Maria Bethânia

” Quem me chamou

Quem vai querer voltar pro ninho

Redescobrir seu lugar

Pra retornar e enfrentar o dia a dia

Reaprender a sonhar

Você verá que é mesmo assim

Que a história não tem fim

Continua sempre que você responde ” sim”

À sua imaginação

À arte de sorrir cada vez que o mundo diz “não”

Você verá que emoção começa agora

Agora é brincar de viver

Não esquecer, ninguém é o centro do universo

Assim é maior o prazer

Você verá que é mesmo assim que a história não tem fim

Continua sempre que você responde ” sim”

À sua imaginação

À arte de sorrir cada vez que o mundo diz “não “

…

Lá Lá Lá Lá Lá…”

Maria Bethânia. Brincar de Viver

Compositores: Guilherme Arantes/ John Lucien

https://m.letras.mus.br

Marii Freire Pereira

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Imagem: vídeo/Brincar de Viver

Santarém, Pá 7 de setembro de 2020

Luís de Camões

” Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança;Todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades. “

Luís de Camões.

http://www.todamateria.com.br

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 7 de setembro de 2020

Álvaro de Campos

” Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”

Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 7 de setembro de 2020

Lygia Fagundes Telles

” (…) Ouça, Virgínia, é preciso amar o inútil

Criar pombos sem pensar

em comê-los, plantar roseiras sem pensar em colher rosas, escrever

sem pensar em publicar, fazer coisas assim,

sem esperar nada em troca

A distância mais curta entre dois pontos

pode ser linha reta, mas é nos

caminhos curvos que se encontram as melhores coisas (…)”

Lygia Fagundes Telles. Fragmento do Livro Ciranda de pedras, 1954

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 7 de setembro de 2020

Hilda Hilst

” No teu peito de lírios

Lambe- me o pelo

Agora reluzente

De remorsos de zelo.

Devolva-me a cabeça

(…) Rodeia-a de rosas

Como os humanos fazem

À guisa de louros

Com os seus mais preclaros.

Barganha-me nas feiras

Em proveito Teu: Mula que se fez musa (…)/ Na grande noite escura/ Do Teu riso.

Datilografados ( com exceção da primeira versão da parte II, Escrita à mão). Sem data.

Hilda Hilst. Companhia das letras.

www. diariodepernambuco.com.br

Marii Freire Pereira

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Santarém,Pá 7 de setembro de 2020

Mulher não rouba o homem de outra mulher

É descabida a alegação de que uma mulher possa “roubar, o homem da outra. A princípio existe a manifestação daquelas que acreditam que isso é possível. Não, porque nesse caso, existe o consentimento, diria mais, existe o interesse do homem.

Quando se diz que uma pessoa rouba o marido, o namorado, ou mesmo o ficante de outra, logo imagina-se que a mulher saia com esse homem no braço como na imagem. Ora, é preciso compreender que em situações como essa, o homem larga a mulher com quem mantém uma relação, seja ela, duradoura ou não, por conta própria. A separação do casal, nem sempre ocorre por falta de cuidado. Nem sempre é por conta de uma negligência. A princípio se costuma dizer de quando ocorre uma ruptura da relação é porque um ou mesmo os dois foram displicentes naquela relação.

Nem sempre esse é o real motivo. A traição, ela trás desencanto ao homem e a mulher que se sente traído (a). Tal ato, nem sempre tem ligação com caráter. Tem muita gente que diz que é falta de caráter, de controle da própria vontade.

Com base natural, fala-se que a traição em algumas relações , ela é tão necessária quanto o ar que respiramos. Há casais que não se importam com as ” pauladas de cerca”, do parceiro. Já têm aqueles que não concordam.

Contudo é necessário ressaltar que essa questão relacionada a infidelidade, ela sempre existiu. As relações extraconjugais dentro do casamento sempre foram muito presentes.

Traição já foi algo inclusive, considerada crime. Hoje, “quem vai a uma delegacia reclama os chifres?” A idéia de ” Felizes para sempre “, é algo que nasceu dentro das religiões. Havia a necessidade de perpetuar aquilo que seria ‘eterno’. Se era eterno, era protegido por pelo ” Divo”. Todavia, é preciso compreender que o homem, ele não consegue mudar a sua própria natureza. Muda por um tempo, quando gosta de uma mulher, quando ele ” opta” por não agir com hipocrisia a ela. Nesse caso, sim. Existe a possibilidade dele não estabelecer um relacionamento com outra. Mesmo assim, não há garantia nenhuma ele não se submeta a própria vontade, ou seja, ao instinto.

A postura desse homem vai dizer muito sobre ele. Traição não é um ato involuntário. É bom que fique claro que, quando há sentimento verdadeiro, as circunstâncias não leva um casal a traição. Se existe amor, cuidado e autenticidade entre duas pessoas, certamente esse detalhe, não abre brecha para um triângulo amoroso.

Houve uma época em que acreditavam que as mulheres deveriam se ‘ desdobrar ‘, para manter as suas relações. Na verdade, isso era e é um peso muito grande, porque mulher nenhuma tem se submeter a determinadas regras para manter alguém do lado. Ela pode ter a docilidade, o encanto ou mesmo a postura rígida que quiser, mas nada disso , perpetua tal ilusão.

Quem quer fica ao seu lado, irá fazer isso espontaneamente, por uma questão de consciência. É a partir desse detalhe que parte o respeito é a concordância. Se a relação é construída dentro de um cuidado mútuo, ela sempre é recompensada com o afeto. Este, possui dupla face porque trabalha no sentido da compreensão. Pode-se dizer que existe uma troca mútua de valores nesse caso. Quando há sentimento, há respeito, que é uma espécie de supremacia entre os casais.

“O amor é responsável por aquilo que nos cativa, e como em qualquer outro seguimento, ele é constituído de princípios éticos. Quando saudável, o amor transborda-nos.”

Marii Freire

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 6 de setembro de 2020

José Saramago

” Sem futuro, o presidente não serve para nada, é como se não existisse, pode ser que a humanidade venha a conseguir viver sem olhos, mas então deixará de ser humanidade.”

José Saramago. Kdfrases.com

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Pensar Contemporâneo

Santarém, Pá 6 de setembro de 2020

Mario Quintana

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,

teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento

das horas ponha um frêmito em teus cabelos…

É preciso que a tua ausência trescale sutilmente, no ar, a trevo machucado,

as folhas de alecrim desde há muito guardadas

não se sabe por quem nalgum móvel antigo…

Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela

e respirar-te, azul e luminosa, no ar.

É preciso a saudade para eu sentir

como sinto – em mim- a presença misteriosa da vida…

Mas quando surges és tão outra e múltipla

e imprevista

que nunca te pareces com o teu retrato…

E Eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

Mario Quintana. Presença

Pensador.com

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Veja.Abril.com.br

Santarém, Pá 6 de setembro de 2020

Lima Barreto

” É bom pensar, sonhar consolar. Consolar, talvez; mas faz-nos também diferentes dos outros, cava abismos entre os homens…”

Lima Barreto.

Pensador.com

Marii Freire Pereira

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Imagem: Marii Freire/ Santarém

Santarém, Pá 6 de setembro de 2020

Carlos Drummond de Andrade

Ganhei ( perdi) meu dia.

E baixei a coisa fria

também chamada noite, e frio ao frio

em bruma se entrelaça, num suspiro.

E me pergunto e me respiro

na fuga deste dia que era mil

para mim que esperava

os grandes sóis violentos, me sentia

tão rico deste dia

e lá se foi secreto, ao serro frio.

Perdi minha alma à flor do dia ou já perdera

bem antes sua vaga pedraria?

Mas quando me perdi, se estou perdido

antes de haver nascido

e me nasci votado à perda

de frutos que não tenho nem colhia?

Gastei meu dia. Nele me perdi.

De tantas perdas uma clara via

por certo se abriria

de mim a mim, estrela fria.

As árvores lá fora se meditam.

O inverno é quente em mim, que o estou berçando,

e em mim vai derretendo

este torrão de sal que está chorando.

Ah, chega de lamento e versos ditos

ao ouvindo de alguém sem rosto e sem justiça

ao ouvido do muro,

ao liso ouvido grotejante

de uma piscina que sabe o tempo, e fia

seu tapete de água, distraída.

E vou me recolher

ao cofre de fantasmas, que a notícia

de perdidas lá não chegue nem açule

os olhos policiais do amor-vigia.

Não me procurem que me perdi eu mesmo

como os homens se matam, e as enguias

à loca se recolhem, na água fria…”

Carlos Drummond de Andrade. Elegia. Editora Nova Cultural. São Paulo, 1990

Marii Freire Pereira

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Imagem: arquivo pessoal

Santarém, Pá 6 de setembro de 2020