Carlos Drummond de Andrade

As plantas sofrem como nós sofremos.

Por que não sofreriam

Se esta é a chave da unidade do mundo?

A flor sofre, tocada

Por mão inconsciente.

Há uma queixa abafada

em sua docilidade.

A pedra é o sofrimento

paralítico, eterno.

Não temos nós, animais,

Sequer o privilégio de sofrer.

Carlos Drummond de Andrade. Unidade. Farewell. 6 ed. Rio de Janeiro/ São Paulo: Record, 1998.

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: via Facebook

Santarém, Pá 8 de maio de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

2 comentários em “Carlos Drummond de Andrade

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: