Luís de Camões. Lírica. São Paulo: Cultrix, 1976. p. 123). Literatura brasileira em diálogo com outra literaturas e outras linguagens. William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013
Busque Amor novas Artes, novo engenho, Para matar-me, e novas esquivanças, Que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho! Vede que perigosas seguranças! Que não temo contrastes nem mudanças, Andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver desgosto Onde esperança falta, lá me esconde Amor um mal, que mata e não se vê;
Que dias há que na alma me tem posto Um não sei quê, que nasce não sei onde, Vem não sei como, e dói não sei por quê.
Luís de Camões. ( Op.cit. p.112) Literatura brasileira em diálogo com outra literaturas e outras linguagens. William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013
Se por toda parte o tempo desmorona aquilo que foi grande e deslumbrante, o antigo amor, porém, nunca fenecer e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança. Mais triste? Não. Ele venceu a dor, e resplandece no seu canto obścuro, tanto mais velho quanto mais amor.”
Carlos Drummond de Andrade. P Amor Antigo. Literatura Comentada. Textos publicados sob licença de Pedro Augusto Graña Drummond. Nova Cultural. São Paulo, 1990
O que faz sentido pra todos, não é a existência humana? O que sobraria se por acaso, deixássemos de existir? Será que a sua arrogância, as considerações antipateticas seriam referência para as incógnitas que ficariam? Aliás, existiria isso, caso as pessoas não? Pense e responda, meu caro leitor!… A carga pessimista é tanta que uns parecem fugir da realidade, enquanto outros, tornam-se ainda mais prepotentes. Uns fecham os olhos, enquanto outros agonizam em meio ao caos. Veja: ” eu sou o dono da verdade “…” não importa a sua necessidade, mas a minha”. Miserável, apedrejar quem está morrendo, não afaga a consciência de ninguém. Mas, escancara a ingratidão que você assiste confortável, e acha isso, algo formidável. Diante dessa realidade nebulosa, quando alguém cita dados dessa ‘violência coletiva’ que vivemos, logo é taxado de irracional […] de inconsequente, de mentiroso, porque não pode ” macular ” a ” boa imagem ” do governo. O que é isso? Por acaso, é Síndrome de Estocolmo? É desprezível ignorar o desprezado? Ou fingir que a dor do outro não te atinge? Como você deseja que eu interprete? Esse é um “soco no estômago ou na hipocrisia ” como disse o jornalista ‘ Roberto Pompeu ao comentar sobre o significado do ” Jeca Tatu ( personagem do Monteiro Lobato) fazendo referência aos brasileiros bem- nascidos. Será que essa gente que ” despreza ” esse bando de ” ignorantes, miseráveis “, têm preocupação de fato com essas pessoas? Ou fingem que essa gente não existe? Porque a realidade bate a porta de todo mundo. A morte, ou o número de mortos, é uma coisa feia! Os dados dessa perda é alarmante. Será que ” os Jecas” da vida não podem morrer de uma forma digna? ” Ah, mas não são só os pobres que morrem”. É verdade, só que os pobres, eles não têm os mesmos mecanismos de defesa que um rico têm. Antes, do dinheiro e do plano de saúde ( SUS), eles contam com Deus […]. Veja, não é que seja errado rezar. Nada disso! Tem tanta ‘gente que com os olhos cheios d’água pedem pelos seus…’ Num país com tantos desiguais, só se chega à unidade, quando cada um contribuem com sua parte. Estamos diante do mal que é necessário para enxergar aquilo que é valioso, ou seja, a vida, o respeito pelas pessoas. Cadê a humanidade? A responsabilidade que se assumiu ao se tornar presidente? Será que a supremacia tem encontrado o seu caminho fecundo nessa aberração que temos diante de nossos olhos? O mal não está no barulho das pessoas quando expressam a sua liberdade, quando dizem que não estão satisfeitas com o que lhes acontece. Mas, mas na autoridade do próprio governo que deixa a população a mercê […]. Isso sim, é violência.
Grégorio de Matos ( In: Presença da literatura brasileira. Antonio Candido e J.Aderaldo Castello. São Paulo: Difel, 1968.v. 1.p. 75-6). Literatura brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013
É tempos difíceis, eu sei. Mas, sonhar é uma particularidade própria, íntima de cada ser humano. Por isso, eu desejo a ti, um dia cheio de esperança. Que coisas boas possam ser maior do que os seus problemas, a ponto de deixar no seu coração a riqueza, bem como, a sensação dos dias que foram concebidos como os melhores… de sua vida.
Você precisa fazer login para comentar.