Frase de Coco Chanel que levo pra vida: ” Não é a aparência é a essência “. No final de tudo, o que importa é a ‘ bendita essência ‘. Sem ela a vida não pulsa, não tem o valor, nem o significado maior de estarmos aqui. Eu acredito que toda forma de gentileza é discreta, e o maior êxito do ser humano é saber contemplar isso…’ as pequenas regalias da vida”. Alter do Chão é uma delas!…
Os casamentos de antigamente, eram acontecimentos que decorriam da vontade dos pais. Na verdade, havia uma ” obrigação”, que precisava ser cumprida. Os casamentos não aconteciam pela manifestação da vontade se duas pessoas.
Antes, os casamentos eram feitos com base na convivência, nem sempre havia amor. Então, os casais se comprometiam diante daquele compromisso, e formavam famílias, mas essas famílias, claro – vinham de relações já hierarquizadas, onde prevalecia a vontade do homem. A mulher devia-lhe obediência, tinha que vir “pura” para o marido, e tinha que manter uma postura sempre na mesma linha, ou seja, se ela era pura, e ‘um ser doce’, não tinha porque ficar manifestando desejos íntimos por exemplo, ao esposo. Simplesmente, a mulher não sabia o que era afeto e sentimento em relação ao marido. A relação era muito fria, tanto que havia uma concordância silenciosa entre ambos que que deixam esse homem buscar prazer fora do casamento.
O homem por sua vez, ele tinha devoção a esposa, porém, ela ficava em casa com os filhos e ele, o homem na rua. O homem tinha o direito de manter relação com outras mulheres. O que obviamente não se estendia o mesmo direito as ‘ recatadas do lar.
É por isso que se fala que os casamentos eram negociações que cabia só o desejo dos pais em querer reunir seus filhos. A manifestação do prazer, o amor entre ambos era outra questão. De fato, isso não existia. Tanto que se percebe essas diferenças, coisas que cabia ao homem é não incluía os mesmos direitos as mulheres.
O amor verdadeiro, o amor romântico que se fala, veio muito tempo depois. Só após algumas mudanças, foi que se buscou valorizar essa forma de amar, ou seja, de duas pessoas estarem juntas, não por obrigação, mas pelo desejo, pela manifestação da vontade. Aqui sim, valorizou-se o sentimento, o amor saudável, a questão do carinho, do afeto, do desejo sexual. A própria questão do respeito, do carinho, e tudo o que cerca uma relação, são características dessa forma de amor.
Antigamente, como muitas pessoas costumam falar, havia muita rigidez em torno dessas relações. Era uma edificação que na verdade, só tinha um objetivo: a prole. Não se formava uma família buscando a felicidade, que é o que seprocura hoje.
A preocupação da época era criar uma estruturada familiar, onde ela pudesse ser assegurada com a vinda dos filhos. Mas, aí percebeu -se que esse modelo foi perdendo o encanto. As pessoas queriam ser livres, para escolher a quem amar. Elas queriam uma relação autêntica, e a procriação tinha que vir do resultado desse amor.
Aos poucos as pessoas foram deixando de cumprir o modelo antigo, digo essa questão voltada para a estruturação familiar, até chegar ao que temos hoje. A realidade é que as pessoas se conhecem, namoram, se casam, antes, elas podem desfrutar do toque, do carinho, dessa coisa gostosa que o amor nos permite conhecer. As pessoas se sentem valorizadas por isso, protegidas dentro de suas escolhas, o que não acontecia em tempos pretéritos. Antes, se elas ultrapassem qualquer limite, a sociedade agia com muito preconceito.
Hoje, percebe-se por exemplo, que as relações não são duradouras. Antes, as pessoas viviam uma vida inteira ao lado da outra pessoa, mesmo não amando e sofrendo maus tratos, mas viviam por questões impostas pela própria sociedade. Agora não mais. Você nota por exemplo, que o prazo que duas pessoas geralmente, ficam juntas é menor. Mas, não há a ” obrigação ” de você viver com quem não quer. Se você vive uma relação, onde se sente infeliz, cuidadosamente, é possível enfrentar essa realidade de modo, a desfazê-la. A principal característica que faz com que um relacionamento floresça é que as pessoas têm que estarem envolvidas pelo afeto, pelo coração. É uma união primeiramente, psicológica.
Na realidade, o amor só sobrevive a cuidados pequeniníssimos que demanda uma dedicação diária. E impossível querer ilustrar essa questão com fatos de antigamente. Esse ‘despertar ‘ da história , acabou trazendo muito mais vida para a realidade das pessoas. O esforço dia após dia, a dedicação, o carinho, o amor e a própria fidelidade, são coisas que leva ao sucesso, a plenitude…de um casal. É isso que permite que eles vivam o deleite do amor. Já se falta esses cuidado, essa, é possível que o amor esteja fadado ao insucesso. Para que a sorte de uma relação dure muito tempo, depende do que você investe: tempo, diálogo, carinho, brincadeiras, um casal tem que saber brincar, porque do contrário, vira uma relação rígida. Tem que haver demonstração de amor, paciência, renúncia e por último…cumplicidade.
” Não sei quem foi que disse que a Vida é feita pela morte. É a destruição continua e perene que faz a vida.
A esse respeito, porém, eu não quero crer que a Morte mereça maiores encômios.
E ela que faz todas as consolações das nossas desgraças; é dela que nos esperamos a nossa redenção; é ela a quem todos os infelizes pedem socorro e esquecimento
Gosto da morte porque ela é o aniquilamento de todos nós; gosto da Morte porque ela nos sagra. Em vida, todos nós somos conhecidos pela calúnia e maledicência, mas, depois que Ela nos leva, nos somos conhecidos ( A repetição é a melhor figura da retórica), pelas nossas boas qualidades.
É inútil estar vivendo, para ser dependente dos outros; e inútil estar vivendo para sofrer os vexames que não merecemos
A vida não pode ser uma dor, uma humilhação de contínuos e burocratas idiotas, a vida deve ser uma vitória. Quando, porém, não se pode conseguir isto, a Morte é que deve vir em nosso socorro…”
O que me mata é a pouca entrega de vida que há no cotidiano.
Eu não sobreviveria somente as exceções- os sopros de vida.
Eu preciso dos campos estéreis
Preciso investigar
Cavucar
Ser capaz de extrair aquilo que será o meu prêmio.
Preciso procurar a fundo
Me decifrar
O mérito? Só depois de aplaudir a minha própria coragem, ter aconsciência satisfeita.
Não sou ‘Clarice’
Sou Maria que anda comigo mesma.
Conheço o significado da palavra resiliência
Tenho paixão pela vida, e acho que ela é um prêmio. Por isso, antes do ” orvalho “, é necessário
Ter sabedoria para lidar com as injustiças, a falta de tolerância, falta de afetividade…
Quero sobreviver a todos os tempos imperfeitos, e no fim criticar o que deixei de fazer, os projetos, as paranóias, as flores com quem deixei de conversar…
O pódio é o lugar que todos desejam chegar.
Mas, culpa e raiva nos afastam dele. Portanto, só quem nos leva ao seu encontro são as nossas verdadeiras necessidades.
E isso, só uma pequeniníssima maioria consegue chegar até ele.
Por último, o sentimento que nos deixa atônitos, o amor. Só ele entende a nossa alma maltrapilha…
Vistes? A regra é exceção!
Não culpe a vida, nem mendigue o seu encanto, faça acontecer.
” Nenhum um homem é um uma ilha, inteiramente isolado, todo homem é um pedaço de um continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar se teus amigos ou o teu próprio; porque sou parte do gênero humano. E por isso, não perguntai: por quem os sinos dobram; eles dobram por vós.”
John Donne. Meditação XVII. Livro Devotions Upan Emergent Occasions, 1624.
Meditações. Edição bilíngue. São Paulo, Editora Landamark, 2007
26 de de agosto, comemora -se o ” Dia Internacional da Igualdade Feminina “. Dentre outras coisas, o mês de agosto é considerado como um ‘ dos ‘ mais importantes do ano. Claro, falo isso porque como mulher, entendo o significado de toda a história da luta feminina no Brasil.
O mês de agosto relembra a Lei Maria da Penha, e a importância do combate à violência contra a mulher. Só ressaltando que apesar dessa lei, nao ter conseguido trazer a resposta que todos gostariam de ter, que no caso, seria o ‘fim da violência’. É interessante esclarecer que ‘ infelizmente ‘, a lei em si, não conseguirá tamanho propósito. Isso vai depender muito do comportamento/ cuidado de todos.
Algo positivo que vejo em relação a Maria da Penha, é que a mesma, acabou trazendo ” consciência ” a sociedade. A sociedade juntamente com o trabalho das instituições que lutam contra essa violência. Então, nesse sentido, existe sim, o cuidado para tentar diminuir a violência que a mulher sofre no dia a dia. Só que o resultado mesmo, depende de como nós, vamos tratar essa violência no sentido de combatê -la.
Todavia, o meu intuito não falar da violência contra a mulher, mas inserir outras situações que também viola o direito de todas nós.
Conforme já escrevi outras vezes, a mulher nunca foi um ‘ser incapaz’. Na verdade, o que aconteceu foi que a sociedade, melhor: o ‘homem acabou tirando todas as oportunidades que por direito seria de todas nós, mulheres”. Só para se ter uma idéia, negar-nos a educação foi uma forma de controle. No século XVIII, por exemplo, quando fala-se que ” Todos eram iguais perante a Lei”, o que permanece no artigo 5° da Constituição Federal, a nível de esclarecimento, ali, estava falando-se de uma igualdade em que os homens eram iguais entre si, a ” igualdade política “. Mas, era algo que apesar dessa igualdade escrita, nem todos poderiam exercer funções públicas. E nesse caso, as mulheres consideradas inaptas a participação nas decisões políticas. O tratamento só era igual quando se tratava da parte jurídica. No mais, mulher não podia nada. A não ser ‘ cuidar do lar, marido e filhos’.
Do século XVIII para tempos recentes, é que houveram mudanças significativas. Hoje, a mulher por exemplo, exerce a chefia da casa, toma cerveja, namora, sob ” olhares graúdos “, mas namora. Trabalha, porém, ganha menos. Isso são dados do ( IBGE) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Elas continuam sendo desvalorizadas, trabalham até mais que os homens. Mas, como diz o colega delegado a quem prefiro não citar nome : ‘quem manda na sociedade são os homens ‘. Sendo assim, infelizmente, existem muita coisa que provém dessa desigualdade. Aqui, vemos a questão da hierarquia. Eles são em menor número, porém, continuam mandando. E a mulher (continua), vivendo em desvantagem em relação ao homem em diferentes situações. Isso ocorre principalmente em relação ao mercado de trabalho. Trabalha-se muito e ganha-se menos. Um outro detalhe importante dar-se em relação a questão de gênero, a questão racial. Se isso for colocado em pauta, você observa que a lacuna é muito maior.
[…] nos tempos pretéritos, toda essa questão era muito mais comprometedora em relação a mulher. Hoje, apesar de muitos direitos femininos estarem expressamente esclarecidos, ainda se vê essa questão da desigualdade em comparação a muitas coisas, o que acaba rendemos um debate muito bom.
Todavia, depois desse ‘reparo moral, ou pelo menos, a tentativa dele, as mulheres já provaram que tem sim, capacidade intelectual. Muitas são críticas, trabalham em grandes empresas, e lutam mesmo por essa inclusão equitativa. Isso é bom, bonito até, porque a única coisa que elas podem fazer por si próprias, é continuar lutando. Lutando por igualdade, por poder participativo, representatividade.
[…]
O processo de luta por esses direitos, é algo importante, porque faz com que as mulheres, além do respeito, também façam valer os seus direitos. Eu não posso finalizar esse texto, sem deixar de dizer que a luta pela igualdade, sempre irá mostrar os resquícios da ignorância de outrora (…) Mas a luta continua, e serve como exemplo- para todas nós
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