Vinicius de Moraes

” Que não seja imortal,

Posto que é chama, mas

Que seja eterno

Enquanto dure”.

Vinicius de Moraes

Tribuna da internet

Publicado por: VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, 28 de março de 2020

Tarsila do Amaral

A Semana da Arte Moderna, em São Paulo, reuniu muitos trabalhos, dentre eles, estava a pintura de Tarsila do Amaral “Abaporu”. Essa é a obra mais emblemática que Tarsila pintou. Claro, foi um presente dado ao seu marido ( Oswald de Andrade). Além de Tarsila, tinha a exposição de pinturas de Anita Malfatti ( ja mencionada), Macunaíma, de Mário de Andrade.

Como visto, houve uma grande transformação tanto no contexto histórico,social e cultural.

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: ” Abaporu “, MASP

Santarém, Pá 27 de março de 2020

As janelas

Do vermelho ao verdade todo amarelo morre

Quando cantam as araras nas florestas natais

[…]

Aves chinesas de uma asa só voando em dupla

É preciso um poema sobre isso

Enviaremos mensagem telefônica

Traumatismo gigante

Faz escorrer os olhos

Garota bonita entre jovens turinenses

O moço pobres se assoavq na gravata branca

Você vai erguer a cortina

É agora veja a janela se abre

Aranhas quando as mais recuam a luz

Beleza palidez insondáveis violetas

Tentaremos em vão ter alguns descanso

Vamos começar à meia-noite

Quando se tem tempo tem- se a liberdade

Marisco lampreia múltiplos Sóis e o Ouriço do crepúsculo

Um velho par de sapatos amarelos diante da Janela

Tours

As Torres são as ruas

[…]

Ó Paris

Do vermelho ao verde todo jovem perece

Paris Vancouver Hyère Maintenon Nova York e as Antilhas

A janela se abre como uma laranja

O belo fruto da luz.

(Guillaume Apollinaire- São Paulo: Companhia das letras. 1997.

Imagem: pt.whoort.com

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Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 27 de março de 2020

A linguagem do Modernismo

O avesso às regras ” pouseram as palavras em liberdade “. Melhor, todos as formas de manifestação artísticas puderam ser vistas no início do século XX. A arte de modo geral, sofreu uma ruptura com os padrões vigentes da época.

Eis, o barco (1915), de Anita Malfatti. Os poetas modernistas eram contrários as regras. É por isso que, o ” avesso” neste caso, faz sentido. Eles queriam “liberdade” ao invés de se prender em formas fixas. O desejo era voltado ao novo. ou seja, aquilo que os permitissem ultrapassar os seus próprios limites.

Comentário: VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Museu da Arte Moderna do Rio de Janeiro, RJ

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, 2013

Santarém, 27 de março de 2020

Pablo Neruda

Onde está o menino que fui?

Está dentro de mim ou se foi?

Sabe que jamais o quis

e que tão pouco me queria?

Por que andamos tanto tempo

crescendo para nos separarmos?

Por que não morremos os dois?

quando minha infância morreu?

E se minha alma se foi

Por que me segue o esqueleto?

Pablo Neruda ( Onde está o menino que fui)

Imagem: Isidoro Ferrer

https: // http://www.luso- poemas.net

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Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 27 de março de 2020

Chico Buarque

” Tem dias que a gente se sente

Como quem partiu ou morreu

A gente se estancou de repente

Ou foi o mundo então que cresceu

A gente quer ter voz ativa

No nosso restinho mandar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega o destinho pra lá

Roda mundo, roda- gigante

Roda moinho, roda pião

O tempo rodou num instante

Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente

Até não poder resistir

Na volta do barco é que se sente

O quanto deixou de cumprir…”

Fonte: LyricFind

Compositores: Hollanda Chico

https:// m.letras.mus.br

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Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 27 de março de 2020

Filiação

” Todos os homens:

Vinde a mim,

orfãos da poesia,

Choremos sobre

O mundo mutilado”.

Murilo Mendes ( O Estado de São Paulo,17/12/2000)

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 27 de março de 2020

Murilo Mendes

Murilo Mendes ( 1901-1975), nasceu em Juiz de fora, Minas Gerais. Ele com o Jorge Lima fizeram parte do grupo de artistas e intelectuais da poesia da década de 1930.

Foram influenciados pelas as idéias do filósofo católico Jacques Maritain e por toda série de escritores católicos europeus. Defendia-se a renovação do catolicismo e a crianção de uma arte cristã combativa.

Dos que faziam parte desse grupo católico, interessava a à literatura Murilo Mendes e Jorge de Lima. Esses de fato, foram vistos como representantes da poesia religiosa, ao qual eram, melhor faziam parte da geração de 30.

Todavia, o Murilo Mendes era visto no Brasil, como um escritor difícil. Difícil, porém com um trabalho surpreendente. Tinha uma linguagem fragmentada, as imagens insólitas, a visão messiânica do mundo.

Partindo de que o mundo era o próprio caos, a poesia de Murilo buscava o tempo inteiro ‘desconstruir -se para se reconstruir’, subverter a ordem das coisas instituídas e assim, organizar de acordo com leis próprias.

Obras

Murilo lançou-se na literatura como um autor modernista, publicou algumas de suas produções na revista paulistana da década de1920. A primeira obra foi, Poemas que só veio ao público em 1930. Porém, Murilo teve outras experiências mais profundas como o contato com o Marxismo, um exemplo? ” Bamba- meu porta , além de outros trabalhos. Visionário, Murilo observava as sugestões surrealistas

Em 1935, tendo se convertido ao catolicismo, escreveu junto com Jorge Lima a obra Tempo e eternidade. Podia nota em seu trabalho a preocupação como social, o sobrenatural,, a religiosidade, o erotismo r outros. Já por volta de 1940, publicou Contemplação a Ouro Preto. Em 1950 ele já vivia na Europa e no Brasil se iniciava o Concretismo

A inquietude de Murilo diante da poesia, abriu muitos caminhos a mudança.

Comentário: VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Retrato de Murilo Mendes ( 1931), de Alberto da Veiga Guignard.

Santarém, Pá 27 de março de 2020

Mãos dadas

Não serei poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.

Não direi os suspiros ao anoitecer,A paisagem vista da janela,

Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

Não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,

a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade.

Literatura brasileira (William Cereja e Thereza Cochar, 2013)

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 27 de março de 2020

Silêncio interior

O silêncio interior é aquilo que surge a partir do abandono, da recusa de querer buscar subterfúgios no mundo real, esse em que vivemos, aonde tudo para aparecer precisar chamar a atenção de alguma forma. São as nuances! De moto geral, elas existem para ser provocativas. Claro, a idéia é ” prender-nos” de alguma forma. Às vezes, ficamos tão fascinados com as cores, com os formatos que parecemos crianças em parques de diversão. Você nota que a criança naturalmente, ela é dada a tudo que é colorido. Assim, nos como “crianças crescidas” que somos, também nos perdemos de vez em quando. Imagino que o problema maior, não seja nos perder, e sim, ter a capacidade de voltar.

[…]

Viver é isso, um singelo convite a distração. Mas, o problema é essa forma de “caminhar “. Nós caminhamos muito para fora. É tudo feito com muita pressa. Há situações que por causa do encanto que ela provoca, mexendo com as nossas emoções, costumamos dá passos largos, na ânsia de nos apressar e aproveitar o melhor da festa. E olha, que há quem aproveite de verdade esses momentos, quem saiba usufruir com destrezatodas as pequenas oportunidades que a vida nos apresenta vez por outra. O problema é quando se percebe que há uma censura, e quando a vida perde o sentido, melhor, alegria fica escondida pelos cantos. Sabe pó? É pó que se acumula no interior da casa? Assim ficamos nós, com uma tristeza a qual, não sabemos definir. O que fazer em momentos assim?

Há quem passe longos períodos buscando compreender a razão de se perder dentro desse grande labirinto que somos nós. Gente que briga no raso de si, só porque não consegue negociar o mínimo possível, não sabe ceder, e prefere travar uma luta com o seu interior do que ser ponder diante de coisas simples.

É o ser humano vivendo a dinâmica da vida de modo desajustado. Lembra da comparação que fiz logo no inicio do texto, onde, de uma maneira metafórica, cheguei a comparar a vida ao parque de diversão? Muito bem, depois de muito ter andado e claro, se divertido, é hora de voltar a vida normal. É tempo de volta para casa, é tempo de voltar para si novamente

[…]

É tempo de abandonar todas as coisas que outrora prenderam a sua atenção. É o momento de cuidar do interior. É nele que terás que caminhar tudo novamente. Vai aprender a andar na trilha que o conduzirá ao encontro mais importante da sua vida, ” você com você mesmo”, vai reavaliar o que tem importância para permanecer, para compor a bagagem ou não.

[…]

O peso de tudo aquilo que carregamos conta muito para sabermos ligar com os obstáculos que vierem pela frente, portanto, tenha atenção redobrada, e fique atento porque o que pesa para dentro , também pesa para fora! É bom estarmos preparados para saber lidar com os desafios.

Aprenda a lidar melhor com os seus próprios limites e, saiba que a vida é sim, esse grande parque de diversão, mas brinque com cautela, tomando como exemplo toda a experiências de menino (a), que há aí dentro de você. Saiba que quando a diversão acaba, é o momento de cair em si! Portanto, cuide melhor de você. Aprenda que a melhor diversão acontece dentro de nós. O barulho só faz sentido para quem o sente, ou seja, você.

Marii Freire Pereira ( VEM comigo!)

Imagem pública

Santarém, Pá 26 de março de 2020