Luís de Camões

Busque Amor novas Artes, novo engenho,
Para matar-me, e novas esquivanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.

Luís de Camões. ( Op.cit. p.112)
Literatura brasileira em diálogo com outra literaturas e outras linguagens. William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Pixels

Santarém, Pá 28 de março de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

5 comentários em “Luís de Camões

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