Castro Alves

[…] E ri-se a orquestra irônica, estridente… E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais… Qual num sonho dantesco as sombras voam!… Gritos, ais, maldições, preces ressoam! E ri-se Satanás!… Castro Alves. Navio Negreiro parte IV. ( Espumas flutuantes. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, s.d p.184-4). Literatura brasileira. em diálogo com outra literaturasContinuar lendo “Castro Alves”

Lygia Fagundes Telles

” Quero te dizer também que nós, as criaturas humanas, vivemos muito ( ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos consequência, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos que é mais vital, mais profundo, mais vivo. A verdade meu querido é que a vida, o mundoContinuar lendo “Lygia Fagundes Telles”

Carlos Drummond de Andrade

[…] A moldura deste retrato em vão prende suas personagens, Estão ali voluntariamente, saberiam -se preciso- voar Poderiam sutilizar-se no claro- escuro salão, ir morar no fundo dos móveis ou no bolso de velhos coletes. A casa tem muitas gavetas e papéis, escaladas compridas. Quem sabe a malícia das coisas, quando a matéria se aborrece?Continuar lendo “Carlos Drummond de Andrade”