É certo que me repito, é certo que me refuto e que, decidido,hesito no entra – e sai de um minuto. É certo que irresoluto entre o velho e o novo ritmo, atiro à cesta o absoluto como inútil papelito. É tão certo que me aperto numa tenaz de mosquito como é tinta vezes certoContinuar lendo “Carlos Drummond de Andrade”
Arquivos do autor:VEM comigo!
Mário de Andrade
” Quando eu morrer quero ficar “. Mário de Andrade, Literatura Comentada, 1990. VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, Pá 22 de abril de 2020
Não se apegue ao passado
“Não se apegue ao passado, não queira fazer dele, o altar de tua lembranças “ Marii. Não se prenda a um passado, não se cobre tanto por causa de uma situação que não ficou bem resolvida. É comum vermos pessoas se culpando por questões que ficaram la atrás, ou seja, no passado. Coisas quem nemContinuar lendo “Não se apegue ao passado”
O Bêbado e o Equilibrista
” Caía a tarde feita um viaduto E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos A Lua, tal qual dona de bordel Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel E nuvens, lá no mata- borrão do céu Chupavam manchas torturadas, que sufoco Louco, o bêbado com chapéu de côco Fazia irreverência mil praContinuar lendo “O Bêbado e o Equilibrista”
Fernando Pessoa
” Viver não é necessário Necessário é criar”. Fernando Pessoa, pensador.com Marii Freire Pereira VEM comigo! Santarém, 22 de abril de 2020
Quando me olhares
Quando me olhares pela primeira vez Irás atravessar a linha tênue de teus pensamentos e num instante, me verás com olhos de amor. Provarei do teu beijo E cantarei o teu canto. Por um tempo Serei só tua E entre as criaturas Não existirá outro igual a ti. Os meus olhos serão só dos teusContinuar lendo “Quando me olhares”
Mario de Andrade
“A cabeça desliza com doçura, E nas pálpebras entrevistadas Vaga uma complacência extraordinária. É pleno dia. O ar cheira passarinho. O lábio se dissolve em açúcares breves, O zumbido da mosca, embalança do sol. …Assurbanipal… A alma, à vontade, Se esgueira entre as bulhas gratuitas, Deixa a felicidade ronronar. Vamos, irmão pequeno, entre as palavrasContinuar lendo “Mario de Andrade”
Elza Soares
” Meu choro não é nada além de carnaval É lágrima de samba na ponta dos pés A multidão avança como vendaval Me joga na avenida que não sei qualé Pirata e super homem cantar o cantor Um peixe amarelo beija minha mão As asas de um anjo soltas pelo chão Na chuva de confetesContinuar lendo “Elza Soares”
Florbela Espanca
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Aquém e de Além Dor! É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro queContinuar lendo “Florbela Espanca”
Recomeçar
Aonde você parou, aonde deixou de acreditar na vida? Vamos, descubra novos motivos para conseguir adiante. Às vezes, a impressão que dá, é a de que tudo o que há de injusto só acontece conosco. Esse é um pensamento ingênuo. É como se nós, deixássemos de pensar e ficassemos ali, no raso de nossas incertezas.Continuar lendo “Recomeçar”