Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu – que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste,
E se a vê descontente, dá risada.
Vinicius de Moraes.
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu – que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste,
E se a vê descontente, dá risada.
Vinicius de Moraes.
mas que fazer da alegria,
quando a dor é um rio sem vau?”
Maiakovski.
Molhando a roseira pra desabrochar…

Eugenio de Andrade.

Quero Gestar o Novo.
Quero acreditar que é possível negociar com o tempo, com o medo, e tudo aquilo que ainda não conheço .
Com o que me desafia, e mostra o quanto posso mergulhar nas profundezas do imaginário. Sorrir, sentir a vida de modo, que ela permita -me decifrar os labirintos aos quais ainda me sinto presa.
Ah! Como eu quero.
Quero, fechar os olhos e acreditar nos pequenos milagres…
Quero ver a água nascendo…
Sentir o cheiro de mato fresco,
O vento batendo levemente no rosto…
Ouvir o canto dos pássaros e, estar presente com estes, em cada por do sol.
Quero a certeza das manhãs,
Ouvir a chuva fazendo-me o convite para molhar a pontinhas dos dedos lá fora.
Ah!…eu quero
Sentir o gosto do café recém preparado.
Cheiro de bolo de milho perfumado o ambiente…
Um beijo roubado,
Um sorriso,
Um abraço,
Um olhar sem palavras…
Quero!..
QUERO TUDO!
Quero conhecer as delícias e as dores de modo, a não “desviar o rumo do rio”. Um rio silencioso que corre dentro de mim…
Que inunda os meus pensamentos,
Acalma,
Silencia o meu ser…
Indecifrável, intenso…gigantesco!
Um rio é sempre, um rio,
Independente da adversidade.
Um rio sabe SER GRANDE.
Sabe como se manter vivo no tempo. Por isso, quero levar comigo cada fatia, cada fragmento, cada gota …
Ah, irei negociar!…
Que não fique preso, nem mesmo entre as pedras, NADA. Um único grão de areia…
Serei inteira, e não um punhado de lembranças na história.
Serei a própria história,
Uma janela que se abre
Vem!…
Deixa te mostrar o rio ,
Veja com o é longa a sua travessia.
Marii Freire.

Os sonhos cobrem-se de pós.
Um último esforço de concentração
morre no meu peito de homem enforcado.
Tenho no meu quarto manequins concundas
onde me reproduzo
e me contemplo em silêncio.
João Cabral de Melo Neto.

MARIO QUINTANA.

Todos nós, em algum momento da vida sofremos perdas. Perdas que podem ser desde, projetos, alcançar metas, ou ainda, até mesmo perdas importantes de pessoas que amamos.
Difícil é ter maturidade para saber lidar com os nossos desconfortos diante de situações que fazem com que mergulhemos em nossas próprias misérias, nossos prejuízos.
Quem sai, sai sempre com a sensação de ter feito as pazes com o passado, com o tempo que uma vez paralisado, mostra ali, a necessidade de uma história que precisar seguir adiante…
Acreditar que é possível construir, recuperar aquele tempo de desconforto. Mas, será que para quem fica inerte diante da crueza da vida consegue desfrutar da mesma maturidade? Não.
Não é possível!..
O tempo é tão significativo dentro desses desconfortos causados geralmente por motivos ligados à imaturidade, que [apesar], de acreditar também que tudo pode se recompor novamente, em geral, o ser humano não consegue ter uma direção diante da perda. Não, porque não queira, mas pela incapacidade de mudar por dentro. Os dias viram anos, os sentimentos viram conflitos, etc. Em suma, uma bagunça generalizada. E um detalhe importante e que aqui, faço uma observação: O tempo é inimigo, porque dentro dessa trajetória cronológica, que divide (dias, meses e anos e até mesmo, as horas marcadas no relógio), o indivíduo simplesmente, não consegue inaugurar um ‘ tempo novo ‘ dentro de si. É então, que a vida lhe põe diante diante do seu maior desafio, a dor, o sentimento de perda, ‘quilo que vem acompanhado da sensação de fracasso’, o que faz ‘sangrar e machuca a alma’, na condição de refém de seus traumas…
Em face da ilusão e eu consciente, ele tem a possibilidade de duas decisões importantes, ficar alimentanfo-se do próprio sofrimento, ou ir em busca de garantias.
“A restrição serve para isto, para nós reeducar a ir buscar novos caminhos…”
Não podemos parar, a vida não perdoa, temos por obrigação nos reerguermos, superar as perdas , desejar felicidade ao que muito nos acrescentou e seguir .
EU POSSO e DEVO…
Marii Freire Pereira.


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