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” Só o amor conhece a liberdade “
O amor sem mérito, sem arrogância, o sentimento puro, capaz de conhecer a própria liberdade (…) Quando vemos um sentimento descalço, beijar a vida, compreendemos o porquê de sua magnitude. Um homem dentre as sombras, olha para lua como se fosse um poeta. Não precisa nem de caneta nem de papel, porque sonha com a grandeza a qual a vida pouco lhe oferece, devido a amarga lucidez. Sonha a sua própria liberdade É um poeta de alma […] Um filósofo a passear ao som do mar sobre as ondas… Sonha, sonha os dias longos e, a noite…dorme com os sonhos da tua mocidade […] Seja poesia.
João Cabral de Melo Neto (1920-1999), foi um homem que se interessou pelos problemas sociais do Nordeste. Desde cedo, João Cabral mostrou intense pela palavra, mas não só pela palavra propriamente dita, ele queria ser mais, tanto que a preocupação de João foi além porque ele se tornou um crítico literário nesse segmento, ou seja, João conseguiu falar da fome, da miséria e da morte de modo, que denunciava essas mazelas, e as condições que elas se davam através de uma linguagem própria
João pertenceu a geração de 1940-50, e tinha uma característica muito peculiar, ou seja, percorreu os próprios caminhos, digamos: construiu uma característica própria entre os poetas de sua geração. Claro, ele criou um novo conceito de poesia, acompanhou ali um pouco dos traços delineados da poesia de Drummond,Murilo Mendes, mas soube destacar-se de forma profunda na construção daquilo que o seu trabalho tinha a oferecer, ou seja, denunciar que se percebe por exemplo, isso na sua maior obra que é: MORTE E VIDA SIBERIANA.
Morte e vida Severina, ela mostra a fuga da seca e da miséria, e o o que o autor pretende é extrair uma forte crítica, ou seja, mostrar quem são os severianos do país.
Como poeta, João também transformou-se num objeto de referência de poetas subsequentes, como foi o caso do movimento concretista dos dos anos de 50 a 60. Como um exemplo, cita-se o Arnaldo Antunes. João, trilhou um caminho só, como dito, e teve ao de sua vida outros importantes trabalhos como, O cão sem Plumas ( 1950), O rio (1954), Agreste (1985) e Andando Sevilha (1990), assim como muitos outros. A poesia também é um convite a conhecer o trabalho desse poeta maravilhoso.
Imagem: Forgery of Psinting ( 1943), de Joan Miró.
Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Ano: 2013
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