Gregório de Matos

Descarto-me da tronga, que me chupa,

Corro por um conchego todo mapa,

O ar da feia me arrebata a capa,

O gadanho na limpa até a garupa.

Busco uma freira, que me desentupa

A via, que o desuso às vezes tapa,

Topo-a, topando-todo o bolo rapa,

Que as cartas lhe dão sempre com chalupa.

Que hei de fazer, se sou de boa cepa,

E na hora de ver repleta a tripa,

Darei por quem mo vase toda Europa?

Amigo, quem se alimpa da carepa,

Ou sofre uma muchacha, que o dissipa,

Ou faz da mão sua cachopa.

Gregório de Matos. Necessidades Forças da Natureza Humana.

( Soliteratura.com.br)

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Loretta Dress in Solid White COTTON

Santarém, Pá 6 de Julho de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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