“A educação é um instrumento de emancipação das mulheres.
Escreva no seu tempo…”
Wollstonecraft .
Este é meu primeiro post no meu novo blog. Aqui estou dividindo parte de um sonho projetado há muito tempo com vocês. Nesse trabalho, você encontra textos motivacionais, reflexões, literatura, direito, frases, citações e outros.
A violência contra a mulher atinge todas as camadas sociais. Parte de todo abuso; todo sofrimento vem ainda, da fase de namoro, que é em muitos casos, o momento em que, a mulher começa a se adaptar a uma série de exigências.
Alertar mulheres e meninas é essencial para construir desde cedo, mecanismos de defesas capazes de reconhecer falas e atitudes que gera vários tipos de violência. Afinal, elas precisam estarem preparadas para encarar o mundo tal como ele é.
É importante que meninas aprendam a celebrar suas conquistas, reconhecer que tem direitos para não andarem de cabeça baixa ou ouvirem na rua falas que procuram diminuir as suas qualidades. A luta contra a opressão tem que ter efeito desde que, elas sejam capazes de alcançar o entendimento de que merecem para serem tratadas com respeito. E não depois de adultas, sofrem punições por seus namorados e companheiros não se adequarem as suas regras.
Violência, se enxerga na vivência e não só no que a mídia entrega.
A violência contra a mulher começa em casa. E é em casa que elas aprendem sobre o valor do respeito sobre si mesmas, mas também o quanto devem ser submissas. Portanto, é importante falar sobre o machismo dentro e fora de casa, porque o que mais vemos, são mulheres sendo mortas.
Uma mulher não é morta porque demora para sair da situação de violência. É morta, porque o homem decide matá-la.
Não é a consciência tardia do problema que coopera para uma estatística estarrecedora no Brasil. Afirmo: é a condição feminina. Elas não tem culpa – são vítimas do que são submetidas. O homem mata porque diante da ideia de sua própria importância, deixa uma mensagem clara como era a do passado “ não se submete as minhas regras ou seja, ao que eu decido; perde a sua vida”. Isso é reflexo de uma estrutura patriarcal. Portanto, não culpemos a mulher. Mas tenhamos consciência de como funciona as coisas nessa sociedade.
Encarar essa realidade e procurar desconstruir esse modelo é identificar o problema e garantir respeito as mulheres. Quanto mais cedo falarmos ; quanto mais cedo questionarmos o que vem acontecendo com as mulheres, especialmente diante de comportamentos machistas, ao invés de normalizar certas condutas, melhores serão as condições delas romperem com, como disse anteriormente, com falas, com “ piadinhas” ou qualquer desconforto que faça com que elas tenham medo ou vergonha de si mesmas.
Promover atitudes como essas, ajuda a encontra respostas que combatem as várias formas de violência; trazendo consequentemente, mais segurança para as mulheres.
Marii Freire. Violência Contra a Mulher: A Regra Não é Só Sobre o Corpo, É Sobre a Vida
Os casos de violência contra a mulher sempre foram comuns. É verdade que ainda são recorrentes, mas entre uma visão do passado e uma atualizada, sabemos que a relação de poder do homem sobre a mulher foi muito mais severa no passado. Ora, com a ausência de leis que protegessem o direito da mulher como temos hoje, o homem se sentia muito mais poderoso e confortável para cometer certos atos, sem a preocupação de ser punido. Agora, diante da possibilidade de ser desmarcado pelas próprias atrocidades cometidas contra as suas vítimas; muitos pensam de forma prática, antes de cometer qualquer crime. A regra implica mudança de caráter e amadurecimento da sociedade sobre a questão. Todavia, faz se necessário dizer que uma boa parcela dos homens, certamente pensa e age com cautela, diante do que eles diziam ser um “ mal-entendido “ entre marido e mulher. Você nota que esse cenário novo, ele tanto confunde, como acaba trazendo a certeza de que é impossível se esconder ou sustentar um comportamento violento como era visto antes.
Na rua, o homem pensa que pode ser descoberto com mais facilidade. Em casa, ainda existe essa coisa da proteção. E são nesses espaços que muitos ainda cometem crimes. E aí, tem-se um problema, suas vítimas por medo e vergonha de se expor, desistem de se pronunciar sozinhas.
Essa realidade ainda contribui com os resquícios de uma cultura machista, na qual se normaliza esse tipo de comportamento dentro de casa. O que serve para sustentar a impunidade e contribuir com uma estatística crescente em nosso país: o feminicídio. O lar ainda é um local onde os piores crimes acontecem, justamente porque o homem se sente seguro para agir como quer.
Antes, o homem que praticava a violência contra a mulher, tinha certeza da impunidade; o que cooperava ainda mais para normalizar o comportamento machista.
Em casos em que existem uma relação de poder e, essa violência sai de dentro de casa e chega em espaços públicos, aqui cito o exemplo: assediador e vítima, há também uma consciência maior que faz com que muitas mulheres denunciem. Claro, é preciso dizer que essas vítimas precisam ter coragem para se expor e passarem pela sensação de desconforto; perder o medo e denunciarem mesmo ou seja, conseguir provar o que diz a respeito da atitude da outra pessoa. Vale ressaltar que, diante de situações como essa, não se pode banalizar o comportamento da mulher, mas dá suporte, de modo que a sociedade não acate esse tipo de comportamento que favorece o agressor ou assediador em diferentes situações.
O que se compreende diante dessa realidade? Compreende-se que, a reeducação da sociedade se faz necessária para mudar o próprio olhar sobre a mulher, assim como, debater; se pronunciar a respeito da fala e comportamentos machistas, especialmente onde se tenta calar a mulher. Só analisando essas situações com profundidade, é possível combater a violência. O uso da lei, é um artifício eficaz diante de comportamentos de desrespeito e violação de direitos.
O Brasil teve que rever suas políticas de contenção à violência contra a mulher levando em conta toda a história de luta da Penha. Pois, antes, a mulher que era vitima de violência; a mulher que apanhava vivia horrores, porque além do fato, dessas mulheres estarem sozinhas, não havia visibilidade do problema. A minha fala aqui, se baseia justamente, na versão de uma vítima que relata como apanhava e, ao procurar uma delegacia comum, o delegado não dava a devida importância a sua fala. No final do episódio, ela ouvia que “ mulher gostava de apanhar “. Com isso, era mandada para casa, chegando lá, tomava outra surra e, o pior, quando procurava a família no meio de toda aquela confusão e dor, ela não recebia apoio algum. Então, você imagina como era difícil a vida dessas mulheres que só “se apegavam aos filhos e Deus ” sem nenhuma segurança jurídica! Viviam desesperadas. Hoje, além de buscar ajuda, todos nós temos o dever de interferir nessa realidade, como forma de ajudar e previnir uma violência maior que é a morte dessas mulheres.
Todos querem prestígio. O difícil é ter competência para protagonizar o grande feito da condição que, eleva o ser humano ao grau máximo de exigência e heroísmo pelo que faz.
O silêncio faz com que você rejeite a mudança devido o medo. Mas, a dor te faz enxergar a vida por outro aspecto. Por isso, o fato de, você não se acostumar ao sofrimento, é o que te impulsiona para frente; é o que faz com que você não se cale para o que está errado.
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