Leia. Quem ler não contempla só a poesia. O ato de ler faz com que as nossas retinas contemplem a descoberta da realidade .
A realidade que tantas vezes é opressora, acaba ficando refém do conhecimento. Há quem diga por exemplo, que o ato de ler deixa os nossos olhos doente…
Tem o que se considerar nessa colocação. porém é um privilégio sermos herdeiros do conhecimento. Penso que talvez, o nosso maior legado seja a consciência. Só através dela é possível o autorreconhecimeto, bem como, a verdade como mecanismo que serve para a construção dos nossos próprios caminhos. Um ser consciente sempre vive dispostos a juntar-se aqueles que destroem a ignorância, aqueles que de forma humanizados ajuda outras pessoas a identificar a sua própria realidade. A consciência é a essência do próprio homem.
Quem ler…cria…transforma, supera todas as contradições.
Diante desse momento emblemático que o mundo vive por conta da Pandemia do Coronavirus, onde se observa fomentar importantes discussões acerca de questões relacionadas a prevenção, o cuidado e tudo aquilo que o brasileiro precisa fazer para conseguir atravessar essa realidade que é delicada e ao mesmo tempo comprometedora, e que portanto, mais do que nunca precisa da compreensão das pessoas, muitas têm optado pela a indiferença. É isso mesmo, a palavra é indiferença. Aqui, é possível se deparar com a falta de consciência por parte de alguns.
[…] como se define um gesto com essas características? Jogar máscaras em locais públicos ou mesmo nos corredores de hospitais tem se tornado uma cena comum. Agora Pergunto eu: é essa a atitude de um cidadão politizado? É natural que uma sociedade possa avançar dessa maneira? Quantas mortes temos por causa de Coronavirus no Brasil? Muitas, o assunto é delicado, portanto, merece consciência.
Assim, é possível replicar uma frase que anda circulando nas redes sociais. Eis a pergunta: ” O brasileiro se tornará uma pessoa melhor após a pandemia?” Levando em consideração essas atitudes é impossível. O vírus chegou de surpresa e revelou ainda mais os nossos problemas. É uma situação para se pensar, sem dúvida. Todavia, faz-se necessário, considerar dentre outras faltas o nível cultural ao qual se vive. Se você não tem consciência que lixo não deve ser jogado em via pública, quanto mais o grau de comprometimento desse problema causado pelo Coronavirus. É uma questão séria, inclusive demanda ajuda do governo que tem ignorado tal realidade. Quanto ao brasileiro, esse deveria tomar a iniciativa por si próprio, tentar ao máximo se proteger e não expor o outro ao risco de contaminação.
Há de se destacar ainda, o fato de muitas pessoas estarem lutando pela vida no leito de um hospital, enquanto outras preferem tratá-las indiferentemente. Primeiro, vem as suas posições, depois o direito do outro!..
Se de fato a discussão acerca dessa situação não passa de um problema imaginário para alguns, sobretudo em razão de ser visto por parte da população como algo sem valor, parece que a viver não tem importância para uma sociedade que oras, trava uma briga de fato, pela VIDA. Oras, abre mão do direito de viver. Não parece contraditório? E é, a diferença é que uns não têm a opção entre escolher viver e morrer, já outros tem todos os mecanismos de escolha e simplesmente…deixa de se importar com asua saúde e a dos outros.
A mensagem que ficar aqui é: consciência. Procure ser uma pessoa atualizada. Enfrente esse problema da melhor maneira possível. Proteja-se, e ofereça essa proteção também ao outro. A falta dela custa cara a todos nós. Não queira ser mais uma vítima. Não faça parte dessa triste estatística.
[…] ” Assim, naturalmente “, escreveu Berry Flanders enfiando os saltos dos sapatos mais fundo na areia, ” não havia nada a fazer senão partir.”
Brotando lentamente do bico da sua pena de ouro, a pálida tinha azul dissolveu o ponto final; pois sua caneta parou ali; seus olhos tornaram-se fixos, lágrimas inundaram- nos devagar. A baía inteira ioscilou; o fato cambaleou; e ela teve a ilusão de que o mastro do pequeno iate do sr. Connor se inclinava, como uma vela de cera ao sol. A sra. Flanders festejou depressa. Acidentes eram coisas terríveis. Piscou de novo. O monstro estava ereto: as ondas, regulares; o farol, em pé; mas o pingo de tinta se espalhara.
_ …nada a fazer senão partir _
_ Bem, se Jacob não quer brincar _ ( a sombra de Archer, seu Filho mais velho, caiu sobre o papel, e parecia azul na areia, ela sentiu frio. – já era três de setembro) – se Jacob não quer brincar… _ Que virão horrível! Deveria estar ficando tarde.
…
Eram assim as cartas de Betty Flanders ao Capitão Barfoot – cartas de muitas páginas, manchadas de lágrimas. Scarborough fica a setecentas milhas da Cornualha: o Capitão Barfoot está em Scarborough: Seabrook está morto. Lágrimas fizeram balouçar em ondas rubras todas as dálias do Jardim e reverbear em seus olhos a estudar de vidro, e enfeitavam a cozinha de setas luminosas, e fizeram a Sra. Jarvis, esposa do reitor, pensar, na igreja, enquanto os hinos ressiavsm e a Sra. Flanders se fabricava sobre a cabeça dos filhos pequenos, que o casamento é uma fortaleza, e que viúvas vagueiam solitárias por campos abertos, juntando pedras, resmungando paga é douradas, sozinhas, desprotegidas, pobres criaturas. […]
( Virginia Woolf. O quarto de Jacob. Trad. de Lya Luft. 2.ed. Rio de Janeiro: Novo Fronteira, 2003. p.7- 8)
CLARICE LISPECTOR
Em A Paixão segundo G.H, a protagonista é uma escultora que mora num apartamento de cobertura no Rio. Nesse momento, ela atravessava a crise de uma separação amorosa e, após demitir a empregada, resolve ir ao quarto da moça para fazer uma limpeza. Eis que surge atrás da porta uma barata. O inseto desencadeia o processo epifânico vivido pela personagem.
Fragmento que segue:
Estou adiando. Sei que tudo o que estou falando é só para adiar – adiar o momento em que terei que começar a dizer, sabendo que nada mais me resta a dizer. Estou adiando o meu silêncio. A vida toda adiei o silêncio? mas agora, por desprezo pela palavra, talvez enfim eu possa começar a falar.
…
O suor agora recomeçara, eu estava agora suada da cabeça aos pés, os dedos gelados dos pés escorregavam dentro do chinelo, e a raiz de meus cabelos amolecida àquela coisa viscosa que era o meu suor novo…”
Clarice Lispector. A paixão segundo G. H. Edição organizada por Benedito Nunes. São Paulo: Allan XX/ Scipione Cultural, 1997. p 15 e 106 – 107)
Marii Freire Pereira
VEM comigo!
Imagem: Cornualha, Inglaterra/ José Moya/ AGE Fotostock/ Grupo Keystone. arquivo pessoal.
” Elementar, meu caro Watson!” [ Sherlock Holmes], que algumas viagens, temos o privilégio de fazer sozinhos.
Existem momentos que ficamos cheios de coragem, e viajamos através da imaginação. Às vezes é um lugar que nunca fomos, mas sensação que a mente nos faz experimentar é algo maravilhoso. De repente, somos estimulados pela mente até ficar abastecidos com a sensação de prazer. Isso é, alguns privilégio que as limitações psíquicas não nos impedem. Neste caso, nem se pode falar em limitação psíquica. As imagens mentais, são verdadeiras fontes de prazer.
O curioso é que se aprende a respeito dessa questão relacionada as imagens, logo nos primeiros anos quando você ingressa na vida escolar. A mente tem o poder de capturar imagens. Estas, acabam ficando armazenadas por um longo período, e entre um intervalo e outro, as revivemos, o que causa a sensação de prazer.
É como ler um bom livro, você viaja sem custos adicionais, tem as informações que precisa e a qualidade de ser bem recepcionado. E o mais interessante, dentro de alguns minutos, você viaja o mundo num silêncio marcante!..
A mente humana é riquíssima em produzir estímulos, tanto que muitos causam verdadeiras inquietações. Eu gosto dessa parte das inquietações, porque elas acabam sendo um verdadeiro convite para sairmos das entrelinhas.
Há quem diga que para um casal viver bem, não pode existir atritos dentro da relação. Ledo engano! As histórias felizes, elas servem para fecundar os nossos sonhos. Mas, os relacionamentos na vida real, para conseguir chegar a um final feliz, passam por muitos dramas.
A realidade despida de romantismo, ela atravessa o deserto das lamentações. Infelizmente, é preciso dizer que muitos casais por não ter paciência, e a capacidade de atravessá- lo, se abandonam no caminho.
Há casais que nos primeiros cinco anos, não sobrevivem as decepções. Alguns homens por exemplo, nunca pedem desculpas por seus erros. As mulheres por sua vez, por ter uma sensibilidade maior, não reconhecem que ao expor a sua fraqueza, gera ainda muito mais conflitos. E com isso, vem o afastamento. Claro, é preciso reconhecer que entre ambas as partes, entre o homem e a mulher existem diferenças que irá sempre dividir a relação. São valores, concepções de vida diferentes que acabam tendo esse aprofundamento nas discussões.
Todavia, é bom ressaltar que a coisa mais importante num relacionamento, não é nem a questão de superar os conflitos. Mas, a maneira de como cada um se trata depois que essas diferenças acabam. É o ‘recomeçar’ que importa. É a paciência, a maneira, o carinho e o respeito de como você lida com o outro, é o fato de não brigar por coisas anteriores. Superar uma situação conflituosa dentro de um relacionamento, requer um pouco mais de cuidado, porque a partir do erro anterior, você vai tentar evitar que ele der entrada para uma segunda discussão por exemplo.
Correr o risco de uma relação desandar , todos correm. Porém, o sucesso de um relacionamento, seja namoro, casamento, ou qualquer outra forma de se envolver, vale muito a questão atrelada a consciência e disponibilidade desse casal em quer estar juntos. Conhecer os pontos fracos e tentar ao máximo evitar nossos erros é fundamental para a saúde desse casal. Lembrando que, não é que duas pessoas não possam errar. Podem! A diferença é como esse casal tem a capacidade de dialogar e resolver os seus problemas.
A forma de reconhecer as pequenas imperfeições na personalidade um do outro, neste caso, conta bastante. Errar é humano, mas procurar superar esses erros, é o que nos aproxima. Isso é uma regra, vale para todos. A medida que se compreende melhor, a necessidade do outro, ganha-se sabedoria No tratar com ele. Ganha as duas partes, porque uma relação para existir, precisa ser composta de dois. Por isso, é que se chama de relação. Quanto ao ‘final feliz’, este, acontece depois de superar a necessidade de todos os enfrentamentos. E aqui, conta um fator importante: diálogo franco! a capacidade de decifrar um ao outro, é que constrói essa coisa boa, digo, esse caminho voltado para o lado afetivo. Quando você aceita o outro, quando se considera o fato de que ninguém é perfeito, é que na verdade, se busca enxergar a outra pessoa com o valor que ela representa para nós. Neste caso, representa muito. Portanto, superar é preciso, pois só assim, a relação vale a pena.
Despertar para esse aspecto é importante porque ajuda fortalecer a relação naquilo que precisa de complemento. As dificuldades fazem parte da vida de duas pessoas que lutam para estarem juntas. Se, são capazes de mudar uma pela outra, isso demonstra o que valorizam no seu relacionamento. Lembrando que numa relação não se considera a lei do mais forte, porque neste caso, não existe relação que resista mesmo. O que interessa é a condição do coração em recepcionar as coisas boas.
Valorize o que é essencial, o que te faz andar de cabeça erguida. Se encaramos as nossas dificuldades de um jeito trágico, sempre iremos viver infelizes. Agora se, você conseguir extrair uma lição dos desgostos da vida, e souber usar isso com sabedoria no momento oportuno, certamente terá mais confiança alcançar o sucesso
Toda forma de adversidade, ela faz com que nos relacionemos melhores conosco. E o motivo é simples, você enxerga o que é inconveniente, lança isso fora e consegue prosseguir. Gente as dificuldades servem para que? Não é para nos tornar pessoas melhores? Então?! Aprenda mesmo sofrendo que, talvez, o início da lição daquilo precisa saber começa quando a vida te esmaga, quando ela exige o melhor de você.
[…]
A qualificação do resultado, passa pelo teste da exigência. Infelizmente é preciso dizer isso. Maturidade, só se adquire depois de muita informação. Antes, não. Antes, não temos autoconfiança e nem talento para lidar com as nossas tensões. Por isso, a vida é mesmo sabia, ainda quando nos tira tudo o que amamos.
Todos nós, ou a maioria, só aprende pela dor. A bravura nasce pela retomada de consciência. A partir do momento que você está forte por dentro, todas as dificuldades aqui fora, simplesmente…diminuem. portanto, compreenda o valor de cada lição, e procure levar a vida de um jeito mais leve. Isso contribui positivamente sobre o seu futuro. Pense que às vezes, é necessário que tudo dê errado para que sejamos capazes de construir aquilo que é certo.
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