Em primeiro lugar, “o amor próprio”. Depois se dispõe a qualquer outra forma de amor. Como diz uma frase da Maria Berenice Dias: ” Amor depende de tê-lo e se dispor a dá-lo”.
Amor é mais que um prestígio, portanto, só ele é capaz de transformar a vida de qualquer pessoa. Criar esse vínculo, esse afeto por nós mesmos, é sem dúvida a coisa mais sábia que podemos fazer em respeito a pessoa que somos.
Eu confesso que já vi diversas descrições a respeito de amor próprio, mas não vi, o amor próprio. Engana-se quem pensa que amor próprio se resume em palavras e gestos. A maioria das mulheres confundem amor próprio com atos narcisistas. Claro, não sou contra, acho que até certo ponto, essa é uma manifestação saudável. É próprio da natureza feminina, querer mostrar que o lado externo, vai bem. Mas, numa época de tanta “maquiagem”, é previsível que depois de uma boa lavada no rosto, essa pseudo felicidade, vai embora. E aí, quem é você quando não representa? Diante do espelho, quem é você, querida Alice?
Criar uma imagem, uma caricatura de quem você é para os outros, pode parecer interessante num primeiro momento, mas não se prenda tanto nisso. Importe-se com você. O que garante o fruto do nosso sucesso é o que vem de dentro para fora, essa coisa que poucas pessoas reconhecem. Mas, que costuma fazer a vida ter sentido. Quando se vive muito para fora, a vida costuma ficar cheia de atropelos, e com isso vem o desamor. Então, você começa se boicotar até chegar numa situação deplorável…
Com isso, começa a era do barulho, “muita fala, muitos gritos internos”, alguns que soam quase como um pedido de socorro, voce ja notou isso em algumas pessoas? Sim, existe tanto ser humano vazioque, com um olhar mais atento se percebe com facilidade. Gente, é impressionante como temos isso. Então, depois de instalada a bagunça, começa a fase da reconstrução interior. Não é assim? É, são as manifestações das descobertas. Mas até chegar nessa etapa da vida, já deixastes, partes de ti no caminho
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Amor próprio Alice, é algo especial, ele vem a partir do autoconhecimento, do respeito e da valorização daquilo que somos. Não tem qualquer relação com roupas, sapatos, batons, brilhos e outros. De modo geral, e como dito anteriormente, quer usar, use. Porém, o segredo faz-se no saber dosar. Quando se exagera nesses detalhes, você consegue atrair para si, muitos bajuladores, gente que quer o seu brilho, não o seu bem. Por isso, é preciso saber presumir com cautela o quanto de ilusão nos faz bem, o quanto isso é bom para o ego, pirque até um certo ponto, é benefico ao ser humano. Porém, em excesso, ela causa um estrago irreparável na vida de qualquer pessoa.
Querida Alice, o segredo para a nossa felicidade é ” rodear-se de pessoas que te façam sorrir o coração. É então, que só então, que você estrará no país das maravilhas… ” [ Lewis Carrol]. Não Busquei, não queira encontrar amor, nem reconhecimento aonde não existe. Este, só é possível, quando você souber se interpretar da maneira correta, quando souber lidar com os seus dramas pessoais. O resto é engano.
Querida Alice, o repouso da felicidade está se vendo, ele vive em nós.
Que bom seria, se todos os nossos caminhos fossem bonitos como esse. Aliás, que todos as nossas escolhas, pudessem nos direcionar a caminhos favoráveis. Talvez, pelo constate da própria paisagem, a distração pudesse aliviar os fardos da vida.
Dessa maneira, pelo simples fato de aocaminhar, pudéssemos diminuir a rigidez do coração. Falo do coração, como algo metafórico, porque bem se sabe, que tudo que acontece na cabeça, dado pelo inconscientes, é ele que guarda todas as informações das quais precisamos, e com isso, usamos palavras bonitas para manifestar a nossa maneira de reiventar a vida, e com isso, perceber as cores que trazem uma significado especial a ela.
Imagine que nesse processo de caminhar , se fossemos menos ignorantes, talvez pudéssemos descobrir com mais cautela todo o processo de nossas inquietações. Muitas vezes, o homem por ter uma visão distorcida da realidade acaba tomando caminhos secundários, caminhos longos de modo que, estes lhes são poucos favoráveis
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Em geral, são caminhos que tornam-se cansativos. Mas, veja aqui, não falo dos caminhos geográficos, é sim dos caminhos internos, os caminhos que nos leva a caminhar por dentro. São eles que fazem com que a estrada muitas vezes, possa ser desértica.
É comum se ouvir colocações do tipo ” eu sei o que faço “, e “não preciso que ninguém diga o devo ou não fazer”. Cuidado, muito cuidado nesse momento. Ás vezes, não se precisa dizer ao outro o que ele deva fazer. Não, é natural que a pessoa se coloque na disposição de refletir, diria que, não há nada mais justo. Crescer internamente só é possível através de um processo de persistência. A medida em que se olha para a realidade como ela deve ser vista verdadeiramente, é que o ser humano cresce. Claro, todo mundo conhece o certo e o errado. E a lição parte desses dois pressupostos, onde diante dessa difícil escolha, o resultado de uma delas é disciplinar a nós mesmos. Evidente que todos sabem a lição, o que falta mesmo, é aprender como nos relacionar com ela. Não tem mistério. Há uma escolha…
Quanto mais você conhece a lição, mas tende a errar, e sabe por quê? Pela confiança que julgamos ter. Ás vezes, é tão comum se querer o resultado sem levar em conta todo o processo, toda trabalheira que se descobre dentro de cada etapa para finalmente sermos merecedores dele, digo, do sucesso.
Disto, infelizmente, tiramos vários exemplos. Queremos muito algo, mas o sacrifício, o preço como se costuma falar, poucos são os que desejam pagar. Se você prestar atenção, a descrença acontece em quase em 90% dos casos. Eu quero isto, quero aquilo, mas o sujeitar-me as regras não. Ora, afinal…” Eu já sei tudo”. Não é assim que acontece? Se contradizem na própria busca. Aí, chega os desconfortos da vida, e um problema que era pequeno, cresce de forma desordenada. Eu, como o ‘ rei da razão ‘, escolhos os meus caminhos
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Caminhos que quando não sei ou recuso-me a andar neles de maneira harmoniosa, digo, por escolha própria, torno-me um andarilho de muitas estradas. Essas em geral, do pensamento. E se considerar, são caminhos que nunca se encontram porque não sofrem o processo de transformação, isto é, por causa de imaturidade, perdemos sempre. Ela é uma força que nos desumaniza. Quem em sã consciência, opta pela dor? Ninguém.
É preciso ter cuidado para não se perder nas muitas voltas da vida.
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Caminhe! Mas, caminhe estabelecendo consigo o conhecimento necessário para encontrar algum conforto por passar.
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