“A educação é um instrumento de emancipação das mulheres.
Escreva no seu tempo…”
Wollstonecraft .
Este é meu primeiro post no meu novo blog. Aqui estou dividindo parte de um sonho projetado há muito tempo com vocês. Nesse trabalho, você encontra textos motivacionais, reflexões, literatura, direito, frases, citações e outros.
O Amor Verdadeiro Contesta é uma obra que nasce da necessidade de conscientizar as mulheres vítimas de violência psicológica, que como sabemos, é uma das seis formas de violência doméstica elencadas na Lei Maria da Penha. E com o objetivo de ajudar essas vítimas a reconhecer os sinais, especialmente quando temos um número de agressões muito grande, bem como, o crescimento dos casos de feminicídio no país, eu procurei trazer exemplos que ajudam essas mulheres, a enfrentar a dificuldade de reconhecer aquilo que elas estão vivendo.
As mulheres que estão passando por esse problema, muitas vezes, elas nem reconhecem o risco que estão correndo. E por quê isso acontece? Porque elas não se reconhecem como vítimas ou “ ignoram aquilo que sofrem” por achar que faz parte da relação, e não faz.
Hoje, diante de uma divulgação maior de casos, e especialmentede profissionais provocando a sociedade ou seja, alertando sobre os perigos, vemos muito mais pessoas informadas. Então, o que se pode constatar é que há uma disseminação maior de informação; o que é essencial para essas vítimas. Neste caso, ressalto não só “ informação” mas “ oportunidades “ , que é o que essas mulheres precisam para sair da situação de violência. A informação, ela ajuda a mulher a não se calar ou seja, a vítima passa a ter conhecimento do que é aceitável dentro de uma relação e, posteriormente, ela denuncia o que é doentio.
A mulher que teve ou tem a vida marcada pela violência, ela acumula muitas dores, e passa a viver parte de tudo isso sozinha, sem saber reivindicar seus direitos. Por isso, quando ela aprende que “ amor e dor “ não combinam, deixa de se submeter a maus-tratos e tudo aquilo que há num relacionamento abusivo. Por isso, eu afirmo que:
“ O protagonismo dos meus livros, não é meu. Mas, de cada mulher que lutou e conseguiu escrever um novo capítulo de sua história.”
A conquista é da mulher que sofre agressões, seja físicas ou psicológicas, mas que é “ alertada” e denuncia o que está errado. A mulher que sofre e tem resistência, ela também tem o tempo dela para ter forças para romper com o ciclo da violência. Evidente que quando se aumenta o nível de conscientização, mais fortes essas mulheres se tornam por meio das dessa proposta de “ reeducação “, inclusive, essas mesmas mulheres se tornam agentes de transformação, porque ajudam as outras que encontram pela frente.
As informações e contribuições as mulheres que são encontradas nesse livro, é para que elas saibam se defender e, ao mesmo tempo, fortaleça a luta contra a violência, porque esta é, uma responsabilidade de todos nós.
As inquietações sociais nos permitem fazer uma leitura mais próximas da realidade, eu digo, até com um ar de insatisfeita, porque se você olhar para o lado, e observar, verá que existe um aspecto positivo nisso, e é justamente, ele que nos liberta de um certo grau de ingenuidade. Como escritora, temos um ar refinado com as palavras. Mas, a verdade é que, de vez em quando, deixamos o ser humano que há em nós, ostentar a vida interior, revelando sobretudo, as nossas insatisfações; a ponto de em algumas ocasiões “ baixar o nível” como se costuma dizer. Creio que a realidade, ela realça a autenticidade dos fatos; as ditas “ angustias” principalmente, porque a razão se utiliza bastante do que ela mesma consegue “ abraçar “ dentro dos limites referentes ao nosso olhar sobre a vida e a maneira de como nos comunicamos com ela. Em um pouco mais de 6 anos de escrita, desses, 4 são profissionais, eu já lidei com muitas situações que me trouxeram perplexidades diante das saídas que, como humanidade precisamos encontrar. E você acha que isso é um dissabor meu por “ ser nova?” Não. Tem gente com um histórico escolar muito melhor do que o meu como, Sartre, Heidegger, Camus, Angeles, “ tio Marx” entre outros, que fizeram muitas provocações que servem como reflexão para os nossos dias atuais. É curioso, mas essa gente se alimentou de “ revolta” para o que via e compreendia como injusto na história. O mais importante no que tange esse olhar sobre a realidade e suas muitas preocupações, é a leitura que fazemos a respeito dela; digo “ das coisas que nos afligem “ . Os problemas de décadas atrás, hoje, têm uma nova roupagem. E o fundamental é conseguir ter um olhar inovador para saber lidar com eles, independente da ordem que se apresentem e traga as suas urgências diárias. Para mim, uma das melhores artes é a escrita, ela traduz melhor quem somos e o que pensamos.
Marii Freire. Escrita
Nota: publicação via Facebook em 3 de novembro de 2026
Como escritora, eu compreendo que um dos caminhos que podemos trabalhar para combater a violência contra a mulher em nosso país, é o caminho da informação. Sem dúvida, grande parte das mulheres que ainda sofrem dentro de seus relacionamentos, isso ocorre pela falta de conhecimento; falta de informação, de entender quando existe abuso dentro da situação cotidiana que elas vivem. Veja, se uma mulher levar um tapa, ela vai dizer “ opa, ele me bateu!”. Isso é perceptível, isso “ deixa marcas”. Mas, se ela vive um relacionamento abusivo e tem a sua “ autoestima minada” dentro de discussões calorosas e não compreende o que há por trás disso? Se essa mulher acha que palavras ditas de qualquer forma faz parte da relação. É o que acontece dentro dos relacionamentos doentios e, as pessoas ignoram. É por isso que a informação é preciosa demais, porque ela orienta, porque ela “ ajuda” essas vítimas a ultrapassarem vários obstáculos, entre eles, o obstáculo da ignorância. Empoderar é reeducar essas mulheres. Mais, empoderar é ajudá-las a reconhecer seus próprios direitos; direitos a educação, a saúde, a dignidade e outros. Quando essas mulheres que são vítimas de violência doméstica, conhecem seus direitos, naturalmente ampliam a maneira de como veem o mundo e passam a ter coragem de falar sobre as suas experiências por conta desses “ gatilhos de alertas” a respeito da violência que sofreram e que serve para o seu despertar, – não só da violência, mas também de outras dores. O maior sinal de que uma mulher compreende o que há por trás dessa provocação; que é o fato de ajudá-la a despertar, é justamente fazer a mesma, denunciar o que está errado. Se antes ela calava. Agora, ela deixa de aceitar.
O exercício da luta da Maria da Penha, deu visibilidade aos casos de violência doméstica no Brasil. Se hoje, temos a redução da impunidade dos agressores, é porque apesar de todas as dificuldades, essa mulher não desistiu. Não esqueçam do exemplo dela. Pois, ter coragem é o que move muitas outras.
A violência contra a mulher poderia ter penas mais severas [ se quisessem] conter o problema de uma maneira mais eficaz.
“ O homem só respeita aquilo que o coloca medo. Enquanto, a violência for um fator que coloca medo na mulher, ele vai continuar se sentindo confortável para matá-la.”
A ordem que inicialmente trará uma resposta mais adequada para essa situação, infelizmente é drástica. Enquanto, o homem desdenhar da lei Maria da Penha, a verdade é que, vamos continuar vendo mulheres sendo mortas todos os dias. E a justificativa do homem é “ eu quero ver a lei que vai me parar”. A segurança dos homens violentos é ter certeza de alguns benefícios que a lei os atribui. Quem age perversamente, age porque sente segurança para isso. Todavia, muda a legislação brasileira para constar se a segurança desses homens que apresentam comportamentos violentos, continua sendo a mesma.
E, para certificar o que digo, observe a consistência desses comportamentos violentos. Evidentemente, que muitos vai continuar desafinando a lei, mas outros vão pensar melhor diante das diversidades que podem enfrentar. Isso não é desumano? Não é. Desumano é essas mulheres sendo mortas diariamente por circunstâncias fieis atreladas as necessidades desses homens. Isso é cruel. A questão aqui, não é julgar é assegurar o direito à vida da mulher. Mas a vida da mulher vale mais do que a do homem? Veja, a questão não é tratada na balança para atribuir tamanho peso. Mas, a busca de uma resposta que traga segurança para ambas as vidas. O homem que não mata, ele protege a vida dele, assim como a da companheira ou ex- companheira.
A questão que urge, é conter a desordem. É impossível criar condições a resposta que a sociedade almeja no sentido de conter o número crescente de feminicídios, se aquele que ceifa a vida de sua ex- companheira, não passar a temer a lei. Aqui, torno a afirmar “ o homem precisa ter medo da resposta do que pratica”. Tal afirmação, causa-lhe um desconforto necessário, e ao mesmo tempo, uma escolha benéfica. Pois, o que faz pensar nas consequências dos próprios atos e, entender que ele não pode “ violar “ o direito do outro, ainda que, neste caso, aquele que ele tenta arruinar, seja a vida da mãe de seus filhos, namorada ou ex- companheira, é o medo.
Diante das razões mencionadas, afirmo que Justiça também se faz dentro dos seus limites. A lei existe para proteger o direito de todos, e nunca só de uma pessoa, porque quando se prioriza a justiça, bem como a proteção é endereçada a uma única pessoa, naturalmente, se despreza o direito de quem foi morto. E morto nesse caso, sem que essa pessoa tenha o direito de escolher “ ter direitos“ entre eles, a vida e a própria dignidade.
Os livros são testemunhas do que sentimos e vivemos. O óbvio pode ser dito na simplicidade; com características ásperas ou de maneira triste- tristíssima.
Provas são constituídas de mão em mão de maneira cética, transformadas pelo olhar que atravessa as janelas, pensamentos e coração.
Os livros são misteriosos.
Quisera eu dizer que todos são bons.
Que nada. Muitos oprimem,
Ignoram a nossa fraqueza.
E o peso das palavras que contém outros, embarga a nossa voz.
“ Os livros representam a forma mais autêntica da confidência humana; um amor, uma ironia; uma confusão ou uma dor, tudo pode ser lido e disfarçado entre páginas.”
Senhores, tudo,
Até os fracassos, as coisas acumuladas no tempo; a memória fatigada, as crises intermináveis do que somos e sentimos.
Escrever sobre violência contra a mulher é uma forma de não ser omissa ao problema. É necessário contestar as coisas que são erradas, especialmente, as coisas que limitam o direito do indivíduo e que o expõe ao perigo, ao ódio e todas as formas de injustiças.
E, para fortalecer tudo o que digo, é notório o fato de que precisamos ser muito humanos para nos preocupar com a dor e com formas de diminuir isso em meio as adversidades. A violência é intolerável, onde já se viu, ainda hoje, a mulher ter que pagar com a própria vida, os desejos de seu benfeitor? “ Mesmo que esse desejo seja aniquilar aquela que pela desobediência, acabara se tornando um desafeto; ocasionado pelas próprias circunstâncias, que muitas vezes, é término da relação, onde o desprezo e a fúria, são fatores que contribuem para a morte da vítima. É triste e desumano avaliar como essas mulheres são mortas. Mas, elas são e da forma mais horrenda possível.
Eu escrevo para alertar e dizer que:
“ Existem histórias que nascem da dor. Mas, elas podem se transformar em exemplos de coragem.”
Mesmo que demore ou que essa mulher nunca queira tocar nessa “ ferida” ela pode lutar e, lutar para transformar outras vidas através do próprio exemplo ou da coragem de ir contra toda essa violência.
“ A violência é uma forma de paralisar essas vítimas. Todavia, postergar o direito de lutar por si mesma, não é algo que possa ser desprezado.”
A decisão de sair de uma relação que machuca é da mulher. A minha escrita é um alerta para que elas conheçam as formas de violência e peça ajuda.
A mulher que já passou por situação de violência doméstica precisa falar. É claro que essa não é uma questão tão fácil quanto parece. Mas, se essas mulheres soubessem o quanto isso serve de exemplo, e ao mesmo tempo força para as outras vítimas terem coragem de sair, elas não guardariam o sofrimento só para elas mesmas, como ocorre na maioria das vezes, até como uma forma de se preservarem de julgamentos ou qualquer maneira de serem tratadas com desdenho por quem não compreende as suas dores.
Falar sobre violência doméstica é uma forma de fazer com que o seu exemplo vire um requisito de coragem para muitas outras mulheres, porque você não está só expondo uma situação; você está se tornando um canal de comunicação para as mulheres que precisam ficar atentas ao problema.
É importante que a mulher que já passou por situação de violência doméstica possa falar, porque seu exemplo, servirá de coragem para muitas outras.
Vale ressaltar que o fato de expor cada história, significa que a mulher não está sozinha, e que pode contar com a empatia das outras, assim com o respeito de alguns homens. Afinal, nem todos são violentos. Muitos atuam inclusive para defender as mulheres de outros homens que são agressores.
Quando você fala de violência contra a mulher, ainda existe um grande silêncio; um silêncio que protege quem as machuca. Por isso a importância de falar, de buscar ajuda e ser “ ajuda” para aquelas que também se tornam mais vulneráveis diante dessas situações que não se tem como provar. Sabemos que essas histórias existem, mas nem todas são conhecidas ou se faz conhecer a cara desses homens que são violentos.
Por isso, não demore para responder com atitude de coragem, porque você é uma mulher corajosa. E não esqueça: você não está sozinha.
A violência contra a mulher é parte de um processo repetitivo e naturalizado dentro de uma sociedade masculina, onde ao exercer o seu direito de dizer “ não “ a um homem, essa mulher tem a vida ceifada.
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