O Amor romântico

Os casamentos de antigamente, eram acontecimentos que decorriam da vontade dos pais. Na verdade, havia uma ” obrigação”, que precisava ser cumprida. Os casamentos não aconteciam pela manifestação da vontade se duas pessoas.

Antes, os casamentos eram feitos com base na convivência, nem sempre havia amor. Então, os casais se comprometiam diante daquele compromisso, e formavam famílias, mas essas famílias, claro – vinham de relações já hierarquizadas, onde prevalecia a vontade do homem. A mulher devia-lhe obediência, tinha que vir “pura” para o marido, e tinha que manter uma postura sempre na mesma linha, ou seja, se ela era pura, e ‘um ser doce’, não tinha porque ficar manifestando desejos íntimos por exemplo, ao esposo. Simplesmente, a mulher não sabia o que era afeto e sentimento em relação ao marido. A relação era muito fria, tanto que havia uma concordância silenciosa entre ambos que que deixam esse homem buscar prazer fora do casamento.

O homem por sua vez, ele tinha devoção a esposa, porém, ela ficava em casa com os filhos e ele, o homem na rua. O homem tinha o direito de manter relação com outras mulheres. O que obviamente não se estendia o mesmo direito as ‘ recatadas do lar.

É por isso que se fala que os casamentos eram negociações que cabia só o desejo dos pais em querer reunir seus filhos. A manifestação do prazer, o amor entre ambos era outra questão. De fato, isso não existia. Tanto que se percebe essas diferenças, coisas que cabia ao homem é não incluía os mesmos direitos as mulheres.

O amor verdadeiro, o amor romântico que se fala, veio muito tempo depois. Só após algumas mudanças, foi que se buscou valorizar essa forma de amar, ou seja, de duas pessoas estarem juntas, não por obrigação, mas pelo desejo, pela manifestação da vontade. Aqui sim, valorizou-se o sentimento, o amor saudável, a questão do carinho, do afeto, do desejo sexual. A própria questão do respeito, do carinho, e tudo o que cerca uma relação, são características dessa forma de amor.

Antigamente, como muitas pessoas costumam falar, havia muita rigidez em torno dessas relações. Era uma edificação que na verdade, só tinha um objetivo: a prole. Não se formava uma família buscando a felicidade, que é o que seprocura hoje.

A preocupação da época era criar uma estruturada familiar, onde ela pudesse ser assegurada com a vinda dos filhos. Mas, aí percebeu -se que esse modelo foi perdendo o encanto. As pessoas queriam ser livres, para escolher a quem amar. Elas queriam uma relação autêntica, e a procriação tinha que vir do resultado desse amor.

Aos poucos as pessoas foram deixando de cumprir o modelo antigo, digo essa questão voltada para a estruturação familiar, até chegar ao que temos hoje. A realidade é que as pessoas se conhecem, namoram, se casam, antes, elas podem desfrutar do toque, do carinho, dessa coisa gostosa que o amor nos permite conhecer. As pessoas se sentem valorizadas por isso, protegidas dentro de suas escolhas, o que não acontecia em tempos pretéritos. Antes, se elas ultrapassem qualquer limite, a sociedade agia com muito preconceito.

Hoje, percebe-se por exemplo, que as relações não são duradouras. Antes, as pessoas viviam uma vida inteira ao lado da outra pessoa, mesmo não amando e sofrendo maus tratos, mas viviam por questões impostas pela própria sociedade. Agora não mais. Você nota por exemplo, que o prazo que duas pessoas geralmente, ficam juntas é menor. Mas, não há a ” obrigação ” de você viver com quem não quer. Se você vive uma relação, onde se sente infeliz, cuidadosamente, é possível enfrentar essa realidade de modo, a desfazê-la. A principal característica que faz com que um relacionamento floresça é que as pessoas têm que estarem envolvidas pelo afeto, pelo coração. É uma união primeiramente, psicológica.

Na realidade, o amor só sobrevive a cuidados pequeniníssimos que demanda uma dedicação diária. E impossível querer ilustrar essa questão com fatos de antigamente. Esse ‘despertar ‘ da história , acabou trazendo muito mais vida para a realidade das pessoas. O esforço dia após dia, a dedicação, o carinho, o amor e a própria fidelidade, são coisas que leva ao sucesso, a plenitude…de um casal. É isso que permite que eles vivam o deleite do amor. Já se falta esses cuidado, essa, é possível que o amor esteja fadado ao insucesso. Para que a sorte de uma relação dure muito tempo, depende do que você investe: tempo, diálogo, carinho, brincadeiras, um casal tem que saber brincar, porque do contrário, vira uma relação rígida. Tem que haver demonstração de amor, paciência, renúncia e por último…cumplicidade.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Modern Internacional wendding Photography

Santarém, Pá 28 de agosto de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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