” Eva, a primeira mulher. Gisele Bündchen, a beleza e a revolução das mulheres “.
Ao começar esse texto, eu peguei duas personalidades importantes de nossa história, porque apesar do paradoxo entre ambas, há elementos que dilaceram a realidade daquilo que tenho para abordar nesse tema. Primeiro, por que Eva e Gisele, o que há de comum nessas essas personagens? Como todos sabem, mulher sempre teve os seus direitos restringidos. Claro, tudo isso por conta de uma sociedade paternalista, onde a figura feminina era vista como um ser frágil. Portanto, essa mulher devia obediência ao pai, ao Homem- marido. Alguns registros por exemplo – fala com naturalidade acerca do respeito que elas deviam a todos. O homem com que se casavam, elas costumava os chamar de ‘meu senhor’. Neste caso, invés de meu marido ou amor, era dado o tratamento de respeito. Isso, vinda desde a infância.
As mulheres tinham uma educação completamente diferente dos homens. Estas, eram educadas para o lar. Com isso, elas serviam os seus senhores e cuidavam da prole, ou seja dos filhos. Eram ” mulheres do lar “, portanto ” submissas. Hoje, falar na palavra ” submissão “, é comprar brigar com a maioria delas. Muitas aceitam o papel de submissas, já outras não. ‘Resquícios de um passado que lhes negou parte da história’.
Bem, esse texto não é para esclarecer absolutamente nada, pelo contrário, é para trazer dúvidas a quem ler. Ora, imagine, se Eva era uma mulher submissa, Gisele Bündchen é uma mulher submissa? Muitos irão dizer que não, porque ela é uma mulher empresária, modelo independente. Sendo assim, não suporta a idéia de pessoa que vive a sombra de um homem, como vivia-se em tempos pretéritos. Gisele, sempre é vista com a auto-estima lá em cima, ela não precisa baixar a cabeça para ninguém. E a pobre Eva? Assim como Gisele, também gerou os seus conflitos. Na época, Principalmente, por conta da ” maçã ” que no meu entender era recheada do mesmo veneno da Branca de Neve. A diferença, foi só a dose do que colocoram na fruta. Com isso, é possível dizer que ‘passou- se a mulher de um jardim passou para uma passarela resplandecente!..
Você nota que a angústia e conflitos, praticamente são marcas femininas, onde a ação do homem é sempre oculta. E detalhe: oculta por conta da construção da própria existência humana. Pelos idéias dessa construção, a mulher ficou em segundo plano.
Um problema que tenho visto em relação ao papel da mulher na construção da história é que, hoje mesmo, essa mulher sendo forte, ela carrega traços de submissão, Sim. Por mais que se possa ser seja linda e independente, parte delas, ainda continuam sendo submissa dos caprichos masculinos. Como? Quando essa mulher constrói uma história com outra pessoa comprometida. São as relações extraconjugais que tantos colocaram o homem num papel de privilégio, mas essa mulher e sua cria, digna dos mais violentos predicados. Ou então, quando essa mulher não tem amor próprio e se relaciona com quem não consegue contemplar as suas qualidades. Aí, elas acabam tornando-se reféns de suas próprias palavras a respeito de submissão. Na verdade, existem diversas formas de compreender o significado de submissão. Esse, infelizmente é uma realidade até, das mulheres independentes financeiramente.
A memória dedicada a Eva, nos reporta a imagem de uma experiência de fracasso. A idéia de ‘sucesso e independência’ é vistas nas melhores revistas do mundo. Todavia, a mulher linda e símbolo de sucesso, independência, e tudo mais,é submissa ao esposo por gratidão por uma espécie de ‘ gratidão’, por tudo aquilo que ele lhe oferece. A emoção dessas duas histórias são belas, mas respinga em todas nós – mulheres.
Marii Freire Pereira
Imagem: Pinterest. Blog Estilo próprio. By Sair
Santarém, Pá 24 de Julho de 2020









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