A palavra da moda agora, como se costuma dizer é: Persistência. Nunca se sentiu tanta necessidade de reinventar a vida, os modos, as regras diante da mudança que temos vividos, por conta de realidades que resultam nessa falta de perspectiva do brasileiro. A descrença vivida, ela não é de agora, digo dessa situação que envolve o governo e as muitas histórias, incluindo os ” mimimis…” para alguns, restrição de direitos para outros. A verdade é que se pode interpretar o direto de várias formas, e pelo que estamos observando o governo atual trabalha bem para os seus’. Já para a maioria, esta, tem se contentando com gorjetas. E as pessoas querem mais, não o mínimo [ ainda] que seja assegurado por lei. Todavia, como disse anteriormente, essa insatisfação ela necessariamente, não é resultado daquilo que estamos vivendo hoje. Claro – tal realidade conta. Mais somemos aí vários motivos dentro de dessa queixa toda, e não nos esqueçamos de um passado de negação. Não sou de defender esse governo, aliás, nunca fiz isso, exatamente por entender que ele tem feito o mínimo para satisfazer o interesse de todos. Os maus políticos sempre existiram, e são justamente esses exemplos que nos faz olhar para a política com desilusão. Considere: a descrença já vem de muito tempo. Hoje, o momento é delicado, não duvido. mas já sobrevivemos a tantas crises, negação de direitos [também] que não se pode esquecer essas coisas. Hoje, msis que nunca, precisamos sobreviver a esse caos. Tantas mortes, e como temos visto, tanto desinteresse pela vida.
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A Constituição, ela pode nos assegurar muita coisa, mas se a sociedade não souber cobrar, se o presidente fizer por ” achar” que deve, se juízes, promotores, advogados, e outras personalidades, não forem também capazes de observar certos abusos, de nada nos servem esses direitos. É preciso mais! A preocupação do momento atual, não é só as mortes […] A situação é difícil até no que se refere ao próprio linguajar…ninguém nesse momento, consegue falar do Brasil com nenhuma expectativa. Na verdade o que há, é muita desilusão. Todavia, há uma solução que talvez sirva para a maioria nesse momento, que é o fato de saber rezar. Temos também essa alternativa. Quem não gosta muita da realidade, não possui o hábito de ler, esse é o momento de acreditar, de ser resiliente.
” Os brasileiros se sabem, se sentem e se comportam como uma só gente, pertencente a uma mesma etnia. Essa unidade não significa porém nenhuma uniformidade. O homem se adaptou ao meio ambiente e criou modos de vida diferentes. A urbanização contribuiu para uniformizar os brasileiros, sem eliminar suas diferenças.
Fala-se em todo o país uma mesma língua, só diferenciada por sotaques regionais. Mais do que nunca uma simples etnia, o Brasil é um povo nação, assentado num território próprio para nele viver seu destino.”
Darcy Ribeiro. O Povo Brasileiro. A formação é o sentido do Brasil. E edição. Editora Global. São Paulo, 2015
Sejamos atentos o bastante para para reconhecer que além de uma visão romântica a respeito da vida e toda essa simplicidade singular que por vezes ela nos apresenta, se tenha também, a capacidade de ” enfeitar” os seus limites, não só com palavras que constrói, que edifica algo. Mas, que se possa fazer essa construção respeitando o tempo de cada processo com a maior arma que os sábios já utilizaram, o silêncio. Independentemente, da fase que você esteja vivendo, ” arrume a casa”, deixe uma flor na porta, dependure a roupa lavada na corda, e sinta o seu perfume …” Somos pessoas ” sensíveis “. Temos diversas fases, algumas passam rapidamente, outras demoram um pouco mais. Todavia, o importante é não sermos tão críticos de nossas próprias ações. A sensibilidade é também uma maneira de avançarmos em relação às mudanças que queremos. A realidade acarreta o peso do tempo. Mas é só com o coração um pouco mais calmo que se consegue esse grande feito. Ternura e sensibilidade em forma de gesto nos permite esse monólogo interior. Experimente!..
A divergência de idéia é algo importante para assegurar o direito de cada indivíduo expor aquilo que pensa. Veja, não falo a respeito de liberdade de expressão. Há aí uma certa diferença entre uma coisa e outra. A divergência de idéias, ela tem um lado voltado ao conflito, ao confronto propriamente dito. Por exemplo, eu não posso fazer juízo sobre algo e tentar convencer uma pessoa de que só a minha forma de pensar é a correta. Não, você tem o direto de pensar o que quiser, é livre para expressar o que pensa, esse é um direito Constitucional. Agora, tem que saber dosar cada situação para poder viver de forma harmoniosa em sociedade. Cada indivíduo é único, a sua forma de pensar também.
Há pessoas que são ferrenhas no modo de defender as suas idéias, muitas dizem “eu penso assim…portanto, dane-se o mundo”. Vem cá, deixe essa ‘síndrome de Gabriela pra lá’, e entenda uma coisa de uma vez por todas: cada ser humano, pensar de maneira diferente, por conta de credo, cultura, valores diferentes, e várias outras coisas. Então, você nota que a diferença, ela nasce também de como cada indivíduo pensa. Por que você acha por exemplo, que há tantas brigas, guerras , desavenças entre família, casais, irmãos? Porque um tenta impor aquilo que ele pensa ser correto sobre o outro, ou seja, uma pessoa tenta convencer a outra de que as idéias dela é que são corretas. Funciona assim: ” eu sou o dono da verdade, posso tecer críticas da forma que achar melhor”. Neste caso, eu estaria respeitando os seus direitos? Não. Logo, não me peça para respeitar as suas idéias, por que nem eu, nem você somos donos da verdade, a não ser daquilo que pensamos particularmente. Às vezes, nem isso! Porque muito se faz uso da sensatez para dosar as nossas demandas pessoais, estou certa? Exatamente, a palavra que se encaixa corretamente aqui é sensatez, porque do contrário, não se avançava.
Um ‘dos’ detalhes que considero importante dentro da divergência de idéias, é o seguinte: a soma. Isso mesmo, a discórdia tem que ter algo bom. Como algo bom? Ela em certos momentos, serve para unir as duas partes? É possível entrar em acordo? Ótimo. Vamos trabalhar essa questão. Se eu trabalho um direito, significa que você pode tecer críticas sobre ele. Não concorda? É um direito seu. Da mesma forma que você não é obrigado a concordar comigo, eu não sou obrigada a concordar com o seu ponto de vista. Nem o meu, nem o seu, o direito é de todos. O segredo que considero fundamental a respeito dessa questão é encontrar essa linha tênue que possa assegurar a construção que uma idéia seja boa para todos.
Ninguém é totalmente dono da verdade. Por isso que se diz que o protesto é livre. Você tem o direto de dizer o que pensa, desde que, não me ofenda, porque neste caso, se parte para outra questão. Mas, devemos sempre aprimorar a nossa forma de pensar, o que não podemos é viver na ignorância. Negligenciar um direito também porque não concordo, é errado. Por isso, vamos conversar, vamos discutir toda essa problemática? vamos pra rua dizer o que não nos agrada […]. A divergência de idéia, apesar de causar conflitos, ela é também uma forma importante de dizer o que penso de forma que a somatória no final, consiga ser boa para todos.
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