A vida fermenta

Uma maneira sabia que a vida tenta manifestar a todo instante, é revelar as estruturas manobristas da vida a nosso favor, ou seja, a todo momento, ela mostra O quanto a transmutação ( efeito detransformar), é um fator crucial para alterar parte da nossa realidade.

É gracioso a beleza de tal aspecto. É uma maneira que ela tem em de nos favorecer, e assim, não perder para a morte. O tempo, as vezes, pode até limitar, mas em contrapartida, nos oferece outras possibilidades. Quer uma comparação clara? Os nossos sonhos não terminam quando morremos. Eles ganham força nessa trama maravilhosa que é a vida. Os filhos são o potencial maior que temos em nos perpetuar comp especie e fazer com que os sonhos continuem vivos. São eles que exercem essa ferramenta imprescindível de continuar realizando as nossas vontades.

Quem perde, não somos nós. Mas, é a falsa percepção que se tem em relação ao pensar, que quando partimos, tudo acaba.

Não. Definitivamente, a vida não acaba, a vida fermenta….dando vida a outras vidas.

Eis o símbolo da resistência!…

Vegetação renascendo após o incêndio na Austrália.

A imagem eu acabei pegando do Instagram. Infelizmente, não tenho certeza de qual site foi colhida

Reflexo: Marii Freire

Eu Sei Que Vou Te Amar

Eu sei que vou te amar

Por toda a minha vida eu vou te amar

Desesperadamente, eu sei que vou te amar.

E cada verso meu será

Pra te dizer que eu sei que vou te amar

Por toda minha vida

Eu sei que vou chorar

A cada ausência tua eu vou chorar

Mas cada volta tua há de apagar

O que essa ausência tua me causou.

Eu sei que vou sofrer

a eterna desventura de viver

A espera de viver ao lado teu

Por toda a minha vida

Eu sei o que eu vou chorar

A cada ausência tua eu vou chorar

Mas cada volta tua há de apagar

O que essa ausência tua me causou.

Eu sei que vou sofrer

A eterna desventura de viver

A espera de viver ao teu lado

Por toda a minha vida

Tom Jobim & Vinicius de Moraes.

https://m.letras.mus.br>Ana-carolina

Marii Freire.

” Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar…”

Antonio Machado ( poeta espanhol).

A Literatura é um dos meio que nos permite sonhar a própria liberdade

Quando não se tem livro, a melhor opção é frequentar assiduamente as bibliotecas. É delas que sopram o vento da esperança.

Aqui, considerando a história de uma menina pobre, onde a vida havia lhe imposto inúmeras restrições, todas as que você possa imaginar. Mas, que não a fizeram deixar de sonhar, de ir a luta. E principalmente, indagar….

Nesses interiores de ‘ Meu Deus’, aonde falta tudo, havia uma menina muito curiosa, sonhadora e apaixonada pela vida.

Um belo dia, deixa o interior e vai morar na cidade, e lá tem acesso aos livros. Mas, não tinha dinheiro para os comprar, então todos dias, aquela menina ia a biblioteca. Passava quase um constrangimento por todos dias fazer parte daquele ambiente. Lá, ela veio se familiarizar com livros de literatura, assim como outras sugestões de livros. Mas, o mais importante: pode ler vários livros. Diferente se pudesse ter comprado um ou dois.

Apesar detidas as dificuldades, nada lhe tirava o foco principalmente, o de crescer intelectualmente, e sonhar…Aprender dentre outras coisas, O sabor da própria liberdade, ser livre. E de fato, aquilo tudo era sim mesmo. Convivendo com os livros, ela conseguira ampliar a sua realidade e por que não a sua rebeldia? Sim, ler nos deixa rebelde, mas do que a própria sensação de prazer. É um ato de rebeldia revestida de resistência, claro.

Quem não gosta de ler?…

A leitura acaba provocando mais do que o encantamento, ela provoca uma espécie de domínio maior pela história, devido a experiência que se adquire.

Bem, quanto a menina, cresceu. Hoje, eu sei que a mesma escreve muito bem…

Nada como sonhar…

…a própria liberdade.

Marii Freire Pereira

Imagem: Exame.Abril.com

Na vida, se importe com quem se importa com você

Quem nos ama, quem tem carinho e alguma forma de respeito, se importa conosco.

O que eu acho fascinante no ser humano é esse compreender vagaroso, gostoso da vida. Mas, esse detalhe não é algo que todos podem alcançá-lo.

Muita gente vive na encosta, de lado, de cabeça para baixo, cheio de si, inclinado aos próprios pés que nem ao menos, aprende o significado de despertar. Despertar para a vida, para a construção de laços afetivos. As vezes, refugia-se no outro como uma única forma, a de subtração. Suga, tira tudo. É cítrico da própria alma. Só conhece um único desejo, o dele. Usa o outro de forma constrangedora, uma envergonha, posso assim dizer, é só para alimentar as suas próprias fragilidades. É um ser humano oco, vazio por dentro. Parece que tem uma obsessão insana de poder.

Só nos procura quanfo é para depositar o próprio lixo, as vezes tem a ousadia de mudar o próprio tom de voz só para alcançar o que procura, o que espera, o que deseja. Gente que te usa como uma espécie de garantia. Já reparou em quem te faz de Caixa eletrônico? Do nada aparece, retira o quanto precisa e vai. Passa a vida inteira deslizando, ganhando vida nos próprios tropeços.

Não. Você não é um crédito especial de ninguém. Você não é psicóloga que fica fazendo plantão de caridade para as suas amigas. Você não é plano ” B”, de alguém que só lembrada quando todas as outras não quiseram sair com o cara que você gosta, e portanto, ele só te procura quando já não tem nenhuma alternativa. Você é obrigada a satisfazer ninguém. A não ser você mesma.

Vire as costas. Saia de relação que não te oferece nenhuma possibilidade de se sentir confortável. Considere somente aqueles que te consideram.

Aprender a dizer não faz bem. E o melhor, sem ressentimentos.

Nietzsche disse que o ressentimento é hóspede exclusivo da ingratidão. Não seja ” ingrata para si”, enquanto agrada os outros.

Se supere, se reconstrua. Não viva objetificada por alguém. Se ame ao ponto de dizer, eu mereço mais. Reflita.

Não hesite, é ótimo. Retire o peso dos ombros, esse que só pesa para um lado e faz você andar capenga. As vezes para encontrar o equilíbrio que merecemos para prosseguir, é necessário visitar o passado e retirar o que precisa para ser lançado fora.

Ame quem tem tempo, ou mesmo que não tenha, tira cinco minutos do seu dia, para saber como você está. Gente que se importa, gente que sabe retribuir carinho. Gente que no ” bom dia”, pergunta o que você precisa.

Queira, queira muito ter essas pessoas assim por perto. É gente que sabe constranger, mas com gostosura, nudez da alma, gente que acrescentar.

As relações não são esconderijos para o outro distraidamente subtrair a sua paz, a sua felicidade. As relações só atingem um certo equilíbrio quando há um grau de maturidade.

Abrace quem te abraça, quem te queira bem

Imagem: Marii Freire

Texto: Marii Freire

Carpe diem

Carpe diem, é uma expressão em latim que equilave a “aproveite o dia”, ou ” aproveite a vida enquanto ela dura”.

Numa definição própria, diria ” abrace a vida com vontade”, queira o melhor do melhor porque nós ” colhemos” como sugere a frase, essas regalias que nos são dadas de modo, a viver o momento, mas um momento no sentido figurado, não o instante, mas todas essas pequenas frações da vida, e que juntas, acabam representando o total daquilo que somos. Até porque, não somos eternos. Mas, uma breve passagem. E talvez , um dos maiores desafios nosso aqui, é justamente a busca pelo prazer […]

Esse prazer em geral, está ligado a idéia de sentimento. Então, basicamente equivale ao prazer amoroso, ou seja, o convite a mulher amada.

Esse prazer sugerido ja existia na poesia clássica anterior ao Barroco que foi um período de culpa, uma vez que destaca-se ter a emoção genuína, havia a presença do sensual, mas ao mesmo tempo, revestido de uma certa culpa. Então, com isso, os poetas do Carpe diem, viam o prazer como uma necessidade, uma espécie de ausência de culpa, sem esse revestimento do religioso.

Contudo, o que prevaleceu em relação a esse entendimento, foi tentar não viver esses paradoxos, mas sim? aproveitar a vida porque tudo é um momento. Hojr, estamos vivos, porém…numa fração de segundo, podemos partir dessa para melhor…

Carpe diem!…

Imagem modificada (contém filtro) – livro pessoal.

Literatura brasileira/2013

Comentário: Marii Freire.

Tarde em Itapoã

” Um velho calção de banho

O dia prá variar

O mar que não tem tamanho

É um arco-íris no ar…”

Gostosa essa canção!…

Composição: Vinícius de Moraes, Pecci Filho eToquinho.

https://m.letras.mus.br>Toquinho

Até que ponto o amor é saudável?

Amor é…

….

É um não querer mais que bem querer,

É estar preso por vontade

É servir a quem vence, o vencedor…”.

Luís de Camões

Para falar de amor, é preciso citar Camões. Não conheço descrição mais perfeita do que essa. Claro, existem inúmeras outras formas de tentar justificar a nobreza de tal sentimento. Os românticos conhecem muito bem esse universo. O próprio Deus, tem essa necessidade psíquica de ser amado.

O amor, a paixão nos humaniza, e não falo isso visando o lado romântico da entrega do amor ao ser amado. Não, amar é a primeira condição do se humano. Eu amo, ou seja, eu me amo, e a medida em que tenho amor por mim mesmo, posso dar ao outro. Geralmente, quando estamos apaixonados, passamos a olhar para aquela pessoa que estar ao nosso lado, com olhos de pureza. É a nudez da alma que se manifesta em torno daquele sentimento. É o que fala a canção: ” É estar preso por vontade…”. De fato, é a única prisão em que um réu se sente bem, porque todas as outras formas, se costuma contestar.

Quem insiste em amar, procure sempre se encaixar nas exigências do outro, as vezes até no menor orifício para poder caber. O amor costuma ser exigente, aliás, exigência é a sua prioridade.

A paixão geralmente costuma ser passageira. Tem casal que quando não consegue suprir essa exigência, logo se afastam. As vezes, muitos relacionamento começam com outros interesses, nem sempre existe a presença do amor. Eu não estou dizendo que todo sentimento não passe pela exigência. É bom que passe para que se possa, inclusive ter todas as certeza que se precisar abracar numa relação. Como estou sempre escrevendo: o amor é uma via de mão dupla. É necessário que os dois estejam em comum acordo, porque se só um faz, e não há retribuição, não funciona. Vou usar uma expressão antiga nesse caso, não vinga.

O amor romântico passa por esse crivo. E você ” serve a quem vence, o vencedor “, com prazer, uma vez que é correspondido. Não se trata de imposição, não é a presença do abuso que há nos relacionamento. É algo parecido com o cortejo. É a questão do afeto, do enlaçar…da profundidade, como diz o Drummond: “o amor é algo que nos deixa ofendidos de felizes “. Olha que lindo isso. Metaforicamente falando é essa delicadeza. Isso maravilhoso e se vive, sem perder a lucidez do sentimento. Agora, quando esse amor extrapola limites? Perde a razão e ganha traços de psicopatia ?Quando desvia o olhar? Lembra do que falei no início do texto? O amor não desvia o olhar. Mas nesse caso, sim.

Quando se observa relacionamentos aonde não há respeito, é bom tomar cuidado porque amor que sufoca, ele caminha para o abismo, tira o fôlego. Mas, não é no gozo. É ceifando a vida e todas as suas possibilidades, não tenha dúvida.

Amor que tenta se refugiar em argumentos com pouca consistência, é o tipo de amor que fere. Nesse caso, já deixa de ser um sentimento sublime, e passa a ter a outra outras características vistas como anormais. É um amor doente, portanto, precisa de ajuda, tratamento ou melhor, afastamento.

Nesse caso, o amor pode ser tão violento a ponto de matar, mas quem ama se recusa a enxergar o perigo…

Seis tiros, justificam a imensidão de um sentimento? Ou existe limites que precisam ser respeitados. Depende. Depende de quem assiste de fora, e de quem vive a relação. Geralmente, o amor para chegar a esse ponto já extrapolou todas as razões. Nem se pode falar em amor, porque para ambas as partes ( descontentes),o sentimento ganh um novo significado. É aquele que muitos poetas adoravam descrever em suas obras, a morte. A morte é o fim do amor.

Imagem pública.

Texto: Marii Freire.

Solidão.

Eu poderia começar falando a respeito de solidão como algo negativo. Pegar a imagem de uma pessoa solitária e inserir aqui, como forma de chamar a atenção. Mas, escolhi uma janela por acreditar que os nossos pensamentos podem ser reeditados para que se possa alcançar uma nova forma de realidade.

Essa interpretação de que solidão é algo que asfixia a alma, nos tornando incapazes, é uma idéia que pode servir de carrasco para alguns. Talvez, para aqueles que intetelectualmente não se sintam capazes, ela possa parecer um monstro. Já para os que valorizam essa forma de liberdade é muito boa, porque a idéia de solidão faz com que o individuo alcance uma realidade interior, nunca alcançada por exemplo, se ele estivesse rodeado de pessoas.

A maior dificuldade para lidar com pensamentos negativos, talvez em relação a isso, seja o desprezo ( o que causa fobia), mas não é necessariamente, esse o caso. Quando se precisa tomar uma decisão importante se afastar de pessoas, de barulho e tudo o que atrapalha, e ficar um pouco ‘enclausurado’, digo pouco, fazendo referência, ali por um determinado tempo consigo mesmo, para dessa forma, trazer a realidade as respostas às quais se precisa. A solidão, diria que é como uma espécie de faxina mental que implica interferir num espaço totalmente ocupado, porém sem serventia. E o reorganizar da mente começa por essa liberdade de se desfazer daquilo que ja não tem o porquê de se fazer presente, e fica na mente como uma espécie de obstrução naquele espaço, causando as vezes até depressão, fazendo com que se tenha neuroses. A mente é isso, ela acaba tendo esse poder de trabalhar o lado ruim, as vezes, torna-se doentia. Ppr isso, é esse espaço reservado as nossas interrogações.

Todavia, é importante que não nos tornemos reféns das circunstâncias, bem como, pensamentos cativos. Não, a solidão tem um poder criativo, onde dependendo da situação ela funcionar como um estimulo para se produzir. Você pode observar que os grandes intelectuais, eles precisaram e souberam usar a solidão como uma grande aliada para alcançar as suas construções intelectuais. Então, se olhado por esse ângulo, ela vem como forma de subsidiar determinada necessidade. É bom, um pouco de solidão sempre faz bem.

A janela, no caso, vem como essa possibilidade de nos voltarmos ao novo para que esse possa adentrar na mente e se manifestar através do nosso comportamento.

Imagem pública

Texto: Marii Freire Pereira.

Litania dos pobres

Os miseráveis, os rotos

São as flores dos esgotos.

São espectros implacáveis

Os rotos, os miseráveis.

São prantos negros de furnas

Caladas, mudas, soturnas.

São os grandes visionários

Dos abismos tumultuários.”

Cruz e Sousa.

Literatura brasileira/2013.