” O tempo é um tecido em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, ou túmulo. Nada em cima do invisível é a mais sutil obra deste mundo, e o acaso de outro.”
” Existe um momento na vida de cada pessoa que é possível sonhar e realizar nossos sonhos…e esse momento tão fugaz chama-se presente e tem a duração do tempo que passa…”.
Você já se deparou com aquela sensação de estranhamento de si mesmo (a)? Aquela falta de alegria genuína? E não é por falta de confiança em si, é por todo o movimento a sua volta. É como uma espécie de tráfego sem sentido. Você anda em torno de um círculo procurando encontrar algo que esclareça o motivo daquela incredulidade, e daquela incerteza. Basta os pensamentos seguirem em outra direção para o estresse tomar de conta da mente. E com isso, vem o período de tristeza, revolta, abandono. Do mesmo modo, surge a necessidade de ” comparação “, fui alegre aqui, nisso não”.
Após algum tempo, você percebe que teve mais períodos de perda do que ganho. Resultado: melancolia. Já não tendo o luxo de conseguir vivenciar a felicidade, todos os pensamentos de tristeza chegam com muita força, e com eles surgem coisas como a ansiedade, depressão e a sensação de fracasso.
Há pessoas que dizem que a sensação de fracasso nasce por conta do capitalismo. Uma vez que elas ficam muito dependentes do dinheiro. E por ficar vivendo o círculo dessa dependência, esquecem que existem outras formas de viver, assim como, de sentir prazer. Em parte sim, o trabalho lhes tira o prazer de viver. Mas, o luxo que o dinheiro proporciona a quem o tem, também acaba trazendo uma resposta positiva. Claro, em relação ao dinheiro há muitas contradições. Às vezes, você tem dinheiro, mas não tem mais tempo de ser feliz, por exemplo. Ou simplesmente o inverso. A verdade é que, existem muitos fatores que nos trazem preocupações.
Às vezes, a angústia, às queixas , o estresse, acaba surgindo de outros outras situações. De coisas que você se concentra para compreender e não encontra resposta. Muitas pessoas, quase nunca têm respostas para o acúmulo de perguntas que guardam consigo. Deve ser por isso que os bares e restaurantes, estamos sempre lotados. Não é porque essas essas pessoas são bons fregueses, é porque esses lugares lhes servem de fuga.
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Mesmo que você seja uma pessoa apaixonada pela vida, e faça de tudo para melhorar certas certas, existe um vazio que não se consegue atribuir nome. É algo inexplicável, impossível de fazer qualquer acordo com você mesmo. A resposta nem sempre depende de você ou das suas ações. E menos ainda, depende de quem caminha a seu lado (…) Há “coisas que simplesmente, vivem ali na análise das impossibilidades “. Parece que, as mesmas, habitam lugares mais afastados de nós. Mas, o problema é que se desejar conquistar. Todavia, temos que ser capazes de criar condições para alcancá-las. Qual é o ideal do ser humano, não é ser merecedor de suas conquistas?
Caminhar é o que faz todo o nosso trajeto ter sentido. Nunca nos sentiremos completos, se deixarmos de acreditarmos que podemos ir longe. Por isso, independentemente da situação, procure não torna-se um escravo dela, não perca tempo, não perca o controle. Viva de modo que você possa se relacionar bem contigo mesmo. Que a sua sorte, a sua paz interior não dependa dobtempi, dinheiro ou pessoas, mas de você.
Superar é preciso. Busque novas soluções para os problemas mais difíceis, aqueles que lhe consome diariamente. Mas, não trave briga, procure fazer deles , grandes aliados. Assim você verá que foi sábio nessa parceria.
De todas as questões que incomodam a mulher, nada é tão significativo quanto o fato, de viver numa sociedade que não vê ou finge não exergar muito de nossos direitos. A verdade é que essa relação de negligência vem da falta de proteção constitucional de outrora. A mulher sempre foi tratada com uma postura extremamente rígida. Era um ser com deveres, mas que não tinha as mesmas condições que os homens. Faltava-lhes não só oportunidades, mas consciência para defender a sua própria opinião.
As mulheres não eram educadas para questões decisivas. Tinham sim, o direito exercer a maternidade, bem como, cuidar do lar, marido e filhos. Como ser sem voz, elas não participavam da vida pública. A maioria era vista como cidadão inativos. Os único cidadãos ativos e passivos podiam usufruir dos direitos políticos, no caso, os homens.
O José Bonifácio de Andrade e Silva disse em sua época a seguinte frase: ” Por que motivo as mulheres devem obedecer às leis feitas sem a sua participação e consentimento?” Ora, imagine, se ela vivia no limite da imposição masculina, herdada pela figura forte do pai, ou seja, do homem que mandava, o legislador tinha interesse em conceder algum reconhecimento às mulheres? Evidente que não. Negar-lhes direitos como a educação e outros valores, era a representação máxima do que? Do controle que os homens exerciam sobre a mulher.
Hoje, depois dessa mulher ter sido vítima de tantos maus tratos, abusos físicos e sexuais, essa certeza de negligência, ainda limita muito dos seus direitos? Ou será que acabou? No passado, tal detalhe ocorria por conta de uma sociedade que era guida pela imposição masculina? A proteção constitucional que hoje lhes é garantida, assegura o reconhecimento de todos direitos? Evidente que não assegura. Exemplo disso, foi o fato de uma menina ter sofrido abusos durantes anos, e aengravidar do abusador, parte dessa sociedade ter se mostrado contra. Esses são questionamentos que ficam, prque dependendo do direito, a mulher infelizmente, não tem o poder de decisão.
Ora, ela pode decidir em determinadas situações, mas o andamento da questão, dependendo da situação depende dos homens que criam as leis, hoje com a participação delas. Claro muita coisa, existe o reconhecimento, a competência, a participação da mulher na sociedade, na vida política, na condição dela escolher ser, o que quiser. Todavia, muito disso, ainda gera resistência em relação a uma série de fatores. A condição também faz com que a mesma continue sofrendo abusos. Foi o caso da menina que a sociedade a chamou de assassina.
O que vemos nos dias atuais, em relação a mulher, é que a mesma tem buscado pelo reconhecimento de um lugar ou mesmo de um direito. E toda vez que ela faz isso, torna-se objeto de debate. A coisa mais notória que se percebe, dar-se em relação aos critérios, sob quais condições ou aspectos a mulher tem o poder de agir sozinha, decidir ou não? Aonde existe o interesse do Estado por exemplo, ele consegue interferir. Mediante esse problema, é necessário dizer que todas as mulheres devem continuar lutando por aquilo que é seu por direito.
A mulher seja ela moderna ou com pensamentos retrógrados ( existem muitas), assim, elas continuam sendo ” apontadas”, ” criticadas” e “vítimas “, tanto quanto antes. Outrora, ela era sensível e invisível. Hoje, mesmo com tantas conquistas, ela só pode exercer um direto de forma relativa. O histórico de luta pelos direitos femininos é algo para ser debatido diariamente. A verdade é que a mulher continua sofrendo imposição da sociedade. Em alguns aspectos mais outros menos, mas continua.
O que ela deve fazer desistir? De forma alguma. Vã é a tentativa da sociedade em não querer admitir certos direitos. A mulher tem que continuar tentando. Muitas inclusive, devem conquistar aquilo que acho mais importante que é a emancipação intelectual. Algumas simplesmente, não sabem discursar à seu favor. É imprevisível que a mulher tenha uma postura segura diante dianto do que necessário e bom a ela mesma. Quando ela tomar consciência tudo pode ganhar um novo sentido.
” Me entenda. Eu não sou como um mundo qualquer. Eu tenho a minha loucura. Eu vivo em outra dimensão. Eu não tenho tempo para coisa que não tem alma. “
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