Viva cada dia com gratidão, não porque a vida é boa. Na verdade, se você olhar para a realidade de muitas situações, você perde a referência da palavra gratidão. Mas, porque você consegue sobreviver a tudo que asfixia tal realidade. O intuito maior de estarmos aqui é acrescentar valor a vida, a nossa existência como todo. Portanto, se meio de tantas adversidades, você conseguir relativizar a importância dos fatos em relação a vida, e superar as próprias angústias, você é capaz de olhar a vida com.. gratidão.
” Você segue as instruções. Ela ( a vida) revela a sua sua infinita capacidade de se multiplicar. Não há nada que a impeça de viver; não há nada que a limite; não existe obstáculo capaz de a impedir de desenvolver aonde quer que seja. Mesmo nos lugares mais inusitados, a vida explode em sagacidade.”
No episódio narrado, Rita Baiana dança aos olhos de Jerônimo, português recém-chegado ao Brasil.
” Eu vi a Rita Baiana, trocar de vestido por uma saia, surgir de ombros nus, para dançar. A luta destoldara-se nesse momento, envolvendo-a na sua cama de prata, a cuja refulgir os meninos da mestiça melhor se acentuavam, cheios de graça irresistível, simples, primitiva, feita toda de pecado, toda de paraíso com muito de serpente e muito de mulher.
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Naquela mulata estava um grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era luz ardente do meio dia; ela era o calor vermelho das sextas das fazendas, era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre ferida no azeite do fogo…”
( Aluísio de Azevedo. O cortiço. 9 ed. São Paulo: Ática, 1970.p.56-7)
Texto II
A tarde inteiramente fudida em sons. Sons implorando, chamando. Sons da vida […]
Armando e seus irmãos cantavam e, levantando os pés e sacudindo os braços, dançavam. A terra fremia, os corpos fremiam. As mulheres e as crianças tinham txa-txa nas mãos e faziam o ritmo. Os olhos das crianças abriam-se redondo como sois, as bocas rasgavam-se em gritos de canção. Pés, vozes e tambores guiados de compasso enchiam a tarde de fundo da Munhuana, de Mato e exotismo.
…
Os corpos delas agitavam-se em modelos de movimento. Voluptuosamente!
Da cintura para baixo a vida revoltava-se e freme na carne e transforma-se em ritmo. O mundo está ali agora e os olhos dos homens estão cheios de tesoiros. Elas estão sérias nas caras e nos corpos são vulcões. África dança e vive ao som do chigubo e as ancas são muitas histórias de luar e sombras de cajueiro em flor. África dança e o mundo está suspensos nos olhos dos homens palpitantes nas promessas latentes. Promessas de homens. Promessas de machos.
…
Os negros dançam, mulheres mexem os quadris, os olhos dos homens estão cheios de promessas. Promessas de coisas que ninguém pode falar, e para saber quando é tempo, quando é dia de falar.”
( José Craveirinha. Hamina e outros contos. 2 ed. Lisboa: Caminho, sd.p.33-4)
Literatura Brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. William Cereja e Tereza Cochar. 5 ed.reform. São Paulo: Atual, 2013.
Não deixe para se amar, quando já não houver amor. Isso mesmo: Não deixe para se amar, quando já não houver amor. O amor próprio, ele é uma urgência. Por isso, chega cedo.
Marii Freire Pereira
Muitas mulheres confundem amor próprio com autocuidado, o que é um erro tremendo. O amor próprio tem uma estreita ligação com o autoconhecimento. Claro, “eu me amo!” Você se ama? É importante alimentar amor por nós mesmos, porque só a partir desse pensamento é que podemos compreender melhor uma série de situações. Eu me amo, e por compreender a extensão desse amor, eu não vou receber qualquer coisa em troca, porque ” qualquer coisa” não tem a capacidadede supriras minhas necessidades íntimas. O que se costuma perceber é que as pessoas querem ser amadas, e muitas até se deixam ser amadas de qualquer forma, de qualquer jeito. Àsvezes, recebendo menos da metade do que elas de fato merecem. Só depois de um bom tempo, é que chega a conta, assim como também, o momento de suas lamurias. Quem nunca ouviu a célebre frase: “eu dei amor demais e recebi de menos”. Certamente, você já ouviu algo parecido.
Quando a gente não se ama, ou não tem o conhecimento prévio, acerca do amor, de fato, ocorre aquilo que se chama ” Quebrar a cara”. Você sente que lhe falta o chão, porque ao invés de amor, você estava envolvida num ” emaranhado de mentiras”. Trincou as bases da relação, a sensação de fracasso aparece, certamente, cooperando para o seu despertar.
” Não colecione uma história de fracassos amorosos para “APRENDER ” a se amar”
Ou para aprender a se quer bem. Ao contrário, se coloque em primeiro lugar na sua vida. Ora, tem pessoas que ficam ” patinando, patinando” em situações que elas sabem que aquilo não as leva a lugar nenhum. Mas ” insistem ” na esperança de que a outra pessoa mude. Então, percebendo que depois dos maus tratos, nada recebeu, ela, finalmente, cria coragem para mudar. Tardiamente, se diz que essa pessoa, começa a se valorizar, detalhe que poderia ter sido observado muito antes de qualquer envolvimento, mas que infelizmente, só se considera o peso do fracasso muito depois de se viver as experiências dolorosas do amor.
A priori, é natural que o encantamento da paixão que uma pessoa tenha pela outra, desfoque a importância das coisas que devem ser observadas no início de uma relação. Claro, é um momento se conhecer, de se descobrir o outubro a outra, de agregar valor. Portanto, não cabe cobrança. Porém, cabe avaliar a qualidade do que se torna valoroso. Quando se ama, se perde um pouco a razão, sem dúvida. Mas, o amor próprio, ele não deve ser colocado de lado. O amor não deve tira a nossa razão de forma alguma. Ao contrário, esse é um detalhe importante que deve ser considerado a todo momento, porque se eu não me amo, vou abrir portas para relações aonde posso encontrar parceiros que podem me oferecer tudo na vida, menos amor. Essa que é a realidade. Às vezes, por não ter autoconhecimento, as pessoas se envolvem com vários parceiros, e se observa que essas pessoas, deixam uma espécie de lixo emocional nelas.
” Pessoas que não se amam, elas se entregam a qualquer coisa que possa lhes soar como amor”
O grande erro humano, persiste nesse detalhe: Se deixar envolver por conta de situações que pouco acrescentam em suas vidas. Ora, quantas mulheres vivem sofrendo por conta de homens que as desprezam? As maltratam? Ignoram? Deixam falando sozinha, deixam elas para ficar com outras? Cadê o amor próprio e a dignidade dessas mulheres? O amor não é um erro. O erro é persitir numa relação com quem não sabe amar. A medida que uma mulher se ama, ela não aceita viver dentro desse tipo de situação; mais ainda, ela não se contenta com o mínimo, quando compreende que pode alcançar o máximo.
Falar acerca de amor próprio é importante, porque a ideia de amor próprio transmite consciente ou inconscientemente essa coisa do cuidado que tenho comigo. E numa relação amorosa não é diferente, muito pelo contrário, se faz necessário para que se consiga ter um norte sobre o que as pessoas podem encontrar nessa busca por parceiros. É impossível amar e não querer receber amor em troca. O amor próprio é também uma forma de despertar ” abrir a mente” para o que é bom e importante pra nós, e aquilo que não agrega nenhum valor. Por exemplo, um dia, eu não posso acordar amando uma pessoa, e passar o tempo todo ouvindo coisas ásperas do tipo: “Eu nunca te quis” ou “Só estou vivendo essa situação porque você me prendeu a ela”. Isso é horrível. Não tem amor nesse tipo de relação. Portanto, não tem o porquê de insistir. Como dizia, Eihei Dogen ( 1200-1253) ” A vida é um sonho dentro de um sonho” ( Aprender a VIVER o agora) Monja Coen. Se você não vive esse sonho dentro de outro, sozinha você não tem condições de sustentar os dois. Então, desperte para a realidade que a vida te convida a conhecer: se ame, se conheça. Procure trabalhar a sua autoestima e descobrir que a vida é sempre uma soma de coisa boas; de outra forma, não vale a pena insistir num erro.
Augusto dos Anjos. Versos íntimos ( Eu e os outros poemas.30 3d. Rio de Janeiro. Livraria São José, 1995.p.145)
Literatura Brasileira em diálogo com outras Literaturas e outras linguagens. William Roberto Cereja, Teresa Cochar Magalhães. 5 Ed. reform . São Paulo: Atual, 2013
Não desista da vida, não desiste de sonhar, não desista de ti. Enquanto caminhares, todos os seus sonhos são férteis, diante da possibilidade da realização.
Na adversidade, reconheça as particulares que o impede de realizar. Mas nunca desista de seguir em frente. Caminhe; caminhe devagar, se preciso for, ou acelere o passo. Sinta, insita, peça ajuda se precisar. Reflita para compreender o que é preciso, se reconheça como ser humano flexível. Tenha consciência de que a única pessoa capaz de responder as suas próprias indagações é você mesmo. Portanto, observe com profundidade o que precisa para chegar ao caminho da realização. Cuidado com as curvas, elas costumam ser perigosas, mas também podem revelar a grandiosidade vida que existe no outro lado. Para isso, basta ter coragem de arriscar.
Aprecie os bons momentos, a vida, os amigos, a família, as urgência, as coisas boas, o sorriso no rosto da criança. E, não esqueça: fertilidade representa continuidade […] Continue! Caminhe, encontre o real significado de plenitude. Sonhe, pois cada passo dado, há uma esperança da vida florescer.
” O sonho é uma flor que desabrochar para o mundo”. Quando sonhares, Perceba em seus sonhos, quanto perfume ele exala, e quantos desejam sonhar junto a você.
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