A vida é uma brevidade, um acontecimento raro que nos permite ter o prazer de arquivar boas experiências, assim como, a oportunidade de nos decepcionar diante daquelas que nos causam frustações.
Infelizmente a vida é brevíssima para vivermos, mas além do prazer das pequenas regalias que ela nos oferece, temos que aprender a protestar contra aquilo que asfixia a nossa maneira de ser, de dar e recepcionar o outro. Quem é bom e quem nos manipula. Às vezes, a postura de uma pessoa, desde o início, denuncia quem ela é. Às falhas são perceptíveis. Outras nem sempre, só após algum tempo, é possível perceber quando elas se deixam revelar.
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A princípio, todo mundo é bom, ao menos, essa é a idéia que prevalece…até que se coloque em xeque cada pensamento. É, Rousseau estava certo ” nenhum ser humano nasce mal. É o ambiente que o corrompe. É natural que na bonanza todos sejam perfeitos, só no extremo é que as pessoas não conseguem se manter em seus disfarces.
Outro dia, usei uma frase da Elis Regina que é bem interessante, diz o seguinte: ” só toma champagne comigo aquele que comer grama “. Pois bem, certas verdades só são possíveis através de uma linha tênue para descubri-las. No auge, todo ser humano é completo. Mas certas verdades o desmonta. Primeiro, porque revela o caráter e segundo, porque a nossa utilidade aparece.
Há pessoas excelentes em lapidar aquilo que temos de melhor, mas fora isso, entra a tal da conveniência. Se somos úteis, somos inovadores, agora sem utilidade somos esquecidos numa prateleira qualquer. “Um livro empoeirado pelo tempo”. Quão rasas são as nossas relações, as nossas histórias. Muitas inclusive, perdem a oportunidade de ser cultivadas, por causa da superficialidade do ser humano.
Existem coisas que nos aprisionam e outras nos liberta, porque se assume a posição de humildade para superá-las. A verdade é que na dinâmica da vida, entre vítimas e violões, somos todos vítimas…de nós mesmos.
Felicidade é um sentimento tão gostoso, que por vezes, nos permite alçar voo […] e ir ao encontro de nosso próprio destino.
Marii Freire Pereira.
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Tem quem ame a aparência, não a essência. Tem quem ache lindo o tempo, as pessoas, o amor, os casais felizes, e que inclusive, queira viver um sentimento verdadeiro. Todavia, poucas são as pessoas que estão dispostas a suportar as condições do coração, melhor, as suas exigências. Ter consciência do valor, da doação, da entrega, do reparar os erros, porque é isso que permite-nos construir o que há de bom. Imperfeições, todos temos. Agora corrigi-las? Ah, isso nos torna humanos. Aliás, esse é um traço distintivo de nossa espécie…e talvez, uma das nossas maiores riqueza.
Para chegarmos à felicidade, ao ‘êxito’ mesmo, é preciso estarmos dispostos, firmes em nossos propósitos para que não se desista diante aquilo que é intragável. Felicidade não é algo instantâneo, pelo contrário, para se chegar a ela, é preciso vivermos os nossos próprios conflitos, talvez o estranhamento de si mesmo, as frustações, sentimentos de culpa e raiva para perceber que tudo na vida tem um preço. O preço que dinheiro não compra, porque são valores construindo a partir de sentimentos são inegociáveis.
Bem, alguns fingem com facilidade que são felizes. Quantas mulheres extremamente lindas e com roupas de grifes famosas assumem uma postura arrogante para disfarçar as suas fragilidades? Muitas. São as camadas, mas no todo, nunca seremos felizes dessa forma. O ideal mesmo é que se busque o caminho, seja digo (a) do mérito, pois assim, seremos protagonistas de nossas próprias histórias. Eu como gestora da minha psique devo saber interpretar os meus próprios conflitos, para conseguir superá-los. Agora se tenho dificuldades, dificilmente serei autêntica. É sempre interessante deixarmos claro aquilo que pensamos. Para isso:
. É muito melhor ser autêntica, deixando claro o que penso, do que ficar fingindo aquilo que não sou.
. Uma pessoa decidida, ela sempre será admirada pelo que é. Não precisar representar, é uma assertiva.
Eu ficaria felicíssima se um dia, ao entrar numa loja, pudesse comprar o amor por exemplo. Algo que viesse pronto, e no dia em que que [ quisesse] um romance fosse até a minha cozinha e colocasse num copo a dose certa daquilo que estou precisando. Ora, quanta bobagem! Se assim fizesse, estaria estimulando as pessoas a cometer o mesmos erro, e não dizendo- lhes que a felicidade, bem como, um relacionamento feliz depende da qualidade de suas atitudes. Eu não posso atropelar questões tão preciosas como conquista e respeito pelo outro ser, só porque desejo atingir os meus objetivos de maneira rápida. De repente, um jogo de cintura, ser ousada e perspicaz possa até pode ajudar. Todavia, no dia a dia, a vida pede mais.
Um amor tem que viver as suas fragilidades, os seus desafios para sobreviver qualquer exigência. O que a maioria das pessoas fazem é desprezar a busca pela excelência da qualidade daquilo que elas querem no momento.
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Engessar a mente nesse intervalo de tempo, é pensar que viver essa forma de felicidade é o suficiente. Mas, ‘pequenas regalias’, não o fará atingir a meta. Essa demora, e não comporta atropelos. Por isso, felicidade não é ter, é ser, é viver os desafios juntamente com as transformações que nos leva a ser ser humanos melhores.
Felicidade pode ser interpretada de muitas maneiras, vista de muitos ângulos. Porém, não a viveremos verdadeiramente, se a olharmos de maneira pequena. Ela não se faz a partir da necessidade, mas da escolha, da dedicação diria e exclusiva. Não é algo que um dia você cuida e no outro esquece. Tem quem goste de viver as suas facetas, mas sem disciplina, o prazer torna-se dor…porque divide os sentimentos. Sem razão o amor vira banalização.
As pessoas devem oferecer o que é verdadeiro, porque é através da entrega que tomamos consciência do valor que temos na vida uns aos outros.
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