Viver é nos encontrar aonde nos deixamos

Todos nós, precisamos nos preocupar em encontrar uma razão maior para viver. A vida não é só o que nos ensinam de forma simbólica. Há um estágio seguinte. O que se aprende da infância a puberdade é uma parte importante sobre a vida, sobre valores, segurança, ou seja, são benefícios que reforça a nossa autoconfiança, e na fase adulta, facilita essa nossa identificação como pessoa. Como disse, a infância reflete todas as experiencias positivas do nosso universo. Na verdade, a infância carrega o “hormônio da felicidade” porque traduz um pouco dessa ponte que a gente atravessa até a fase adulta. O sentimento que temos sobre essa fase é a de que esta, é uma das melhores experiências de nossas vidas. É nela que reside o lado valioso de tudo o que conseguimos enxergar, digo o valor de mundo, das experiências sublimes, e desse resgate profundo que vez ou outra, se deixa o superficial e se lança para buscar o que é autêntico em relação às nossas escolhas. Tudo fica preservado na memória, de modo, que sempre fazemos resgate de quem somos.

A afeição mais significativa da vida, digo o lugar de onde se busca resgatar alguma coisa boa diante dos ” desgostos” , das experiências dolorosas, sem dúvida vem das nossas experiências genuínas, ou seja, da base que é a primeira infância, a fase do cuidado maior de nossos pais. A infância é o lugar de identificação das experiências compensadoras. É nela que tudo se mantém preservado. As primeiras experiências de falhas, erros, acertos, perdas, méritos, tudo vem da infância.

O mérito de nossas escolhas na fase adulta pesa bastante, e sem contar que gera angústia e estresse, coisa que não temos na infância. Na infância, prevalece os sorrisos, os abraços, a sensação de liberdade e tudo mais. Se alguém perguntar a você se é feliz hoje, diria o que? Certamente, a alternativa que iria recorrer seria buscar respostas no seu passado, ou seja, pesar o adulto e a criança ao mesmo tempo. Do adulto, restaria pouca coisa, mas a memória pueril, certamente, estaria tomada de situações positivas.

“A criança que fui, não largo a mão”, pelo contrário, permanece viva na memória”.

Eu falo da infância sempre como uma boa experiência. Nela ainda preservo muita “paisagem diante dos olhos”. Ser adulto é bom, mas temos que fazer uso de muitos filtros. A vida adulta tem muitos sobressaltos, ditames, perde um pouco do próprio sabor. Acredito que tudo aquilo que encaramos como uma ” obrigação ” ( a fase adulta tem disso), os excessos sobressaem. Não éque as nossas experiências não sejam boas, mas é que tudo o que fazemos tem um peso maior. Se falamos, temos que impressionar o outro. A regra para o comportamento é a mesma. Se um se comporta de um jeito, você tem que fazer melhor, entende “o gesso?” Há um exagero aliada a uma obrigação. Muitas vezes você tem que “enxergar o outro, antes mesmo de conhecê-lo”, que loucura isso, mas é verdade. Essa é a regra básica, para se aprender a viver civilizadamente. Ou você aprende, ou é absorvido por ela.

Eu gosto da beleza da criança que me transformei, brinco que sou uma adulta inacabada, incompleta. Gosto do aprimorar, “lapidar” o que é possível. Gosto de buscar “arranjos” no passado para adornar a vida de adulto. E você, quem é, como se sente? Espero que o adulto não tenha sufoca a criança que existe em você.

pense nisso !

Feliz Dia dos Pais!

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: pinterest. Photo.Net.

Santarém, Pá 8 de Agosto de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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