Mário de Andrade

” Por muitos anos procurei- me a mim mesmo.

Achei. Agora não me digam que ando à procura da originalidade, porque já descobri onde ela estava, pertence-me, é minha”

Mário de Andrade. Literatura Comentada. Nova Cultural. São Paulo, 1990

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Khalil Gibran

“Quando o amor vos chamar, segui- o

Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;

E quando ele vos envolver com suas asas,

cedei-lhe

Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir- vos;

É quando ele vos falar, acredite nele,

Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos

Como o vento devasta o jardim.

Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,

Assim ele vos crucifica.

E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,

Trabalha para vossa poda.

E da mesma forma que alcança vossa altura

E acaricia vossos ramos mais tenros que se embala ao sol,

Assim também desce até vossas raízes

E as sacode no seu apego à terra.

Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.

Ele vos debulha para expor vossa nudez.

Ele vos pereira para libertar- vos das palhas.

Ele vos mói a extrema brancura.

Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.

Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma

No pão místico do banquete divino.

Todas essas coisas o amor operará em vós

Para que conheceis os segredos de vossos corações

E, com esse conhecimento,

Vós convertais no pão místico do banquete divino.

Todavia, se no vosso temor,

Procurardes somente a paz e o gozo do amor

Então seria melhor para vós que cobrisseis

vossa nudez

É abandonásseis a eira do amor

Para entrar num mundo sem estações,

Onde rires, mas não todos os vossos risos,

E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.

O amor nada dá senão de si próprio

E nada recebe senão de si próprio.

O amor não possui, nem se deixa possuir.

Porque o amor Barra-Ondina se de si mesmo.

Quando um de vós ama, que não diga:

” Eu estou no coração de Deus”.

E não imag8neo que possais dirigir o curso do amor,

Pois o amor vos acha dignos,

Determinará ele próprio o vosso curso…”

Khalil Gibran. ” Quando o amor chamar, siga-o”.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Leonard Cohen

São quatro horas da manhã, final de dezembro

Estou escrevendo agora somente para ver se você está melhor

Nova York está fria, mas eu gosto de onde estou vivendo

Há música no Clinton Street durante toda a noite

Ouvi dizer que você está construindo sua

pequena casa nos confins do deserto

Você não por nada agora, espero que você

esteja mantendo algum registro

Da última vez que vimos você, você parecia bem mais velho

Sua famosa capa de chuva azul estava rasgada no ombro

Você foi para a estação pegar cada trem

E você voltou para casa sem Lili Marlene

É você tratou minha mulher como uma faísca de sua vida

E quando ela voltou para casa, ela era esposa de ninguém

Bem, eu vejo você com com uma rosa nos dentes

Mais um ladrão cigano

Bem, eu vejo Jane acordada

Ela manda lembranças

É o que eu posso te dizer meu irmão, meu assassino

O que eu poderia te dizer?

Eu acho que sinto sua falta, eu acho que eu te perdoo

Estou feliz que você se pôs no meu caminho

Se um dia você vier aqui, pela Jane ou por mim

Bem, seu inimigo está dormindo é a mulher dele está livre

Sim, é obrigado, pelos problemas que você tirou dos olhos dela

Eu pensei que eu estava lá por bem, logo eu

nunca tentei

E Jane veio com um cacho de cabelos seu

Ela disse que você deu a ela Naquela noite que você planejava ficar limpo

Sinceramente, l. Cohen

Leonard Cohen. Danos à Capa de Chuva Azul.

https:// m.letras.mus.br

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Clarice Lispector

” Decifra-me, mas não me conclua, eu posso te surpreender. “

Pensador.com

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Machado de Assis

” ALGUMA COISA ESCAPA AO NAUFRÁGIO DAS ILUSÕES “.

https:// máfia.ufsc.br

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Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Gonçalves Dias

Eles vedes são:

E têm por usança,

Na cor esperança.

E nas obras não.

São uns olhos verdes, verdes,

Uns olhos de verde- mar,

Quando o tempo vai bonança;

Uns olhos cor de esperança,

Uns olhos por que morri;

Que ai de mim!

Nem já sei qual fiquei sendo

Depois que os vi!

…………………………………………..

Como duas esmeraldas,

Iguais na forma e na cor,

Têm luz mais branda e mais forte,

Diz uma _ vida, outra _ morte;

Imagem _ loucura, outra _ amor.

Mas ai de mi!

Nem já sei qual fiquei sendo

Depois que os vi!

………………………………………….

Gonçalves Dias. Olhos verdes

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013

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Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Gonçalves Dias

Gonçalves Dias foi uma voz importantíssima do romantismo brasileiro. Nascido em 10 de agosto de 1823. Foi poeta, advogado, jornalista e um dos pontos altos da lírica nacional. Gonçalves.

Gonçalves Dias, explorou com sucesso o conhecimento adquirido com a formação clássica e lusitana. O poeta trabalhou de forma equilibrada sem cair em exageros românticos, mas trabalhou temas voltados a natureza, a religião, amor, índio, solidão e medievalismo.

Gonçalves Dias foi um grande poeta. No cenário do amor, Gonçalves explorou a imagem da mulher e da natureza . Além disso, foi um dos grandes escritores da contemporaneidade brasileira.

Fragmento de Leito de folhas verdes

” A flor que desabrocha ao romper d’ alva

Um só giro do sol, não mais, vegeta:

Eu sou aquela flor que espero ainda

Doce raio do sol que mê vida.

Sejam vales ou montes, algo ou terra,

Onde quer que tu vás, ou dia ou noite,

Vai seguindo após ti meu pensamento;

Outro amor nunca tive: é meu, sou tua!”

Gonçalves Dias. Leito de folhas verdes

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013

Marii Freire Pereira

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Imagem: UOL

Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Álvares de Azevedo

” Se uma lágrima as pálpebras me inunda,

Se um suspiro nos seios treme ainda,

É pela virgem que sonhei…que nunca

Aos lábios me encostou a face linda!

Só tu à mocidade sonhadora

Do pálido poeta deste flores…

Se viveu, foi por ti! e de esperança

De na vida gozar de teus amores.

Beijarei a verdade Santa e nua,

Verei cristalizar- se o sonho amigo…

Ó minha virgem dos berrantes sonhos,

Filha do céu, eu vou amar contigo!..”

Álvares de Azevedo. Lembrança de morrer. ( In: Álvares de Azevedo, cit, p.28- 9)

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual, são Paulo. 2013

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Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Augusto dos Anjos

” NINGUÉM DOMA UM CORAÇÃO DE POETA.”

http://www.jornaldepoesia.jor.br

Marii Freire Pereira

Imagem: Um the Arma of Sleep

Criação : Marii Freire

Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Elza Soares

“Meu choro não é nada além de carnaval

É lágrima de sambra na ponta dos pés

A multidão avança como vendaval

Me joga na avenida que não sei qualé

Pirata e super homem cantam o calor

Um peixe amarelo beija minha mão

As asas de um anjo soltas pela chão

Na chuva de confetes deixo a minha dor

Na avenida, deixa lá

A pele preta e a minha voz

Na avenida, deixei lá

A minha fala, minha opinião

A minha casa, minha solidão

Joguei do alto do terceiro andar

Quebrei a cara e me livrei do resto dessa vida

Na avenida, dura até o fim

Mulher do fim do mundo

Eu sou e vou até fim cantar

Meu choro não é nada além de carnaval

É lágrima de samba na ponta dos pés

A multidão avança como vendaval

Me joga na avenida que não sei qualé…”

Elza Soares. Mulher do Fim do Mundo

https://m.letras.mus.br

Marii Freire Pereira

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Imagem: m.gp1.com.br/ Instagram: Elza Soares

Santarém, Pá 15 de Julho de 2020