Amor não machuca

No dia a dia, é muito comum na relação amorosa, o trabalho, o estresse, a falta de tempo, ou até mesmo, situações tensas bloquear o estado emocional do casal. Inclusive, esse resultado impactar na vida a dois, assim como na qualidade da saúde da relação. E, por falar em saúde da relação, muitos casais, não tem tempo, não conversam, não dizemo o que é importante. Por isso, se distanciam do que deveriam enxergar com clareza.

Além disso, é possível constatar algumas atitudes que revelam comportamentos agressivos e forçosos, o que interfete muito nas atitudes. De repente, se observa casais que não têm o mínimo de paciência para conversar de maneira saudável. O bom humor, é claro – deixa de existir, dando espaço a acontecimentos permeados de desencanto, conflitos, isolamento e agressividade.

A primeira vulnerabilidade do casal, revela a falta de paciência, equilíbrio, assimetria, e tudo aquilo que aos poucos, causa não só desgastes, distanciamento, mas até a ruptura da relação. É comum, vermos que casais que não procuram manter a conexão sempre ativa, em geral, redirecionam seus objetivos a outras situações. Às vezes, mesmo se amando, a cada tentativa de conversa dessas pessoas, surgem acusações levianas, tomadas por sentimentos mesquinhos. A falta de responsabilidade neste caso, em reconhecer a postura diante do que escolheu e decidiu, mostra o caráter duvidoso. Em outras palavras, falta clareza em enxergar os próprios atos, contribue para o que acaba com a relação, e com o que é considerável harmonioso para a vida a dois.

Diante dessas dificuldades, cria-se espaço ao comportamento negativo, a falta de empatia, paciência e amor. Não permissivos, os casais diminuem o entusiasmo, e o equilíbrio da relação. Resultado: brigas intermináveis.

” Numa relação amorosa, é importante buscar o equilíbrio. Se o que prevalece entre o casal é um sentimento doloroso, além de mágoas e tristezas. Então é necessário repensar nas atitudes. Amor não machuca, não esgota o psicológico das pessoas.”

O desafio diante desse cenário, é buscar ressignigicar a relação. E, dentre outras coisas, observar que “valor” que aquela pessoa tem pra você. Ou ainda, a questão da concretude. É uma relação verdadeira? Quais sai os pilares que a sustenta? Há em relação que o sentimento que une o casal, não é o amor, mas a busca de outros interesses. Então é bom verificar isso também. Evidentemente que, as relações se desgastam por diferentes causas. Mas se existir amor, apesar das diferenças. É importante focar nos pontos positivos que haviam antes de se instalar os problemas. Desta forma, é bom procurar melhorar o comportamento e as atitudes para tentar diminuir o número de falhas. É notório como muitos casais conseguem reavaliar tudo isso com lucidez. Outros não. Simplesmente, na primeira oportunidade, engata na relação seguinte, e vivem as suas “bolas de nove”. No final, dizem que e o amor lhes foi falho, sem sequer averiguar o preço de suas responsabilidades perante as próprias falhas.

Outro ponto que vale a pena observar tanto na questão de namoro ou algo mais sério, como o casamento é: o quanto eu amo essa pessoa que estar a meu lado. É alguém que admiro por ter um significado grande na minha vida? O que ela agrega de valor? Estando ou não na turbulência, vale ressaltar que a saúde da relação é de responsabilidade dos dois, e não de um, como há parceiros que se esquivam de assumir qualquer compromisso consigo mesmo, quando existem falhas. É importante lembrar que, o que faz a diferença no relacionamento, é você querer que ele seja verdadeiro. É importante focar nas escolhas, ter paciência do que escolheu, e agradecer por ter escolhido um parceiro/parceira que reflete muito daquilo que você deseja ser e quer encontrar no outro.

Por fim, é importante dizer que amor não machuca, mas exige até o último grau de autencidade, a responsabilidade, a dedicação e lealdade. Tendo todos esses fatores, o equilíbrio se faz presente naturalmente, porque as ações são genuínas.

Marii Freire. Amor não machuca

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Santarém, Pá 5 de agosto de 2022

Fernando Pessoa

” Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do mundo…”

Fernando Pessoa

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Marii Freire

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Santarém, Pá 5 de agosto de 2022

Machado de Assis

” A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal.”

Machado de Assis

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 5 de agosto de 2022

Contestação

Transborda

Teima

Estoura

Justifica

Esclarece o seu comportamento.

Sim!..

O mar também tem seus dias de contestação.

Tem os seus dias de crise…

É audaz!

Estratégico

Autoafirmativo!

Ousado

Estúpido

Voraz

Impacta às vezes!..

Seu transtorno é de pura hiperatividade

O seu comportamento eufórico, diz que ele não se sujeita a nada.

É indisciplinado

O mar…simplesmente..

Transborda

Repleto de significados

Reclama fisicamente, através de velhos hábitos. seus dias de fúria

Estresse

Bussines!

Revolto

Confrontante

É autodestruidor.

Inspira e causa alucinação.

É inebriante!

Porém, juiz de si mesmo.

Primitivo

Aventureiro

Ilusório!

Esbarra na impossibilidade de continuar a sua progressão

Recua,

E repete todo o seu processo novamente

Querendo alcançar a própria incompletude.

– transborda gigante

Persegue o teu ideal

Contesta, contesta..a própria vida.

Marii Freire

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Santarém, Pá 5 de agosto de 2022

Violência Física

Nenhuma relação construída com base na dor, suporta o peso da realidade.

” Não se diminua para caber na vida de alguém. Não conviva com maus-tratos. E o mais importante: NÃO INOCENTE QUEM TE MACHUCA. “

Marii Freire. MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais.

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Santarém, Pá 4 de agosto de 2022

John Stuart Mill

” Se as mulheres fossem social e politicamente emancipadas, elas seriam melhor educadas e teriam melhor percepção prática sobre as coisas que a sua opinião influencia, e os pontos que eu tenho levantado mostram que tais mudanças poderiam aprimorar a participação das mulheres na formação da opinião geral. “

John Stuart Mill ( MILL, 2009, P. 53, tradução nossa)

MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. O voto feminino no Brasil. 2 ed. Brasília: Câmara dos Deputados. Edição Câmara, 2019

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Santarém, Pá 4 de agosto de 2022

Não viva para agradar os outros

Não viva para agradar os outros. Viva sim, para agradar a si mesma. Quantas mulheres se privam de fazer o que gostam para querer agradar as outras pessoas, o namorado, ou a sociedade? Muitas. Tem mulher que não corta o cabelo curto, usa uma roupa justa porque o namorado não aprova, ou porque a sociedade diminue as suas qualidades como mulher. Desconfio de boas intenções neste caso. Afinal, quem determina o que? Você ou a outra pessoa? Há relatos de mulheres que ao falar sobre essa realidade, dizem sofrer perseguições por homens e até mesmo, por outras mulheres que surgem com provocações pejorativas como ” homenzinho” ou ” sapatão” e outros, na tentava de diminuir as suas qualidades. Tudo isso reflete a questão de conceitos de uma sociedade machista e preconceituosa que recrimina e delimita as ações da mulher.

Raciocínios desse tipo repercutem de forma preconceituosa toda e qualquer ação feminina. Na verdade, essa é também uma espécie de violência, violência que acontece inclusive com o homem que deixa o cabelo crescer como o das mulheres. Obviamente que, essa manifestação tida como ” natural” por muitos é ” punir” a mulher ou o homem por contrariar o que a sociedade estabelece em relação ao gênero masculino e feminino. Cabelo curto ou longo? Azul ou rosa? É injusto compreende? Nada disso estabelece o real conceito a respeito de quem somos. Essa é uma discriminação que garante somente, a repetição de padrões ligados à um contexto retrógrado, em que diz como é que se deve ser um homem ou uma mulher de verdade em sociedade. Para um homem por exemplo, sempre é mais fácil se reafirmar como homem, porque ele pode fazer o que quiser. Já para a mulher não. Muitas vezes, para mostrar sua força, ela precisa romper com “pré-conceitos” estabelecidos de forma que diz como ela deve ser e se comportar. Não é porque cortou o cabelo curto que deixou de ser mulher. A coisa não funciona dessa maneira. Ainda que a mulher seja castrada em sua própria liberdade, ela não perde o seu valor. Pelo contrário, é através deste, que ela pede respeito, que diz que como deseja ser vista; não sob uma perspectiva negativa, mas moderna, clássica, uma mulher de autovalor. E o autovalor que me refiro, não tem que ser visto como aquelas placas de posto de gasolina, onde diz que a mulher vai mudar “esse ou detalhe hoje, e que o seu valor é tanto”. Não, essa linguagem visual tem que ser incorporada de maneira natural. É a mulher sendo mulher, sem precisar usar saia no tornozelo ou cabelo na cintura para provar a sua feminilidade. Essa repetição de velhos comportamentos, onde se nota a presença de preconceito, assim como o uso de práticas machistas que tentam punir a mulher, só fortalece a discriminação desta na sociedade. Mulher não pode ” fazer isso ou aquilo” porque não é bom para a sua imagem. Quantas vezes você já não ouviu isso? Inúmeras. Se cresce ouvindo esse tipo de coisa. Mas é a verdade, é que nada disso, diminui as nossas qualidades. Compromete sim, a nossa maneira de pensar.

Cortou o cabelo e o namorado não aprovou?

Cortou o cabelo e o namorado não aprovou? Ótimo. Não é ele que tem que gostar, é você que deve se sentir bem. Você tem que ser você, viver para agradar a si mesma. Você é um ser único, por isso deve saber o seu valor. Não precisa agradar a quem, nem se encaixar em padrões que a sociedade estabelece para se sentir “querida” por ninguém. Veja quanta gente é diferente de você, e todos tem o seu valor. É preciso se amar e dizer ” Eu me sinto bem dessa forma “. Ninguém é igual ao outro, somos ser diferentes. E a riqueza de cada um, existe exatamente por essa diferença.

As nossas qualidades vem de muitos fatores. Ninguém precisa ser igual ao outro. O que torna o mundo bonito é essa somatória de diferenças. Seja uma mulher, seja um homem que tenha personalidade forte, e que queira mostrar isso de forma consciente, e dizer inclusive que tem um estilo próprio, é maravilhoso. Cada um tem o direito de ser o que é. O importante é ser feliz com suas escolhas. A mulher mais do que nunca deve lutar por seu espaço na sociedade. Isso é inclusive, parte dele. Ela não precisa ser que nem todas. Precisa sim, ser uma mulher incrível.

A mulher determinada, forte e que sabe se impor, ela não se sujeita a ninguém. E ainda que seja ” rejeitada” em parte, ela compreende que, o seu valor. A mulher forte e decida, sabe “romper com o social justificável” para dizer que é dona de si, de suas escolhas, ela sabe dirigir a vida, quem entra e sai dela. Ela não busca, na verdade, reivindica o que é seu por direito.

Marii Freire. Não viva para agradar os outros.

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Santarém, Pá 4 de agosto de 2022

Brás Cubas

” Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.

Brás Cubas/ personagens de Machado de Assis.

Literatura brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. 5 ed. reform. Atual Editora. São Paulo, 2013

Marii Freire

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Santarém, Pá 3 de agosto de 2022

Carlos Drummond de Andrade

Ardiloso sorriso

alonga-se em silêncio

para contemporâneos e pósteros

ansiosos, em vão, por decifrá-lo.

Não há decifração. Há o sorriso.

Carlos Drummond de Andrade “Gioconda ( Da Vinci)”

( Em Farewell. Rio de Janeiro: Record, 1996) Literatura brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. William Cereja e Thereza Cochar. Atual Editora. 5 ed reform. São Paulo. Atual, 2013

Marii Freire

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Santarém, Pá 3 de agosto de 2022

Viva o agora

O que você tem feito de extraordinário agora? O que você feito de bom para viver o presente? A vida é essencialmente composta de momentos. O que tem feito hoje para aproveitar o momento presente? O nosso caminhar é a grande estratégia de conquista. A inquietação terrível, ou o desejo de voltar às coisas passadas, já passaram. Por que você não vive o agora? Para dar forma as nossas alegrias, as boas surpresas e delírios, você precisa começar agora o que é latente dentro de você. Precisa ter coragem. Não existe hora certa, lugar, pessoa ou momento oportuno. Somos nós que nos retiramos, encolhemos ou simplesmente, num ato de coragem, se contrapõe o delírio. Sim, ” delírio ” é o que as pessoas que não nos entendem, dizem sobre a maneirade agirmos. Mas a verdade é que, não existe nada de errado nisso. Só nos sabemos o quanto é necessário se arremessar na vida.

Entre as oportunidades que te acompanham, aproveite o momento presente. Insisto, viva o agora. Há sempre um prazer, uma paisagem bonita, um sorriso que te faz ficar fascinado pela naturalidade com que a vida se apresenta diante dos seus próprios olhos. O tempo não é irreal, ao contrário, ele mostra que muitos aspectos do que você tenta compreender, vem da sua força de insistir, de lutar para ser quem é.

Não se distancie das pessoas, das coisas boas que só você pode fazer. Viva o que “vira poesia em você”. Quer um conselho? Os personagens das histórias antigas, eles não existem mais. É necessário recusar os excessos, e detalhe: não se preocupar com o que virá amanhã. Viva o hoje! Não viva pela angústia do que pode ou não acontecer. Se você tiver que colocar aquela música que gosta e ouvir sozinho, faça isso. Se tiver vontade de tomar um vinho, tome! Embriague-se do que te faz feliz. Cada momento é único, e acredite: ainda que repita essa cena duzentas vezes, ela nunca terá a autenticidade, nem a linguagem que tem agora. É um privilégio separar histórias escritas na memória. Então viva como se a angústia e a loucura não existissem. Acredite, não existem. Esses termos então presente no nosso cotidiano para para confundir a vida, a sociedade, a condição humana, suas ações. Não busque pela perfeição, isso é palavra bonita para tornar interessante a arte de viver.

Não procure o difícil, procure o melhor de todos os acontecimentos, ainda que estes sejam os mais simples possíveis. Queira vivê-los. Não existe nada de errado ou qualquer defeito nisso. Existiria erro sim, se você os sonhasse. Se houvesse revolta por querer sentir um gostinho de vida, e não poder viver. Mas você pode. Aproveite o pouco de lucidez que tem, misture isso a devaneios criados com o sei monólogo interior e viva com voracidade a abundância dos bons momentos.

Marii Freire. Viva o agora

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Santarém, Pá 3 de agosto de 2022