Elza Soares

” Mas eu não desisto, não.

Se precisar de mim,

estou aí mais uma vez.”

Elza Soares.

Entrevista/ Rosa Viva

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Imagem: pinterest/ GQ Brasil

Santarém, Pá 11 de setembro de 2021

Faça o seu melhor com o que a vida pode lhe dar hoje

Não espere para ser feliz quando tudo for propício, quando a vida estabilizar, quando viajar, quando conseguir conquistar status ou conseguir caminhar rumo ao sucesso. Não, tudo isso é ironia. Imaginação, gestos que nos proporciona mais desgosto do que olhos de gratidão.

Há quem faça planos, construa sonhos e dependure tudo isso no varal do tempo. Isso mesmo, você planeja mas deixa tudo guardado para uma oportunidade. Quer saber uma grande verdade? Nem sempre essa oportunidade que você espera chega. Claro, nem tudo depende de nós. Mas, o que for possível faça. Não espere usar uma bengala para alcançar a felicidade ou atingir o seu melhor. O tempo propício é esse, é o hoje, o agora. ” Faça o melhor dentro das condições que você tem hoje”. De Buda à Coen, Cortella…tudo é sabedoria que se guarda.

Essas pessoas sabem o verdadeiro sentido de lograr êxito. A felicidade não tem uma cronologia certa. Não é amanhã quando tudo melhora que eu vou conseguir ser feliz. Olha que hilário, o amanhã ” pode não chegar”. Não é que eu esteja desejando má sorte a você, “é que ninguém sabe o momento de ir embora”. O grande empréstimo da vida é esse, ela te empresta, mas não se sabe o momento que toma de volta. Infelizmente, é preciso dizer que ‘a esperança se faz no relapso’, um minuto e ela se dissipa, acredite.

O interessante da vida é que há uma verdade que nos pede sempre para ser dita, às vezes de uma maneira amora, e em outras, mas rústica. O curioso é que o que parece irremediável se converge numa sonata clássica, sim. Na vida tudo depende do polimento que damos a ela. Eu posso fazer o melhor com o pouco que tenho. Posso separar realidade de devaneios, ampliar, juntar todos recursos que acabam sendo disponíveis e ser capaz de traduzir em reflexão de satisfação pessoal. Só esse detalhe já me faz afortunado ( a) em poder achar a sensação de prazer diante do que a vida pode dar. Isso é importante, porque na realidade traduzir o segredo de muita gente.

Não sufoque as suas esperanças esperando um tempo novo chegar. Queira ser feliz agora. Abrace as oportunidades no tempo agora. Faça o melhor por você dentro das possibilidades que lhes são possíveis hoje.

Pense nisso!

Marii Freire Pereira

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Imagem (Arquivo pessoal)

Santarém, Pá 11 de setembro de 2021

Na luta por direitos, as mulheres se defrontam com inúmeras desigualdades

” Na luta pela igualdade de direitos, as mulheres se defrontam com inúmeras desigualdades” que precisam ser vistas e interpretadas de forma que, toque as pessoas, as mobilizem, gerando assim, um sentimento de ( culpa, dor) para que determinados temas possam ser discutidos em sociedade. Não basta falar, é preciso falar para haver transformação.

Marii Freire Pereira.

Todos somos conhecedores do quanto as mulheres foram impedidas de pensar, de defender a causa da igualdade legal entre homens e elas mesmas. Muito do que se tem hoje, é resultado da manifestação feministas que acabou cooperando para os muitos direitos que temos reconhecidos legalmente. Na Idade Média por exemplo, as mulheres eram impedidas de muita coisa. Cabia-lhes o dever e a obediência, bem como a submissão ao homem que servia, fosse este, pai , irmão ou marido.

O casamento era um negócio entre as famílias, que tentavam assegurar interesses e poder.

” O casamento tornava a mulher responsável pela reprodução biológica. Toda e qualquer estabilidade se resumia ao matrimônio. Todavia, juridicamente, eram todas desprezadas. Estas mulheres, tinham um único papel que era cuidar dos afazeres do lar, filhos e marido. A pobreza ou a dificuldade de reivicar seus direitos foi algo que estendeu-se durante muitos anos.”

Quando falamos a respeito da história da mulher, e a questão da luta pelo reconhecimento de direitos é possível observar inúmeras dificuldades. A primeira delas, certamente deu-se pela falta de conhecimento. A educação era algo dado a poucas mulheres. Se esta fosse religiosa, poderia estudar. Já as mulheres casadas, recebiam pouca instrução. Claro, o ideal era a condição de obediência, de ser subalterna, de alguém com pouca visão. Obviamente, isso explica muita coisa que nos tornou esse ser que carregou consigo a imagem de fragilidade. E aqui, não falo em diferença por conta do sexo. Mas, uma diferença criada e pensada como forma de manter o controle em todos os aspectos.

A educação foi usada durante muito anos como um forte instrumento de controle. Havia inclusive, pensadores como Jean- Jacques Rousseau que defendia essa visão de que a mulher deveria receber o mínimo porque era mulher. E, se criava toda uma polêmica em relação a essa questão, porque as feministas não aceitavam ser tratadas com indiferença. sair do ostracismo era preciso, pois do contrário, a mulher não teria a capacidade para se tornar dona de si. A mulher precisava ter a sua autonomia. E como isso foi possível? Tendo acesso a educação, a informação, tendo inclusive a oportunidade de tomar decisões, ter participação na vida política, ou seja, serem aceitas na sociedade de modo que a ordem moral não as impedisse de ser aquilo que impedissem de ser. As mulheres precisavam ser menos recriminadas, tratadas com desprezo, e muitas outras formas d não reconhecimento que tinha. Mais do que isso, elas precisavam digamos “exercer o livre-arbítrio”. Na Idade Média, isso era pecado. Ou seja, muitas situações eram complexas. Veja, que coisa absurda, a mulher tinha responsabilidade pela prole, não de sentir prazer no ato sexual por exemplo. O fato é que, a mulher não tendo o direito de decidir o que é melhor pra ela, provava que estas, eram vítimas das circunstâncias, ou no caso, de um sistema opressor masculino.

Hoje quando eu Marii, vejo algumas mulheres atacando as feministas com o uso de adjetivos pejorativos, reconheço o quanto essas mulheres são desconhecedoras de seus próprios direitos. É claro que tem um lado do feminismo que não acho bom, mas elas são livres para fazer o que quiser. Agora, tudo aquilo que propõe ao prolongamento dessa luta para não deixar a mulher por exemplo, morrer por posturas discriminatórias, conservadoras, que inclusive se voltam contra o aborto, eu compreendo que existem dois casos ( dois direitos em conflitos), e eu vou optar sempre por aquele que não vá excluir essa mulher de ter dificuldade a saúde, já que isso também é um direito seu. Veja, eu não estou a responsabilizando pela negligência no caso de uma gravidez indesejada, até porque para haver uma gravidez existe a responsabilidade de ambos as partes – homem e mulher, não é esse o foco da questão. Porém, há aquelas casos onde ocorrem justamente pela violação de um direito ( estupro) o que é crime diante do direito penal brasileiro. Portanto, aqui não entra a minha opinião particular diante de um ato criminoso para haver equidade em ambas as partes. Diante de um tema delicado como é estupro, se trabalhar argumentos necessários para assegurar os direitos daquilo que se entende como justo à mulher e o fruto daquele ato que pode resultar numa gravidez. A gente sabe que o aborto só é permitido em situações especiais, conforme explícita o Direito Penal Brasileiro em alguns de seus artigos. Todavia, eu não estou discutindo exatamente essa questão, que compreendo que gera uma discussão rica. Falo de inúmeras situações que envolvem o direito da mulher.

Há muitas necessidades que devem ser observadas para garantir o direto da mulher em nossa sociedade. A gente nota que muitos avanços em relação ao tema, de fato, estes se concretizam em ganhos que preenchem pequenos espaços da sociedade. Mas, não garante o todo. Ao contrário, as desigualdades existem em vários seguimentos. Quando se discute saúde pode se optar pelo o aborto. Ah, mas eu não discuto porque a minha religião não permite. Ok, então não se avança. Mas, não esqueçamos que a saúde é um direito de todos, e no caso, não nos furtados a falar da mulher que é um ser que fica no ápice dessa discussão. O que não podemos é fugir de tal responsabilidade. Não devemos nos atrelar só o que pensa o coletivo, a religião, a política. É necessário também considerar o particular. Eu como cidadã, quais são os meus direitos? É nele que se deve considerar aquilo que precisa ser transformado, e levar para a sociedade ” acrescentar” a sua opinião. Na verdade, se precisa buscar caminhos para a satisfação dos indivíduos em sociedade. É para isso que existe o direito. Não basta ditar regras que não se pode cumprir ou se omitir diante dos riscos que assumimos ao negligenciar um direito, torno a fizer “mesmo quando finjo que não vejo o problema de outrem”. Fingir é uma escolha minha? Mas o problema continua lá, inclusive gerando resultados mais comprometedores que é a cusa de mortes maternas.

Muitos são os debates que precisam avançar; não só sobre o aborto, mas uma série de situações onde não se pode fazer vista grossa. Alguns, a legislação restringe e criminaliza a mulher; nem sempre o pai, o que deveria ser incluído na mesma forma de responsabilidade. Pois, julgar a mulher por situações onde ela já começa com desvantagem, não há porque se falar em equidade, mas em injustiça, no caso, injustiça secular.

É sabido que as diferenças entre homens e mulheres são muitas. Na verdade, existe um leque que precisa ser trabalhado nesse contexto, desde que ( se queira). A morte materna é algo preocupante. A morte de mulheres ( feminicídio), a questão da violência, a agressão de mulheres, sofrimento psicológico ao físico, a violência sexual que ocorre no âmbito do lar, mas também fora dele, é algo que nos mostra o quanto se precisa avançar. Vemos que a mulher apesar, de ter saído do papel de submissa, e ter a sua autonomia de maneira concreta hoje, em determinadas situações, ela ainda se volta a idade média. Muito do que se fala como frases de efeito ” meu corpo, minhas regras” em algumas situações é só frase para enfeitar mesmo. Aqui nem o efeito do feminismo é considerado. Claro, há pessoas que lutam contra as muitas formas de opressão ( Debora Diniz) é um desses nomes. Porém, ela, a Simone de Beauvoir, além de muitas outras, se depararam/ deparam com questões que formam verdadeiros muros diante de valores, muita fundamentação moral e a própria discriminação constitucional coloca a figura feminina diante dos filtros do passado, compactado a sua imagem a obediência religiosa, ao marido que podia lhe castigar como bem entendesse, ou seja, não ( levando em consideração os seus direitos). Temos muitas diferenças, não só a social, mas a de sexo, como sempre nos foi colocado, esta, sem dúvida revelando uma opressão masculina exercida de forma limitadora.

É preciso vencer as dificuldades, as inúmeras formas de discriminação, de restrição aos nossos direitos. A verdade é que dentro de muitas conquistas, a mulher muitas vezes, não pode DECIDIR. Parece bobagem, mas é uma afirmação verídica. Nada do conquistamos, nos veio de forma gratuita. Ao contrário, muitas precisaram mostrar a sua posição de modo que isso muitas vezes, parecesse a sociedade… como um ato de rebeldia. Tudo que se conquistou foi com muito esforço.

Finalizando esse texto, cito uma frase da Simone de Beauvoir que diz” Querer ser livre é também querer livre os outros”, no caso, as outras. Livres para pensar e decidir sobre o que é melhor pra si.

Marii Freire Pereira

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Fonte: Direito de decidir: múltiplos olhares sobre o aborto/ organização/ Monica Bara Maia/ Belo Horizonte. Editora, 2008.

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Página Inicial

Marques, Teresa Cristina de Novaes. O voto feminino no Brasil/. 2ed. Brasilia: Câmara dos deputados. Edição Câmara, 2019

Imagem: pinterest/ S Moda.

Santarém, Pá 10 de setembro de 2021

Ivo Pessoa

Voa, minha ave

Voa sem parar

Viaja pra longe

Te encontrarei em algum lugar

Permaneço em ti como sempre foi

Mais perfeito e mais fiel

Mesmo sozinho sei

Que estás perto de mim

Quando triste olho pro céu

Quando eu te vi

O sonho aconteceu

Quando eu ti vi

Meu mundo amanheceu

Mais você partiu sem mim

E eu sei que estás em algum jardim

Entre as flores

Anjo, meu tão amado anjo

Bem sei que estás

E eu brando sono hei de acordar

Para os teus olhos ver uma vez mais

O verdadeiro amor espera

Uma vez mais

Quando eu ti vi

O sonho aconteceu

Quando eu ti vi

Meu mundo amanheceu

Quando eu ti vi

O sonho aconteceu

Quando eu te vi

Meu mundo amanheceu

Mas você partiu sem mim

E sei que estás em algum jardim

Entre flores

Ivo Pessoa. Uma Vez Mais

Composição: Felipe Loeffer/ Blanch.

Fonte: https:// m.letras.mus.br

Marii Freire Pereira

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Imagem/ Tapajos ( Arquivo pessoal)

Santarém, Pá 10 de setembro de 2021

Agatha Christie

” A essência da vida é andar para frente;

sem possibilidade de fazer ou inventar marcha a trás.

Na realidade, a vida é uma rua de sentido único. “

Agatha Christie.

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Marii Freire Pereira

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Imagem: pinterest/ Art.com

Santarém, Pá 10 de setembro de 2021

Luís Vaz de Camões

” Transforma-se o amador na coisa amada

Por virtude de muito imaginar,

Não tenho, logo, mais que desejar

Pois em mim tenho a parte desejada.”

Luís Vaz de Camões

https://citações in

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest/ Live love Run/ Travel Blogger.

Santarém, Pá 9 de setembro de 2021

Manoel de Barros

“A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio do que do cheio. Falava que os vazios são maiores e até infinitos.”

Manoel de Barros.

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Marii Freire Pereira

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Imagem : BIO PARQUE/ Rio de Janeiro ( Arquivo pessoal)

Santarém, Pá 9 de setembro de 2021

Conformismo

” O conformismo abre uma porta para o abandono “. Toda pessoa que doa os seus direitos em prol de outra, ela não contabiliza o manifesto de seus prejuízos.

Marii Freire Pereira

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Imagem & criação: Marii Freire Pereira/ Pensamentos.me/ VEM comigo!

Santarém, Pá 9 de setembro de 2021

Adélia Prado

” Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao mil avô.

Adélia Prado

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Marii Freire Pereira

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Imagem: pinterest/Poesias proferidas

Santarém, Pá 9 de setembro de 2021

Passando à frente

Estou passando à frente sem alarde.

Sigo discreta no meu avesso

Grito por dentro

Como toque do recomeço.

Não trago comigo armas

Não quero colisão com nenhum dito dos meus pensamentos

Menos ainda – com pessoas.

Venho da sobra dos escombros do que fui.

Tenho um só corpo

E nele carrego feridas que precisam cicatrizar.

Fui queimada viva

Vi meus sonhos estilhaçados pelo chão.

Coração cobriu-se dor

Pensamentos desalinhados

Me fizeram apagar a lembrança do que fui.

Me humilharam, torturaram.

Desde esse dia, a menina perdeu a sua constelação.

Mas hoje, em meio a esse mar de revolta

Eu vejo na reviravolta

A oportunidade de um novo recomeço.

Peguei na mão da menina que ficou perdida em algum lugar dentro de mim e disse: ” vamos!”…

A nossa viagem não termina aqui

Olhe para o céu, não é o fim

Mas o encontro com a via láctea.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 9 de setembro de 2021