Entre certezas e angústias, escolha o sentimento que impulsiona a sua vida. Veja, a liberdade de cada indivíduo vem do que ele dribla, e consegue aliar dentro da condição que lhe cabe no momento, ou seja, aquilo que lhe favorece de imediato. Você pode extrair de um momento difícil, coisas boas como, lições que lhes traga alguma certeza no final de cada etapa conquistada.
Às vezes as pessoas param as suas vidas porque diante de um problema, elas não sabem administrar cada situação, ou seja, lidar com a exigência que as dificuldades lhes pedem. Elas geralmente, comecam a definhar a tal ponto que se entregam, desistem mesmo por pouco. Não enxergam o óbvio, que é o fato da vida prosseguir. Essas pessoas, simplesmente, se sentem aprisionadas, desmotivadas e incapacidades diante daquilo que não conseguem lidar.
É importante ressaltar que todos nós temos problemas, mas não devemos deixar que eles nos domine a ponto de esquecer quem somos, pelo contrário, devemos sempre reagir a situações que nos prendem com respostas inteligentes.
A questão central do que estou dizendo é “você consegue sair de qualquer situação se for coerente consigo mesmo diante do que deseja”. Se for uma pessoa sem comprometimento diante do que faz, logo se deixará abater pelas dificuldades. A resposta maior de tudo aquilo que a vida nos pede, é que sejamos capazes de vencer cada obstáculos. A gente precisa acabar com esse pensamento infantil de que as coisas vêm de graça, ou que alguém faça por nós aqui que nós cabe. Não, cada pessoa é respinsável por sua vida e por tudo aquilo que produz.
Nós temos a capacidade de reformular a vida , os planos, mudar de rota, se reinventar. Só não pode é adotar o vitimismo como causa maior. Nunca devemos dizer coisas como ” eu não posso”, pode. Cadê a confiança em si mesmo? Nós podemos lidar com uma multiplicidade de problemas, amores, perdas, e tudo ao mesmo tempo, mas, nunca esquecer de nós, de quem somos.
É preciso saber lidar com as questões, sem deixar que elas definam a nossa forma de agir. Podemos sempre tolerar cada manifesto da vida, mas não nos deixarmos ser dominados por ela. Existe uma frase do Henri Bergson que diz: ” Escolher é excluir “. Saiba escolher. Eu sempre acho que é importante escolher, mas não se exclua da sua própria vida, não se alongue de quem você é por conta de nada, ou de ninguém. A situação não está boa? Foco, você consegue. Eu Marii, poderia namorar o MAR nesse instante, mas muita coisa me afasta dele. Porém, quem disse que não temos um ao outro? Eu consigo escutar o barulho das ondas vindo para na beira da praia, o vento tocar a minha pele. Entendeu o que eu quis te dizer com isso? “Equilíbrio emocional”. Eu poderia sentir uma angústia tremenda por não conseguir completar o meu desejo, mas consigo driblar qualquer dificuldade que me impeça de ter as minhas próprias certezas. Acredite na sua capacidade.
” Para uma mulher conseguir sair da situação de violência, ela precisa ter muita força. A violência até permite a vítima dialogar com ela mesma. Mas, não esquecer os horrores que sofreu na mão de seu agressor. “
O ” jeitinho brasileiro ” ou a chamada ‘malandragem’ pode-se assim dizer, sempre serviu para causar ruína na sociedade. A corrupção é algo que ganha fôlego no nosso meio há séculos. É difícil de acabar? É. Ora, a conduta humana advém da nossa psique. Se recebo uma boa educação, provavelmente, terei uma grande dificuldade de ‘ aceitar aquilo que não anda em consonância com o meu caráter, ou com as coisas que entendo que não seriam boas para a maioria. Acontece que, a corrupção de modo geral, ela dilacera os sonhos dos mais pobres. Mais, ela causa ” angústia ” naquelas pessoas que ficam intrigadas com o seus resultados.
A corrupção é uma escolha ( às vezes forçada), mas não deixa ser um ato consciente. Imagine, se no trabalho, um empregado é convidado a participar de um esquema de desvio de verbas, e se negar, pode perder o emprego (lembrando que, ele tem família para sustentar). Neste caso, pesa a família. Então, eu pergunto o que ele faz? 90% de chances ele tem de participar do ato. Como disse no início do texto, a corrupção, ela se faz presente em todos os lugares. Infelizmente, não se pode condenar um ato que acontece na escala Federal, sem pensar naquela que acontece dentro de casa, nas compras do supermercado, no trânsito, na imprensa. Sim, existe uma imprensa corrupta. Nas empresas, como no exemplo citado. Isso sem deixar de falar no modelo de corrupção que tem as suas raízes cravadas na burguesia, e que reflete exatamente esse desequilíbrio em relação aos critérios de poder, ou seja, de quem leva vantagem em tudo. Claro, eu também não poderia esquecer da malandragem política. Lá sim, é que muitas vezes se deixa de questionar o porquê das coisas que acontecem fora da normalidade.
Eu acredito que tudo é muito lucrativo no Brasil. Isso vai desde quem usa desse crime para se promover, até de quem deixa de cobrar por explicações. Veja, é natural que todos os países sofram desse mal. Incomoda? Sim. Existe uma parte da sociedade que se preocupa com esse comportamento que não é ético. Ora, existem indivíduos que desviam fortunas, enquanto o tratabador vive pelo ” arroz e feijão “. Há culpa em quem desvia? Se tem, certamente, é muito pouca.
De um lado, tem- se aquele que não se arrependem de seus atos, e do outro, o sujeito que entrega tudo por não saber reivindicar os seus direitos. Por que há tanta reincidência por exemplo para quem comete algum tipo de crime no país ? Será que é porque é bom, é compensador? Não. Esse problema dar-se pelo fato de que, isso tenha se tornado uma prática habitual. Se não existe arrependimento, não há culpa. Logo eu aceito essa conduta como natural .
No Brasil, o que há de crimes de colarinho branco, revela a falta de ética do brasileiro. ” Farinha pouca, é o meu pirão “, não se discute. Na boa? Pirão mesmo, come o pobre que depende de de uma ” Bolsa família ” ( que foi um acerto de alguns governos), mas isso não serve como um prêmio de consolação. Se falta valores aos criminosos, é uma pena. Na verdade , é uma ojeriza o que fazem com o pobre. Olhem no rosto de um pobre que vocês verão o que traduz o que estou dizendo.
O Brasil é um país maravilhoso, rico e que tem inúmeras possibilidades de crescimento, tanto na horizontal quanto na vertical. Mas, a cada geração, muda-se o cenário, porque os atores dão continuidada aos problemas que são velhos, ou seja, vivemos em conflito com a ideias ” aparentemente” sem resultados, sem desenvolvimento. Esse é um modelo que precisa se reinventar. Agora, eu imagino que dentro de tudo aquilo que nos resta, também tenha um país fascinante. Então acredito que: “De um lado, se observa que há um país carcomido por ideais de seus algozes, uma gente que renuncia a própria índole em troca de ambição. E do outro, quem acredita na imagem de um novo país, embora nem tão novo, mas, uma imagem de pessoas que refletem acerca de suas dores, de seus problemas e tudo mais. É uma gente que teima em resistir diante de si mesma” e que não abre mão de seus direitos, mesmo diante daquilo que lhes oprime. Esse é o meu país que se atreve diante da malandragem.
O comportamento humano, as relações sociais ao longo dos séculos tem mudado muito. O ser humano tem criado novos hábitos para suprir as suas necessidades. Alguns hábitos são vistos como bons, principalmente, quando se trata do lado profissional, porque faz com que cada pessoa trabalhe mecanismos da própria inteligência. E o que temos visto é isso, digo ‘ pessoas investindo pesado na arte de se superar” de procurar melhorar, evoluir como pessoa. Alguns evoluem tanto que encantam por palavras e gestos, já tem outros que só pensam no seu bem-estar. E quem pensa dessa forma, costuma ser seletivo.
A seletividade é algo muito presente no modelo pós-moderno, seja em traços que traduzem essa forma de pensar, de se relacionar com pessoas, ou na sua maneira de produzir. Eu acredito que a busca do ser humano é sempre pela excelência. Você vê o quanto temos melhorado de quatro décadas para cá? Muita coisa boa temos visto. Na arte da conquista por exemplo, muita coisa foi modificada, mas vale dizer também que as relações estão cada vez mais fugazes. As pessoas se conhecem hoje e podem ficarem juntas uma noite, uma semana, um mês ou quem sabe um pouco mais sem que isso, lhes traga alguma certeza de sustentar um compromisso. Elas podem estar juntas para suprimir uma carência, ou um prazer momentâneo, mas, não têm a capacidade de construir bases sólidas nesse modelo de relação. É o que o Zigmunt Batman costuma chamar categoricamente de amor líquido, ou neste caso, relações líquidas, posso assim descrever. É uma situação onde muita gente costuma cair sem certas armadilhas. Aquela história de que” Não era amor, mas cilada” ( Moleijo) poderia ser muito bem encaixada nessa situação. Mas, acho que só é cilada quando não conhecemos, quando se tem uma noção por mínima do que seja, é autoengano.
É importante falar das relações internacionais, analisando o comportamento do outro, a forma de como ele se expressa, aborda, busca, vende uma ideia para saber interpretar isso sem depois ficar asfixiada com a ideia de ingenuidade de quem queria um momentâneo de prazer. Na vida é preciso entender que: ” Quem vem por sexo, vai embora por conta dele.” Esse detalhde dentro das relações que envolvem namoro, relacionamentos até duradouro diria, é fácil de entender. É tão fácil como o ar que se respira. A pessoa estar com você e ela não demonstra nenhum tipo de empatia, interesse além da cama, é bom abordar de maneira inteligente o que o outro quer, ou aquilo que você deseja descobrir nele. O que não pode alimentar é o autoengano “o coitadinho” depois de nada adiantar. Entenda: Se a outra pessoa deixou tudo muito claro, e você concordou com ela, tudo bem. Se é o que você também quer, não tem porque alegar qualquer transtorno a sua saúde psíquica num momento posterior. Se você quer sexo, e a outra pessoa também, viva esse momento. Mas, se você quer algo sério, e o outro te deixa na incerteza, é bom não esperar nada de quem não nos acrescenta valor algum.
O pilar de qualquer relação é o que as pessoas fazem para estarem juntas. Transar por transar, isso acontece a todo momento. Mas, o que você não pode é ser essa válvula de escape de ninguém . Quem quer construir algo serio com você deixará tudo muito bem definido. Agora, se duas pessoas não são capazes de construir bons alicerces, não há entrega na relação. Há o prazer momentâneo. É esse detalhe que você precisa enxergar. Portanto, ao construir uma relação com alguém,ãnão fique não incerteza da superficialidade. Você tem que buscar o que vai além do prazer.
O século XXI deveria ser o do prazer , mas o que temos visto é situações que muito se alonga disso. Talvez, pela própria liberdade e também por essa ausência de certas obrigações, o amor esteja passando por um estado de escassez. Exaustos de muitas regras, as pessoas querem viver de forma intensa, porém, com pouco comprometimento. Se deslumbram no papel de eternos aprendizes, mas, escolhem o raso por ser um método mais fácil de conseguir o que desejam viver no momento .
” Quem vem pelo sexo, vai pelo sexo.”
” Eu não tenho sorte nos meus relacionamentos”. Eu te digo uma coisa: ” relacionamento não é uma loteria. Não se trata de sorte. Você não joga hoje, e amanhece milionário no amor amanhã. Pelo contrário, relacionamento requer maturidade e muita dedicação…” Marii.
. Reformule a sua forma de se envolver
” Não aprender a interpretar os seus sentimentos, é deixar que o outro escolha o melhor, mas, o melhor pra ele, não pra você .
Mário de Andrade. Poema da Amiga.IV. Literatura Comentada. Editora Nova Cultural. Textos publicados sob licença de Carlos Augusto de Andrade Camargo. São Paulo, 1990
” Não espere a queda para se lembrar do valor de um conselho. Às vezes, só depois que caímos é que lembramos que o silêncio é sempre interrogativo…
Reconhecer o que é verdadeiro faz parte da essência de cada ser humano. Portanto, lembre-se: o contrário, nunca pode exceder, aquilo que nos é legítimo.”
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