Mulher, seja o que Quiser

26 de de agosto, comemora -se o ” Dia Internacional da Igualdade Feminina “. Dentre outras coisas, o mês de agosto é considerado como um ‘ dos ‘ mais importantes do ano. Claro, falo isso porque como mulher, entendo o significado de toda a história da luta feminina no Brasil.

O mês de agosto relembra a Lei Maria da Penha, e a importância do combate à violência contra a mulher. Só ressaltando que apesar dessa lei, nao ter conseguido trazer a resposta que todos gostariam de ter, que no caso, seria o ‘fim da violência’. É interessante esclarecer que ‘ infelizmente ‘, a lei em si, não conseguirá tamanho propósito. Isso vai depender muito do comportamento/ cuidado de todos.

Algo positivo que vejo em relação a Maria da Penha, é que a mesma, acabou trazendo ” consciência ” a sociedade. A sociedade juntamente com o trabalho das instituições que lutam contra essa violência. Então, nesse sentido, existe sim, o cuidado para tentar diminuir a violência que a mulher sofre no dia a dia. Só que o resultado mesmo, depende de como nós, vamos tratar essa violência no sentido de combatê -la.

Todavia, o meu intuito não falar da violência contra a mulher, mas inserir outras situações que também viola o direito de todas nós.

Conforme já escrevi outras vezes, a mulher nunca foi um ‘ser incapaz’. Na verdade, o que aconteceu foi que a sociedade, melhor: o ‘homem acabou tirando todas as oportunidades que por direito seria de todas nós, mulheres”. Só para se ter uma idéia, negar-nos a educação foi uma forma de controle. No século XVIII, por exemplo, quando fala-se que ” Todos eram iguais perante a Lei”, o que permanece no artigo 5° da Constituição Federal, a nível de esclarecimento, ali, estava falando-se de uma igualdade em que os homens eram iguais entre si, a ” igualdade política “. Mas, era algo que apesar dessa igualdade escrita, nem todos poderiam exercer funções públicas. E nesse caso, as mulheres consideradas inaptas a participação nas decisões políticas. O tratamento só era igual quando se tratava da parte jurídica. No mais, mulher não podia nada. A não ser ‘ cuidar do lar, marido e filhos’.

Do século XVIII para tempos recentes, é que houveram mudanças significativas. Hoje, a mulher por exemplo, exerce a chefia da casa, toma cerveja, namora, sob ” olhares graúdos “, mas namora. Trabalha, porém, ganha menos. Isso são dados do ( IBGE) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Elas continuam sendo desvalorizadas, trabalham até mais que os homens. Mas, como diz o colega delegado a quem prefiro não citar nome : ‘quem manda na sociedade são os homens ‘. Sendo assim, infelizmente, existem muita coisa que provém dessa desigualdade. Aqui, vemos a questão da hierarquia. Eles são em menor número, porém, continuam mandando. E a mulher (continua), vivendo em desvantagem em relação ao homem em diferentes situações. Isso ocorre principalmente em relação ao mercado de trabalho. Trabalha-se muito e ganha-se menos. Um outro detalhe importante dar-se em relação a questão de gênero, a questão racial. Se isso for colocado em pauta, você observa que a lacuna é muito maior.

[…] nos tempos pretéritos, toda essa questão era muito mais comprometedora em relação a mulher. Hoje, apesar de muitos direitos femininos estarem expressamente esclarecidos, ainda se vê essa questão da desigualdade em comparação a muitas coisas, o que acaba rendemos um debate muito bom.

Todavia, depois desse ‘reparo moral, ou pelo menos, a tentativa dele, as mulheres já provaram que tem sim, capacidade intelectual. Muitas são críticas, trabalham em grandes empresas, e lutam mesmo por essa inclusão equitativa. Isso é bom, bonito até, porque a única coisa que elas podem fazer por si próprias, é continuar lutando. Lutando por igualdade, por poder participativo, representatividade.

[…]

O processo de luta por esses direitos, é algo importante, porque faz com que as mulheres, além do respeito, também façam valer os seus direitos. Eu não posso finalizar esse texto, sem deixar de dizer que a luta pela igualdade, sempre irá mostrar os resquícios da ignorância de outrora (…) Mas a luta continua, e serve como exemplo- para todas nós

Todas firmes!💪👏👏👏

Marii Freire Pereira

Imagem: Marii Freire Pereira.

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Santarém, Pá 27 de agosto de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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