Manuel Maria Barbosa du Bocage

Lá quando em mim perder a humanidade

Mais um daqueles, que não fazem falta,

Verbi-gratia- o teólogo, o peralta,

Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade.

Não quero funeral comunidade,

Que engrole sub- venites em voz alta;

Pingados gatarrões, gente de malta,

Eu também gosto disperso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa

Sepulcro me cavar em ermo outeiro,

Lavre-me este epitácio mão piedosa:

” Aqui dorme Bocage, o putanheiro;

Passou a vida folgada, e milagrosa;

Comeu, bebeu, fodeu, sem ter dinheiro. “

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Lá Quendo em Mim Perder a Humanidade.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 26 de março de 2021

Karl Marx

” Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário; o ser social que lhe determina a consciência . “

Karl Marx

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 26 de março de 2021

Eduardo

” Assobia o vento dentro dentro de mim. Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contravento, e sou o vento que bate em minha cara.”

Eduardo Galeano

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 26 de março de 2021

Ariano Suassuna

” …que é muito difícil vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados, e o país dos despossuídos “.

Ariano Suassuna

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 26 de março de 2021

Cecília Meireles

[…]

Lá vai a nau pelos mares,

sem adeuses nem clamor.

(Este era o vento da alheta?

Quem o pudera suportar!)

Que o porto espera no Oriente

o réu que navega só,

com seu silêncio no peito,

e a angústia do que se foi?

Cecília Meireles. Romance LXVIII ou De outro maio fatal . Romanceiro da inconfidência/ organização: André Seffrin. 13 ed. São Paulo. Global, 2015

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 26 de março de 2006

Alberto Caeiro

Procuro despir-me do que aprendi

Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram

E raspar a tinta com que me apontaram os sentidos,

Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,

Desembrulhar-me e ser eu…

Alberto Caeiro.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 26 de março de 2021

Violência Física

A violência física podem ser identificada com ações como: empurrões, tapas, chutes, lesões variadas. Se qualquer ação provocar dor e sofrimento, e se enquadrar dentro dessas condições, ela considerada como violência física. A violência física está no rol da violência doméstica Apesar de silenciosa, ela é baste visível devido aos maus-tratos. Só para você ter uma idéia, uma mulher é agredida no Brasil a cada dois minutos.

Com a Lei n° 11.340/2006 ( Maria da Penha), os casos de violência contra a mulher, tornaram-se muito mais evidentes. Coisa que não tínhamos notícia no passado, pelo menos, não com a repercussão que temos hoje.

A mulher vítima da violência física, hoje ela tem por exemplo, muito mais facilidade para denunciar o seu agressor.

Quando a Lei Maria da Penha foi implementada, ela trouxe mecanismos que deram suporte a questão da denúncia. Antes, o que a mulher fazia? A sociedade ensina essa mulher dar um ” jeitinho”. Ou seja, dizia que essa mulher deveria ser mais compreensiva, que ela não deveria deixar a sua família por conta de ” cabeça quente” do marido. Como se os problemas desse homem, desse a ele o direito de buscar solução na mulher, ou seja, batendo, agredindo e empurrando. Essa era a interpretação mais comum que se tinha. A gente sabe que não ” jeitinho ” nunca resolveu o problema relacionamento ao sofrimento ao qual, muitas dessas mulheres eram submetidas.

Amor e dor

” Primeiro um murro, depois um beijo”. Essa é a realidade que ainda causa distúrbios nas relações. ” Resquícios de um passado machista”. Na verdade, esse caso, ele é bastante comum. O agressor bate, e em outro momento, pede desculpas. Só que quem bate uma, bateu duas, três…vezes.

O agressor bateu no passado, só que a mulher era impedida de falar. Hoje, a lei reforça a idéia de que a mulher [deve denunciar] e uma vez que, ela faça isso, não pode voltar atrás .

As marcas de agressão não podem ser usadas como desculpas para proteger o marido ou o namorado agressor.

A imagem é ilustrativa, porque eu tenho falado e escrito muito nos últimos dias acerca da violência doméstica. A gente sabe que o ódio contra mulher é uma forma perversa das mais antigas que se tem registro, e que é preciso falar para reforçar a importância de denunciar o agressor.

Quem bate, quem agride uma mulher, na verdade, é um sujeito que precisa de tratamento e encarceramento. Não podemos compactuar com os casos de agressão.

Ciúmes não insenta culpa. Quem bate, bate sempre sabendo o que está fazendo. Portanto, é vital que toda vítima de agressão possa se mostrar consciente de que não é o silêncio que vai resolver essa questão.

A proposta é tentar diminuir a violência que precisa da exclusiva conscientização da mulher.

Se essa mulher vive situações de violência, como as que aparecem, ela deve denunciar

Ligue – 180

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Não deixe que cenas como essas se repitam 👇👇

Empurrões, pontapés!..

Ciúmes é insegurança.

Tapas, gritos constantes, humilhações

Saia dessa relação para não adoecer

Nenhuma relação construída com base na dor, suporta o pé do da realidade.

Converse com alguém de sua confiança: família, amigos, etc. Mas, não se cale. O seu silêncio favorece o agressor

Não se diminua para caber na vida de alguém. Não conviva com maus-tratos. Não inocente quem te machuca.

Não se encolha num canto qualquer…

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 25 de março de 2021

Graciliano Ramos

” Se não está disposto a reconhecer a fala do outro, por que acreditar que a sua, aparentemente humanista, exprimam arrependimento?”

Graciliano Ramos.

Para amar Graciliano/ como descobrir e apreciar os aspectos mais inovadores de sua obra/ Ivan Marques. 1ed. Faro Editorial, 2017

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 25 de março de 2021

Zilda Arns

” As crianças quando são bem cuidadas; são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mas justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.”

Zilda Arns.

pastoraldacrianca.com.br

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 25 de março de 2021

Chico Buarque

Essa canção não é mais que mais uma canção

Quem dera fosse uma declaração de amor

Romântica, sem procurar a justa forma

Do que lhe vem de forma assim tão caudalosa

Te amo, te amo

Eternamente te amo

Se me faltares, nem por isso eu morro

Se é pra morrer, quero morrer contigo

Minha solidão se sente acompanhada

Por isso às vezes sei que necessito

Teu colo, teu colo

Eternamente teu colo

Quando te vi, eu bem que estava certo

De quê me sintiria descoberto

A minha pele vais despindo aos poucos

Me abres o peito quando me acumulas

De amores, de amores

Eternamente de amores

Se alguma vez me sinto derrotado

Eu abro a mão do sol de cada dia

Rezando o credo que tu me ensinaste

Olho teu rosto e digo à ventania

Iolanda, Iolanda, eternamente Iolanda

Chico Buarque. Iolanda.

Composição: Chico Buarque/ Pablo Milanés

Letras.mus.br

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 24 de março de 2021