VEM comigo!

” Até aqui, eu deixei o bastante de mim “.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 15 de março de 2021

Fernando Sabino

” No fim tudo dará certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim”.

Fernando Sabino

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 15 de março de 2021

Seja quem você escolheu se tornar

Por vezes, a vida nos pede atitudes maduras diante de fatos, de acontecimentos, onde você mesmo identificar que não têm nenhum preparo para lidar com situações que simplesmente, lhes tira chão. E aí vale aquela célebre frase ” ninguém pode mudar o passado, mas pode ressignificar o que machucou, o que feriu”, basicamente é isto. Só que o caminho rumo à autoestima, a confiança, você não adquire facilmente. Isso não acontece de uma hora pra outra. Tudo em nós, requer preparo. É preciso tempo para digerir alguns acontecimentos. Sinto que a maior dificuldade das pessoas não saber interpretar aquilo que acontece com elas. Muitas diante de uma situação crítica, têm uma reação adversa, ou seja, faz com que aquele problema venha se tornar ainda maior do que é. Há questões por exemplo, onde a vida te pede para [ re]começar do zero.

[…]

Do zero, você só consegue se firmar se der um passo ainda maior do que todos aqueles que já deu. se tiver discernimento para entender e maturidade para acatar, não aceitar, certamente, você consegue. E mais, como uma forma de alívio, oferece perdão a si mesmo, por ter suportado uma pressão gigantesca pelo que você não fez. E aí, nessa hora, se começa trabalhar o lado emocional de forma madura e com muito mais responsabilidade, do que antes. Eu digo que o autoconhecimento é fundamental nessas horas, porque ele nos permite trabalhar o valor de tudo o que queremos a partir de um conjunto de emoções. Nada comparado com as informações que você aprendeu quando criança. Quem nunca levou dias para entender alguma coisa? Todos. Só que na infância por exemplo, você não têm estrutura para lidar com problema nenhum. E na fase adulta, a gente descobre que os problemas incomodam, mas já temos conhecimento para lidar com eles.

Desconstruir a si mesmo.

” Até aqui, eu deixei o bastante de mim” [ Marii Freire] Mas resolvi juntar o que sobrou do que eu era. “Não sou o que aconteceu comigo. Serei aquilo que escolhi me tornar”. Diante dessa afirmativa, eu começo a preparação do próximo tópico da minha vida. Como vou trabalhar tudo isso? Trabalho com base nessas informações. É importante deixar as desculpas de lado, e pouco à pouco, conseguindo ir se afirmando na pessoa que escolhe se tornar.

É fácil? Não. É desafiador. Para isso, devo ter autoconhecimento para arrumar as coisas que preciso dentro de mim. Leva tempo, mas é preciso acreditar que tudo na vida tem um jeito. A gente deixa o que dói, e passa a preparar ‘o nosso eu’ para os nossos desafios, como disse, com autorresponsabilidade.

Essa reflexão, na verdade, ela serve para você criar crônicas sobre si mesma. Sobre como trabalhar a sua inteligência emocional, a sua autoestima, reconhecer as suas emoções. Exatamente, não é coisa pouca não. Toda pessoa tem capacidade de recomeçar.

Na vida, precisamos deixar as desculpas de lado, parar de ” lamber as feridas” e aprender afirmar de fato quem somos. Ou quem escolhemos nos tornar. Sim, independentemente da sua história, das suas dores, do final feliz que você não teve, porque em algum momento, o percurso da sua vida foi mudado, aceite o que é desafiador. Esse é o momento de ressignificar a pessoa que você é, assim como, quem escolheu se tornar.

Um beijo no coração!

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 15 de março de 2021

Luís de Camões

Muda-se os tempos, muda -se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança,

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto:

Que não se muda já como soía.

Luís de Camões

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 14 de fevereiro de 2021

Clarice Lispector

[…]

Estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender.

Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu.

Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria chamar desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para onde voltar: para a organização anterior. A isso prefiro chamar desorganização pois não quero me confirmar no que vivi na afirmação de mim eu perderia o mudo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro.”

Clarice Lispector. A paixão segundo G.H. para amar Clarice: como descobrir e apreciar os aspectos mais inovadores de sua obra/ Emília Amaral. 1ed. Faro Editorial. Barueri. São Paulo, 2017

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 14 de março de 2021

Sinal vermelho contra a violência doméstica

A violência contra a mulher é um problema secular, difícil de ser provada, porque é uma violência que em geral não têm testemunhas. A violência doméstica principalmente, é uma violência que ocorre intra-muros, ou seja, dentro lar. Então, pode -se dizer que esse tipo de situação acaba sendo mais difícil ser comprovada.

Se costuma dizer que entre briga de marido e mulher, a gente mete a colher, sim. O que não é normal é aceitar a violência ou fingir que ela não existe. Todavia, como é um acontecimento difícil de ser comprovado, porque você não têm a liberdade de adentrar no lar das pessoas. Então, quem tem acesso a tudo isso, são os filhos. São eles que vêem as formas de abusos, os machucados da mãe, etc. geralmente, as únicas testemunhas.

É natural ocorrer situações, onde os familiares, ou amigos percebam sinais de violência. As vezes é um roxo disfarçado, um olhar de tristeza profunda, a agressividade também pode ser notória entre o casal. Mas, parte da mulher dizer aonde dói. O que se sabe é que, o lar seria esse lugar capaz de oferecer segurança. No entanto, é justamente ele que mostra o quanto estamos insegurança.

Bem, faz parte pensar que a construção de lar, vai ser o local de conforto. Nós mulheres, somos ensinadas a pensar dessa maneira. Mas, vamos combinar que essa idéia de construção de lar, de relacionamento perfeito, acaba se tornando uma construção, onde a gente sabe que os acordos são quebrados. Isso quando tem acordo. As vezes, é natural que só um ” tenha vez e voz” na relação. Neste caso, ocorre um desequilíbrio, porque o homem vai querer ditar as regras de modo, que essa mulher vai ser trata sempre como o ser inferior.

A violência se instala em todos os lugares. Ela não escolhe classe social. Um detalhe importante em relação a violência é que não se descobre ela tarde. Geralmente, o homem já mostra nas primeiras discussões, através dos argumentos, a forma de como aquela mulher será tratada.

O bom ficar atenta, pois haverá palavras colocadas de um jeito que cause ofensa, ou seja, machuque principalmente o psicológico dessa mulher. Coisas como, algo ríspido, que ofenda as qualidades, seja no sentido psicológico como mencionei, ou parta ali para o lado físico: Falo em bater mesmo. Tem homem que deforma o rosto da companheira. Isso é perigoso, porque para matá-la falta pouco.

A mulher por sua vez, quase sempre vai levando na brincadeira, porque entende que aquele homem que ela ama, não iria machucá-la. Mas, como vimos, machuca! E não é nenhuma, nem duas vezes não. Só que a maioria, leva como as nossas mães levaram, ou seja, nos dizendo ” calma, é um momento de raiva”. Você responde: é. Não é. Não é normal se acostumar com a dor. A mulher que faz isso, ela se anula diante dos filhos e da família.

Todas, eu disse ” todas” independente da idade, da cor, sofrem violência. Vale ter isso na mente, observe bem como o seu namorado, te trata, porque no casamento os problemas se tornam maiores. A postura de um homem diz muito sobre quem ele é, digo ” como costuma agir”.

Se no namoro, o homem costuma agredir, no casamento, ele bate, e dependendo da oportunidade, mata. Portanto, se preocupe com a qualidade da sua relação, imagine como ela poderia ser dentro de cinco há dez anos. Acredito que esses são questionamentos necessários para você conseguir de antemão, enxergar os erros digo ” antes ” que estes, venham acontecer.

Quando digo que a violência atinge todas as classes, estou afirmando que ela acontece com as mulheres ricas, lindas, com as menos lindas. As negras, as mulheres do campo, médicas, advogadas, a empresária de sucesso – todas- independentemente do status. Qualquer mulher pode ser vítima da violência.

Agora, não é preciso se acostumar com a violência. Em toda relação é preciso haver limites. Se você observar que não há respeito, respeite-se. Saia enquanto é tempo. Enquanto tem vida!..

Se por acaso, vier sentir-se pressionada, se for humilhada, se apanhar …tenha coragem para sair o quanto antes. Não romantize dor com amor. Embora haja rima no fim dessas palavras. Entenda que amor não dói. E se doer é porque tem algo de errado. Diga ‘não’ a violência. O seu não é não, e ponto.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 14 de março de 2021

Vontade de viver

Tem domingo que é paz! Certo

Que todos os domingos são de paz.

Muitas vezes a bagunça dentro de nós

Vira desespero só porque não sabemos ordená-la.

Comove-me muito, o ato de algumas pessoas diante de suas dores, suas causas indizíveis…umidecer os olhos…

Eu entendo que o ser humano deveria ser capaz de refletir sobre o seu caos, antes mesmo de voltar a face ao desperdício da entrega, sem que antes, se aprenda a lutar pela vida.

Mas como adolescentes assustados

Fugimos…Todavia, os problemas voltam

E eles sempre chegam mais fortes…

Eu sou solidária com a coragem de quem decide não se tornar um vulto apenas de si mesmo

É preciso ter consciência de que todo caminhos tem uma curva, que todo barco, tem o seu porto.

Mas, sabemos que nesses lugares, mora a solidão. E nenhuma estrada faz sentido se paramos diante dela. Como também…

Não há sentido vermos um barco atracado.

Por isso, toda regra é rígida

Mas, ela é quem nos norteia…Portanto, voltemos

Pela mesma estrada

Pelas mesmas águas agitadas

Na procura de que a vida faça algum sentido

Vamos, siga novamente…

Tristes

Fadigados

Com olhos umedecidos

Hoje, é o dia de seguir cheio de sonhos.

Agindo assim…é na partida

Que temos a impressão de que a vida

Só ganha sentido nas voltas que o coração

Enxergar o seu próprio caminho.

Que vontade de viver!

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 14 de março de 2021

Quem ama cuida

Não há beleza que resista ao carrossel do tempo, que fique desbotada, diante do ato de cuidar. Toda inclinação do sentimento humano volta-se ao cuidado. Isso acontece desde a hora em que nascemos, depois, ele edifica as relações de modo geral, pode-se assim dizer, e por último, o cuidado é compreendido como a construção principal da condição humana, porque ele revoluciona a nossa maneira de ser e de agir. Se eu me amo, eu me cuido. Se amo o outro, também tenho essa capacidade de cuidar. Portanto, “o Amor é aquilo que vai, além dos sentimentos, na verdade, amor é cuidado” que se reproduz e aperfeiçoa a cada vão momento.

Quem ama cuida. O recuo primeiro e derradeiro do amor é o cuidado, porque como sentimento, ele não sobreviveria nas superfícies das relações […]. O amor cresce pela sua própria força. Ninguém amar por olhar, por achar alguém bonito. Não, se ama por gestos. É o quanto eu dou, que faz a outra pessoa, perceber o valor que la tem pra mim. O amor é um gesto repetitivo e pensado. É exatamente como fazem as mães.

[…]

As pessoas amam pela linha da afetividade. Engana-se quem pensa que é pelo sexo. O sexo pode ter todo um significado no que diz respeito ao instinto procriador. Mas, é na busca pelo cuidado, que ele tenta delinear os seus traços, os seus gestos.

Quem ama cuida, e quando não demonstramos esse sentimento através de gestos, costumamos falar um sonoro ” EU TE AMO”. Ainda que pareça exagerado, o amor é ‘ forte em si mesmo’ , como diz Carlos Drummond de Andrade em: As sem razões de amar.

Amor é grandeza….infinita e espaçosa que a vida nos deu em forma de pureza.

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Freulen Wunschfrei Photografie

Criação: Marii Freire Pereira.

Santarém, Pá 13 de março de 2021

Guimarães Rosa

” A vida podia às vezes raiar numa verdade extraordinária “.

Guimarães Rosa. O mundo em perspectiva. Primeiras estórias. 1ed. Global. São Paulo, 2019

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Camila Marchetti/ Fotografia, viagens e inspirações

Santarém, Pá 13 de março de 2021

Direito da Mulher

A mulher não só no Brasil, mas também como em outros países, ela sofreu muito preconceito e discriminação, na verdade, ainda sofre. Vencer as barreiras culturais não é fácil, pelo contrário é desafiador, bem mais do que nos sugerem as próprias leis. Todavia, é preciso avançarmos, e fazer das nossas dificuldades o motivo maior de lutar por nossos direitos.

Curiosamente, quando se fala no direto da Mulher, sabe-se que estes, ocorrem em face da desigualdade do poder. A Constituição Federal em seu artigo 5°, certifica que homens e mulheres são iguais em as suas obrigações. Todavia, este assunto é motivo para muitos questionamentos, digo os aspectos da diferença entre o que diz o texto constitucional e o que afirma a realidade. Sabemos que entre uma coisa e outra, há uma lacuna que precisa ser preenchida dia após dia, com a presença desses direitos. Não basta falar, é preciso estreita e essas diferenças.

Dentro dessa corrida por direitos, um dos instrumentos da emancipação feminina foi a educação. Sem dúvida, este foi um elemento que ampliou os nossos horizontes. Todavia, faltava mais. A mulher quer conquistar cada vez mais o seu espaço na sociedade. Na verdade, ela precisa tentar compensar o passando de negação de direitos.

Conquistas femininas

Como disse: primeiro a educação, depois a igualdade jurídica, e consequentemente, foram vindo outras conquistas que nos possibilitaram gozar de direitos, antes nunca vividos.

Voto

– A conquista pelo voto foi algo que veio se tornar concreta somente com o governo de Getúlio Vargas em 1932. Antes, como não tinha uma lei específica que atendesse o direito da mulher, a primeira votação que tivemos, acabou não sendo válida, ou seja, éramos desfavorecidas como cidadãs. Só com o Vargas é que o voto passou a ser obrigatório a todos.

Divórcio

Lei n° 6515/77, foi uma grande revolução na época. A mulher não era mais obrigada a manter um casamento infeliz. De lá pra cá, pode-se dizer que todo o processo do divórcio, tornou-se muito mais ágil, o que facilitou muito a vida de quem deseja se separar.

Essas conquistaram causaram uma grande colisão com a questão cultural da época, por exemplo, mas foram necessárias para garantir o direito de nós mulheres. Na verdade, foi a partir disso que conseguirmos alcançar também a nossa independência, seja ela no sentido de conseguir entrar no mercado de trabalho ou mesmo, na vida pessoal, digo, no ‘direito de recomeçar a vida’, após uma separação. Hoje, ainda há muito para lutar. Obedecer algumas leis, é também um desafio. Respeitar os lugares que foram estabelecidos para nós, é Outro motivo para dizer: queremos mais”. Além é claro de ter que vencer muitos outros obstáculos. Vencer a violência, é sem dúvida um desafio. Mas, precisamos continuar lutando por respeito e igualdade de direitos

Marii Freire Pereira

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Imagem: Marii Freire Pereira

Vade Mecum Acadêmico de Direito Rideel/ Anne Joyce Angher, organização 23 ed. São Paulo, 2016

Santarém, Pá 13 de março de 2021