Florbela Espanca

” Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”

Quando me dizem isto, toda graça

Duma boca divina fala de mim!.”

Florbela Espanca. Fanatismo. Vol 2. Livro de Soror saudade, Charneca em flor, Reliquiae. Florbela d’alma Alma da Conceição Lobo Espanca. Porto Alegre, 2018. L& PM POCKET

Marii Freire Pereira

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Santarém, 23 de setembro 2020

Tolkien

” Realmente, o mundo está cheio de perigos, mas ainda há muita coisa bonita e, embora atualmente o amor e a tristeza estejam misturados em todas as terras, talvez o primeiro ainda cresça com mais força. “

Tolkien em:

http://www.Pensador.com

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 22 de setembro de 2020

Danilo Caymmi

Eu guardo em mim

Dois corações

Um que é do mar

Um das paixões

Um canto doce

Um cheiro de temporal

Eu guardo em mim

Um deus, um louco, um santo

Um bem e um mal

Eu guardo em mim

Tantas canções

De tanto mar, tantas manhãs

Um canto doce

Um cheiro de vendaval

Eu guardo em mim

O deus, o louco, o santo

O bem e o mal…”

Danilo Caymmi. O Bem E o mal

Compositores: Carlos Eduardo de Albuquerque/ Danilo Caymmi

Fonte: Musixmatch

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 22 de setembro de 2020

Estações

Esse ano os ypês por uma questão de sobrevivência começaram florar mais cedo. O clima e a temperatura contribuíram com essa mudanças brusca de forçar essas árvores ” antecipar”, essa fase importante. Claro, deixo o ar romântico. Mas, elas estão lindas assim por camaradagem a você, pois no fundo, essa elegância faz parte de um processo que evita que elas se despeçam da natureza.

“(…) uma questão fundamental para essas árvores é a sobrevivência. Cada estação tem a sua importância, porque juntamente com elas, existem respostas as suas próprias razões.

Florar não significa mostrar só uma fase bonita. Existe todo um significado por trás de cada momento. Diria que, este é, assim como os outros, cheios de significados , mas o maior deles é reconhecer o comando da vida. Dar existência a uma nova fase é buscar se adaptar às circunstâncias. Às vezes isso não depende de gosto ou vontade, é só uma questão de se manter vivo. E não acontece só com as plantas, mas com o se humano também.

A história se repete conosco. Há momentos que para se manter firme (também), passamos pelos momentos delicados.. ‘perder todas as folhas’, e às vezes, secar um pouquinho faz parte desse ciclo de aprendizado. Nós seres humanos, aprendemos crescer por dentro, e só num segundo momento, para fora. É um momento particular. Geralmente, ele vem com a chegada da chuva, representando a ‘fecundação .’

A natureza é realmente sábia e muito nos ensina sobre frustação que é aquele momento de desalento ( possibilidades de perdidas), mas também a bonanza, a esperança, a fartura. São exemplos ou mesmo, trajetórias que servem lembrar os humanos que assim como as plantas, nos simples mortais, temos que passar. Um dia os nossos sonhos nascem e no outro, lidamos temos que aprender a lidar com a finitude. Um dia temos mãos, braços e pernas, no outro, nem as raízes! Só o rascunho do que fomos.

É certo que o único prazer que não acabe, seja aquele presente nas nossas sementes ( filhos). O “chronos “, tempo – provoca rupturas, esquecimentos, mas também revela essa perplexidade tardia. Somos donos de nós, não do tempo, não de suas vontades.

Vamos florir no nosso propósito, sem desperdiçar tempo. Vamos aprender com a natureza como florir por dentro.

[…]

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 22 de setembro de 2020

Pablo Neruda

” Todos me perguntam quando parto,

quando me vou. Assim parece

que houvesse selado em silêncio

um contrato terrível:

ir-se de qualquer modo a alguma parte

ainda que não quisesse ir- me a nenhum lugar…”

Pablo Neruda. [TODOS ME PERGUNTAVAM…] . Edição bilíngue. Poesia chilena, I . Miranda, Luís de. I. Título. II.serie. Ultimos poemas, 2018. Porto Alegre, L& PMclassicosmodernos.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 22 de setembro de 2020

Marii Freire

Meu grandíssimo mestre, Machado de Assis.

De todos os trabalhos que li, de todas as paixões que me entreguei, ninguém me ganhou por inteira, senão Machado. Talvez, pela própria trajetória, menino de vida simples, que cresceu e aprendeu a se interessar pelos labirintos alheios, pelo espírito humano. Lugar de onde soube extrair seus temas: vaidade, egoísmo, morte, crueldade, adultério, sensualidade. Há tanta coisa gostosa para se descobrir em Machado. É um autor de muitos livros, mais eu arriscaria dizer que ‘Machado é um livro que gosto de ler nas estrelinhas ‘. Meu livro de cabeceira! Assim como ele, tenho um interesse enorme pelo ‘oculto, o encoberto.

Às vezes temos a curiosidade atrelada só a um fato ( situação momentânea), eu não. Eu gosto de descobrir valores, antes de mais nada, procurar entender o porquê do acontecer dos fatos. Da mesma forma que ele gostava de observar o mundo, a vida, os dramas, essa coisa do ‘mergulhar na profundeza do ser humano’, de mostrar interesse, Machado é um autor detalhista , ele procurou trabalhar muito o ‘miúdo’ nos seus personagens, eu gosto. Talvez, por me identificar com esse detalhe, é que procuro esmiuçar o sentimento verdadeiro nos meus textos. Eu não me identifico muito com a figura do sádico. Embora, o próprio Machado tenha sido sádico em algumas situações, o que era um detalhe extremamente comum entre de versos autores da literatura de sua época. Aliás, se tivesse que citar alguns colegas de caneta, Gregório de Matos, entra na minha lista de ” autores prediletos”. A forma sarcástica foi muito usada para denunciar as mazelas da sociedade. Posso dizer que há trabalhos fantásticos.

Todavia, eu gosto de trabalhar essa coisa do esforço, de ajudar as pessoas a encontrarem o seu caminho. A conversa, o diálogo em si são fatores que sustentam o ser humano. Sem eles, há um desencontro que leva as relações ao fracasso.

Quando fazia a faculdade de Direito, costumava ouvir ” Você tem que ser conciliadora “. Não, o meu interesse é sempre fazer com que o outro possa despertar. A idéia é provocar, desnudar valores que é próprio dela ( pessoa). Eu quero que as todas pensem, tenham novas idéias, entrem em contradição, que chegue no profundo do poço e depois, voltem a superfície é diga: ‘ eu sou… capaz…penso mais do que isso ‘. Cada um tem uma maneira de escrever, a minha volta-se para o lado ‘suavizado ‘. Todavia, para escrever sobre o sofrimento, a parte prazerosa, como se diz [o bonito]: é o resultado. Ninguém é uma moldura que fica numa parede, onde as pessoas passam e acrescentam o que querem. Se assim fosse, teríamos aqueles que têm uma certa gentileza, generosidade até, e outros que simplesmente, nos condenariam. Claro, imagino que por ignorância ( a maioria), e teríamos aqueles que não demontrariam interesse nenhum. Há pessoas que se importa, assim como quem não dá a mínima.

O bom é narrar as histórias, alterar valores, sair do primitivo. Olhar a vida com um olhar mais realista, claro – sem perder a essência. E a literatura nos oferece a possibilidade de alterar um pensamento aceito […]

Marii Freire Pereira.

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Imagem & criação: Marii Freire

Santarém, Pá 22 de setembro de 2020

Machado de Assis

” Eu gosto de catar o mínimo e o escondido. Onde ninguém mete o nariz, aí entra o meu, com a curiosidade estreita e aguda que descobre o encoberto.”

Machado de Assis. Várias Histórias ( Vida & Obra). Editora Ática, São Paulo, 1997

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 22 de setembro de 2020

Dê menos ouvido, não se vitimize

Há respostas que só se tornam possíveis quando fazemos silêncio. Enquanto estivermos numa zona nublada, corrigindo e se negando a enxergar aquilo que precisamos, dificilmente as teremos.

Tem muita gente que costuma fazer bobagem por conta de apego e medo. Não se engane, o que é seu permanece, e o que não é o tempo varre, leva pra longe. Muitas mulheres dizem que são reféns do abandono de seus parceiros. Algumas até são, mas na maioria das vezes, são delas próprias. Veja que hilário, mas é um engano se enganar. O que essas mulheres precisam é se reorganizar, é passar um bom tempo não pensando nos motivos de negação do outro, mas de acordar, ficar sozinha consigo e aproveitar esse tempo para fazer uma boa reflexão acerca do que ela precisa amadurecer.

Algumas respostas são demoradas porque elas precisam desse tempo de amadurecimento, desse estado mentativo. Muitas só são capazes de satisfazer o ego quando existe um silêncio. Já outras outras, precisam de alguma forma, externar. São pessoas que brigam, gritam, querem prender o parceiro ou parceira ao seu lado. E para isso, ultrapassam limites. Ou simplesmente, na última tentativa, são capazes de destruírem a autoestima do outro. É um erro, porque se a pessoa não tem capacidade de amar num tempo favorável, imagine forçando uma situação! É comum escolhermos os nossos amigos, não o nosso amor. Amor é conquistar. Relacionamento é complemento de informação entre duas pessoas.

Quando ocorre um desencontro dessas informações entre o casal, surgem confusões, mal-entendidos e sofrimento. O psicológico explode na tentativa de desvendar o que se passa com o outro. Por que se deixou de gostar? E fica naquela insistência, vamos tentar de novo! Isso é ingênuo porque dificilmente dará certo. Às vezes, a melhor atitude é ser sensato e optar por um distanciamento, ou quem sabe um silêncio para pensar com calma, e dar-se mais atenção em certos aspectos. O Problema na maioria das vezes nem é com o outro, é conosco. Ninguém é obrigado a gostar. Quem fica, entende-se que essa pessoa escolhe estar a seu lado. Não é forçado a permanência de alguém que garante que se garante felicidade.

Há coisas na vida que se conquista, amor é uma delas. Não se nomeia uma pessoa para ser dono do nosso coração, nem se deposita sentimento em coisa pouca. Portanto, não escolha ter alguém do lado e viver triste. Existe tem uma frase do Jung que afirma: ” sou o que escolhi me tornar”. Seja livre para saber fazer bem as duas escolhas, e Lembre-se: nada de engrossar as respostas. Pense, análise algumas verdades até esgotar todas as possibilidades, depois ofereça-se aquela que vale a sua paz. Ame-se em primeiro lugar.

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. abby shea

Santarém, Pá 21 de setembro de 2020

Aluísio Azevedo

” Infeliz daquele a quem não é dado chorar, só o pranto afoga a dor que a vontade não vence destruir.”

Aluísio Azevedo em :

http://www.pensandor.com

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Aluísio Azevedo.org

Santarém, Pá 21 de setembro de 2020

Cultura: quando falta conhecimento ao povo resta a destruição deste

Eu confesso que fiquei muito triste ao notar essa cena. Na verdade, trata-se da Estátua do Ariano Suassuna que faz parte do Circuito da Poesia e acabou sendo depredada nessa madrugada em Recife. Há uma matéria a respeito desse acontecimento na REVISTAFORUM.COM.BR feita pelo jornalista: Julinho Bittencourt.

O que me fez trazer essa matéria pra cá, foi o fato de perceber o quanto a sociedade tem regredido. O que as pessoas pensam? Será que esse ato feriu somente a escultura? Não, isso é uma tristeza porque macula uma sociedade inteira. Mostra que tipo de povo ela tem. Indivíduos ignorantes, seres incapazes de reconhecer a própria história, a riqueza que se constrói nos hábitos, costumes, conhecimento, que na verdade, equivale expressão máxima de todos nós.

Quando se observa justamente essa corrente contrário, essa postura de negação, é que vemos a própria destruição. Quem vandaliza parte daquilo que é rico para ela mesma, se autodestrói. É um engano pensar diferente. Isso é resquício de um povo sem cultura, sem conhecimento.

O Brasil perde em muitas áreas e o impacto social é grande. Agir dessa forma é ferir a si próprio, é uma imbecilidade sem tamanho. Vergonhoso porque mostra o retrocesso cultural. Existem pessoas que não conseguem discernir o certo do errado, ela imagina que cometeu um simples dano. Todavia, o conceito de Cultura é amplo, há uma herança social que vai sendo levada de geração em geração. Portanto, se você a destrói parte desse conhecimento, volta-se contra si próprio. Você não perde por quebrar uma escultura. A perda é do coletivo. Esse é um modelo de comportamento reprovável, é uma sociedade que demonstra pequenez porque rejeita ela mesma ou parte dos seus!..

Quando você se volta contra o próprio conhecimento ou parte daqueles que o ajudaram nessa construção, na verdade, você está perdendo. Perdendo o respeito, o valor, a identidade daquilo que promove a mudança. Não é porque não é importante para você que para o resto não seja. Simplesmente é. Até porquê sem conhecimento, nos não somos nada. Cultura é a promoção do conhecimento. É só através dele que adquirimos valor.

Se eu quanto indivíduo me respeito, e reconheço o meu valor, assim como, o valor do meu povo, da minha língua, da minha religião, e a forma de como as pessoas se relacionam. Isso significa que estou aberto ao novo, ao perceptível. Quando você respeita a sua cultura, você está reconhecendo o valor da própria história. É o que é a cultura quando você nega a contribuição de Ariano Suassuna? Ariano é um ‘dos’ principais personagens da nossa produção cultural.

Marii Freire Pereira

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Imagem: REVISTAFORUM.COM.BR. Foto reprodução: TV Globo

Santarém, Pá 21 de setembro de 2020