Até que ponto o amor é saudável?

Amor é…

….

É um não querer mais que bem querer,

É estar preso por vontade

É servir a quem vence, o vencedor…”.

Luís de Camões

Para falar de amor, é preciso citar Camões. Não conheço descrição mais perfeita do que essa. Claro, existem inúmeras outras formas de tentar justificar a nobreza de tal sentimento. Os românticos conhecem muito bem esse universo. O próprio Deus, tem essa necessidade psíquica de ser amado.

O amor, a paixão nos humaniza, e não falo isso visando o lado romântico da entrega do amor ao ser amado. Não, amar é a primeira condição do se humano. Eu amo, ou seja, eu me amo, e a medida em que tenho amor por mim mesmo, posso dar ao outro. Geralmente, quando estamos apaixonados, passamos a olhar para aquela pessoa que estar ao nosso lado, com olhos de pureza. É a nudez da alma que se manifesta em torno daquele sentimento. É o que fala a canção: ” É estar preso por vontade…”. De fato, é a única prisão em que um réu se sente bem, porque todas as outras formas, se costuma contestar.

Quem insiste em amar, procure sempre se encaixar nas exigências do outro, as vezes até no menor orifício para poder caber. O amor costuma ser exigente, aliás, exigência é a sua prioridade.

A paixão geralmente costuma ser passageira. Tem casal que quando não consegue suprir essa exigência, logo se afastam. As vezes, muitos relacionamento começam com outros interesses, nem sempre existe a presença do amor. Eu não estou dizendo que todo sentimento não passe pela exigência. É bom que passe para que se possa, inclusive ter todas as certeza que se precisar abracar numa relação. Como estou sempre escrevendo: o amor é uma via de mão dupla. É necessário que os dois estejam em comum acordo, porque se só um faz, e não há retribuição, não funciona. Vou usar uma expressão antiga nesse caso, não vinga.

O amor romântico passa por esse crivo. E você ” serve a quem vence, o vencedor “, com prazer, uma vez que é correspondido. Não se trata de imposição, não é a presença do abuso que há nos relacionamento. É algo parecido com o cortejo. É a questão do afeto, do enlaçar…da profundidade, como diz o Drummond: “o amor é algo que nos deixa ofendidos de felizes “. Olha que lindo isso. Metaforicamente falando é essa delicadeza. Isso maravilhoso e se vive, sem perder a lucidez do sentimento. Agora, quando esse amor extrapola limites? Perde a razão e ganha traços de psicopatia ?Quando desvia o olhar? Lembra do que falei no início do texto? O amor não desvia o olhar. Mas nesse caso, sim.

Quando se observa relacionamentos aonde não há respeito, é bom tomar cuidado porque amor que sufoca, ele caminha para o abismo, tira o fôlego. Mas, não é no gozo. É ceifando a vida e todas as suas possibilidades, não tenha dúvida.

Amor que tenta se refugiar em argumentos com pouca consistência, é o tipo de amor que fere. Nesse caso, já deixa de ser um sentimento sublime, e passa a ter a outra outras características vistas como anormais. É um amor doente, portanto, precisa de ajuda, tratamento ou melhor, afastamento.

Nesse caso, o amor pode ser tão violento a ponto de matar, mas quem ama se recusa a enxergar o perigo…

Seis tiros, justificam a imensidão de um sentimento? Ou existe limites que precisam ser respeitados. Depende. Depende de quem assiste de fora, e de quem vive a relação. Geralmente, o amor para chegar a esse ponto já extrapolou todas as razões. Nem se pode falar em amor, porque para ambas as partes ( descontentes),o sentimento ganh um novo significado. É aquele que muitos poetas adoravam descrever em suas obras, a morte. A morte é o fim do amor.

Imagem pública.

Texto: Marii Freire.

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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