Um último esforço de concentração morre no meu peito de homem enforcado.
Tenho no meu quarto manequins corcundas onde me reproduzo
e me contemplo em silêncio.
João Cabral de Melo Neto. Os manequins. Literatura brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. William Cereja/ Thereza Cochar. 5.ed reform. São Paulo: Atual, 2013
É comum o ser humano sempre procuraria ir direto ao ponto, ou seja, conquistar o que ele deseja através das extremidades. Raramente, ele começa sendo verdadeiro. Seria o homem um mero contemplados da verdade? Ou aqui, cabe o que diz em Gênesis? ” Os últimos serão os primeiros?”
O homem pode admirar a sabedoria, mas nem sempre sabe lidar com ela, visto que, este, seria capaz de se perder dentro de suas próprias construções, dilemas, fala, necessidades doentia e tudo aquilo que é fruto de suas necessidades.
Nós temos a tendência a querer desejar o verdadeiro, mas priorizamos o superficial. O superficial não trás nenhuma garantia, e por não trazer garantia e a consciência necessária, também não trás nenhum sopro resignado. Diante de tamanha descoberta, todos nós, nos assumimos pequenos diante de uma estupidez extrema, capazes de questionar o nosso próprio valor.
É na reflexão, na correção, na exigência interior que essa frase citada no início do texto tem valor ” os últimos serão os primeiros.” E, por ser “os primeiros…”, nos tornamos nus diante de nossa própria verdade.
” O sacrifício é sempre sobre a própria estupidez “. Esta, é reconhecida como uma característica da personalidade humana.
Quando nos percebemos diante do desconforto, e muitas vezes, em caminhos da própria solidão que nos mesmos procuramos, é que se tem condições de pesar o que é verdadeiro e aquilo que jamais agregaríamos valor no último minuto de nossas vidas.
Todas as pessoas desejam construir boas relações, ser o centro das atenções, falar bem, controlar o comportamento do outro. Veja que absurdo, até no amor pecamos por querer este, sem cuidar […]. É a velha obsessão insana do homem pelo poder. Mas, pouco sabe ele que é escravo dos seus desejos, e para realizá-lo, irá “se perder dentro seus seus próprios labirintos”. Um coração aliado a pensamentos falsos é capaz de fazer ruínas na vida de uma pessoa.
[…]
Só após muito sofrer é que ela aprende a lidar com as suas demandas emocionais, as suas verdades. Assim, aprende também que mesmo os caminhos internos são longínquos, e que só encontramos o início deste, a medida que colocamos a verdade diante dele. Quando você expõe as suas verdades a si mesmo, aprende que tudo que permanece após isso, é ” consciência “. Profundo, não? Sim, mas o intuito é buscar essa reflexão. “Os primeiros serão os últimos”. O universo pode ter sido todo construído, e as estrelas acrescentadas depois. Tudo segue uma ordem, você já parou para se perguntar o porquê de tudo isso? As estrelas para nos permitir contemplar as belezas nas noites escuras, bem como o resultado de toda criação. Acredite: a luta é contra aquilo que vem para nós como resistência. A sabedoria ocorre no poder de descobrir todas essas coisas.
” A doçura não é um sacrifício humano. Ninguém perde por ser bom, atencioso e nobre. A doçura é somente um modo de olhar sobre si mesmo, sobre a sua própria consciência. Quanto mais verdadeiros, mais sacralizamos os pensamentos e as nossas intenções. “
O homem se adaptou ao meio ambiente e criou modos de vida diferentes.A urbanização contribuiu para uniformizar os brasileiros, sem eliminar suas diferenças.
Fala-se em todo o país uma mesma língua, só diferenciada por sotaques regionais. Mais do que uma simples etnia, o Brasil é um povo nação, assentado num território próprio para nele viver seu destino. “
Darcy Ribeiro. O Povo Brasileiro/ A formação e o sentido do Brasil. 3 edição. São Paulo, 2015
Questões modernas para problemas antigos que só se multiplicam, e fazem com que os casais percam tempo tentando se encaixar em relaçãoque que não há reciprocidade. Como descrever a falta de desinteresse do outro ? Especialistas em relacionamentos afirmam que quanto maior for a “ausência “, maior será o interesse de uma pessoa por você. Essa questão, certamente, se vista só por um lado, dará um dossiê do que a atualidade anda discutindo a respeito da definição de conquista amorosa na sociedade pós-moderna. Mas, o que será que tenho que fazer, ou de repente, como me comportar para chamar a atenção do outro ?
A priori, essa resposta é simplesmente: você não precisa fazer nada! Provocar alguém com joguinhos de desinteresse pode contribuir para que de fato, aconteça justamente o que você espera, ou seja, perca o interesse literalmente. Entenda, não há fórmula mágica para fazer alguém gostar de nós. Essa ação, ela tem que ser natural, e não surgir a partir de uma condição. O que faz uma pessoa parecer interessante, ou despertar uma paixão, na verdade, é um conjunto de coisas. Mas necessariamente, isso não parte do jogo de desinteresse. Para alguém gostar de você é preciso haver um valor que ela irá conseguir enxergar internamente, ao invés de olhar só para os seus atributos. Essa informacão, tem relação com um conjunto de fatos que a memória registra automaticamente. Quer um exemplo? O charme, o sorriso, a conversa, a postura da pessoa em relação a determinadas situações é algo que conta bastante. Outro detalhe importante e que não pode faltar, é a pessoa construir uma estrutura de autenticidade, coisas como, afeto, admiração, diálogo, o sentimento de igualdade. Não adianta eu força para que as coisas aconteçam de outra maneira fácil. Podem até acontecer, claro. Mas neste caso, não agrega valor. O principal numa relação é o valor – que cada um desperta no outro. É esse detalhe que solidifica, e transforma uma realidade e faz desta, uma via capaz de conduzir o outro até você. Neste caso, a relação terá menos possibilidade de fracassar, porque os valores sobressaem as dificuldades.
Aqui, digo: ” não adianta definir mil ” fórmulas magicas ” para fazer duas pessoas ficarem juntas, sendo que estas, não têm ndições de manter uma relação saudável. Neste caso,é preciso que o jogo da conquista seja trabalhado olhando o lado da autenticidade dessa relação, pous do contrário, estará fadada ao fracasso. É preciso existir sintonia, ao invés de hipocrisia, ou mesmo no último caso, forcação de barra. Às vezes, quando você ultrapassar limites, o desinteresse é automático. O que passa realmente dentro de uma relação é a maneira verdadeira de como as pessoas se relacionam. Se os pilares estiverem fortalecidos no amor, no carinho, no respeito mútuo, haverá uma grande possibilidade desse casal construir uma bela história de amor.
O Jogo do desinteresse não funciona?
Funciona e bem, no primeiro momento. Às vezes, essas brincadeira de ” prende e solta”, causa grande expectativa no outro, como disse ” são reações que provoca soluções na sociedade moderna. Mas, que não define a segurança uma relação.” [ Marii Freire], deve ser por isso que haja tanta gente ferida, vivendo as suas crises sem saber o que de fato vivem.
A questão central desse problema é: na sua relação, houve um encontro natural? A outra pessoa e você sentiram o mesmo equilíbrio emocional? ou você vive mais uma situação de angústia quando pensa no outro? As pessoas escolhem umas as outras pela questão do afeto, não é sexo. Muita gente vai atrás de sexo querendo afeto, e podemos considerar que neste caso, as relações não se solidifica.
Os próprios especialistas em comportamento, estão deixando a desejar quando não consideram de fato, essa questão. ” Conheci um cara hoje, saí, transei, e amanhã, quero ficar”. Não rola, ou rola…por um curto período de tempo, só que o ato em si, não culmina para aquilo que permite construir um valor a respeito daquela pessoa que quero estar. Não evoluiu para a possibilidade da construção do que sucede aquele ato levado em conta por um momento, para preencher as necessidades voltas ao sexo? Então, as expectativas não se prolongam, uma vez que o valor depositado nessa relação é mínimo. Como disse, precisa de algo a mais para ela se solidificar.
O que expressa ou o que fortifica uma relação para que ela seja duradoura, como disse, são laços expressivos de reconhecimento daquilo que os dois desejam em comum, sensibilidade, amor, respeito, proteção e outros. É esse detalhe fortificar essa relação com o passar dos dias.
” Se não nos unirmos a nossos irmãos e irmãs indígenas na luta urgente para salvar o planeta, todos os nossos movimentos por justiça e liberdade terão sido em vão. “
” Solução melhor é não enlouquecer mais do que já enlouquecemos, não por virtude, mas por cálculo. Controlar essa loucura razoável: se formos razoavelmente loucos não precisaremos desses sanatórios porque é sabido que os saudáveis não entendem muito de loucura. O jeito é se virar em casa mesmo, sem testemunhas estranhas. Sem despesas.
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