Manoel de Barros

” A maior riqueza do homem é a sua incompletude.

Nesse ponto sou abastado .

Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito…”

Manoel de Barros

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Marii Freire Pereira

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Imagem: Emi Okada Pereira

Santarém, Pá 10 de Agosto de 2021

Pensamentos.me/ VEM comigo!

” Não importa o tamanho da tempestade la fora, se dentro de você existe paz, isso é uma dádiva”.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 9 de Agosto de 2021

Cora Coralina

” Minha vida

Meus sentimentos,

Minha estética,

todas vibrações

de minha sensibilidade de mulher

têm, aqui, suas raízes.”

Cora Coralina.

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Marii Freire Pereira

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Imagem: Emi Okada Pereira/ Apanhador de sonhos.

Santarém, Pá 9 de Agosto de 2021

Não ignore

Não ignore a importância das coisas pequeninas

Sem elas não haveria o eco das vozes

O prazer de um beijo doce

E esforço diário pelo último minuto de lucidez

Às vezes, a única coisa que preenche a alma

É o rascunho do mínimo diante daquilo que se transformou em pó .

É nisto, que se encontra algum valor,

Alguma nobreza conclusiva sobre a vida.

É no intervalo entre a sua última ação

E a saudade que espiritualiza o seu olhar abstrato

Fazendo com você se sinta desprotegido

Diante da lembrança de quem foi

Que renasce a chama da esperança que “constrói o seu caminho de volta”

Não seja um eco

Olhe a vida com ternura

Esse é o segredo de nossa infinita travessia.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 9 de Agosto de 2021

Fernando Pessoa

” A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vivemos não é o que vemos, senão o que somos. “

Fernando Pessoa.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 8 de Agosto de 2021

Memórias Póstumas de Brás Cubas

” Eu queria refugiar-me nele, para escapar às opressões do passado, porque o encontro do Quincas Borba tornara-me aos olhos o passado, não qual fora deveras, mas um passado roto, abjeto, mendigo e gatuno.”

Memórias Póstumas de Brás Cubas. Capítulo 61/ Um Projeto ( Machado de Assis). Classicos da Literatura Brasileira Barueri, São Paulo: Pé da letra, 2020

Marii Freire Pereira

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Imagem ( Arquivo pessoal)

Santarém, Pá 8 de Agosto de 2021

Simone de Beauvoir

” Ninguém nasce mulher: torna-se mulher “.

Simone de Beauvoir

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 8 de Agosto de 2021

Viver é nos encontrar aonde nos deixamos

Todos nós, precisamos nos preocupar em encontrar uma razão maior para viver. A vida não é só o que nos ensinam de forma simbólica. Há um estágio seguinte. O que se aprende da infância a puberdade é uma parte importante sobre a vida, sobre valores, segurança, ou seja, são benefícios que reforça a nossa autoconfiança, e na fase adulta, facilita essa nossa identificação como pessoa. Como disse, a infância reflete todas as experiencias positivas do nosso universo. Na verdade, a infância carrega o “hormônio da felicidade” porque traduz um pouco dessa ponte que a gente atravessa até a fase adulta. O sentimento que temos sobre essa fase é a de que esta, é uma das melhores experiências de nossas vidas. É nela que reside o lado valioso de tudo o que conseguimos enxergar, digo o valor de mundo, das experiências sublimes, e desse resgate profundo que vez ou outra, se deixa o superficial e se lança para buscar o que é autêntico em relação às nossas escolhas. Tudo fica preservado na memória, de modo, que sempre fazemos resgate de quem somos.

A afeição mais significativa da vida, digo o lugar de onde se busca resgatar alguma coisa boa diante dos ” desgostos” , das experiências dolorosas, sem dúvida vem das nossas experiências genuínas, ou seja, da base que é a primeira infância, a fase do cuidado maior de nossos pais. A infância é o lugar de identificação das experiências compensadoras. É nela que tudo se mantém preservado. As primeiras experiências de falhas, erros, acertos, perdas, méritos, tudo vem da infância.

O mérito de nossas escolhas na fase adulta pesa bastante, e sem contar que gera angústia e estresse, coisa que não temos na infância. Na infância, prevalece os sorrisos, os abraços, a sensação de liberdade e tudo mais. Se alguém perguntar a você se é feliz hoje, diria o que? Certamente, a alternativa que iria recorrer seria buscar respostas no seu passado, ou seja, pesar o adulto e a criança ao mesmo tempo. Do adulto, restaria pouca coisa, mas a memória pueril, certamente, estaria tomada de situações positivas.

“A criança que fui, não largo a mão”, pelo contrário, permanece viva na memória”.

Eu falo da infância sempre como uma boa experiência. Nela ainda preservo muita “paisagem diante dos olhos”. Ser adulto é bom, mas temos que fazer uso de muitos filtros. A vida adulta tem muitos sobressaltos, ditames, perde um pouco do próprio sabor. Acredito que tudo aquilo que encaramos como uma ” obrigação ” ( a fase adulta tem disso), os excessos sobressaem. Não éque as nossas experiências não sejam boas, mas é que tudo o que fazemos tem um peso maior. Se falamos, temos que impressionar o outro. A regra para o comportamento é a mesma. Se um se comporta de um jeito, você tem que fazer melhor, entende “o gesso?” Há um exagero aliada a uma obrigação. Muitas vezes você tem que “enxergar o outro, antes mesmo de conhecê-lo”, que loucura isso, mas é verdade. Essa é a regra básica, para se aprender a viver civilizadamente. Ou você aprende, ou é absorvido por ela.

Eu gosto da beleza da criança que me transformei, brinco que sou uma adulta inacabada, incompleta. Gosto do aprimorar, “lapidar” o que é possível. Gosto de buscar “arranjos” no passado para adornar a vida de adulto. E você, quem é, como se sente? Espero que o adulto não tenha sufoca a criança que existe em você.

pense nisso !

Feliz Dia dos Pais!

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 8 de Agosto de 2021

Lei Maria da Penha completa 15 anos

” Maria da Penha é o exemplo vivo, do que o amor não é capaz de faz, mas um homem violento, sim”.

Marii Freire Pereira.

A Lei n° ( 11. 340/ 2021) Maria da Penha completa hoje, sábado, 7 de Agosto de 2021, 15 anos. Desde o período de sua criação, até está data, a lei tem passado por uma grande evolução.

Segundo a própria Maria, há uma ” progressiva quebra de silêncio ” da mulher que é vítima da violência IMP ( Instituto Maria da Penha). A lei tem sido de grande importância para a mulher porque deu visibilidade a um problema sério, e que provocava muita inquietação, onde se percebia que a mulher sofria violência, mas suportava calada, ou havia punição para o agressor, mas está, era branda. Então, essa lei veio na verdade, descortinar, uma realidade que é a violência e, ao mesmo tempo, a não negociação com os seus órfãos.

É necessário falar que desde sua criação, há 15 anos, ” a aplicabilidade da lei ainda é desconhecida no interior do país”, ressalta Maria”. Por conta dessa razão, é preciso ficar atento a detalhes importantes que reforçam a segurança da mulher, principalmente, no âmbito doméstico, onde se observa que essa violência se estabelece com mais força.

. A criação da Lei como instrumento de defesa a mulher que é vítima da violência

A criação da lei há 15 anos, que inclusive foi aprovada pelo Congresso, onde na época a Presidência do senado era ocupada pelo senador Renan Calheiros do ( MDB-AL). Teve como objetivo maior, acolher a mulher que estava na situação de desamparo diante da violência doméstica e familiar. Renan se diz feliz por ter contribuir com algo tão significativo para as mulheres em seu Twitter. Ele ressalta que ” Nunca é demais lembrar que a violência continua e precisa ser combatida”. ( http://www.12.senado.leg.br)

É sabido que a lei Maria da Penha, tem o seu marco jurídico, dedicado a defesa da mulher, inclusive nela prevalece o dito popular que diz ” em briga de marido e mulher, se a colher” porque a violência doméstica e familiar, antes da criação da lei, era tratada como crime de menor potencial ofensivo e enquadrada na Lei n° – 9. 099/ 1995. ( https:// institutomariadapenha.org.br). Era uma violência banalizada, ou seja, uma “injustiça” a mulher por conta da invisibilidade do próprio sofrimento. A violência de gênero era reduzida a pagamentos de situações que não manifestava a forma correta de punição do agressor. Este, marido ou companheiro agredia a esposa, e pagava com trabalhos comunitários ou mesmo, cestas básicas o ato de suas atrocidades .

. Dor e sofrimento são questões que não podem ser negociadas de forma banal

A criação da Lei maria da Penha, dentre outras situações, destaca-se pelo amparo que deu as vítimas, e ao mesmo tempo, porque tirou essa mulher da situação de vulnerabilidade que ela vivia. A mulher apanhava e escondia os seus hematomas em meios as ameaças, as agressões verbais e assim por diante. O que a lei fez? Ela assegurou a vítima de violência que essa mulher pudesse denunciar o seu agressor, e ter assistência do Estado. Hoje a mulher pode denunciar o agressor e ter as medidas protetivas decretadas. Mas, tudo isso graças aos avanços da lei.

. Estatísticas da violência

A violência historicamente, é uma realidade que sempre esteve presente na vida da mulher. Sabemos que passamos da violência para o Estado de direito, onde observamos que há alguns rompimentos, porque querendo ou não, estamos na presença de um certo grau de violência, mas é preciso exigir que os nossos direitos sejam respeitados. Além disso, é importante ressaltar nada do que se conseguiu foi por acaso. Todos nossos têm sido conquistados através de muita luta, mortes violentas ( feminicídio) e uma série de situações que desafiadoras.

Violência X Pandemia

A violência na pandemia do covid-19, foi algo crescente, o que proporcionou a mulher uma violência maior do que já vinha sofrendo. Por essa razão, percebeu-se que ao sofrer agressões, a mulher que não podia falar, estava num estado de vulnerabilidade maior. Então algumas campanhas foram importantes para abrir espaço, ou seja possibilitar a fala dessa vítima. Houve campanhas excelentes como a Capanha de Conscientização ” Sinal Vermelho ( CNJ) Conselho Nacional de Justiça que trouxe facilidade a denúncia. Além disso, temos de comemorar a criação da Lei n° – 14. 188/ 2021 que vem ainda mais favorecer a mulher dentro desse cenário de insegurança que é a violência, bem como outras possibilidades. Essa lei na verdade, é um instrumento a mais que veio favorecer a mulher que é vítima da violência. Lembrando que é qualquer tipo de violência que a mulher pode buscar ajuda.

De acordo com um levantamento pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com o Instituto de Pesquisa Datafolha, uma em cada quatro mulheres brasileiras acima de 16 anos afirmam já ter sofrido alguma violência durante o período da pandemia (www.senado.leg.br). A violência é um fenômeno crescente. Embora os casos de subnotificações tenham diminuindo, a violência não diminuiu, tanto que os casos de mortes de mulheres ( feminicídio) tem aumentado diariamente. Por isso, mais do que nunca, é necessário fazer um trabalho de conscientização, digo “não só conscientize a mulher” mas também procure diluir os impactos dessa violência cotidiana que faz com que todas sofram.

É sabido que as agressões vem de marido e ex-maridos, companheiros e namorados que torna o outro como um desafeto por conta de não saber lidar com perdas, frutacões de modo geral, e acaba transformando isso em ódio, fazendo com que na maioria dos casos, essa violencia possa evoluir de uma agressão, à óbito em fração de segundos.

Conscientização

A violência é um ato condenável. É algo que impacta de forma negativa sociedade como um todo. E a violência contra a mulher, sabemos que é um problema gigantesco. Isso, sem falar que é de uma brutalidade que não tem adjetivos para se qualificar o custo do que a mulher sofre há anos. Portanto, mais do que nunca, é necessário assegurar que o acesso dessa mulher a Justiça, seja eficaz, ou seja, traga as respostas que ela precisa para se sentir segura. Como dito no incio do texto mesmo, que a aplicabilidade da lei ainda seja desconhecida no interior do país, é interessante que essa mulher não fique desamparada, mas, recorra as delegacias tradicionais, para não haver impunidade no caso da violência.

Em relação as politicas públicas vê- se então, que é necessário uma maior preocupação no tange essas políticas. O desejo maior é que estas sejam mais consistentes. Mais, é imprescindível a mulher faça a sua parte e ” quebre o silêncio ” e denuncie o seu agressor.

Há o que se comemorar nesses 15 anos. Há de se nomear ganhos em relação a criação dessa lei, principalmente, quanto ao papel de atuação da mulher na condição de liderança nos espaços de poder, por exemplo. Mas, também existe muita inquietações pelas quais se faz necessário buscar respostas.

Após 15 anos da criação da lei para combater e reprimir a violência política contra a mulher, seja ela a violência psicológica, sexual, fisica e patrimonial, a lei precisa ser melhor aperfeiçoada para atender os anseios de todas as mulheres no que diz respeito a erradicação da violência.

Marii Freire Pereira

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Imagem: http://www.uol.com.br

Maria da Penha entrevista para a revista ” Claudia”/ Imagem: Divulgação: ” Cláudia”

Fonte: https://www.12.senado.leg.br

https://www.institutomariadapenha.org.br

Santarém, Pá 7 de Agosto de 2021

Arthur Schopenhauer

” Toda boa ação totalmente pura, toda ajuda verdadeiramente desinteressada, que, como tal, tem exclusivamente por motivo a necessidade de outrem, é, quando pesquisada até o último fundamento, uma ação misteriosa, uma mística prática, contanto que surja, por fim, do mesmo conhecimento que constitui a essência de toda mística propriamente dita e não possa ser explicável com verdade de nenhuma outra maneira.”

Arthur Schopenhauer.

https://m.brasilescola.uol.com.br

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 6 de Agosto de 2021