A felicidade é algo que depende de uma multiplicidade de condições, e eu diria mesmo que o que causa a fragilidade é frágil, porque, por exemplo, no amor de uma pessoa, se essa pessoa morre, ou vai embora, cai-se da felicidade à infelicidade. Em outras palavras, não se pode sonhar com uma felicidade contínua para a humanidade. “
Você é o que você faz. É o que veste, fala, exibe. Qual é o custo de tudo isso? É um custo alto. É a dessubjetivação no caso da apatia, o empobrecimento de quem é para aquilo que decidiu ser. Negar a própria realidade às vezes é um mecanismo que ao invés de trazer paz e bem-estar pessoal, pode gerar algumas noites de insônia. E aí você se pergunta por quê? … Por quê a falta de afeto, o excesso de agressividade de agressividade de algumas pessoas que você considera. Mais, diariamente você se olha diferente, e nem sempre se reconhece. E a causa maior do que estou falando é que ” os porquês ” são sempre tão presentes naquilo que pensa. Por que a minha família tem se mostrado mais rígida comigo? Por quê os momentos conturbados estão mais presentes em minha vida do que antes, se antes também não eram bons?! Qual é a minha falha? Ora, nós construímos e desconstruimos os nossos conceitos com muita facilidade. Alguns comportamentos e crenças nos paralisam, mas a sua última resposta é sempre resultado da pergunta anterior. Veja: Eu, você e todo resto da humanidade somos parte daquilo que projetamos.
A violência é uma realidade que precisa ser trabalhada diariamente. Apesar de não ser um fenômeno da Modernidade, e esse detalhe pode constatado através das guerras, onde sempre houveram “vencedores e vencidos”, é que, muito se considerar a dor de quem perdeu. A ênfase é dada a quem chorou e sobreviveu aos horrores, a dor, a perda e tudo mais. A guerras é um tipo de violência? Sim, porque há um poder se sobrepondo a outro. Só que não se contabiliza a vitória daqueles que vencem. Em outras palavras, é um triunfo que não ganha visibilidade; ganha aqueles que sofrem os abusos, ou seja, os que perdem.
E por falar em abuso, se você é mulher sabe o que significa a palavra ” abuso “. Ela tem ligação com perdas, destruição de valores e tudo aquilo que somos. E desde o seu consentimento, em geral, prevalece a vontade do outro, ou seja, de quem vence.
Segundo o portal: g1.globo.com a cada 3 minutos uma mulher é vítima da violência no Brasil, seja na forma sexual ou física por parte de seu parceiro. Esse é um resultado preocupante porque, além dos danos psicológicos e físicos obviamente, o resultado dessa violência também pesa nas contas públicas.
É preciso falar sobre as consequências desastrosas que esse problema trás. Da mesma forma, é necessário falar sobre relacionamentos abusivos; uma vez que este é, reconhecido como uma via para a violência contra a mulher
O começo de todo relacionamento abusivo é percebido, vamos deixar isso claro. Agora em nome do que se justifica como ” amor”, muitas vezes, se costuma dizer que ” não queremos enxergar” o que estava ali, desde o começo, mas, enxergamos de forma clara, o que não fazemos é admitir que isso possa acontecer conosco. Em geral, acontece com a vizinha, ou um desconhecido, mas, conosco, nunca. Ledo engano! Nós mulheres, mais do que nunca, precisamos nos responsabilizar para evitar viver situações que nos tornam reféns do medo.
É sabido que os números da violência têm aumentado significativamente, os casos de ( feminicídio) principalmente, embora as subnotificações não correspondam com a realidade, sabemos que o número de mortes de mulheres tem ganhado grande destaque na mídia nacional e servem para refletirmos acerca dessa realidade.
Não se deseja que mais mulheres morram na mão de seus algozes. Na verdade, o que se deseja é que essas mulheres possam identificar uma situação de violência e sair de um relacionamento abusivo o quanto antes.
Infelizmente, o Brasil bate um triste recorde de 5° país no ranking de mortes de mulheres. Tal realidade é muito triste, e faz com que essas mulheres, procurando “amor e proteção” morram nas mãos de seus companheiros, maridos e namorados. Cabe a nós, digo ” Eu e Você ” que trabalha para tentar diluir esses impactos negativos, alertar essas mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade.
Mulher seja responsável por lutar por você. Começou a namorar um homem procure enxergar o principal que é a forma dele agir. Se nos momentos de tensão, ele te deixa confusa, ou agride, tenha clareza que ele vai te bater, em algum momento ele vai bater. Evite levar esse relacionamento adiante porque depois que nascem os filhos, tudo se torna mais difícil. Se necessário, ouça o seu ” sexto sentido ” ou converse com alguém de sua confiança, e não entre em uma furada por conta de pensamentos iningênuos. Preste atenção no que você ignora no começo Em geral, são esses motivos que te incomoda no final da relação. Entenda que a razão do que você condena hoje, sempre esteve presente em todas as ocasiões que você permitiu.
“Autoconhecimento” – é a palavra que nos ajuda a traduzir o nosso ‘estar no mundo’. Quando você consegue identificar claro – a ideia dessa alienação que temos sobre nós mesmos na maioria das vezes, digo do que você se submete: riscos, causas impossíveis ( às vezes na cabeça da mulher é ter um amor) para completar essa ideia de felicidade que temos de acreditar e reconhecer como o fator mais importante de estarmos no mundo, você consegue produzir respostas que, em geral, te fazem ancorar numa realidade diferente, muitas vezes de um pensamento ingênuo que antes, se alimentava. Então, o Autoconhecimento, ele nos ajuda considerar o que há nas nossas inquietações, e buscar o nosso bem-estar pessoal. Nas situações de violência, é o nosso principal aliado contra essa displicência muitas vezes que há de nossa parte, do nosso pouco conhecimento, vou dizer assim. Além disso, ele é quem provoca o divórcio de nossas lutas complicadas, difíceis e garante o sucesso em todo o nosso percurso numa vida inteira.
Quantas mulheres não são importunadas na rua por conta de cantadas ofensivas? Muitas. Se a mulher estiver com uma roupa curta e passar num ambiente aonde tenha vários homens, certamente, ela irá sofrer assédio. Os locais públicos são criadouros do nosso velho e conhecido machismo.
Ao longos dos séculos, perpetuo-se a idéia de que mulheres que andam com roupas curtas teriam menos valor do que aquelas que estivessem vestidos de forma decente. Isso representava uma forma do homem ter controle sobre a mulher, digo ” da sua forma de vestir, e se comportar socialmente”. A verdade é única: muitas atrocidades foram cometidas em nome dos ‘bons costumes’. Estando a mulher vestida de forma inapropriada ou não, ela sempre sofreu por conta de ‘ pré-conceitos carregados de adjetivos pejorativos. Muito se justificou e, ainda se justifica em relação ao tamanho de sua roupa. Alguns “centímetros” deixariam as mulheres mais vulneráveis a ser agredidas verbal e fisicamente. Inclusive, até passar por situações de violência sexual porque estas, não estariam sendo dignas de respeito. O que é visto como um absurdo, porque uma roupa não define quem somos, ou ainda revela a nossa posição na sociedade.
Um ” dos” grandes problemas que temos hoje, por conta desse resquício de machismo é a violência. Muito ainda se justifica em nome de hábitos criados outrora. Veja: hábitos criados aí para atender o interesse de um grupo, mas que se espalhou no mundo maculando a imagem da mulher na nossa sociedade.
Nada justifica as barbaridades criadas em cima de conceitos que produzem duras penas a mulher. É comum por exemplo, se ouvir coisas como: ” A mulher é estuprada culpa da sua roupa. A mulher é espancada culpa da sua permissividade” ( Miranda Wa)- Pensador.com. Será? Pensemos primeiro na violência e na forma de controle que chegaremos a uma resposta mais satisfatória. E quando uma mulher bem vestida também sofre assédio? Quando ela é estuprada? Mais ainda, quando ela anda com roupas longas e vive sempre dentro de casa? Se ela sofre uma violência sexual de quem é a culpa? Ora, a sociedade tem que parar de por ” panos quentes ” em questões antigas para tenta, e assumir a sua culpa por projetar seus monstros. A violência, o estupro ou a barbárie, nunca foram situações onde a mulher possa ser culpabilizada por seus resultados. Há perdas, renúncias e uma série de situações que nos deixam em condições desfavoráveis.
O fato que caracteriza a violência é o ódio pela mulher. Este, nutrido há séculos . Vamos trabalhar a coisa de um jeito que provoque inquietude e faça as pessoas pensar de modo, a construir consciência, a reflexão que de fato cabe ao assunto.
Nós não podemos sacralizar pensamentos arcaidos, para não levar adiante os mesmos erros , ou cometê-los na intenção de justificar a violência.
” Durante muitos anos, nos fizeram acreditar que nós mulheres, eram culpadas por ser estupradas por usar roupas curtas. Ou seja, nos impuseram o medo como forma de controle. “
Essa foi a forma mais injusta de negociar conosco. A violência é uma realidade. O assédio devem ser enfrentado todos os dias. Ora, estranho é cativar quem de forma ingênua nutri o respeito por quem pratica esses atos. Em todos os lugares sofremos assédio , seja como diarista, secretária, como a empresária do ano. Na rua ou em casa, ou seja, em todos lugares. Todavia, não justifica a violência.
Cada vez mais tenho me perguntado para onde estamos caminhando? A humanidade tem perdido a sua essência que é justamente, mostrar “humanidade” em seus atos e ações. A priori, pode parecer complexo o que estou dizendo, mas estamos decrescendo, ficando empobrecidos, instável quanto mostrar quem realmente somos. Estamos havendo diante da era, onde um não reconhece o outro.
Eu Marii, imagino que daqui há algumas décadas a mais, vamos andar na rua, e nos deparar com vários ” bonecos de cera”. A grande pergunta que faço é: ” Por que a preocupação de tantos rostos esticados? Como anda funcionando a mente humana? Sim, porque é ilógico transcender o limite do tempo. Estamos incentivando a criação de um grupo de pessoas infelizes com a própria aparência, a abastecer clínicas de estéticas, ou mesmo, fazer valer o que de fato são, por suas roupas de grifes famosas. Há pessoas que você olha e indentifica o quanto vale. Claro é um ” outdoor ” a etiqueta da roupa. Sim, quanto mais cara , ela se torna ideal para ser a sua “segunda pele”. E por falar em pele, o que tem sustentando tantas por aí? Há pessoas, que não podem esticar mais um centímetro do lhe é natural. Lamentável.
Você olha a pessoa e diz: ” Meu Deus!” Me mantenha lúcida sempre. Pois do contrário, deixo de nutrir algumas qualidades que acredito que são mais importantes para a humanidade, coisas como: autoconfiança, sensibilidade, a necessidade de inclusão de aceitar as pessoas naturalmente, sem dizer que são ” menos bonitas”. Nós como pessoas, somos bonitas por um conjunto de valores, não necessariamente, pela aparência. Toda vez que vejo uma pessoa que exagera em procedimentos estéticos, sei que ela está querendo promover o contrário do que realmente é. Eu não sou contra por exemplo, que você queira melhorar um detalhe do seu rosto, do seu corpo etc. Eu só me preocupo com a falta de coerência da pessoa com ela mesma. Chega um tempo que ela fica ‘ artificial ‘. Você olha a pessoa e identifica de cara que é ” casca”. Que ser humano nenhum é daquele jeito.
Todos nós temos alguma insatisfação com o corpo que bloqueia, que nos trava, às vezes até impede de sermos mais extrovertidos. Mas, existem inúmeras formas de se compensar esse detalhe. O que nos destaca como pessoa, indivíduos um diferente do outro, são claro, traços diferenciados, a forma de pensar, se vestir e o mais importante, usar o raciocínio, a serenidade, a produção de respostas diferenciadas, a racionalidade humana, compreende? E quando valorizamos o lado externo, a gente perde o essencial que é o fruto de toda essa interpretação, ou seja, esse show de lucidez.
Freud, Einstein se vivo fossem, se apequenariam diante do Novo. Às suas explicações serviram para as suas épocas, e muito da herança deles, digo o que deixaram, contribuiu em forma de conhecimento a todos nós. Mas, o mundo vive em constante evolução. Precisamos mais do que nunca de pessoas que mais uma vez,assim como eles, sejam capazes de decifrar alguns códigos da inteligência humana, das falhas que lança o indivíduo a essa nova expectativa que ultrapassa limites ilogicos.
Se Freud e Einstein também tiveram insucesso como grandes pensadores, é possível constatar que o trabalho inteiro de também psicólogos, sociólogos e até filósofos construindo conceitos sobre a humanidade e suas necessidades só tiveram validade lá atrás. Hoje, o núcleo de necessidades, e insatisfações humanas são outros. Na atualidade, como tudo se conectar e transforma numa rapidez, a sociedade que se mostra imperfeita, revela quer novas respostas. Pense comigo: se a ideia é frustrar o outro, mas fazer algo que me deixa bonito ( a) é com a imagem de perfeição. Então é esse detalhe que me decifra, o resto é acúmulo de conhecimento pretérito.
O que está acontecendo com a humanidade? Vamos amanhã brincar com os nossos netinhos também em formato de bonecos cera? Eu ironizo a situação para que você possa pensar porque, porque a humildade tem caminhado para o outro lado daquilo que somos. Cada vez mais alienados, nos asfixiamos aos poucos.
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