Maria Bethânia

Quando o carteiro chegou

E o meu nome gritou

Com uma carta na mão

Ante surpresa tão rude

Nem sei como pude chegar ao portão

Lendo o envelope bonito

O seu sobrescrito eu recinheci

A mesma caligrafia que me disse um dia

” Estou farto de ti”

Porém não tive coragem de abrir a mensagem

Porque, na incerteza, eu meditava

Dizia: ” será de alegria, será de tristeza?”

Quanta verdade tristonha

Que mentira risonha uma carta nos traz

E assim pensando, rasguei sua carta e queimei

Para não sofrer mais

Todas as cartas de amor são ridículas

Não seriam cartas de amor, se não fossem ridículas

Também escrevi, no meu tempo, cartas de amor

Como as outras, ridículas

Às cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas

Quem me dera o tempo em que eu escrevia, sem

dar por isso, cartas de amor ridículas

Afinal, só as criaturas que nunca escreveram

Cartas de amor é que são ridículas

Porém não tive coragem de abrir a mensagem

Porque, na incerteza, eu meditava

Dizia: ” será de alegria, será de tristeza?”

Quanta verdade tristonha

Ou mentira risonha uma carta nos traz

E assim pensando, rasguei sua carta e queimei

Para não sofrer mais

Maria Bethânia. Mensagem

Composição: Cícero Nunes e Aldo Cabral.

Fonte: Musixmatch

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Claudia Feitosa -Santana

Santarém, Pá 25 de agosto de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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