Alienação Parental

O gozo na condição de filho nem sempre é uma garantia que se estabelece na convivência familiar. Às vezes, as confusões entre famílias é um problema, e não uma solução, para quem quer ter segurança. Conforme há o rompimento do casamento e dos laços afetivos entre os pais, a criança é quem mais sofre em meio as exigências decorrentes de dois adultos que não se entendem.

Prejuízos psicológicos

Os danos psicológicos que ficam registrados na cabeça de uma criança por conta da alienação parental fica para sempre. São marcas invisíveis, mas que muitas vezes, são percebidas em comportamentos agressivos, ou pessoas que se mostram ausentes de em tudo, inclusive em sentimentos. E, por que isso ocorre? Pelo fato da criança, ainda não ter um entendimento bem desenvolvido e ter um impacto emocional muito grande. Vale ressaltar que se observa não só a questão do impacto emocional, mas também o intelectual, cognitivo é social que são afetados de forma negativa. Claro, a gente sabe que, o casamento ou a relação em si, é para trazer segurança entre as pessoas. Inclusive, conforme estabelece a Constituição Federal, todos gozam do mesmo direito, e ainda que haja o rompimento do casamento, a criança deve ser preservada ao máximo de toda situação conflituosa. Uma vez; que ela não deve pagar pelos pecados ( erros) dos pais. Toda e qualquer decisão tomada entre estes, devem preservar a saúde, bem como, a integridafe da criança.

Conforme a legislação, o que pode ser feito no caso da alienação parental?

Uma vez comprovado que dentro da família há atos de alienação contra a criança, O Ministério público através do Juiz ultiza as medidas necessárias para procurar perseverar a integridade psicológica da criança ou do adolescente

É importante afirmar nesse caso, caberá com urgência as medidas provisórias para assegurar a integridade psicológica da criança com o pai ou a mãe que que está sendo prejudicado. Além disso, existe a tentativa de aproximação entre ambos. Afinal, a prioridade é a saúde do filho. Portanto, haverá uma avalição da personalidade dos envolvidos, bem como, ouvir a criança para que esta certifique tal afirmação.

Comprovado a alienação parental, a legislação prevê a garantia mínima de visitação a criança. Por que isso? Porque o intuito maior é proteger a criança contra riscos à integridade psicológicas e física do pai ou da mãe que pratica a alienação.

Como coibir a alienação parental?

Todos sabemos que alienação parental é crime. Portanto, deve haver o cuidado de preservar a saúde dos filhos. Ainda que venha se dissolver a idéia de casamento, mais o frutos deste, permanece na pessoa do filho ou dos filhos. Rompeu a idéia de família tudo bem. Todavia, a criança ou o adolescente deve ser preservado ao máximo, para que este, no meio da briga entre os pais, não se deixe ser contaminado pelo ódio.

” Os filhos devem ser poupados das angústias, medos e dificuldades ” que surge nos confrontos entre os pais.

Quando uma família se dissolve, existe uma separação não só do casal. A separação ocorre entre todos os membros do grupo, e isso inclui amigos também. Mas, a criança deve ser poupada ao máximo para que ela não seja envolvida em brigas, preconceitos, desqualificação da imagem do pai ou da mãe. A intenção é fazer com que, mesmo com aquele ” rompimento ” ela guarde também uma imagem boa de seus genitores.

A criança, ela mais do que o seu arquivo de memória preservado, tem também que identificar com o tempo que, aquele vínculo afetivo entre os pais, mesmo diante da nova realidade precisa ” sustentar” a idéia de amor e dignidade entre os dois, ou seja, entre o pai e a mãe. Atenta a essa realidade, a criança ou no adolescente vaiconseguir com o tempo, reconhecer que os laços de afetividade, eles são mais fortes do que qualquer diferença que há no rompimento da relação dos pais.

As famílias têm muitos confrontos de realidade. Mas o que deve prevalecer intacto são os valores, as crenças do ser humano. É importante que essas coisas não mudem conforme a formação ou dissolução do casamento. O ideal é que mesmo no confronto, se reconheça a força que brota do amor, do afeto, do carinho e do cuidado que as famílias guarda entre cada indivíduo. As relações de modo geral, elas se apegam muito na questão do vínculo, e essa autenticidade deve ser protegida ao máximo para que as pessoas reconheçam seus valores diante desse ciclo de afeto.

“Amor não é disputa. O amor caracteriza-se pela soma das dificuldades que foram vencidas para que cada indivíduo se permita amar o outro”. Isso é família.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: psicolosberrini.com.br

Santarém, Pá 6 de Maio de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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