Hoje é o Dia Mundial do Escritor. Então, Qual é a sua história?
O escritor é aquele que dar voz ao silenciado, Cria e espera que o leitor seja capaz de interpretar aquilo que ele soube escrever, na maioria das vezes, num tom particular.
O escritor é aquele que perturba, desnuda as convenções da ilusão […] provoca, e escolhe o que oxigena a nossa realidade deprimente .
Um escritor é mais, ele sabe como associar descoberta e prazer. Escreve rápido para espantar o tédio. Nunca se mantém neutro atrás de um pensamento. Um escritor é um ser que coopera com o nosso autosacrifício, com o esforço de entender a nos mesmos. Digamos que um escritor é um homem que assim como nós, defende as suas idéias e com isso, doméstifica o ser humano que somos. Centrado, irônico e pertinente, ele é um ser em constante evolução. Talvez, a única diferença seja, dada pelo fato de se dedica ao máximo a paixão do ofício, sobretudo, ao inventar a própria realidade.
” Os fatos são sonoros mas entre os fatos há um sussurro.
É o sussurro o que me impressiona. ¹
A vida é um soco estômago. ²
Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida […] Juro que este livro é feito sem palavras. É uma fotografia muda. Este livro é uma pergunta.
Clarice Lispector. A hora da estrela. A hora da estrela é uma espécie de testamento literário de Clarice dois meses antes de sua morte ( 1977)
O mundo independe da vontade humana. Porém, todos nós dependemos de suas leis, sejam elas física, química e biológicas. Em relação a estas, somos convidados a mergulhar no profundo, para conhecer os nossos próprios limites. Isso inclui possuir o controle da ansiedade, ter habilidades que facilitem evoluirmos nesse processo de adaptação humana, como saber lidar principalmente com perdas, rejeições, solidão e outros. O ser humano precisa ter essa capacidade de superar os desafios através das construções intelectuais.
Antes de qualquer situação, eu digo que nós enquanto pessoas, precisamos aprender a conviver uma com pessoas. Talvez, o maior segredo disso, seja ter em mente estrategias que nos possibilitem refletir acerca de projetos que nos permita construir uma relação fraterna, onde se possa enxergar a vida, o momento, as necessidades das pessoas através do sentimento de solidariedade. Como se costuma dizer ‘ ser uma pessoa de valor, ‘ter caráter’, e não ser alguém que só enxerga a si mesmo, que tem gestos desumanos, violento em suas reações.
O ser humano na sua maioria, ele é constituído de superficialidade, por isso há muitas falhas. Ele só melhora enquanto pessoa, quanto passa ” polir”, a si mesmo. A não agir como um inconsequente. É no ” dosar” das coisas que ele começa ter ciência das faltas. Quando se deixa o superficialismo, se adquire habilidade para corrigir uma série de erros. É quando surge a mudança corportamental, também surge a autocrítica.
[…], Nós só enxergamos o outro através das nossas próprias ” feridas”, vamos dizer assim. Só abraçamos um leproso depois de identificar parte do sofrimento dele em nós. Enquanto não houver esse reconhecimento, somos indiferentes. Muitas vezes, passamos ao lado, rimos, cuspimos por nojo, mas quando o mundo nos convida a um giro de 360° graus […], temos não mais um leproso e sim, um ser humano que necessita de ajuda, compreende? Pode-se dizer que neste caso, não predomina mais o sentimento de indiferença. É a “pausa serena da vida”, servindo para nos ensina alguma coisa. Isso é bonito, porque mostra o valor de uma relação paralela ou seja, observa humano no mesmo patamar.
Há uma complexidade no ato de se viver, de interagir, de construir relacionamentos. O ser humano precisa compreender a si, para só depois compreender as necessidades do outro. É no rombo emocional que a maioria das vezes, nos encontramos. Nele ninguém viola ou se esconde, pensa diferente, subjuga ou excluí. Nesse sentido é que andamos nos mesmos caminhos, porque se compreende os solos áridos.
Eu acho maravilhoso como o ‘estéril’ nos ensina. Nele não se aprende o conceito de radicalismo, mas humildade. Nesse campo se compreende o conceito de pequenez, e aí, é que surge a questão maior pois até o mais célebre pensador por vezes é convidado a conhecer essa terra seca e praticar o autodiago consigo mesmo.
Quando nos tornamos consciência, se atinge o campo da sabedoria. Mas, não uma sabedoria pautada num conhecimento primário, essas pessoas não entendem nada, embora se julguem conhecedoras de alguma coisa. Eu falo do saber que transforma que oferece as ferramentas necessárias para sermos horizontes da inteligência: o ‘autoconhecimento’ como ferramenta nessa prática de solidariedade e ajuda que inspira, faz adeptos…
A vida é maravilhosa para que quem desejar sempre aprender e significativa para quem não se cansa de ensinar.
Que estejamos sempre dispostos aprender coisas novas…independentemente do processo evolutivo de cada um .
O que fazer diante de nossas experiências penosas? Resta-nos fazer uma espécie de autoanálise pela culpa que sentimos por não sermos ser humanos capazes de corrigir os nossos erros num tempo corrigível [ pois], eles é que nos tornam pessoas frustradas.
Cecília Meireles. 10 de maio. Romance XXXVII ou De maio de 1789. Romanceiro Da Inconfidência. Organização: André Seffrin. Apresentação: Alberto da Costa e Silva. São Paulo, 2015
” Fez-se uma pausa no tempo, cessou todo meu o meu pensamento, e como acontece com uma flor também acontece o amor…Assim, sucedeu e foi tão de repente que a cabeça da gente vira só coração.”
Todos anos no mês de outubro, ocorre no Pará a maior festa católica do povo Paraense, o Círio de Nazaré.
Esse evento reúne pessoas de todos lugares. São os devotos da festa Mariana que deixa essa programação com um colorido especial.
Esse ano, por conta da pandemia do Coronavirus, não houve procissão. Todavia, ocorreu uma série de programações online, onde as pessoas conseguiram acompanhar com curiosidade os momentos mais importantes desse acontecimento histórico paraense.
Segundo o (Dieese-Pá), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, todos os anos, o Círio de Nazaré reúne uma multidão de pessoas que na sua maioria participa para pagar promessa. Algo por volta de 7.500 pessoas ou mais. Isso é somente uma base, porque os fieis são pessoas de todas as idades, vindas de vários cantos do país.
A curadora do Memorial de Nazaré, Rosa Arraes, diz que a festa começou no século XIX. A princípio, era uma programação simples, mas que, ao longo dos anos, ela foi ganhando a simpatia do Paraense.
Tradicionalmente, há diferentes programações que marca esse evento, são missas, exposição de imagens e outras programações que também são transmitidas pela TV e internet.
Hoje, o Círio de Nazaré, começou sem a presença de pessoas nas ruas de Belém do Pará. Mas todos anos é comum registrar imagens como essa
São pessoas simples, que participam genuinamente desse momento de fé
Essa quantidade enorme de pessoas unidas ” esmagando”, umas as outras, pode-se assim dizer, na verdade, elas estão segurando a Corda do Círio. Ela faz parte da programação do Círio desde 1885. É um ícone dessa programação. As pessoas seguram nela, como um gesto de fé e devoção a Nossa Senhora de Nazaré para com isso, pagar as suas bênçãos, as promessas.
A corda é um artefato produzida de sisal e tem cerca de 800 metros. Parte dela é da berlinda e parte, é dos fiés. A corda passou fazer a parte dessa programação como um dos itens importantes do Círio após uma enchente que houve da Baía de Guajará que alagou uma área próximo ao Ver-o – Peso e esse fato, teria comprometido na época o momento em que havia a procissão passando em meio ao povo, juntamente com a berlinda. Esta, teria ficado atolada. Nesse período, a procissão ainda ocorria de forma simples, puxada com o auxílio de animais, estes, por não conseguir retirar a berlinda, melhor, não tiveram força o suficiente puxá-la, precisaram de ajuda ou seja, esses animais foram desatrelado, e alguém cedeu-lhe uma corda aquelas pessoas que estavam ali reunidas. Prontamente, elas pegaram essa corda e começaram puxando bem devagar até que conseguiram retirar a berlinda daquela situação. A partir disso, a Corda passou então, ser um dos símbolos do Círio.
As pessoas que seguram a Corda, elas tentam guardar um pedaço desse objeto, como o reconhecimento de todo sacrifício de estar no naquele lugar e a dificuldade que é tocar na corda. É um ato que mais do que todo o sofrimento que ele representa, que é estar no meio daquelas pessoas, muitas vezes, sendo machucada, não por perversidade de alguém, é porque é difícil mesmo, devido a quantidade de gente, que esse ” pedaço de corda”, tem um valor sentimental para os promesseiros.
Os pagadores de promessas também não ficam só na corda, até porque seria impossível tanta gente disputar mesmo lugar. Muitos surgem dessa maneiravqueestamos vendo, com casas, barcos, e vários objetos na cabeça, como forma de agradecer a Nossa Senhora pela graça alcançada.
” Os anjinhos “, são crianças que geralmente, pagam promessas feitas pelos pais. Eles agradecem a cura de alguma doença. Como retribuição,pais vestem seus filhos e filhas como se ‘anjo fossem’ para agradecer o milagre.
As Fitas Coloridas , elas têm uma representação simbólica. Quem vai a essa festa Mariana, tem que levar uma fitinha colorida que pode ser usada no braço, que é mais comum ou como acessórios de bolsa. Todo Paraense que se preza, tem que levar um objeto que lhe convém.
A realização do Círio é feita pela Arquidiocese de Belém, governo do Estado, prefeitura e apoiadores.
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