ROMEU E JULIETA

Rompeu e Julieta , um clássico da Literatura. Aqui, aproveito para fazer uma propaganda para o Walcyr Carrasco porque já li outros livros dele e adorei. Mas, falando de Rompeu e Julieta, esse livro conta uma ‘ das ‘ mais belas e trágicas histórias de amor. Tragédia é a característica principal de Shakespeare, logo , o amor e todas suas contradições sobreviveria além das páginas. Um exemplo de um amor verdadeiro. Claro, nesse livro, narra-se a história da descoberta do amor, do ‘primeiro amor’ , dessa coisa avassaladora, diria que, quase um obsessão entre os casais. Mas, que ganha vida em muitas caras, muitas bocas, e o sucesso de toda essa história, depende não da pessoa que escreve, mas de você.

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Google

Santarém, 13 de abril de 2020

Shakespeare

De almas sinceras a união sincera

Nada há que impeça: amor não é amor

Se quando encontra obstáculos se altera,

Ou se vacila ao mínimo temor

Amor é um marco eterno, dominante

Que encara a tempestade com bravura;

É astro que norteia a vela errante,

Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora

Seu alfange não poupe a mocidade;

Amor não se transforma de longe em hora,

Antes se afirma para eternidade.

Se isso é falso, e que é falso alguém provou,

Eu não sou poeta e ninguém nunca amou.

William Shakespeare

Pensador.com

Marii Freire Pereira

Vem comigo!

Santarém, 13 de abril de 2020

Nesta Páscoa, reflita sobre a vida. Em especial, a sua.

A palavra Páscoa, deriva do hebraico, e significa ‘ passagem ‘. E passagem como o próprio nome sugere, significa tudo aquilo que envolve o contexto da vida, o que vai desce, o nascimento a morte.

A reflexão a respeito do dia de hoje, é para lembrarmos simbolicamente da história de Jesus. Veja que a ‘ passagem ‘ Dele na história da humanidade, é toda tecida por situações adversas, diria que muitas contraditórias a respeito do significado da própria vida. Porém, Ele nos deixou um belíssimo exemplo de superação que foi vencer a própria morte.

Até hoje, muitos questionam a respeito da morte de Cristo. Fala-se em uma morte carnal, mas também espiritual. Claro, a morte carnal, ela é concreta. Todavia, a morte espiritual não. Essa é uma ‘ das’ questão mais importante a ser desvendada no que diz respeito a provocação que Cristo deixou no pensamento do homem, ou seja, um ser que vive baseado mais em seus instintos, e que portanto, comete guerras, vinganças, discriminações e tantas outras coisas, dentre elas até mesmo a morte ( que hilário, falando de morte), eis que surge um exemplo maior, ou seja, aquele que a venceu. Cristo venceu a morte! Para que dentro das nossas próprias contradições também, sejamos capazes de vencer os desafios diários, e viver pela emoção.

O que Cristo deixa como exemplo, dentro de seus segredos, é essa força, essa energia psíquica que canaliza muitos pensamentos construtivos que acabam nos estimulando, diria que até nos direcionando a viver aquilo que de fato é imprescindível, que é acreditar no seu exemplo de esperança, superação e fé. A fé que vence os próprios limites.

A reflexão sobre a Páscoa representa isso, a análise da somatória de uma vida inteira, ou parte dela, bem como, o respeito a cada processo ligada aos acontecimentos em relação a nossa passagem pela vida. E no que se refere a toda essa complexidade, talvez a luta maior seja sobrevivemos a construção intelectual e emocional. É esse detalhe que nos controla, portanto, aproxima ou distancia do céu.

[…]

Páscoa nada mais significa do que ‘momento de reflexão’. Portanto, quando você pega todos os acontecimentos e passa pelo grande ‘filtro’ que é a consciência, e ainda assim, consegue somar forças diante de todos os sacrifícios, o homem ” renasce ” novamente.

[…]

Feliz Páscoa a todos!

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Google

Santarém, Pá 12 de abril de 2020

João e Maria

” ..E pela minha lei, a gente era obrigada a ser feliz…”.

Chico Buarque e Sivuca

Fonte: LyricFind

Imagem: via Facebook

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 11 de abril de 2020

Castro Alves

Passa, ó vento das campinas,

Leva a canção do tropeiro.

Meu coração ‘ stá deserto,

Stá deserto o mundo inteiro.

Quem viu a minha senhora

Dona do meu coração?

Chora, chora na viola,

Violeiro do sertão.

[…]

Não quero mais está vida,

Não quero mais esta terra.

Vou procurá-la bem longe,

Lá para as bandas da serra.

Aí! triste que eu sou escravo!

Que valevter coração?

Chora, chora, na viola,

Violeiro do sertão.

(Castro Alves, Canção do violeiro. O navio negreiro e outros poemas. São Paulo, Saraiva, 2007)

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 11 de abril de 2020

Sentimento do Mundo

Tenho apenas duas mãos

e o sentimento do mundo, mas estou cheio de escravos,

minhas lembranças escorrem

e o corpo transige

na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu

estará morto e saqueado,

eu mesmo estarei morto,

morto meu beijo, morto o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram

Que havia uma guerra

e era necessário

trazer fogo e alimento.

Sinto- me disperso,

anterior a fronteiras ,

humildemente vos peço

que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,

eu ficarei sozinho

desfiando a recordação

do sineiro, da viúva e do microscopista

Que habitavam a barraca

e não foram encontrados

ao amanhecer

esse amanhecer

mais noite que a noite.

Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do Mundo, 1940. Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 11 de abril 2020

Paixão de Cristo

A consciência, os gestos, as reações a respeito da data de hoje, reafirma a importância do amor. O Amor de um homem pela humanidade.

De comportamento simplório, Cristo conseguiu fazer penetrar no coração humano a certeza de que, todo aquele que crer em seu nome consegue vencer as aflições, as injustiças, a dores, e todas as atrocidades imagináveis…desse mundo.

Apesar de todo relato de perseguição, Cristo, conseguiu costurar a fragilidade humana com histórias reais. Pessoas com exemplos miseráveis, não admitido no imaginário humano, mas que ele com sabedoria fez os puritanos parecem mais impuros do que aqueles que eram considerados escórias da sociedade. Jesus discrimava? Não, assim como não excluía, ele agregava, aproximava as pessoas. Fazia-lhes observar através de seu exemplo que, o que mais importante era amar o próximo. Na terra, não há exemplo maior de honestidade. Ele jamais admitiu o comportamento de pessoas que só olhassem para dentro de si, o que ele queria era a consciência vinda a partir de um coração puro.

Eis o segredo para saciar o coração divino, ‘a pureza do coração’. É quando você é capaz de fazer algo por amor, sem pretensão alguma. Talvez por isso, se consiga compreender melhor o significado das parábolas perturbadoras. Esse era o grande diferencial em Cristo Jesus, fazer as pessoas refletirem a sua própria história, e assim, alcançar o desejável.

[…]

Que nós, possamos carregar conosco, não um único dia para reconhecer o valor da história daquele que tudo sofreu, mas que possamos sempre pensar nas nossas ações, e a partir desse exemplo, sermos capazes de fazer a nossa ‘travessia’, com paciência nas perdas e esperanças diante dos abismos.

[…]

Marii Freire Pereira

Imagine: via Facebook

Santarém, Pá 10 de abril de 2020

Seus olhos

Seus olhos _que eu sei pintar

O que os meus cegou _

Não tinham luz de brilhar,

Era chama de queimar;

E o fogo que a ateou

Vivaz, eterno, divino,

Como facho do Destino.

Divino, eterno _ e suave

Ao mesmo tempo: mas grave

E de tão fatal poder,

Que, um só momento que a vi,

Queimar toda a alma senti…

Nem ficou mais de meu ser,

Senão a cinza em que ardi.

Aos golpes do imigo,

Meu último amigo,

Sem lar, sem abrigo

Caiu junto a mi!

Com plácido rosto,

Sereno e completo,

O acerbo desgosto

Comigo sofri.

Meu pai a meu lado

Já cego e quebrado,

De penas ralado,

Firmava-se em mi:

Nós ambos, mesquinhos,

Por invios caminhos,

Cobertos d’espinhos

Chegamos aqui!

[…]

Eu era o seu guia

Na noite sombria,

A só alegria

Que Deus lhe deixou:

Em mim se apoiava,

Em mim se firmava,

Em mim descansava,

Que filho lhe sou.

Não vil, não ignavo,

Mas forte, mas bravo,

Serei vosso escravo:

Aqui virei ter.

Guerreiros, não coro

Do pranto que choro:

Se a vida deploro,

Também sei morrer.

Almeida Garret, Seus olhos.

Literatura brasileira. William Cereja e Thereza Cochar, 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 10 de abril de 2020

Álvares de Azevedo

Já da morte o palor me cobre o rosto,

Nos lábios meus o alento desfalece,

Surda agonia o coração fenece,

E devora meu ser mortal desgosto!

Do leito embalde no macio encosto

Tem o sono reter!…já esmorece

O corpo exausto que o repouso esquece…

Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

O adeus, o teu adeus, minha saudade,

Fazem que insano do viver me prive

E tenha os olhos meus na escuridade.

Dá- me a esperança como que o ser mantive!

Volve ao amante os olhos por piedade,

Olhos por quem viveu quem já não vive!

( AZEVEDO, A. Obra completa. Ti o de Janeiro: Nova Aguilar, 2000)

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 10 de abril de 2020

Olavo Bilac

” Morrerei de aflição e de saudade…

Espera! até que o dia resplandeça,

Aquece- me com a tua mocidade!

Sobre o teu colo deixa-me a cabeça

Repousar, como há pouco repousava…

Espera um pouco! deixa que amanheça!”

Olavo Bilac, tercetos. Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Beijo (1916), de Marc Chagall

Santarém, Pá 10 de abril de 2020