“Jeitinho brasileiro “

Curiosamente, eu acho impressionante como o brasileiro usa a malandragem, ou seja, o ” jeitinho brasileiro ” para fazer tudo na vida. É como se fosse um ‘tempero indispensável’ para temperar a qualidade de qualquer ação que ele faça. Tudo bem, eu sei que você vai dizer: ” eu sou uma pessoa honesta “. Eu acredito, mas a maioria não. E aí, eu pergunto: ” é tão difícil ser honesto, ser um ser ético consigo mesmo?”. Você sabe porque eu insisto em dizer que é preciso estudar, que é preciso ser uma pessoa atualizada, ser um ser humano ético? Porque essas coisas, a gente tem que praticar para que elas possam possam ser validadas no dia a dia. É no seu modo de vida que todas elas se refletem. É como você fala, trata as pessoas, conduz os seus negócios, respeita o direito das outras pessoas. São nos detalhes mínimos que tudo isso se encontra. Presta atenção: ” não é nos discursos vazios, não “. É na vida prática de todos nós. É na conduta reta que se constrói uma consciência que comporta todas essas coisas.

O que estou falando aqui é gratuito. Se você for pedir uma dica, ou qualquer espécie de ajuda para uma pessoa que passou a vida inteira estudando, tem títulos e mais títulos na parede, quer dizer, alguém que contribuiu muito para a construção de uma sociedade harmoniosa, e hoje por conta dos muitos anos, já se aposentou, mas não deixou de ter a sua importância, certo?! Pois bem, você sabe o que vai acontecer? Ela não vai ter a paciência, nem a consciência nem a atitude leal, digo de responder a sua pergunta com a mesma humildade e interessante que você teve ao perguntar. Ela vai se sentir tão importante, hierarquicamente, tão superior a você, que é provável que ela lhe deixe ir sozinho ( a) atrás da resposta. Entenda, essa pessoa não está errada. Afinal, ela passou uma vida inteira se dedicando, correndo atrás de conhecimento para poder ter uma posição melhor na sociedade. É um exemplo a seguir. Certamente, não são todas as pessoas que abdicam de quase tudo na vida em busca de status e reconhecimento. Todavia, temos um leque de referências que podemos citar como exemplo. De ” A” a ” Z” você encontra nomes. Só que, no seu caso, se você não for um sujeito de caráter, provavelmente, vai querer uma posição social que lhe seja favorável só que por meios obscuros. É errado? Veja, não estou julgando as suas escolhas. Mas, se parir uma cria dessa espécie, ela simplesmente vai filhar por aí

[…]

O brasileiro tem na idéia que tudo é difícil. Gente, e o que fácil na vida? Até para nascer é difícil. Quando você nasce já leva uma palmada que é para despertar os sentidos, vê se corresponde um estímulo de maneira correta. E você responde porque briga para viver, o pulmão está cheio de ar…brincadeira!. Isso é só uma ilustração, ainda que mental para dizer que nada nessa vida, vem até nós de um jeito gratuito. Mas, é preciso insistir, é preciso sim, briga pela vida, pelos seus projetos, sonhos. Não sei, de repente, é o de construir uma carreia, uma família, de ser uma pessoa reconhecida, mas uma coisa eu te digo – faça isso pelo seu esforço. Se todos agisse dessa maneira, não precisaríamos apelar para as formas ilegítimas de alcançar o próximo degrau da vida.

Ser honesto é uma coisa que tem um peso absurdo nas nossas relações. Eu, não diferente de você, também erro. Mas, procuro sempre diminuir o impacto que esse erros tem na minha vida. Entenda que para viver bem numa sociedade, o resultado que corrobora para isto, é sempre o esforço. Sem esforço, não se consegue nem fazer coisas mínimas como por exemplo, levantar da cama.

O ser humano tem uma coisa que ele peca demasiadamente, e não presta atenção que é justamente, o desvio de caráter. Logo atrelado a isso, tem-se uma sociedade vazia, ou seja, que valoriza mais o supérfluo do que o que tem peso real. Que vive imersa numa na condenação moral, que cria situações como ‘ oferecer ao outro o peso daquilo que reprovo, sem levar em consideração aquilo que faço quando sei que estou numa situação segura, ou seja, protegida. Isso não é ético. Ser ético necessariamente, não é uma obrigação, mas algo que nasce a partir da minha consciência, e a ponho em prática, a partir da minha relação com o outro.

Nós, não podemos criticar o jeitinho brasileiro, a corrupção a nível Federal, se fechar os olhos para o que acontece aqui embaixo. ” Ah, fulano faz, faço também “. Depende, nesse caso, dependendo do quanto posso ganhar, é possível fazer. Do contrário, eu posso até criticar se estiver numa situação confortável. O que se critica de feio no outro, também é algo que se acumula em nós. Ou você acha que não? Vamos lá, reavalie os seus conceitos.

Pense nisso!

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Santarém, Pá 27 de fevereiro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

7 comentários em ““Jeitinho brasileiro “

    1. Fico feliz que você também tenha mais esse olhar generoso a respeito das muitas coisas que precisamos modificar [se quisermos] de fato, refletir o que exigimos do outro e dos outros. As pessoas estão acostumadas criticar as coisas erradas, mas quando tem a mesma oportunidade, fazem uso de meios obscuros para obterem vantagens ilícitas.

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