” Mas nós os verdadeiros cavaleiros andantes ao sol, ao frio, de noite ou de dia, não somente conhecemos os inimigos em pinturas, mas em suas próprias pessoas, e em todo transe e ocasião os combatemos.”
A primeira coisa que ocorre em nossa mente em relação a família, é o elo que une as pessoas. Não tem como pensar na prole, sem levar em conta o cuidado, a questão da afetividade, de atender as necessidades e assegurar um ambiente saudável a criança. O afeto é algo tão necessário que se tornou até um dever jurídico. Ele é hoje a coisa mais importante que integra a estrutura familiar. Sem ele, não teríamos como manter um bom relacionamento com a nossa família.
O que é o elo?
O elo é um vínculo biológico. Quando o bebê nasce, se costuma dizer que o primeiro elo é quebrado a partir do momento em que ocorre a ruptura do cordão umbilical, entre mãe e filho. Mas, também é possível trabalhar ‘elo’ no sentido amplo. Em outras palavras, eu posso usar esse significado para algo que permite-me atribuir valor a família, no todo. Ter uma relação autêntica, baseada no afeto, amor e diálogo que são itens fundamentais para tocar as necessidades da família.
Hoje, pode-se dizer que a família, ela ultrapassou limites até da previsão jurídica. Por que? Porque elas conseguiram evoluir culturalmente e socialmente. Então, dentro do conceito de família, dentro coisa de tentar definir o que é família, a palavra que tem mais força nesse momento é afeto.
O afeto é o que permite, faz com que os relacionamentos tenham essa característica saudável. Ele é o elemento identificador dos vínculos familiares. Ele não só é um fato social, mas também psicológico. Portanto, é possível observar que em todas as culturas, há as suas mutações evolutivas, mas nada é tão forte quanto esse detalhe. Para nós, por exemplo, pode-se se adotar uma criança, reconhecê-la como filho, sem a necessidade do vínculo biológico. Não nasceu de dentro, ou seja, do útero, mas é um filho do afeto, filho do amor. Ele ou ela, certamente irá ocupar um lugar, assumir uma função na família que o acolheu.
O afeto é nos permite ter uma linguagem de compreensão, desde o nascimento, até o momento de uma ruptura repentina. É possível notar que, aonde falta o afeto, sobra margem para as brigas, a discórdia de modo geral e a falta de respeito. Quando esse “elo quebra”, aí se percebe a desarmonia entre os membros de uma família. Quando acontece essa ‘quebra, nem a consanguinidade fala mais alto. Quantas famílias não levam os seus problemas ao extremo? Muitas. Quantos filhos não vivem brigando na justiça por reconhecimento? Ou quantos filhos convivendo sob o mesmo teto que o pai não têm afeto? É triste, mas isso é uma realidade. A questão dos filhos e afeto é algo muito profundo. Talvez, a situação mais complicada dentro da família não seja a pobreza ou mesmo a doença, a morte que causa divisão, mas a falta de afeto, digo: quando ele deveria ter existido no momento certo.
Pai, filho ou filha é aquele ou aquela que cuida e dá amor. É isso que faz criar o vínculo, é o cuidar, o carinho, o interesse. O amor, ocorre de uma opção, ou seja, daquilo que me permite construir.
[…]
Quem ama cuida, protege, educa. Se [ possível] convive com a prole.
As várias respostas de que precisamos, muitas delas, encontram-se dentro de nós. Aliás, as respostas estão todas por dentro de nós. Só não as encontramos porque muitas vezes, não sabemos coser os fragmentos da vida.
É triste notar a necessidade que a maioria das pessoas têm para refletir acerca de seus problemas. A maioria, prefere algo pronto, ‘ mastigado’, do que ter que buscar isso de forma plena, sendo verdadeiro consigo mesmo. Em geral, quando estamos diante de situações assim, é preferível culpar alguém do que enxergar o defeito em nós.
Observar é importante. Observar é tão necessário que, as vezes no silêncio, nos tornarmos figuras patéticas, e nos perguntamos: como procurar respostas aonde ela não existem? Como fugir no momento em que estamos ansiosos, por exemplo? Por que pegar caminhos secundários? Que mania é essa que o homem tem de se ” abandonar”, nos momentos mais importantes, quando deveria ser honesto consigo mesmo? Quem lhe ensinou que a vida pode ser melhor dessa maneira? Não sei. Mas, a vida não acontece dessa forma, todos nós, temos problemas. Portanto, mais do que tê-los, é preciso silucioná-los, não entregando o peso da responsabilidade para as outras pessoas, mas para nós mesmos. Não se pode viver em meios aos desenganos sem tirar uma lição de cada aprendizado. Até o pior livro que lemos, tem uma lição a nos ensinar. Por isso, é preciso pegar essas informações e usá -las ao nosso favor. Digo: as respostas que são boas e aquelas que nos decepcionam, devem ser justas da mesma maneira.
Na vida, ao invés de valorizar as experiências negativas, temos que ter a inteligência de reeditar essas experiências de modo que podemos somar, para depois subtrair as respostas daquilo que precisamos saber. E aí, é que o silêncio é importante, sobretudo, porque é somente através dele que chegamos a essas respostas.
[…]
Muitas vezes, o silêncio é o tempero da tolerância, até aonde posso ir, até quanto suporto, até quando sou capaz de paciência? As nossas dúvidas são cruéis, elas violam, entulham a nossa memória com coisas que vai pouco a pouco nos sufocando. E o prejuízo? Certamente, é o que nos fere, machuca e o que também, nos deixa um aprendizado. O nosso maior desafio é não nos torna reféns, é não deixar nos escraviza. E por que? Porque os problemas nos consome, e aí afirmo: não suportando toda essa carga negativa, a gente vai adquirindo outros problemas, ou seja, é uma conta que nunca fecha, porque não pensamos como deveríamos pensar realmente.
A memória é algo extremamente delicado. É nela fica o registro das coisas boas e ruins que vivemos. E o que interessa disso tudo? É que ela é um lugar onde você deve se aprimorar na arte de pensar, pensar em vencê-la, vencer as suas dificuldades, principalmente as interpretativas. Muitas pessoas dizem que a memória é um campo de batalha, ou voce aprende a super os conflitos da mente ou é facilmente digerido por eles. É por isso que devemos ter aptidão, sermos caoa6de explorar o lado saudável, dos nos conflitos, dos nossos traumas, porque isso sim, implica no nosso comportamento. É só através dessa forma de saber interpretar, que se chega as respostas de dentro (…), essas que que não as encontramos nos livros, nem no conhecimento de mundo!..
A verdade é que existe saída pra tudo. Isso está, ligado ao autoconhecimento, existem uma centena de receitas prontas que falam a respeito disto por aí. Acredito que tudo que nos ilumina, serve de alguma forma para melhor o nosso aprendizado, é válido. Agora, quando a resposta que você procura for íntima, ela vive em você, basta refletir. Se esse é o seu problema, pense.
Boa sorte!
Marii Freire Pereira
Imagem: Pinterest. What if winter is nota a place outside
” Quando de manhã cedo, saio da minha casa, triste e saudoso da minha mocidade que se foi fecunda, na rua eu vejo o espetáculo mais engraçado dessa vida.
Amo os animais e todos eles me enchem do prazer natureza.
Sozinho, mais ou menos esbodegado, eu pela desço a rua e vejo.
O espetáculo mais curioso é o da carroça dos cachorros. Ela me lembra a antiga caleça dos ministros de Estado, tempo do império, quando eram seguidas por duas praças de cavalaria de Polícia.
Era no tempo da minha meninice e eu me lembro disso com as maiores saudades.
_ Lá vem a carrocinha! – dizem.
E todos os homens, mulheres e crianças se agitam e tratam de avisar os outros.
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