Ariano Suassuna

Quando eu morrer, não soltem meu cavalo

nas pedras do meu Pasto incendiado:

fustiguem-lhe seu Dorso alardeado,

com a Espora de Ouro, até matá-lo

Um dos meus filhos deve cavalgá-lo

numa Sela de couro esveradeado,

que arraste pelo Chão pedroso e pardo

chapas de Cobre, sinos e badalos.

Assim, com o Raio e o cobre percutido,

tropel de casos, sangue do Castanho,

que, em vão _ Sangue insensato e vagabundo

_

tentei forjar, no meu Cantar estranho,

à tez da minha Fera e ao Sol do Mundo!

Ariano Suassuna, LÁPIDE.

https://www.pensador.com.br

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 15 de abril de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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