Então, todos esses são fatores que influenciam diretamente no aumento dessa violência, assim como na questão atrelada ao feminicídio.
Uma das perguntas que faço nesse artigo é “ você acha que ao falar em direito, empoderamento feminino e combate a violência por exemplo; todas as mulheres usufruem desses direitos, do mesmo nível intelectual e da mesma realidade? Não. A maioria dessas mulheres são mortas por falta de acesso a tudo isso. As dificuldades mediante tais realidades, faz com que se olhe para essa questão com preocupações diferentes, mas que se volta ao ponto crucial que é o combate à violência.
Falar sobre violência contra a mulher, ainda gera mais divergências entre os homens ( muitos não aceitam), do que ajuda a conscientizar. É necessário dizer que isso não é regra, mas a maioria dos homens são agressivos com as mulheres só de ouvir falar, porque “ cortam a fala “ ou “ desconstroem a argumentação” no intuito infelizmente, de tentar “ silenciar “. Por isso, há o cuidado de tocar no assunto, com muito profissionalismo, porque a ideia não é fazer com que o teor das pautas se percam aleatoriamente. O debate se faz necessário para trazer conhecimento de como previnir essa violência, porque a realidade de muitas mulheres estão distantes do que se fala, especialmente na mídia, ao que elas estão expostas. É por isso que muitas são mortas.
“ Falar sobre violência é uma das formas de ajudar a mulher a enxergar o problema.”
Ao falar sobre violência, sabemos que essa é uma das maneiras de ajudar a mulher conhecer o problema. Mas na prática, nem sempre sair dele. Ora, imagine, uma mulher com pouca escolaridade, sem empregabilidade e que sofre violência, ela tem um caminho longo a ser percorrido. E infelizmente, é quase sempre essa mulher que perde a vida nas mãos de seu algoz.
Essa é uma realidade que precisa ser trabalhada para ajudar essas vítimas. Pois, do contrário, elas permanecem sofrendo agressões. A grande preocupação é fazer com que as mesmas reconheçam os abusos, mas também tenha a consciência de sair desse cenário que lhes é desfavorável.
Independente do lugar onde exista uma mulher sofrendo, se faz necessário ter políticas públicas que seja respostas eficazes na vida da mulher, seja a mulher do campo ou da cidade. Só assim, elas poderão ter segurança para deixarem essas histórias para trás.
No dia que uma pessoa quebrar as suas duas pernas e, por “ bondade “” ela vir te oferecer uma cadeira de rodas; desconfie da “ ajuda” e do caráter dela.
A palavra resiliência tem um significado diferente na vida de muitas pessoas. Eu acredito que, somos seres constituídos de fibras de aço; não aço bruto. Veja, a ideia aqui é exemplificar o sentido do que foi dito, mas numa linguagem simples, isto é, do que não se desvia do formato original. O aço é algo forte, e que não se dilacera com o que o espreme, sacode e compacta. Ele se mantém o que é em todo tempo. Assim é o ser humano em meio as suas angustias, dificuldades e limitações.
Resiliência é essa “ composição árdua de está pronto, após a dinâmica de todos os processos da vida.”
As condições com que cada pessoa lida com esse fato atrelado a ser forte, é algo que divide opiniões. Mas cada indivíduo é diferente, assim como também cada “ capítulo é diferente. Como escritora, sei do que estou falando e quem escreve, compreende exatamente o teor do que digo. A leitura dessa interpretação é moderna, mas ela não se alonga da original. E ao mesmo tempo, exige uma lucidez tremenda de você como espectador; como ser humano que consegue compreender esse processo de “ preparo do indivíduo“ para o que a vida o exige, vou dizer assim, porque você passa por humilhações, frustrações, adaptações; em outros casos, é esmagado como um inseto, e mesmo assim, continua sendo o que é, humano.
É verdade que a vida de modo geral, pela própria natureza, acabe cobrando essas respostas que, infelizmente, em muitos casos nos adoece mental e emocionalmente. Por outro lado, se você for resistente e sobreviver “ as pancadas “ com firmeza ou seja, não ficar preso a um conto de Insônia ( quem tem problema, tem insônia), qual é o indivíduo que consegue ter uma noite tranquila com algo lhe consumindo a mente? Nenhum. Todavia, se você é alguém que consegue “ tirar algo positivo de todos os processos dolorosos, certamente, irá voltar a dormir em paz”. Mas isso, necessita da maturação emocional, assim como, a despedida de muitas versões antigas de você. Portanto, esse jeito com o qual somos espremidos também nos prepara para sermos mais fortes. A resiliência consiste em passar por esse processo, não se desvencilhando da pessoa que você é. Há quem não suporte, mas existem pessoas que não mudam em caráter, fala e comportamentos. É nesse detalhe que reside a beleza de ser uma pessoa de fibra.
Se contrapor as angústias que são ( prisões), é uma forma de saber que muitas vezes, você irá passar por um problema, mas não se “ encolher “ diante das circunstâncias. E caso, isso venha acontecer; não se sentir preso para sempre. Pois, essa vontade de acordar todos os dias e “ fazer a vida valer a pena” é o que nos mantém de pé.
Ser resiliente é se vestir dessa força que enfeita as palavras e vai além de nossas ações.
A violência doméstica aumentou; como aumentaram também o número de processos no Judiciário brasileiro, por conta do significativo aumento de casos de feminicídio em no País.
De acordo como o Portal CNJ, “ o Judiciário registrou cerca de 947 novos casos de feminicídio em janeiro de 2026”. As agressões são um alerta em relação a violência que deve ser denunciada.
Ao se falar em violência contra a mulher as provocações são diversas, mas o que precisamos entender sobre isso é que só denunciando é possível ser “ cirúrgica “ em relação a essa questão. Quando a mulher tem consciência e coragem para sair de casa e fazer uma denúncia, ela mostra que não se sujeita ao que está errado. Isso é bom? É excelente, inclusive, é o que tem chamado a atenção das autoridades e da sociedade brasileira. Ora, como escritora e estudiosa dessa área, eu vejo com grande facilidade, essa “ retomada de consciência “ da mulher. Obviamente, não quero ser interpelada de forma errada diante dessa expectativa que olho pelo lado positivo. Mas, se esses números são tão significativos do ponto de vista de “ assustar” a população; são esses números que também revela um detalhe que prende a nossa atenção: coragem para denunciar, porque mostra a mulher muito mais “ consciente e consistente” diante do enfrentamento à violência ; diante do entendimento do homem que a desrespeita, que a violenta sexualmente e bate.
“ Enfrentar a violência é gritar, é levantar a mão e dizer que não se sujeita à nenhum tipo de agressão “
Enfrentar a violência é dizer que não se sujeita a ideia de um “ amor passivo “. É ele que muitas vezes, leva a mulher ao hospital ou ao cemitério. É ele que continua cooperando para essa estatística estarrecedora de violência e mortes de mulheres no Brasil. Persistir em “ fechar os olhos e a boca” é prolongar esse sofrimento. O homem agressor, ele não respeita a mulher; ele não respeita a justiça, porque se enxerga superior a tudo.
A lei ° 11.340/2006 ( Maria da Penha) é um mecanismo que previne esses casos e mostra que essa mulher não está sozinha. Esses números relacionados a mortes de mulheres de forma crescente no Brasil e, que “ são escritos com sangue” não revela só o fato, de muitas terem perdido para a morte. Mas, a clara tentativa de lutar pelo básico que é o direito à vida. Isso é digno de nosso aplauso. Esse detalhe, é um fato, que deve encher de orgulho os olhos dos nossos magistrados.
Você vence quando ajuda outras pessoas…” no pouco ou no muito”. Essa ação, ela revela o seu caráter, assim como a sua compreensão sobre a vida. Isso não se trata de bondade. Mas, princípios. Não se assuste, porque esse é o único detalhe que comporta em 2,20m que nos pertence; quando nos pertence.
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