Felicidade, o que é? Qual a origem? Será que a encontramos pronta?
Bem, a palavra felicidade tem inúmeras definições. De repente, o significado que ela tem para mim, não seja o mesmo para você. Mas, ela é individual, indivisível e ao mesmo tempo única, que a cada um tem uma maneira especial de saber defini-lá.
Para Aristóteles por exemplo, felicidade era algo que estava relacionado com o equilíbrio e a harmonia. É como se o estado de espírito encontrasse o equilíbrio necessário para alcançar a paz desejada. Já o lado voltado a psicologia, ela aborda o termo ‘ felicidade ‘, como o resultado final, ou seja, a emoção do indivíduo, depende de uma situação específica, no caso, se estou feliz, é porque essa felicidade vem de uma ação concreta. E assim,tem- se várias outras formas que contribuem com esse entendimento acerca de felicidade.
A Wikipédia, vem com outra definição, no que diz respeito ao conceito de felicidade. Ela descreve a felicidade como um estado durável, constituindo de plenitude. E por que não trabalhar um pouco de Guimarães Rosa, aqui também? Para esse mineirinho de Cordisburgo ” Felicidade só pode ser encontrada em horinhas de descuido “.
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E assim, tem-se os mais variados conceitos que nos permite compreender melhor essa questão. Na verdade, todos têm lá, os seus predicados, suas observações, etc. E deve-se levar em consideração que tudo isso serve para se tecer os arranjos necessários no que se refere essa tal felicidade. E você, qual é a sua forma de definir a palavra felicidade? De repente, a idéia de ter muito dinheiro ajuda na construção desse termo, ou não? No meu caso, não. Claro, dinheiro ajuda a qualquer um, mas vivo bem com ou sem ele. Agora, felicidade no meu caso é algo voltado a subjetividade. Isto é, particular. O importante é saber definir o que agrega um juízo de valor no caso. Eu respeito o meu, assim como o seu.
Para muita gente, agradar a idéia de que felicidade é ter qualidade de vida, saúde, autoestima, amor, viajar, ter com quem compartilhar como foi o seu dia, e outras formas de atrelar valor a essa questão.
Na visão de muitas pessoas, prevalece a certeza de que a felicidade está ligada a simplicidade. É natural que muita gente veja assim, é como uma espécie de manifesto a favor dessa conquista tão venerada. Sim, a “felicidade”, é um desejo levado as últimas consequências. Tem quem mate, quem morra por causa dela, o importante é passar por essa vida e conseguir ser feliz, ainda que seja por pouco tempo. É uma conquista que não nos vem de graça, certamente.
Ser feliz é, ‘ antes de mais nada’ aprender a respeitar a si mesmo, os valores, as derrotas, as conquistas, o que nos arma e tudo aquilo que de certa forma, acaba nos deixando ‘nus’ diante de nós mesmos . Na verdade, falo a respeito de uma somatória , de tudo o que passamo longo da vida para ‘alcançar o sol no finalzinho da tarde..’. Portanto, compreenda uma coisa, não existe uma fórmula pronta em que, eu compro o tanto de felicidade que preciso para cada dia. Às vezes, ficamos felizes com tão pouco, já observou? Uma palavra dita na hora certa pode melhorar qualquer anônimo, fazer brotar um sorriso, trazer esperança a um coração que fica apertado, hum?! Coração de mãe por exemplo, é algo que acompanha o filho no mundo, Sim aonde quer que ele vá, ‘ela vai junto…”, não nos caminhos geográficos, mas nos caminhos internos, e se ela recebe uma ligação, respirar, fica calma e feliz por saber que o filho vai bem. E você? Quando aquela pessoa especial te procura, você também fica feliz, não é? Claro, é um gesto de humanidade. São essas coisas pequenas coisas que acrescentam em nossas vidas, colaborando inclusive com a nossa felicidade.
Seja feliz, encontra a razão pela qual você se sinta um ser humano melhor, capaz de cuidar de si e dos que estão ao seu redor. Felicidade, nós construímos assim, rodeado de quem nos faz bem…
Foi um período composto por poetas desvinculados do compromisso com a nacionalidade, ou seja, eram poetas que voltavam-se para si mesmos, ou seja, havia a necessidade de conseguir desprender- se um pouco das características do período anterior que era dado por conta do Romantismo.
Nessa época, houveram muitas manifestações, como a questão das agremiações estudantis, jornais, assembleias e passeatas. Também tinha aqueles que se manifestavam através das chamadas tribos urbanas: pintava os cabelos, usava-se roupas rasgadas, pulseiras, colares de metal, roupas com caveira estampadas, piercing, etc. Quer, todas essas características eram próprias daquela época.
No período do Romantismo mesmo, nas décadas de1850 e 1860, os universitários de São Paulo, assim como os do Rio de Janeiro reuniram -se dando origem ao que se chama de Ultrarromantismo. Então, nota-se que eles usam isso como uma maneira de protesto.
Os Ultrarromânticos tinham uma visão dualista que envolvia atração e medo, desejo, culpa, etc. Segundo o Mário de Andrade, escritor e crítico modernista, os românticos, e principalmente os Ultrarromantismo, temiam a realização amorosa. E com isso, verificou-se por exemplo, que o ideal feminino normalmente era associado a figuras incorpóreas ou assexuada , como anjo, criança, virgem, e outros. O amor físico era algo visto apenas de modo indireto, sugestivo ou artificial.
Aí, nesse período tem-se a presença dos Ultrarromânticos como, Casimiro de Abreu: ” Amor e medo”
” No fogo vivo eu me abrasara inteiro!
Ébrio e sedento na fugaz vertigem
Vil, machucava com meu dedo impuro
As pobres flores da grinalda virgem!
Vampiro infame, eu soveris em beijos
Toda a inocência que teu lábio encerra,
E tu sérias no lascivo braço
Anjo enlodado nos pauis da terra.
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Se de ti fujo é que te adoro e muito,
És bela – eu moço;tens amor, eu – medo!…
(In: Antonio Candido e José A. Castello. Presença da literatura brasileira: São Paulo: Difel, 1968)
Imagem: O pesadelo (1790-1), de Johann Heinrich Fussli
Frankfurter Goethe- Museum, Frankfurt, Alemanha.
Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, ano: 2013.
A leitura faz com que sejamos livres, mesmo vivendo dentro da nossa complexidade.
Ler é maravilhoso. É tão necessário e generoso conosco, que faz nos sentir revigorados todas as vezes que pegamos um bom livro. É como a sensação de nascer novamente
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Ler consiste em sonhar, sonhar a própria liberdade!…
” A literatura antecipa sempre a vida. Não a cópia, molda-a aos seus desígnios. “
Oscar Wilde.
Eu acho que a literatura é algo apaixonante. Um prazer, uma espécie de vício mesmo. Castiga, ao ponto de deixar-nos dependentes. Mas, ‘dependentes’ no bom sentido. Claro – funcionando como uma defesa a nossa vida. Na verdade, ela narra parte de nossa história. Tanto que temos uma gama de autores maravilhosos que, digamos ‘com muita delicadeza’, puderam mergulhar na condição humana e passar isso para o papel. Não é fantástico?! Eu acho perfeito como a vida de fato, vai sendo moldada em folhas brancas
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A literatura é um presente a todos nós.
Um convite a conhecer a realidade de diferentes formas.
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