“Autoconhecimento” – é a palavra que nos ajuda a traduzir o nosso ‘estar no mundo’. Quando você consegue identificar claro – a ideia dessa alienação que temos sobre nós mesmos na maioria das vezes, digo do que você se submete: riscos, causas impossíveis ( às vezes na cabeça da mulher é ter um amor) para completar essa ideia de felicidade que temos de acreditar e reconhecer como o fator mais importante de estarmos no mundo, você consegue produzir respostas que, em geral, te fazem ancorar numa realidade diferente, muitas vezes de um pensamento ingênuo que antes, se alimentava. Então, o Autoconhecimento, ele nos ajuda considerar o que há nas nossas inquietações, e buscar o nosso bem-estar pessoal. Nas situações de violência, é o nosso principal aliado contra essa displicência muitas vezes que há de nossa parte, do nosso pouco conhecimento, vou dizer assim. Além disso, ele é quem provoca o divórcio de nossas lutas complicadas, difíceis e garante o sucesso em todo o nosso percurso numa vida inteira.
Quantas mulheres não são importunadas na rua por conta de cantadas ofensivas? Muitas. Se a mulher estiver com uma roupa curta e passar num ambiente aonde tenha vários homens, certamente, ela irá sofrer assédio. Os locais públicos são criadouros do nosso velho e conhecido machismo.
Ao longos dos séculos, perpetuo-se a idéia de que mulheres que andam com roupas curtas teriam menos valor do que aquelas que estivessem vestidos de forma decente. Isso representava uma forma do homem ter controle sobre a mulher, digo ” da sua forma de vestir, e se comportar socialmente”. A verdade é única: muitas atrocidades foram cometidas em nome dos ‘bons costumes’. Estando a mulher vestida de forma inapropriada ou não, ela sempre sofreu por conta de ‘ pré-conceitos carregados de adjetivos pejorativos. Muito se justificou e, ainda se justifica em relação ao tamanho de sua roupa. Alguns “centímetros” deixariam as mulheres mais vulneráveis a ser agredidas verbal e fisicamente. Inclusive, até passar por situações de violência sexual porque estas, não estariam sendo dignas de respeito. O que é visto como um absurdo, porque uma roupa não define quem somos, ou ainda revela a nossa posição na sociedade.
Um ” dos” grandes problemas que temos hoje, por conta desse resquício de machismo é a violência. Muito ainda se justifica em nome de hábitos criados outrora. Veja: hábitos criados aí para atender o interesse de um grupo, mas que se espalhou no mundo maculando a imagem da mulher na nossa sociedade.
Nada justifica as barbaridades criadas em cima de conceitos que produzem duras penas a mulher. É comum por exemplo, se ouvir coisas como: ” A mulher é estuprada culpa da sua roupa. A mulher é espancada culpa da sua permissividade” ( Miranda Wa)- Pensador.com. Será? Pensemos primeiro na violência e na forma de controle que chegaremos a uma resposta mais satisfatória. E quando uma mulher bem vestida também sofre assédio? Quando ela é estuprada? Mais ainda, quando ela anda com roupas longas e vive sempre dentro de casa? Se ela sofre uma violência sexual de quem é a culpa? Ora, a sociedade tem que parar de por ” panos quentes ” em questões antigas para tenta, e assumir a sua culpa por projetar seus monstros. A violência, o estupro ou a barbárie, nunca foram situações onde a mulher possa ser culpabilizada por seus resultados. Há perdas, renúncias e uma série de situações que nos deixam em condições desfavoráveis.
O fato que caracteriza a violência é o ódio pela mulher. Este, nutrido há séculos . Vamos trabalhar a coisa de um jeito que provoque inquietude e faça as pessoas pensar de modo, a construir consciência, a reflexão que de fato cabe ao assunto.
Nós não podemos sacralizar pensamentos arcaidos, para não levar adiante os mesmos erros , ou cometê-los na intenção de justificar a violência.
” Durante muitos anos, nos fizeram acreditar que nós mulheres, eram culpadas por ser estupradas por usar roupas curtas. Ou seja, nos impuseram o medo como forma de controle. “
Essa foi a forma mais injusta de negociar conosco. A violência é uma realidade. O assédio devem ser enfrentado todos os dias. Ora, estranho é cativar quem de forma ingênua nutri o respeito por quem pratica esses atos. Em todos os lugares sofremos assédio , seja como diarista, secretária, como a empresária do ano. Na rua ou em casa, ou seja, em todos lugares. Todavia, não justifica a violência.
Cada vez mais tenho me perguntado para onde estamos caminhando? A humanidade tem perdido a sua essência que é justamente, mostrar “humanidade” em seus atos e ações. A priori, pode parecer complexo o que estou dizendo, mas estamos decrescendo, ficando empobrecidos, instável quanto mostrar quem realmente somos. Estamos havendo diante da era, onde um não reconhece o outro.
Eu Marii, imagino que daqui há algumas décadas a mais, vamos andar na rua, e nos deparar com vários ” bonecos de cera”. A grande pergunta que faço é: ” Por que a preocupação de tantos rostos esticados? Como anda funcionando a mente humana? Sim, porque é ilógico transcender o limite do tempo. Estamos incentivando a criação de um grupo de pessoas infelizes com a própria aparência, a abastecer clínicas de estéticas, ou mesmo, fazer valer o que de fato são, por suas roupas de grifes famosas. Há pessoas que você olha e indentifica o quanto vale. Claro é um ” outdoor ” a etiqueta da roupa. Sim, quanto mais cara , ela se torna ideal para ser a sua “segunda pele”. E por falar em pele, o que tem sustentando tantas por aí? Há pessoas, que não podem esticar mais um centímetro do lhe é natural. Lamentável.
Você olha a pessoa e diz: ” Meu Deus!” Me mantenha lúcida sempre. Pois do contrário, deixo de nutrir algumas qualidades que acredito que são mais importantes para a humanidade, coisas como: autoconfiança, sensibilidade, a necessidade de inclusão de aceitar as pessoas naturalmente, sem dizer que são ” menos bonitas”. Nós como pessoas, somos bonitas por um conjunto de valores, não necessariamente, pela aparência. Toda vez que vejo uma pessoa que exagera em procedimentos estéticos, sei que ela está querendo promover o contrário do que realmente é. Eu não sou contra por exemplo, que você queira melhorar um detalhe do seu rosto, do seu corpo etc. Eu só me preocupo com a falta de coerência da pessoa com ela mesma. Chega um tempo que ela fica ‘ artificial ‘. Você olha a pessoa e identifica de cara que é ” casca”. Que ser humano nenhum é daquele jeito.
Todos nós temos alguma insatisfação com o corpo que bloqueia, que nos trava, às vezes até impede de sermos mais extrovertidos. Mas, existem inúmeras formas de se compensar esse detalhe. O que nos destaca como pessoa, indivíduos um diferente do outro, são claro, traços diferenciados, a forma de pensar, se vestir e o mais importante, usar o raciocínio, a serenidade, a produção de respostas diferenciadas, a racionalidade humana, compreende? E quando valorizamos o lado externo, a gente perde o essencial que é o fruto de toda essa interpretação, ou seja, esse show de lucidez.
Freud, Einstein se vivo fossem, se apequenariam diante do Novo. Às suas explicações serviram para as suas épocas, e muito da herança deles, digo o que deixaram, contribuiu em forma de conhecimento a todos nós. Mas, o mundo vive em constante evolução. Precisamos mais do que nunca de pessoas que mais uma vez,assim como eles, sejam capazes de decifrar alguns códigos da inteligência humana, das falhas que lança o indivíduo a essa nova expectativa que ultrapassa limites ilogicos.
Se Freud e Einstein também tiveram insucesso como grandes pensadores, é possível constatar que o trabalho inteiro de também psicólogos, sociólogos e até filósofos construindo conceitos sobre a humanidade e suas necessidades só tiveram validade lá atrás. Hoje, o núcleo de necessidades, e insatisfações humanas são outros. Na atualidade, como tudo se conectar e transforma numa rapidez, a sociedade que se mostra imperfeita, revela quer novas respostas. Pense comigo: se a ideia é frustrar o outro, mas fazer algo que me deixa bonito ( a) é com a imagem de perfeição. Então é esse detalhe que me decifra, o resto é acúmulo de conhecimento pretérito.
O que está acontecendo com a humanidade? Vamos amanhã brincar com os nossos netinhos também em formato de bonecos cera? Eu ironizo a situação para que você possa pensar porque, porque a humildade tem caminhado para o outro lado daquilo que somos. Cada vez mais alienados, nos asfixiamos aos poucos.
” Com base no cunhadismo se estabelecem criatórios de gente mestiça nos focos onde náufragos e degredados se assentaram. Primeiro, junto com os índios nas aldeias, quando adotam seus costumes, vivendo como eles, furado os beiços e as orelhas e até participando dos cerimoniais antropofagicos, comendo gente. Então aprenderam a língua e se familiarizaram com a cultura indígena. Muitos gostaram tanto que deixaram-se ficar na boa vida de índios, amistosos e úteis. Outros formaram unidades apartadas das aldeias, compostas por eles, suas multiplas mulheres índias, seus numerosos filhos, sempre em contato com a intocável parentelas delas. A sobrevivência era garantida pelos índios, de forma quase idêntica à deles mesmo. Viabilizar-se, porém, uma atividade alternativa nocivo, a economia mercantil, capaz de operar como agência civilizatória pela intermediação do escambo, artigos europeus pelas mercadorias da terra.”
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