” Lá não tem brisa Não tem verde- azuis Não tem frescura nem atrevimento Lá não figura no mapa No avesso da montanha, é labirinto É conta- senha, é cara a tapa Fala, Penha Fala, Irajá Fala, Olaria Fala, Acari, Vigário Geral Fala, Piedade Casas de pó, cidade Que não se pinta Que é semContinuar lendo “Chico Buarque”
Arquivos do autor:VEM comigo!
Carlos Drummond de Andrade
As plantas sofrem como nós sofremos. Por que não sofreriam Se esta é a chave da unidade do mundo? A flor sofre, tocada Por mão inconsciente. Há uma queixa abafada em sua docilidade. A pedra é o sofrimento paralítico, eterno. Não temos nós, animais, Sequer o privilégio de sofrer. Carlos Drummond de Andrade. Unidade. Farewell.Continuar lendo “Carlos Drummond de Andrade”
Abandono
Os dias se consomem em palavras Palavras cujo o significado Tem na sua fibra mais íntima O desejo de sentimento nunca alcançado. Consciente Mas Incompleta Na condição de mulher Vejo que o meu legado é o vazio. Tu quando sentes, dói? Em mim dói uma dor indizível Não sei ignorar Estou sempre esbarrando nela HáContinuar lendo “Abandono”
Castro Alves
Meu Filho, dorme, dorme o sono eterno No berço imenso, que se chama _ o céu. Pede às estrelas um olhar materno, Um seio quente, como o seio meu. Ai! borboleta, na gentil crisálida, As asas de ouro vais além abrir. Ai! rosa branco no matiz tão pálida, Longe, tão longe vais de mim flor.Continuar lendo “Castro Alves”
Consciência sobre os gestos
Diante de todas as nossas preocupações existenciais, crie tudo o que for possível para ampliar a sua visão acerca do mundo e todos todos os seus questionamentos. Só não crie expectativa em cima daquilo que não é possível construir nada. Não queira alimentar um desejo que desde o seu nascimento não é possível criar projetosContinuar lendo “Consciência sobre os gestos”
José de Alencar
” A virgem dos lábios de mel ” de José de Alencar, nos revela mais do que uma história de amor escrita as avessas. Releva uma história de amor genuína entre Martim e Iracema, um amor para além das palavras. A visão romântica que é facilmente percebida na construção da história, vem para reformar queContinuar lendo “José de Alencar”
Castro Alves
” Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Regra o sangue das mães: Outras, moças mas nuas e estampadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs!”. Castro Alves, parte quarto do ” O Navio negreiro “. Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013 Marii Freire PereiraContinuar lendo “Castro Alves”
Gustavo Flaubert
” Ama a Arte. Dentre todas as mentiras é a que menos mente.” Literatura Comentada: William Cereja e Thereza Cochar, 2013 VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, Pá 7 de maio de 2020
Fernando Pessoa
O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bemolhar p’ra ra ela, Mas não lhe sabe falar Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer, Fala: parece que mente … Fala: parece que esquecer.. Ah, mas se ela advinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olharContinuar lendo “Fernando Pessoa”
Poesia, experiência única
Tudo aquilo que nos liberta, é também o que nos permite viajar. […] Como disse o Ferreira Gullar, um poeta maranhense estupendo: ” A poesia está nas coisas simples! Não há poema sem emoção, sem corda íntima que permita o leitor vibrar pela colocação estratégica de um verso”. Bravo Ferreira! Quando compreendemos realmente a extensãoContinuar lendo “Poesia, experiência única”