O que me mata é a pouca entrega de vida que há no cotidiano.
Eu não sobreviveria somente as exceções- os sopros de vida.
Eu preciso dos campos estéreis
Preciso investigar
Cavucar
Ser capaz de extrair aquilo que será o meu prêmio.
Preciso procurar a fundo
Me decifrar
O mérito? Só depois de aplaudir a minha própria coragem, ter aconsciência satisfeita.
Não sou ‘Clarice’
Sou Maria que anda comigo mesma.
Conheço o significado da palavra resiliência
Tenho paixão pela vida, e acho que ela é um prêmio. Por isso, antes do ” orvalho “, é necessário
Ter sabedoria para lidar com as injustiças, a falta de tolerância, falta de afetividade…
Quero sobreviver a todos os tempos imperfeitos, e no fim criticar o que deixei de fazer, os projetos, as paranóias, as flores com quem deixei de conversar…
O pódio é o lugar que todos desejam chegar.
Mas, culpa e raiva nos afastam dele. Portanto, só quem nos leva ao seu encontro são as nossas verdadeiras necessidades.
E isso, só uma pequeniníssima maioria consegue chegar até ele.
Por último, o sentimento que nos deixa atônitos, o amor. Só ele entende a nossa alma maltrapilha…
Vistes? A regra é exceção!
Não culpe a vida, nem mendigue o seu encanto, faça acontecer.
” Nenhum um homem é um uma ilha, inteiramente isolado, todo homem é um pedaço de um continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar se teus amigos ou o teu próprio; porque sou parte do gênero humano. E por isso, não perguntai: por quem os sinos dobram; eles dobram por vós.”
John Donne. Meditação XVII. Livro Devotions Upan Emergent Occasions, 1624.
Meditações. Edição bilíngue. São Paulo, Editora Landamark, 2007
26 de de agosto, comemora -se o ” Dia Internacional da Igualdade Feminina “. Dentre outras coisas, o mês de agosto é considerado como um ‘ dos ‘ mais importantes do ano. Claro, falo isso porque como mulher, entendo o significado de toda a história da luta feminina no Brasil.
O mês de agosto relembra a Lei Maria da Penha, e a importância do combate à violência contra a mulher. Só ressaltando que apesar dessa lei, nao ter conseguido trazer a resposta que todos gostariam de ter, que no caso, seria o ‘fim da violência’. É interessante esclarecer que ‘ infelizmente ‘, a lei em si, não conseguirá tamanho propósito. Isso vai depender muito do comportamento/ cuidado de todos.
Algo positivo que vejo em relação a Maria da Penha, é que a mesma, acabou trazendo ” consciência ” a sociedade. A sociedade juntamente com o trabalho das instituições que lutam contra essa violência. Então, nesse sentido, existe sim, o cuidado para tentar diminuir a violência que a mulher sofre no dia a dia. Só que o resultado mesmo, depende de como nós, vamos tratar essa violência no sentido de combatê -la.
Todavia, o meu intuito não falar da violência contra a mulher, mas inserir outras situações que também viola o direito de todas nós.
Conforme já escrevi outras vezes, a mulher nunca foi um ‘ser incapaz’. Na verdade, o que aconteceu foi que a sociedade, melhor: o ‘homem acabou tirando todas as oportunidades que por direito seria de todas nós, mulheres”. Só para se ter uma idéia, negar-nos a educação foi uma forma de controle. No século XVIII, por exemplo, quando fala-se que ” Todos eram iguais perante a Lei”, o que permanece no artigo 5° da Constituição Federal, a nível de esclarecimento, ali, estava falando-se de uma igualdade em que os homens eram iguais entre si, a ” igualdade política “. Mas, era algo que apesar dessa igualdade escrita, nem todos poderiam exercer funções públicas. E nesse caso, as mulheres consideradas inaptas a participação nas decisões políticas. O tratamento só era igual quando se tratava da parte jurídica. No mais, mulher não podia nada. A não ser ‘ cuidar do lar, marido e filhos’.
Do século XVIII para tempos recentes, é que houveram mudanças significativas. Hoje, a mulher por exemplo, exerce a chefia da casa, toma cerveja, namora, sob ” olhares graúdos “, mas namora. Trabalha, porém, ganha menos. Isso são dados do ( IBGE) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Elas continuam sendo desvalorizadas, trabalham até mais que os homens. Mas, como diz o colega delegado a quem prefiro não citar nome : ‘quem manda na sociedade são os homens ‘. Sendo assim, infelizmente, existem muita coisa que provém dessa desigualdade. Aqui, vemos a questão da hierarquia. Eles são em menor número, porém, continuam mandando. E a mulher (continua), vivendo em desvantagem em relação ao homem em diferentes situações. Isso ocorre principalmente em relação ao mercado de trabalho. Trabalha-se muito e ganha-se menos. Um outro detalhe importante dar-se em relação a questão de gênero, a questão racial. Se isso for colocado em pauta, você observa que a lacuna é muito maior.
[…] nos tempos pretéritos, toda essa questão era muito mais comprometedora em relação a mulher. Hoje, apesar de muitos direitos femininos estarem expressamente esclarecidos, ainda se vê essa questão da desigualdade em comparação a muitas coisas, o que acaba rendemos um debate muito bom.
Todavia, depois desse ‘reparo moral, ou pelo menos, a tentativa dele, as mulheres já provaram que tem sim, capacidade intelectual. Muitas são críticas, trabalham em grandes empresas, e lutam mesmo por essa inclusão equitativa. Isso é bom, bonito até, porque a única coisa que elas podem fazer por si próprias, é continuar lutando. Lutando por igualdade, por poder participativo, representatividade.
[…]
O processo de luta por esses direitos, é algo importante, porque faz com que as mulheres, além do respeito, também façam valer os seus direitos. Eu não posso finalizar esse texto, sem deixar de dizer que a luta pela igualdade, sempre irá mostrar os resquícios da ignorância de outrora (…) Mas a luta continua, e serve como exemplo- para todas nós
” O tempo é um tecido em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, ou túmulo. Nada em cima do invisível é a mais sutil obra deste mundo, e o acaso de outro.”
” Existe um momento na vida de cada pessoa que é possível sonhar e realizar nossos sonhos…e esse momento tão fugaz chama-se presente e tem a duração do tempo que passa…”.
Você já se deparou com aquela sensação de estranhamento de si mesmo (a)? Aquela falta de alegria genuína? E não é por falta de confiança em si, é por todo o movimento a sua volta. É como uma espécie de tráfego sem sentido. Você anda em torno de um círculo procurando encontrar algo que esclareça o motivo daquela incredulidade, e daquela incerteza. Basta os pensamentos seguirem em outra direção para o estresse tomar de conta da mente. E com isso, vem o período de tristeza, revolta, abandono. Do mesmo modo, surge a necessidade de ” comparação “, fui alegre aqui, nisso não”.
Após algum tempo, você percebe que teve mais períodos de perda do que ganho. Resultado: melancolia. Já não tendo o luxo de conseguir vivenciar a felicidade, todos os pensamentos de tristeza chegam com muita força, e com eles surgem coisas como a ansiedade, depressão e a sensação de fracasso.
Há pessoas que dizem que a sensação de fracasso nasce por conta do capitalismo. Uma vez que elas ficam muito dependentes do dinheiro. E por ficar vivendo o círculo dessa dependência, esquecem que existem outras formas de viver, assim como, de sentir prazer. Em parte sim, o trabalho lhes tira o prazer de viver. Mas, o luxo que o dinheiro proporciona a quem o tem, também acaba trazendo uma resposta positiva. Claro, em relação ao dinheiro há muitas contradições. Às vezes, você tem dinheiro, mas não tem mais tempo de ser feliz, por exemplo. Ou simplesmente o inverso. A verdade é que, existem muitos fatores que nos trazem preocupações.
Às vezes, a angústia, às queixas , o estresse, acaba surgindo de outros outras situações. De coisas que você se concentra para compreender e não encontra resposta. Muitas pessoas, quase nunca têm respostas para o acúmulo de perguntas que guardam consigo. Deve ser por isso que os bares e restaurantes, estamos sempre lotados. Não é porque essas essas pessoas são bons fregueses, é porque esses lugares lhes servem de fuga.
[…]
Mesmo que você seja uma pessoa apaixonada pela vida, e faça de tudo para melhorar certas certas, existe um vazio que não se consegue atribuir nome. É algo inexplicável, impossível de fazer qualquer acordo com você mesmo. A resposta nem sempre depende de você ou das suas ações. E menos ainda, depende de quem caminha a seu lado (…) Há “coisas que simplesmente, vivem ali na análise das impossibilidades “. Parece que, as mesmas, habitam lugares mais afastados de nós. Mas, o problema é que se desejar conquistar. Todavia, temos que ser capazes de criar condições para alcancá-las. Qual é o ideal do ser humano, não é ser merecedor de suas conquistas?
Caminhar é o que faz todo o nosso trajeto ter sentido. Nunca nos sentiremos completos, se deixarmos de acreditarmos que podemos ir longe. Por isso, independentemente da situação, procure não torna-se um escravo dela, não perca tempo, não perca o controle. Viva de modo que você possa se relacionar bem contigo mesmo. Que a sua sorte, a sua paz interior não dependa dobtempi, dinheiro ou pessoas, mas de você.
Superar é preciso. Busque novas soluções para os problemas mais difíceis, aqueles que lhe consome diariamente. Mas, não trave briga, procure fazer deles , grandes aliados. Assim você verá que foi sábio nessa parceria.
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