Flávio Venturini

” Foi assim, como ver o mar

A primeira vez que meus olhos

Se viram no seu olhar

Não tive a intenção de me apaixonar

Mera distração e já era

Momento de se gostar

Quando dei por mim nem tentei fugir

Do visgo que me prendeu dentro do seu olhar

Quando eu mergulhei no azul do mar

Sabia que era amor é vinha pra ficar

Daria pra pintar tido azul do céu

Dava pra encher o universo da vida que eu quis pra mim

Tudo o que fiz foi me confessar

Escravo do seu amor, livre pra amar

Quando eu mergulhei fundo nesse olhar

Fui dono do mar azul, de todo azul do mar..”

Flavio Venturini. Todo azul do mar

Composição: Ronaldo Bastos.

Fonte: LyricFind

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Rachel Leroy

Santarém, Pá 23 de outubro de 2020

Não sorria para disfarçar

Existem pessoas que sorriem para disfarçar como elas verdadeiramente estão por dentro. A verdade é sempre melhor, tudo é tão explícito, que não precisa forçar nada. Sorrir para disfarçar as lamúrias é triste.

Considere aquilo é uma emergência dentro de você. Tenha consciência de que nem sempre estamos bem. A maior dificuldade às vezes é presumir aquilo que se considera como ” emergência “. Consciência, a palavra é essa ” consciência “, no dia em que você se olhar como um ser humde verdade, não vai querer representar, nem mesmo as suas dificuldades diante de quem quer que seja.

É fácil fechar os olhos para não ter que reconhecer diante do outro as nossas fraquezas. Você já parou para pensar por que se faz isso? Valores morais. Eu quero sempre ter uma imagem contrária daquilo que os outros pensam a meu respeito. Deixa te contar uma coisa: ‘os outros são só os outros ‘, e se bem observares, eles estão muitas vezes numa situação pior do que a sua. Portanto, quando você se sentir um ” miserável “, procure reavaliar a si mesmo, e diga ” eu não sou sujeito a nada”. As nossas pequenas violações começam exatamente dessa maneira, quando você age para impressionar o outro e acaba se diminuindo mais ainda. Não precisa, respeito o outro, melhor ” respeite-se”. Não seja perverso com você. Sabemos muito bem quando o outro representa, assim ele também sabe quando não estamos bem.

Sorria, mas quando essa alegria vier de dentro pra fora e não ao contrário. Quando sorrimos com os olhos, quando existe essa espontaneidade que vem do interior, nesse caso, o sorriso causa inveja, se é esse o fato que você considera importante para atingir alguém. Se é essa a sua conduta intencional , ela não é tão ruim, mas também não é boa.Todavia, caso queira considerar um fator mais importante do que isso, sorria sem holofotes. Você vai vê que até a visão que temos do mundo é melhor. Sorrir sem platéia. Isso sim, nos é gratificante.

Tenha consciência de quem você e do valor que tem. Esse é um detalhe importante, e ninguém é capaz de tirar isso de você. Considere seus traumas, o que isso gera em você. Mas considere também como você é uma pessoa com qualidades incríveis. Já parou prá pensar? Supere as suas dificuldades e nesse caso, inspire outras pessoas.

So…ria! Assim terás um termômetro que desperta também a felicidade daqueles que estão ao seu lado e torcem por você.

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Mariska

Santarém, Pá 23 de outubro de 2020

Carlos Drummond de Andrade

[…]

E depois das memórias vem o tempo

trazendo novo sortimento de memórias,

até que, fatigado, te recuses

e não saibas se a vida é ou foi.”

Carlos Drummond de Andrade. A Rosa Do povo. Círculo do Livro. 1945.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 23 de outubro de 2020

Shakespeare

” Que bom é estar triste e não dizer coisa nenhuma!”

Shakespeare na obra Machadiana. Memórias Póstumas de Brás cubas. Machado de Assis. Pé da Letra. Barueri, São Paulo, 2020

Marii Freire Pereira

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Imagem. Pinterest. Angel Mary

Santarém, Pá 23 de outubro de 2020

Florbela Espanca

Se tu viesse ver- me hoje à tardinha,

A essa hora dos mágicos cansaços,

Quando a noite de manso se avizinha,

E me prendesses toda nos teus braços…

Quando me lembrar: esse sabor que tinha

A tua boca…o eco dos teus passos..

O teu riso de fonte…os teus braços…

Os teus beijos…a tua mão na minha…

Se tu viesse quando, linda e louca,

Traça as linhas dulcíssimas dum beijo

E é seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…

Quando os olhos se me certamente de desejo…

E os meus br aços se estendem para ti…

Florbela Espanca. SE TU VIESSE VER-ME …

Citador.com

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. A Banca Charm House

Santarém, Pá 23 de outubro de 2020

VEM comigo!

” Quanto mais você estuda, menos ingênua é a sua concepção de mundo”.

Marii Freire Pereira

Imagem & criação: Marii Freire

Santarém, Pá, 22 de outubro de 2020

VEM comigo!

” Quando não temos conhecimento acerca dos nossos próprios direitos, costumamos confundir o respeito a estes, como uma espécie de “bondade”. Mas, não. Não confunda omissão com caridade. Todo direito requer a sua obrigação “.

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. We Heart lt

Santarém, Pá 22 de outubro de 2020

A homossexualidade não pode ficar na obscuridade

Durante muito tempo a homossexualidade foi tratada como doença, o que cegou muitas pessoas que agiram com apetites de violência, e o resultado foi o sofrimento, perseguição e morte de muita gente.

Homossexualidade na História

O termo homossexualidade passou ter efeitos positivos quando este, rompeu a linha do medo e do preconceito, que foi alimentado pela ignorância durante séculos de sofrimento. Foi a partir disso que profissionais psiquiátricos, médicos e outros profissionais ligados à saúde, perceberam que era preciso argumentar em favor dessas pessoas. A ‘racionalidade era um fator que tornara a realidade vivida por essas pessoas um chão seguro’. Então, esses profissionais trouxeram a baila, a reflexão acerca da importância de tentar diminuir o sofrimento, bem como, as injustiças, e a violência sofrida por elas. Foram os traumas, os erros, as rejeições de todas as espécies, mortes muitas inclusive, com requinte de crueldade que fizeram com que esses profissionais pudessem emitir a sua opinião, bem como participar a sociedade a importância de rever determinados posicionamentos para que fosse possível corrigir os erros cultivados a séculos.

Uma experiência difícil, pois todos os debates foram polêmicos, porque a sociedade não aceitava, digamos que ‘não estava preparada’, para lidar com a situação. Todavia, se fazia necessário não construir mais argumentos, onde estes, pudessem ter resultados desastrosos. E assim, através da força do diálogo, consegui-se, ser mais coerente diante de idéias que apelavam para ouso da violência.

Por volta do século XIX, o homossexualismo era visto tanto pela igreja como pela ciência como uma anomalia. Então, a tentativa de corrigir esse problema era bater, violentar, castrar e matar muitas dessas pessoas. Além do repúdio, elas viviam inúmeras outras experiência difíceis. Se você notar ao longo de toda história, o que não faltam são exemplos de horror exaltados contra aqueles que não eram visto de maneira coerente pela sociedade. Havia uma tesão crítica, um exagero exacerbado da própria sociedade que queria corrigir o incorrigível. A homossexualidade nunca foi doença.

A história da homossexualidade é muito vasta, e ao tentar fazer um resgate histórico, tem-se inúmeras exemplos de perseguição a homens e mulheres que sofreram por conta da ignorância de uma sociedade com mente arcaica. Veja que há um relato de dor e sofrimento, ou seja, um descompasso, uma experiência dolorosa, inútil porque o número de pessoas que foram violentadas, mortas e desprezadas por não se encaixar dentro de padrão estabelecido como modelo a seguir, ou como a sociedade mesma pregava como o ‘certo’, colaborou para séculos de sofrimento. Havia muita perseguição. Talvez, a mais notória de todas, seja dada pela a Igreja Católica que só via o sexo como um ato de procriação. A idéia central pregada por ela era de um homem e uma mulher. Esses dois tinham que procriar. Mas não podia haver desvio desse pensamento, qualquer coisa que fosse contrário a isso, era entendido como pecado. Na verdade, a igreja tinha uma série de escritos que regulava a vida das pessoas ( comportamento). Mas, por compreender tamanho sofrimento, ela começou ali, cendendo em algumas situações. Entretanto, a via moral, sempre foi algo muito severo. A construção da igreja em relação a isto, era muito seguro. Não abria mão de sua visão crítica deforma alguma.

Vale destacar que dentro dos inúmeros exemplos na história da sexualidade, o homossexualismo sempre existiu. Seja em qualquer data , você verá como ele ocorreu em cada período. No Período Renascentista,por exemplo, ele teve nomes que ganharam destaque como o de Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Shakespeare e outros.

No ano de 1993, a OMS ( Organização Mundial da Saúde, deixou de classificar o homossexualismo como doença. Porém, houve muita polêmica entorno da situação. Muitas pessoas viam como um desrespeito as famílias, ter que tolerar por exemplo, publicamente um casal formado por duas pessoas do mesmo sexo.

A sociedade não conseguiam recepcionar a idéia de que duas pessoas, dois homens, duas mulheres fossem vistos como um casal normal. Também pudera, porque passaram anos ouvindo todo tipo de construção carregada de colocações pejorativas. Mas, o problema não era só esse, a própria família dessas pessoas também não aceitavam. Quantos pais, quantas mães não expulsaram seus filhos de casa por não aceitá-los? Inúmeras, principalmente, pelo fato de serem influenciadas por tomar decisões morais ruins.

No ano de 1996, a Justiça do Rio Grande do Sul, deu um passo significativo em relação ao homossexualismo. As Varas Cíveis, passaram julgar ações decorrentes de uniões homoafetivas. Pode-se dizer que com isso, elas puderam ter o status de famílias.

Ainda falando do Sul, em 7 de agosto de 2002, a Maria Berenice Dias, passou trabalhar essa questão como uma relação baseada no afeto. Ela passou a dosar consciência e valor ao articular idéias baseadas nessa conduta, fido nesse comportamento que envolve a união entre duas pessoas do mesmo sexo.

Em 2006, conforme estabelece a Lei Maria da Penha, em seu artigo 2°, ela afirma que todos os direitos são resguardados independente da orientação sexual, etnia ou religião, e que além da mulher, eles se estendem também a travestis e transexuais.

No ano de 2011, o STF, de acordo com a ADI 4277 e ADPF 132 conforme decisão histórica foi dado a essas pessoas o direito de casar. Sem dúvida, um passo bastante significativo para uma vitória sobre séculos de luta e preconceito.

E em decisão recente a igreja católica representa pela pessoa de Francisco, implicou o óbvio, que nenhuma decisão moral acontece do vazio. Foi o que Francisco fez, ele considerou algumas necessidades ou “entraves” que durante anos a igreja criou que foi a perseguição severa a quem resolvia assumir publicamente um relacionamento com alguém do mesmo sexo. Hoje, podem além de viver juntas, constituir uma família. Aqui, necessariamente, não se trata de uma segunda decisão histórica, mas de um reparo a dor e o sofrimento de todas elas. Afinal, são pessoas dignas de respeito como qualquer outra pessoa.

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Cindy Lottes Photography.

Fonte: http://www.jurisway.org.br

Santarém, Pá 22 de outubro de 2020

Carlos Drummond de Andrade

[…]

Nem me revele teus sentimentos,

que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.

O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.”

Carlos Drummond de Andrade. Procura da poesia

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. i.pinimg. com/ ipês de Minas

Santarém, Pá 22 de outubro de 2020

Nina Simone

” O nome dessa canção é maldito Mississipi

E eu quero dizer cada palavra.

…

Cães de caça em meu rastro

Crianças em idade escolar sentam- se na prisão

Gato preto cruza o meu caminho

Eu acho que todo dia vai ser meu último

Senhor, tem piedade nesta minha terra

Nós todos vamos buscá-lo no momento certo

Eu não pertenço aqui

Eu não pertenço lá

Eu parei até de acreditar em oração…”

Nina Simone. Mississipi Goddam

m.letras.mus.br

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Revista Prosa Verso e Arte

Santarém, Pá 22 de outubro de 2020