A vida é um processo contínuo

A continuidade da vida é um bônus ou uma obrigação? É uma obrigação. O propósito do ser humano aqui, sem dúvida é perpetuar a espécie. Se de repente, há um compromentimento desse processo, ou seja, se tem um único indivíduo vivo de uma família, e por algum motivo ele não se casa ou tem alguma doença que o impeça de ter filhos, vê-se nessa situação um estreitamento desse processo biológico que no caso é encolher. Diante dessa situação específica, o que se nota, é a vida contestando o prolongamento de um processo natural. Nesse caso, a sorte costuma ser madrasta, e cabe os outros, multiplicar essa possibilidade que viver.

A vida tem uma finalidade, a finalidade de reproduzir.

Há quem veja esse lado da mãe com um bebê no colo por exemplo, com ar romântico, que trate esse processo com um certo afago, acrescentando belos adjetivos, mas a característica do ser humano em relação a esse propósito é reproduzir. A vida responde isso, dando continuidade aos seus processos. O ser humano precisa manter a espécie viva, e o único jeito é fazendo bebês. Com isso se costuma dizer que dentre as muitas maneiras de continuar aqui é se multiplicando – ” a vida é um jeito de não se perder pra morte”. Em outras palavras, todas as vezes que nasce um filho, eu não morro, porque as minhas informações permanecem viva nele. Este é, um critério que nos faz encontrar referências nessas explicações que acabam indo além do nosso entendimento. A vida por si só é um mistério que se traduz em muitas perguntas. E a mais comum é por que estamos aqui? Porque estamos dando continuidade a espécie. Temos uma natureza linda que oferece as condições necessárias para isso.

A natureza cumpre o seu papel que é acolher todos, digo ” todas as espécies ” e oferece condição não só para construir, mas também modificar a nossa história. E mais, nós nos diferenciamos dos outros animais pelo fato de pensar, de ter liberdade, de poder escolher. Necessariamente, o homem não age por instinto como os outros animais, só em momentos específicos. O homem ao contrário dos outros seres, vai se definindo por meio de obedecer regras. Aqui, se acolhe o famoso ” crescer e mutilplicar”. Mas não só isso, existem uma variedades de regras quando se vive em comunidades. Todavia, dentro de muitas normas, se observa que o homem é o único que por vergonha esconde o corpo, o sexo. Sim, mas, o prática escondido. Os animais não, praticar esse ato a qualquer momento diante de todos sem nenhum constrangimento ou culpa. O homem pela própria história, ele se arrepende de seus atos. Obedece o próprio instinto de sobrevivência, e difere com clareza o que lhe faz bem e mal.

Por natureza, o homem resiste a muitos processos, mas o maior deles é conseguir se manter vivo, pensando, usufruindo da liberdade e dando condição a existência da prole. “Cá pra nós ” a mulher é a maior responsável nisso. Desde Eva, essas informações genéticas, se mantém vivas graças a célula madre ( Eva), é através dela que a humanidade tem conseguido multiplicar os seus herdeiros no planeta. Vez ou outra, nasce um bebê dentro de família ou não. Aqui, necessariamente, quando se trata de prole, não se precisa constituir uma família, mas encontrar um parceiro que esteja aberto a possibilidade de procriar, e consequentemente, explodir em vida, ou seja, multiplicar cores, tamanhos, altura e tudo mais. É assim que muitas vezes, acabamos definido a vida.

A vida é feita de possibilidades, e tirando todos os acidentes, ela se faz de muitas maneiras. O homem é o único ser capaz de desejar o próprio gozo. Através dele se tem a possibilidade de nascer; e é nascendo que temos a necessidade de multiplicar aquilo que somos…vida.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 14 de setembro de 2021

Pablo Picasso

” A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós…enquanto vivemos. “

Pablo Picasso.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 13 de setembro de 2021

Colocar espião no dispositivo do parceiro é crime

Parceiro tem direito de colocar espião no seu celular?

Conforme descreve o artigo 5° da Constituição Federal sobre esse tema, não; uma vez que esse ato viola o bem jurídico tutelado que é a liberdade individual. As pessoas têm direito a sua liberdade privacidade, e quando nos casamos por exemplo, não é diferente. O que há dentro do casamento são acordos, onde cada parte deve cumprir. Porém, a liberdade, bem como o direito a privacidade permanecem. Não é que depois que você se casa, não tenha “segredos entre o casal”, algumas coisas você pondera. Há situações que você fala, comunica o parceiro, mas outras lhes são próprias. Você não pode pegar o celular do outro para verificar as informações dele. Isso é errado. No Código Penal Brasileiro por exemplo, existem os crimes que falam sobre a liberdade individual, a privacidade outros. O que as pessoas devem fazer numa relação é agir comum acordo, não violar um direito.

A questão central é ” somos casados, logo não há segredos “. Presta bastante atenção. Ser casado é uma coisa, mas o ” matrimônio ” não tira o direito nem a liberdade de ninguém. Tome cuidado com essas conversas ardilosas que você ouve por aí. O artigo 5° da ConstituiçãoFederal é bastante taxativo ao afirmar que a liberdade é um bem jurídico individual, que você tem direito de viver a sua liberdade, seja em relação ao direito ao sigilo pessoal e profissional. Quando nos casamos, não entregamos a nossa vida, nem a nossa liberdade ao outro. O que há é uma relação de acordo entre o casal, se vai ser cumprido esses acertos, é outra situação. Portanto, mais do que nunca é preciso saber lidar com realidades distintas, porque o que vemos por aí, é muito homem controlador tentando violar o direto da esposa alegando, inclusive ” excesso de cuidado “. Fique atenta a síndrome do marido zeloso “. O que não pode é você se deixar influenciar por manobras cheias de espertezas de quem diz te amar, e abrir mão de um direito. Entenda que, na maioria das vezes, esse amor que o seu marido ou companheiro diz ter, não passa de reivindicações misturadas a controle. É isso mesmo, você é só uma mulher manipulada a mais.

” No amor, não cabe vigilância. Muitos vezes o ” EU TE AMO ” é medido por um espião no celular mulher ”

Ou seja, da esposa. Sim, muitas mulheres podem dizer: ” Não me importa, eu não guardo segredos ” pode olhar, pode pegar o meu celular. Entenda, não estamos discutindo essa questão. Eu e você possuímos um aparelho celular ou um computador em casa, aliás, qualquer pessoa hoje possui aparelho porque precisa se comunicar com as outras ou porque necessita trabalhar. Essa necessidade existe por conta de diferentes situações. A pessoa que tem um aprelho desse, ela é chamada de agente passivo, e a qualquer hora, eu ou você podemos ter essa liberdade invadida por um ” parceiro zeloso”. O parceiro zeloso é um marido ou companheiro controlador, ciumento na maioria dos casos.

Vale destacar que por ciúme ou excesso de controle, essas pessoas sem a nossa autorização ou conhecimento podem instalar um programa espião no computador ou celular e acessar todos os dados, conversas, fotos, saber a hora que você entra e sai das redes sociais. É errado essa conduta do seu parceiro ou parceira? É errado. Há muitas reclamações de abusos na Internet por conta de situações como essa. Parceiros sem expressa autorização da esposa acessa o dispositivo dela com a intenção de vigiar cada passodo que ela faz. Isso é crime, inclusive previsto no artigo 154-A da Lei n° 12.737/ 2012

Os criadores desses dispositivos, alegam que estes, foram feitos para monitorar os filhos. Pais que desejam saber o que os filhos estào fazendo, por exemplo. Será? Será que o homem ciumento vai respeitar a mulher ou vai monitorar o que ela faz? E o direito a liberdade como fica? “Você gosta de mim, amor? Gosto. Então, não haja como se a aliança no meu dedo fosse uma corrente, onde no ato de me unir a você, tenha dado plena liberdade sobre a minha vida e o meu modo de agir” ( MariiFreirePereira). Tem marido que deseja manter o controle da relação a rédeas curtas, e para isso faz uso até de meios ilícitos para testar a fidelidade da mulher ou companheira.

Relacionamento não é controle. Se há controle, tem manipulação

Relacionamento não é controle, não é vigilância, não é prender ninguém a nós. Quem quer fica, fica por espontaneidade. Não procure outrora, um culpado para a sua manipulação. Temos responsabilidade em cuidar de nós, não sobre o controle do outro. Controlar, vigiar ou clonar o WhatsApp do parceiro ou parceira é crime. É injusto, por te coloca numa situação de privilégio diante do outro, ou seja, há ali uma vantagem ilícita em relação a outra pessoa que não tem conhecimento do que se passa.

“Instalar software espião ou aplicativo em celular para monitorar o parceiro ou a parceira é crime”. A Lei Karolina Dieckmann apura esses delitos levando em conta a situação da ” invasão ” de dispositivo informático.

“Negligenciar a si mesmo em prol do comportamento abusivo do parceiro, é também um erro. Você mulher que deixa de cuidar de si mesma para valorizar o seu parceiro, você coloca ele numa posição privilégiada, é como se ele fosse um rei, onde você tem que se curvar. Não há porque se falar em amor, porque se há amor, que tipo de amor é esse que abdico dos meus direitos? Relacionamento, casamento é acordo, qualquer coisa tem que existir consentimento de ambas as partes, porque os prejuízos são incalculáveis para um lado. Este, em geral é o da mulher.

Erros dentro de uma relação sempre acontece, porém, não der ao outro, o poder de lhe manipular. Esse tipo de conduta não demonstra amor, é sim poder.

A norma é explícita ao afirmar que quem faz uso desses mecanismo de espionagem é um invasor. É sobretudo, uma pessoa que viola o próprio lar. A artimanha do agente, ou seja, do marido no caso, não pode ser vista de outra maneira. A pessoa que tem uma conduta dolosa com você, ela age sem a sua consciência. E com uma vantagem: obter um bom ilícito, algo que satisfaça somente a ela.

Quem age dessa maneira sabe exatamente a informação que quer colher. A pessoa poyco se importa com você ou não. Ela age de maneira invasiva, violando um direito que ela sabe que seu, mas ignora.

Crimes Cibernéticos acontecem com muita frequência, e mais, crimes eletrônicos exigem habilidades de pessoas conheçam o mínimo sobre suas exigências. Qualquer pai, qualquer mãe pode monitorar o seu filho, se esse for menor de 18 anos, caso necessite. Cada pai pode administrar essa situação de modo que faça essa criança repensar o modo de agir dela. Agora, passou dos 18 anos, é crime. As pessoas são livres para viver a sua vida. Se a conduta do filho não é boa, é reflexo da educação que este, recebe em casa. Às vezes a patologia é tênue, mas a maior displicência é dos pais. O melhor tratamento que você pode oferecer a uma criança é um bom diálogo, algo franco, feito com amor. Outros não, tem crianças que precisam de ajuda de especialistas. Agora, no que trata criar esses dispositivos para monitorar o parceiro ou a parceira, é um grande erro. E a intenção errada já começa por quem cria, porque sabe que esses problemas podem ser usados por pessoas que têm interesses ilícitos.

Marii Freire Pereira

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Imagem & criação: Marii Freire Pereira

Fonte:

https://www.cepm.pi. gov.br

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Santarém, Pá 13 de setembro de 2021

Angela Davis

” Se todas as vidas importassem, nós não precisaríamos proclamar enfaticamente que a vida dos negros importa.”

Angela Davis. Discurso a respeito de direitos humanos na Universidade Estadual São José, nos Estados Unidos, 2015

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 13 de setembro de 2021

Autoconhecimento

” Dizem que quando a gente se conhece de verdade, é que podemos construir a verdadeira sabedoria “. Priorize-se. Foque em você.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 13 de setembro de 2021

William Shakespeare

” …O tempo é algo que não volta atrás. Por isso plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém traga flores…”

William Shakespeare

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 13 de setembro de 2021

Charles Baudelaire

” Existem manhãs em que abrimos a janela, e temos a impressão de que o dia está nos esperando.”

Charles Baudelaire.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 12 de setembro de 2021

As pessoas vivem querendo encontrar um amor, mas ao encontrar, a maioria não tem capacidade de cuidar

O ser humano vive em busca da sua completude. Nascemos e morremos tentando alcançar valor a nossa existência. Essa procura por um valor, ou mesmo, algo que acrescente um sentido na vida, pode ocorrer de muitas formas, dentre elas, há quem procure um amor.

Há quem busque uma razão para tornar a vida plena. Às vezes, você tem tudo, só falta o amor para ser um norte, para não se sentir como tantos por aí ” abandonado a sorte” de não ter ninguém. O problema é que ao encontrar o amor, há um encaminhamento, quebrando este, você se dobra diante dos próprios vícios; e por último, não encontrando um amor perante o que se lançou ( aventuras), volta-se a alimentar-se da própria insatisfação

Quantas pessoas não vivem sob essa perspectiva de que não têm ou não tiveram um amor para chamar de seu? Muitas. O que se mais ouve pelos quatro cantos do planeta são lamentações. Há quem diga que não tem sorte no amor. Será? Será que o que você procurou não foi algo que vai além do que comporta as suas pretensões? É natural se aventurar nas facetas, não na ideia de amor real. Este é mais caro. Talvez, pelo seu valor, poucos são aqueles que estejam dispostos a pagar, por isso se atrelam a qualquer coisa lhes pareça com felicidade.

A ideia de felicidade é frágil. Às vezes, ela podem vir com outros significados, mas na maioria dos casos, se deseja ter um amor, uma pessoa que transmita esse sentimento de lealdade, de ternura, sobretudo de entrega. O amor quando bem cuidado, ele se transforma numa fonte de felicidade genuína.

O amor é herdeiro dos sentimentos puros e inocentes que cativamos no nosso interior. O amor é nobre, autêntico em sua força. Acredito que não se deveria dizer ” Eu te amo” com tanta facilidade. Há um amor maculado de sentimentos estragados por aí. Às pessoas na maioria das vezes, dizem querer ter um amor, mas grande parte delas, definitivamente, não sabem cuidar deste. Quantas vezes o amor não se afoga em mal-entendidos que duram dias, meses e até anos? Sim. Tem pessoas que por vezes, gosta do outro, mas contamina todo aquele solo fecundo com ” mentirinhas”, ou simplesmente, desculpas esfarrapadas. É comum querer expressar esse sentimento depois de ter construído o caminho do ” tanto faz”. Tem quem arrume brigas só para se” afastar” ali uns dias, enquanto se paquera outra pessoa. O que é bastante comum nas relação, inclusive. Pena, porque agindo dessa forma, na verdade, o que você faz é construir argumentos para a desvalorização do amor. “Eu quero esse amor hoje, mas é preciso lembrar que o desprezei ontem”. Eu quero um amor, mas faço tudo errado o tempo inteiro. A pergunta que importa diante dessa situação é: ” O que estou buscando, o que estou fazendo para alcançar esse sentimento de completude?

Para ver com clareza essa resposta é só avaliar se você seria capaz de tolerar as mesmas coisas que faz. Seria? Você consegue ser coerente com as suas falhas de modo a conviver bem com as do outro? E aí que nasce o fracasso do amor. Sentimento incompleto define a nossa imperfeição no que é completo. Eu não posso falar uma coisa e agir de maneira diferente. Amor e ação devem andar juntos para se conseguir fazer tudo certo. Do contrario, é uma falta aqui, uma desculpa ali. E, o salto do fracasso vai para quem? Para a outra, certamente. Claro, eu vou me colocar na situação de quem deu causa? Jamais. Eis aí um grande erro! E tem consequências, até porque ninguém é obrigado a tolerar deslealdade. Ninguém deve a abrir mão do próprio tempo e interesses para privilegiar alguém que não corresponde o sentido do que é entregue, ou seja, fo que é oferecido.

Amor é cuidado, amizade, sobretudo, sensibilidade. Sensibilidade para ouvir o que deve se ouvido, de maneira flexível, de tentar procurar melhorar, prestar atenção no que é essencial, cuidar de questões imediatas, ou seja, o que tem urgência. Se por amor nós somos capazes de regular a nossa postura, a postura diante do amor é que gera o essencial a nossa felicidade.

Quando amamos uma pessoa, a gente assume essa característica do compromisso, de ter atenção ligada ao máximo para não falhar. É claro que em algum momento você comete erros. Mas a condição que nos ajuda a corrigir isso é ter humildade para enxergar as falhas e procurar se aprimorar para não se cometer novos erros. O problema é que muitas vezes, a pessoa erra, e acha que o outro é que deve ” consertar” as suas falhas. Aqui digo ” definitivamente, não”. Ou a outra pessoa amadurece e age com coerência, ou você vai cuidar de você. Sim, não há dever, obrigação e direito de consertar quem já deixou muito claro que não muda. Neste caso, mude você. Se do outro lado, você percebeu que não há amor, ame-se. Procure se cuidar, só você e ninguém mais é capaz de oferecer o cuidado, carinho e proteção que merece. Não mendigue amor ou se faça pequena para caber diante de situações que promovem mais a sua insegurança do que bem-estar.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 12 de setembro de 2021

Fernando Pessoa

” Cada qual é muita gente

Para mim sou eu quem me penso

Para outros – cada um sente

O que julga, e é um erro imenso. “

Fernando Pessoa

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 12 de setembro de 2021

Casais que se amam também se afastam para o bem do outro

“Casais que se amam, mas se separam, são pessoas que no fundo sabem que o afastamento é a melhor maneira de cuidar um do outro sem interferir “

Marii Freire Pereira

A sociedade é competitiva, fato que faz parte da natureza do homem. O homem que tem uma relação amorosa com uma mulher, ele tem que ficar atento a muita coisa. Esse homem tem não só que cuidar para ser merecedor da atenção dessa mulher, como também fazer valer o bem-estar da relação. O problema é que a maioria dos homens forçam uma situação para não ser esquecidos ou deixamos de lado, diante da própria displicência dentro do relacionamento. A maioria dos homens querem ser amados. Porém, não se esforçam para amar a mulher de maneira genuína.

Talvez por esse fato, vemos tantos casais não tendo sucesso em suas relações. É importante cuidar? É importante, mas, não forçar. Acredito que o amor ele tem que ser livre. Se eu gosto, se tenho interesse na pessoa, não escondo isso. Ao contrário, eu irei usar de meios para demonstrar a grandeza desse sentimento à ela, seja, na forma de respeito, na ternura que tenho e exponho esse detalhe de maneira consciente. Se amo, então vou fazer esse amor transparecer no cuidado diário, numa gentileza, num carinho fora de hora, compreende? São detalhes pequenos, mas que dizem muito sobre a saúde da relação e o equilíbrio emocionalde do casal. Quanto mais eu conseguir fortalecer o amor e o afeto com que amo, maior é a probabilidade de que tenho em manter um relacionamento saudável.

Qual é a grande dificuldade dos casais?

O argumento. Em geral, é fazer com que a outra pessoa possa acreditar em mim, nas minhas intenções, no que falo, na minha maneirade agir. O amor é antes de tudo um comportamento. É nesse movimento de ir e vir – que mostra o quanto eu me importo com a pessoa que digo amar. Como provar isso? É se mostrando disponível à ela. O fato de conversar, demonstrar interesse no ela pensar, acrescentar a sua opinião nas afirmações que ela coloca pra você. É esse o detalhe rico que faz bem a todo casal, quer dizer, é tudo natural, o amorésem dúvida, uma resposta, nunca uma interrogação. Esse o lado da competitividade que agrega de maneira positiva na vida do casal, da relação e tudo o que é acordado ali de maneira consciente entre duas pessoas.

E quando falta o diálogo na relação, quando falta consideração da outra parte?

O contrário disso é o caminho do insucesso ou do afastamento do casal. A mulher sente quando o homem está sendo verdadeiro nas suas intenções. Aliás, qualquer pessoa consegue compreender o que estou falando. Relação amorosa entre duas pessoas, ela acaba sendo composta de interesses, logo há troca. Se o amor abre caminhos para dúvida, é porque algo precisa ser trabalhado.

Quando homem faz surgir o sentimento da indiferença, ou seja, vai buscar viver uma vida paralela fora daquele compromisso com outra pessoa ou ” outras pessoas”, muitas vezes, a mulher respeita aquela reação, não é que ela não saiba o que se passa ali, ela sabe. O que aconte é que a mulher suporta aquilo calada, até porque já tentou dialogar, mas se vou sozinha dentro daquela situação. Todavia, a partir do momento que esse homem deixa de investir na vida do casal para tentar valorizar o que está fora, ele diz simplesmente que não se importa. Só que quando não tem sucesso fora, ele volta carinhoso para tentar valorizar a relação novamente. O que ele faz? Ele ” força” uma situação de cuidado para extinguir a sensação de abandono. E aí é tarde porque muita coisa já se perdeu.

Nos, seres humanos, somos assim, a gente tenta recuperar muitas vezes, o que já não tem desejo, motivação e tudo mais. Como tudo é muito vasto nesse campo da procura, digo “dessa coisa de se relacionar-se com alguém ” é comum se pensar “que estamos ganhando, na verdade estamos perdendo “. Se formos diante do minimo, abre-se um abismo diante de nós. É nessas horas que se diz que não adianta chorar pelo leite derramado, o que se tem que fazer é cuidar bem da vaca para se ter leite o ano todo.

Nós, só enxergamos aquilo que queremos, o que não, em geral, se preenche com uma camada de desculpa. Isso é algo que acontece no interior de cada pessoa. Se existe um ato rotineiro, o que se faz? Inventa qualquer coisa. Aquilo se produzir uma queixa, a pessoa acha ruim por ser cobrada por aquilo que ela não conseguiu ser honesta, ser inteira com você. De antemão, surge uma falta de comunicação que pode ser algo insignificante ou estabelecido como forma de se levar vantagem. Ah, não estou querendo discutir, vou sumir um pouco para que a outra pessoa sinta o quanto eu sou importante pra ela. Funciona? Às vezes! Mas só para quem é refém dos seus próprios vícios. O interesse é não sustentar esse tipo de conduta do parceiro porque isso é de fato desleal. Quem quer o bem da relação é claro com você,de modo que não abra espaço para falta de comunicação.

Conviver com a outra pessoa é difícil; uma vez que você deve ter muita consciência a respeito dos caminhos que deseja seguir com ela. A gente não pode ensinar o outro a nos amar, nem ter admiração, respeito e consideração. Convém haver muita comunicação para que um casal consiga manter a sintonia um com o outro. Não enxergar as inconveniência ou não reclamar para não ter uma situação de desconforto, é um passo muito perigoso, os dois perdem. O importante é ter comunicação, e reconhecer as suas possibilidades, bem como fragilidades, e aquilo que é maior em todo ser humano: a sua autenticidade. Portanto, seja no amor, ou qualquer outra situação, sempre haverá controle. Se numa relação há muitas brigas, desgastes, as vezes até provocado pelo próprio homem, a melhor coisa a se fazer é deixar de prender. Isso mesmo, “é deixar o outro ir”. E esse ” ir” deve ser encarado de forma saudável, sem cobranças, sem exageros, sem essa coisa de ‘apontar dedo na cara do outro’, é porque houve amadurecimento das duas partes.

A tensão nasce em momentos como esse, mas quando tudo se torna inviável, não devemos ser o carrasco da história ou sentir-se no papel de vitima. O que deve prevalece é a autenticidade de cada um, é aceitar os erros e, acima de tudo, imaginar que a melhor maneira de cuidar de quem amamos, ou deixamos de amar – é abrir espaco para distância. Não devemos prender ninguém para ficar conosco. Acredito que esse gesto de deixar a outra pessoa livre é uma expressão genuína de caráter. Talvez, até de compreender as nossas falhas. Um casal não errar só, um casal erra junto, porque quando um falha, de certa forma, outro fracasso do mesmo jeito.

Para muitas pessoas, isso pode parecer estranho o que estou dizendo, mas a partir do momento que nos relacionamos com o outro, esse tem que ser um evento espontâneo para poder estabelecer uma relação de confiança, digo de haver” comunicação entre o casal de forma transparente”.

Relação é construída por duas pessoas que se comunicam, que se comportam e estão abertas ao diálogo sem se ofender, sem exercer autoridade sobre o outro, ou esperar reações adversas. Quando se ama uma pessoa, cuidamos dela, assim como cuidamos de nós, do nosso corpo, da mente, do emocional, e de tudo o que nos enriquece. Amor é sobretudo, cuidado. Cuido para que eu esteja bem, para que o outro, esteja bem também. Quando não temos a capacidade de amar, devemos oferecer a outra pessoa, a oportunidade de encontrar alguém que cuide, ame e ofereça abrigo aquele sentimento. Do contrário, nunca seremos conhecedor do que é a felicidade.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 11 de setembro de 2021