Não viva para agradar os outros

Não viva para agradar os outros. Viva sim, para agradar a si mesma. Quantas mulheres se privam de fazer o que gostam para querer agradar as outras pessoas, o namorado, ou a sociedade? Muitas. Tem mulher que não corta o cabelo curto, usa uma roupa justa porque o namorado não aprova, ou porque a sociedade diminue as suas qualidades como mulher. Desconfio de boas intenções neste caso. Afinal, quem determina o que? Você ou a outra pessoa? Há relatos de mulheres que ao falar sobre essa realidade, dizem sofrer perseguições por homens e até mesmo, por outras mulheres que surgem com provocações pejorativas como ” homenzinho” ou ” sapatão” e outros, na tentava de diminuir as suas qualidades. Tudo isso reflete a questão de conceitos de uma sociedade machista e preconceituosa que recrimina e delimita as ações da mulher.

Raciocínios desse tipo repercutem de forma preconceituosa toda e qualquer ação feminina. Na verdade, essa é também uma espécie de violência, violência que acontece inclusive com o homem que deixa o cabelo crescer como o das mulheres. Obviamente que, essa manifestação tida como ” natural” por muitos é ” punir” a mulher ou o homem por contrariar o que a sociedade estabelece em relação ao gênero masculino e feminino. Cabelo curto ou longo? Azul ou rosa? É injusto compreende? Nada disso estabelece o real conceito a respeito de quem somos. Essa é uma discriminação que garante somente, a repetição de padrões ligados à um contexto retrógrado, em que diz como é que se deve ser um homem ou uma mulher de verdade em sociedade. Para um homem por exemplo, sempre é mais fácil se reafirmar como homem, porque ele pode fazer o que quiser. Já para a mulher não. Muitas vezes, para mostrar sua força, ela precisa romper com “pré-conceitos” estabelecidos de forma que diz como ela deve ser e se comportar. Não é porque cortou o cabelo curto que deixou de ser mulher. A coisa não funciona dessa maneira. Ainda que a mulher seja castrada em sua própria liberdade, ela não perde o seu valor. Pelo contrário, é através deste, que ela pede respeito, que diz que como deseja ser vista; não sob uma perspectiva negativa, mas moderna, clássica, uma mulher de autovalor. E o autovalor que me refiro, não tem que ser visto como aquelas placas de posto de gasolina, onde diz que a mulher vai mudar “esse ou detalhe hoje, e que o seu valor é tanto”. Não, essa linguagem visual tem que ser incorporada de maneira natural. É a mulher sendo mulher, sem precisar usar saia no tornozelo ou cabelo na cintura para provar a sua feminilidade. Essa repetição de velhos comportamentos, onde se nota a presença de preconceito, assim como o uso de práticas machistas que tentam punir a mulher, só fortalece a discriminação desta na sociedade. Mulher não pode ” fazer isso ou aquilo” porque não é bom para a sua imagem. Quantas vezes você já não ouviu isso? Inúmeras. Se cresce ouvindo esse tipo de coisa. Mas é a verdade, é que nada disso, diminui as nossas qualidades. Compromete sim, a nossa maneira de pensar.

Cortou o cabelo e o namorado não aprovou?

Cortou o cabelo e o namorado não aprovou? Ótimo. Não é ele que tem que gostar, é você que deve se sentir bem. Você tem que ser você, viver para agradar a si mesma. Você é um ser único, por isso deve saber o seu valor. Não precisa agradar a quem, nem se encaixar em padrões que a sociedade estabelece para se sentir “querida” por ninguém. Veja quanta gente é diferente de você, e todos tem o seu valor. É preciso se amar e dizer ” Eu me sinto bem dessa forma “. Ninguém é igual ao outro, somos ser diferentes. E a riqueza de cada um, existe exatamente por essa diferença.

As nossas qualidades vem de muitos fatores. Ninguém precisa ser igual ao outro. O que torna o mundo bonito é essa somatória de diferenças. Seja uma mulher, seja um homem que tenha personalidade forte, e que queira mostrar isso de forma consciente, e dizer inclusive que tem um estilo próprio, é maravilhoso. Cada um tem o direito de ser o que é. O importante é ser feliz com suas escolhas. A mulher mais do que nunca deve lutar por seu espaço na sociedade. Isso é inclusive, parte dele. Ela não precisa ser que nem todas. Precisa sim, ser uma mulher incrível.

A mulher determinada, forte e que sabe se impor, ela não se sujeita a ninguém. E ainda que seja ” rejeitada” em parte, ela compreende que, o seu valor. A mulher forte e decida, sabe “romper com o social justificável” para dizer que é dona de si, de suas escolhas, ela sabe dirigir a vida, quem entra e sai dela. Ela não busca, na verdade, reivindica o que é seu por direito.

Marii Freire. Não viva para agradar os outros.

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem & criação: Marii Freire/ Pensamentos.me/VEM comigo!

Santarém, Pá 4 de agosto de 2022

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

5 comentários em “Não viva para agradar os outros

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