Desejo a todos um dia de paz, e aproximação às nossas certezas. Que 3stas, transforem a escuridão de nossos medos em vontade. Vontade de vencer qualquer escolha e decisão que abandone o descaso do nosso cotidiano.
26 de agosto é o Dia Internacional da Igualdade Feminina. A data é um marco na história na luta pelos entre homem X mulher, principalmente, em relação a diminuição de diferenças. A passagem da data também relembra a importância de se discutir ações e debates que sirvam para alcançar a equidade em diferentes espaços da sociedade.
Somando-de a isso, vamos lembrar de alguns acontecimentos importantes na trajetória da mulher na luta por direitos.
É sabido que a mulher muito avançou ao longo da história em relação a conquista pelos seus direitos, principalmente, após o voto feminino em 1932. Porém, esse fato só se tornou uma realidade em 1934, no governo de Getúlio Vargas, foi que o voto passou a ser previsto na Constituição Federal. A partir disso, a mulher se sentiu muito mais segura, tendo inclusive participação na vida pública, onde ela passou a exercer cargos na política, ou seja, a igualdade de direitos pelo que vimos é recente, porque se você considerar, a maioria absoluta desses espaço ainda são preenchidos por homens.
. Mercado de Trabalho
Essa foi uma vitória importante, mas ainda há grandes lacunas que devem ser preenchidas. Não basta ter avançado, é preciso que os direitos sejam garantidos.
Segundos estudos da Bain & Company, apenas 3% das mulheres no Brasil ocupam cargos de liderança (https://cashme.com.br>blog). É para se pensar, como na prática, esses direitos sofrem uma certa limitação, ou seja, a mulher ainda ocupa uma parcela muito pequena nesses espaços.
Outra reflexão importante que se faz em relação a mulher, é que os cargos alta gerência são ocupados, segundo um levantamento da Hays Executive por mulheres com idade acima de 50 anos, onde um homem é capaz de exercer a mesma função com 40 anos, ou seja, além de uma injustiça para com a mulher, também é um reconhecimento tardio por sua capacidade.
Homens e mulheres podem desenvolver as mesmas funções numa empresa. Mas, a mulher ganha até 30% a menos. Outra realidade que deixa todas nós numa situação de desvantagem .
Você observa que a mulher, além de exercer, papel de mãe e dona de casa, e ainda trabalha fora, ela não tem o devido reconhecimento no que enfrenta quanto essa realidade? Exatamente, a mulher tem uma jornada dupla, e até tripla, mas se constata que ainda tem muito a desejar; uma vez que os seus direitos têm sido feridos Constitucionalmente.
. Violênciacontra a mulher
Esse é um grande problema que a mulher enfrenta. Além do assédio no trabalho, ela sofre abusos em casa, passa por situações de violência, e tem que se manter firme diante de seu propósito.
Mas falemos em coisas significativas a essa mulher que é a Lei Maria da Penha. De fato essa foi uma grande conquista. A Lei n°- (11.340/ 2006 ), lei Maria da Penha tem resguarda a mulher dessa brutalidade que é a violência doméstica. Hoje por exemplo, vemos as vítimas desse grave problema social ( violência) mais ativa, ou seja, denunciando o agressor. É preciso ressaltar que essa mulher que é vítima violência tem sim, quebrado o silêncio. Portanto, vale dizer ” fale” não tenha medo
Dentre os muitos caminhos, a mulher tem trilhado rumo a própria vitória. Tem se visto posturas diferentes, inclusive compostas de acertos, outras com a vontade de acertar. porém, a história não se finda aqui. Essa mulher precisa se fazer cada vez mais presente nos espaços públicos, assim assumindo o seu papel de dona de sua trajetória. Quando se fala em ganhos, se observa que esses ganhos são em pequenos espaços, não no todo. Ao contrário, essa mulher expressar cada vez mais a sua vontade para a construção do que ela deseja. Há muito para ser alcançado dentro de casa, no trabalho, na escola, que também é um lugar onde se sente a falta dessa mulher, devido a limitação do marido.
Conforme informações do Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa o 92° lugar em relação a desigualdade de gênero. Sinal de que temos um longo caminho a ser percorrido.
” O lobo pode até mudar de pele” mas ele não vira cordeiro.
Marii Freire Pereira
Se ao se relacionar com um homem, a mulher deixa passar pequenas situações por entender como “inconveniente” chamar atenção da pessoa que ela gosta para tentar corrigir, ou seja, dizer que a forma desse homem agir não é algo bom, em se tratando de comportamento, é muito provável que ao estabelecer uma relação mais profunda com esse homem, a mulher venha sofrer maus-tratos.
Essa falta de percepção no início, aliás, falta de diálogo – é algo que futuramente, vá cooperar para um cenário gerador de angústia. Sim, a falta de equilíbrio emocional, afeta diretamente a boa relação do casal. É bom reafirmar que pequenos detalhes podem ser corridos no início, e não deixar que estes, virem motivos para o desgaste daquela relação futuramente.
O fato é que a maioria dos casais não veem ou não conversam sobre essa situação no início, e as incertezas é algo que sempre irá se fazer presentes naquela relação devido não se ter dado a importância necessária no momento correto. Por que estou falando isso? Porque por amor, a mulher passa a tolerar todas as coisas erradas que esse homem faz, ou seja, sabendo que é dono dele mesmo, esse homem começa a testar a capacidade dessa mulher. Ele a humilha, deprecia a sua imagem, faz comparações com outras mulheres ” busca o referencial” é cada vez mais intenso nas cobranças em relação a companheira. Ela por sua vez, não toma uma atitude contínua de corrigir a falta de respeito, e assim nascem as situações de abusos mais comuns dentro das relações.
É fácil perceber toda uma situação de abuso. Muitas vezes, quem não identifica isso é a própria mulher. É inclusive, comum ela aceitar como ” brincadeiras do marido, companheiro ou namorado. Tudo começa através de pequenas aberturas. São situações mínimas que com o tempo se avolumam. E quando a mulher desperta, já se configura como uma agressão, uma violência familiar.
A questão da violência que na maioria das veze a mulher não identifica, é algo simples que inclusive, trás referências paternas, ou seja, desde criança ela ouvia o pai, o irmão falar a respeito de outras mulheres , e que aquilo era normal, tanto que essas coisas foram se tornando comum no seu dia a dia dessa mulher. Como dito no texto, são delhes mínimos que fazem com a mulher passe a tolerar a violência, às vezes como uma situação normal. E sabemos que não é.
A questão é: devo aceitar? Não. A violência não deve ser aceita em nenhuma situação. Eu sempre gosto de dizer ” não se negocia com a violência “. A violência pode nascer em qualquer ambiente, e a única constatação que se pode observar como algo certo é que, ela sempre evolui para morte. Se ela não te deixar como uma cadeirante, certamente, o seu resultado final é a morte. Infelizmente, não se pode esperar um resultado bom. Portanto, ao entrar de cabeça num relacionamento, seja mais observadora. Digo mais, não se encante pelo cão que você acha na floresta e leva pra sua casa; um dia ele se tornará adulto. Um lobo que trocará de pele e irá uivar, porque não é um cão, é um lobo, certo? ou seja, não foge a própria natureza. Entenda, no meio das ovelhas se bem nutrido, pode até brincar com elas, porém, um dia com fome, as devora. Portanto, o desafio de saber lidar com essa realidade é um dever seu.
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