A violência doméstica no Brasil em época de Pandemia

A mulher vive num cenário cada vez mais comprometedor, pois com a chegada da Pandemia, a violência doméstica e familiar tornou-se um flagelo mais evidente nos lares brasileiros. A violência doméstica ganhou atenção muito maior no período de isolamento por seus resultados se tornarem muito mais impactante. É claro que os problemas relacionados à violência vem desde os primórdios, e o seu processo, desde essa época tem dizimado famílias inteiras, uma vez que compromete a saúde de todos.

O problema da violência doméstica tem que ser encarado como saúde pública, pois gera um alto impacto de falecimento e morte na população como um todo. O cenário de uma família que sofre violência domestica é sempre devastador. Apesar de termos conseguido nos organizar em muitas atividades, parece que você é em família para muitas mulheres é uma tarefa desafiadora.

É sabido que discutir a violência é um tema atual, porque ainda que tenhamos conseguido progredir em relação aos direitos femininos, a gente sabe que a mulher ainda, é tentada a se submeter as vontades do homem, e a que o desobedece, na maioria das vezes, essa mulher morre.

O que contribue para o alto índice de violência na Pandemia?

Eu diria que dentre os muitos fatores, o primeiro deles, e que considero como o maior de todos é a educação. Não é que o homem letrado não possa bater. Ele também age dessa maneira, mas um pouco menos, em relação por exemplo, ao quem tem baixa escolaridade ou nenhuma. O fator socioeconômico também é outro problema. As famílias que vivem em periferias, e que estão passando pela questão do desemprego, do álcool, das drogas, são pessoas que se tornam muito mais suscetíveis ao problema. Tanto o marido como namorado, eventualmente, esse homem se tornam mais agressor com a esposa, namorada ou companheira. Quanto maior for o fator de desequilíbrio, como a pobreza, fome, e a criminalidade mais complexa torna-se a situação.

Por que a mulher que é vítima da violência tem denunciado com menos frequência?

A mulher que é vítima de violência tem denunciado com menos frequência porque ela se sente intimidada com a presença desse homem no lar. Ele passando mais tempo dentro de casa, e sendo violento, ela tem menos possibilidade de fazer alguma coisa por medo.

O silêncio é um inimigo ?

Sem dúvida. Embora há quem diga que o silêncio salva. O silêncio ao meu entender, ele corroborar com o alto índice de mortes ( feminicídio). O Brasil ocupa hoje o 5° lugar no ranking mundial de mortes de mulheres. O isolamento social trouxe ainda mais essa preocupação aos lares brasileiros.

Segundo o metropoles.com, desde o início do ano, o Brasil registra, em média, 4 feminicidios por dia. Essa é uma realidade muito triste porque somada a outras situações, essas mulheres se calando ou não, acabam sendo responsabilizadas e criticadas pela violência que sofrem. É lamentável toda essa situação, e a gente não pode responsabilizar somente a mulher por isso. É preciso mudar também a questão da responsabilidade social.

A lei específica para a mortes de mulheres é importante?

Com certeza. Essas leis, na verdade, elas acabam por sistematizar a violência, principalmente a violência gênero. Mas, vale ressaltar que a lei precisa ser severa como um todo. Enquanto o homem puder debochar das brechas que encontrar para se defender, ele dificilmente terá algum respeito. O feminicídio é um qualificador . Matar por outras justificativas, nos faz entender que a morte dar-se por um motivo fútil, como uma briga, por exemplo. Mas, isso não justifica ceifar uma vida.

A violência contra a mulher, a violência doméstica em si, é algo que a sociedade precisa discutir cada vez mais, e reprovar essa prática, porque nada, nada mesmo justifica a morte de uma mulher. Nós precisamos [re]pensar soluções que ajudem diminuir o problema. A sociedade precisa acordar para essa realidade, e não aceitar. Sentar defronte da situação e não encontrar meios para ajudar a mulher a se defender, é também uma forma de ignorar os seus direitos.

Marii Freire Pereira

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Imagem: colegioregistralrs.org/br

Fonte: vestibular.uol.combr

http://www.metropoles.com

Santarém, Pá 24 de Abril de 2021

Machado de Assis

[…]

porque a paixão que a tomou tinha toda força necessária para as decisões violentas.”

Machado de Assis. Várias Histórias. Serie “Bomlivro”. Ática. São Paulo, 1997

Imagem ( Arquivo pessoal)

Santarém, Pá 24 de Abril de 2021

William Shakespeare

” Se você não se lembrar do menor sinal de loucura que cometeu por amor, você não amou.”

William Shakespeare.

revistabula.com

Marii Freire Pereira

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Imagem: Revista Bula

Santarém, Pá 24 de Abril de 2021

VEM comigo!

” Eu queria escrever. Mas, eu queria escrever algo que servisse para a mulher despertar, para trazer ela a realidade, porque a verdade é que, muitas mulheres ainda não despertaram para os seus direitos. Então, o direito tá ali, ele existe. Mas, se você não lutar, ele deixa de ter serventia pra você. A minha forma de escrever, de ajudar, é trazendo informação…”

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 23 de Abril de 2021

VEM comigo!

“Em qualquer ocasião, o livro é sempre um bom amigo, porque ele nos ancora nas situações concretas.”

#DiaMundialDoLivro.

DiaMundialDoLivro

Marii Freire Pereira

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Imagem ( Autoral)

Santarém, Pá 23 de Abril de 2021

Cecília Meireles

[…]

A que mandara abrir masmorras,

a que desprendera correntes,

a que escutara os condenados

e libertara os inocentes;

a que aos sofredores antigos

lEva consolidado urgentes;

a que salvava os desvalidos,

a que socorria os doentes;

a que dava a comer aos pobres

cImagem suas próprias mãos clementes;

a que chorava pelas culpas

de seus mortos impentitentes,

e suplicava a Deus piedade

para seus ilustres parentes!…”

Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. Romance LXXIV ou Da Rainha prisioneira. André Seffrin. 13 ed. São Paulo: Global, 2015

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Lojinha Uai

Santarém, Pá 23 de Abril de 2021

Darcy Ribeiro

” A instituição social que possibilitou a formação do povo brasileiro foi o cunhadismo, velho uso indígena de incorporar estranhos à sua comunidade. Consiste em lhes dar uma moça índia como esposa. Assim que ele a assumisse, estabelecia, automaticamente, mil laços que o apresentavam com todos os membros do grupo.

Isso se alcançava graças ao sistema de parentesco classificatório dos índios, que relaciona, uns com os outros, todos os membros de um povo. Assim é que, aceitando a moça, o estranho passava a ter ela sua temericó é, em todos os seus parentes da geração dos pais, outros tantos pais ou sogros. O mesmo ocorria em sua própria geração, em que todos passavam a ser seus irmãos ou cunhados. Na geração inferior eram todos seus filhos ou genros. Nesse caso, esses termos de consanguinidade ou de afinidade passavam a classificar todo o grupo como pessoas transáveis ou incestuosos . Com os primeiros devia ter relações evitativas, como convém no trato com sogros, por exemplo. Relações sexualmente abertas, gozosas, no caso dos cunhados; enquanto à geração de genros e horas ocorria o mesmo.”

Darcy Ribeiro. Criatório de gente (cunhadismo). O Povo Brasileiro. A formação e o sentido do Brasil. 3 ed. São Paulo. Global, 2015

Marii Freire Pereira

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Imagem ( Arquivo pessoal)

Santarém, Pá 23 de Abril de 2021

Machado de Assis

Machado de Assis é um gênio.

Observa o olhar do “erickradner ” sobre essa obra de Machado de Assis que deixa uma incógnita no ar.
” Capitu traiu ou não Ventinho?” É claro que não. De fato, a história nunca foi sobre isso. O que o Machado quis, foi fazer as pessoas pensarem, ou seja, ele tocou em pontos frágeis, coisas como “valores”, paradigmas da época. Mais do que o conflito que gerou essa obra, ele quis mostrar a condição da mulher dentro de uma sociedade extremamente machista.
Um trabalho fantástico. Pena que as pessoas se limitam tanto dentro de suas reformas.

Marii Freire Pereira
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Imagem. erickradnder/ Instagram
Santarém, Pá 22 de 2021

VEM comigo!

“Inocentes, solidários e por vezes, cegos. Apesar da profundidade do abismo, que não nos falta curvas pra sonhar.”

Marii Freire Pereira

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Imagem ( Arquivo pessoal)

Frase: Marii Freire/ pensamentos.me/ VEM comigo!

Santarém, Pá 22 de Abril de 2021

Violência doméstica cresce durante a Pandemia

A violência contra a mulher cresceu no período da Pandemia. E, apesar desse ‘crescimento ‘ houve uma queda de denuncias. Isso significa que esses registros envolvendo a agressão de gênero, ou seja, a agressão contra a mulher tem diminuído significativamente.

De acordo com dados do governo Federal, os canais Dique 100 e Ligue 180, registrou-se uma média de 105.821 denúncias de violência contra a mulher. Na prática, isso resulta numa média de 12 denúncias por horas.

É sábido que a violência contra a mulher cresceu, mas, casos como lesões corporais e estupros, assim como ações que envolvem outros tipos de violência, estas, não estão na lista dessas denúncias, ou seja, aparecem, mas de modo insignificante. Outro detalhe importante, dar-se em relação a essa diminuição. Por que que essa violência tento aumentado, o número de denúncias diminuíram? Porque a mulher fica intimidada com a presença do homem passando mais tempo dentro de casa. Além disso, há outra preocupação porque esses números em relação a violência oscila bastante. Na verdade, existe uma violência que não vira estatística, e no caso, ela é muito mais preocupante do que diz esses números. É importante ressaltar o seguinte, que mesmo essa mulher se sentido desprotegida, ela deve continuar denunciando o seu agressor.

É fundamental dizer que essa mulher não está só. E que a mesma, ainda pode ligar para esses números, além de poder ir na farmácia e denunciar. Existe a Campanha Sinal Vermelho que ajuda a mulher nesse momento tão delicado que a pandemia.

Marii Freire Pereira

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Imagem: http://www.ms.gov.br/ novo- mapa

Fonte:www.uol. com.br

Santarém, Pá 21 de Abril de 2021