Ardiloso sorriso alonga- se em silêncio Para contemporâneos e pósteros ansiosos, em vão, por decifrá-lo. Não há decifração. Há o sorriso. Carlos Drummond de Andrade ( Em: Farewell. Rio de Janeiro: Record, 1996 Imagem: Mona Lisa, ou “Gioconda ” ( Da Vinci) Wikipédia VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, Pá 31 de março de 2020
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Fernando Pessoa
” Eu amo tudo o que foi Tudo o que já não é A dor que já me não dói A antiga e errônea fé O ontem que a dor deixou, O que deixou alegria Só porque foi, e voou “. Fernando Pessoa. Literatura brasileira, atual editora.com.br VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, Pá 31Continuar lendo “Fernando Pessoa”
Desencanto
Há dias em que a tristeza chega sem avisar. E você nota que ela vai se transformando em dor de silêncio. De repente, se começa a mergulhar no profundo de si. A alma começa ‘arder’, mas não é o arder em brasas, algo comparado a fogo que consome, é uma dor que vai tornando-se protagonistaContinuar lendo “Desencanto”
Chico Buarque
” Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido Subiu a construção como se fosse máquina Ergueu no patamar no patamar de quatro paredes sólidas Tijolo com tijolo num desenhoContinuar lendo “Chico Buarque”
Bertolot Brecht
” Pelo o que esperam? Que os surdos se deixem convencer E que os insaciáveis Lhes devolva algo? Os lobos os alimentarão, em vez de devorá-los! Por amizade Os tigres convidarão A lhes arrancaram os dentes! É por isso que esperam!“ Bertolot Brecht (1913- 1956)- Os esperançosos. VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, Pá 30Continuar lendo “Bertolot Brecht”
Ilusão da realidade
A ilusão da liberdade é o que estamos vivendo, melhor ‘vivenciando’, e essa liberdade se confunde com a manutenção do status quo. O que estamos vivendo não são desvaneios, ou mesmo a leitura de algo superficial, onde se possa tomar um café da manhã, lendo um livro de nossa preferência. Não, estamos diante de umaContinuar lendo “Ilusão da realidade”
Carlos Drummond de Andrade
O menino ambicioso não de poder ou glória mas de soltar a coisa oculta no seu peito escreve no caderno e vagamente conta à maneira de sonho sem sentido nem forma aquilo que não sabe. Ficou na folha a mancha do tinteiro entornado, mas tão esmaecida que bem mancha o papel. Quem decifra por baixoContinuar lendo “Carlos Drummond de Andrade”
Pablo Neruda
“Quero quando eu morrer, tuas mãos em meus olhos: Quero a luz, quero o trigo de tuas mãos amadas Passar uma vez mais sobre mim essa docura: sentir tua suavidade que mudou o meu destino. Quero que vivas enquanto, adormecido, espero que teus olhos digam ouvindo o vento, Que sintas o perfume do mar queContinuar lendo “Pablo Neruda”
Construindo caminhos
A vida é um eterno processo de construção. Às vezes, há tantos caminhos a serem percorridos que não damos conta. Todavia, devemos compreender que não é o caminho que é mais importante, mas quem caminha nele. […] É bonito olhar o ser humano assim, vivendo os desafios dessa criação diaria, sendo autor da própria historia,Continuar lendo “Construindo caminhos”
Fernando Pessoa
” Minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tangem e rangem, cordas e harpas, timbales e tambores dentro de mim. Só me conheço como sinfonia”. Bernardo Soares ( Fernando AMADO Pessoa) Livro do Desassossego. Vol. I. (Organização e fixação de inéditos: Teresa Sobral)- Arquivopessoa.net VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, 29 deContinuar lendo “Fernando Pessoa”